Renovação de frota no Corredor ABD aumenta em 30% a oferta de transportes. Investimentos foram de R$ 55 milhões

superarticulado

Ônibus superaticulado no Corredor ABD. Renovação da frota aumentou em 30% a oferta de lugares no sistema entre São Mateus e Jabaquara, passando pelo ABC Paulista. Empresa Metra investiu R$ 55 milhões. Foto: Adamo Bazani.

Renovação de frota aumenta em 30% a oferta de vagas nos transportes no Corredor ABD
Investimentos foram de R$ 55 milhões em 50 veículos de maior capacidade
ADAMO BAZANI – CBN
A renovação da frota do Corredor ABD aumentou em aproximadamente 30% a oferta de lugares nos ônibus e trólebus do sistema que liga São Mateus, na zona Leste de São Paulo, ao Jabaquara, na zona Sul da Capital Paulista, passando pelas cidades de Santo André, São Bernardo do Campo, Diadema, além da extensão entre Diadema – Estação Berrini, da CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, na zona Sul de São Paulo.
São 13 linhas operadas pela concessionária Metra, que investiu R$ 55 milhões na atualização da frota somente este ano.
Foram colocados 55 veículos novos em circulação: 30 ônibus superarticulados e 20 trólebus de 18 metros.
Por serem maiores, estes ônibus oferecem, segundo a empresa, mais vagas para os passageiros viajarem sentados sem, no entanto, ocupar muito mais espaço urbano.
Isso foi possível devido aos avanços tecnológicos e de projeto da fornecedora de chassi destes 55 veículos, a Mercedes Benz, e da fabricante de carroceria, Caio.
Os 30 ônibus superarticulados possuem 23 metros de comprimento e capacidade para 160 passageiros, sendo 70 sentados. Os investimentos foram na ordem de R$ 30 milhões só para a compra deste modelo.
Com chassi Mercedes Benz O 500 UDA, de piso baixo, os superarticulados que operam no Corredor ABD têm carroceria da Caio, modelo Milllenium BRT. A motorização é menos poluente e segue as atuais normas com base nos padrões internacionais Euro V, podendo reduzir em 80% a emissão de materiais particulados e em 63% a emissão de Óxidos de Nitrogênio. Computador de bordo que auxilia o motorista nas operações, ar condicionado, poltronas com encosto para cabeça, iluminação de led, tomadas internas para os passageiros carregarem celulares, notbooks e outros aparelhos, além de vidros panorâmicos, fazem parte da configuração dos veículos.
Já os 20 trólebus são de chassi Mercedes Benz O 500 UA e carroceria Caio Millenium BRT. Com 18 metros de comprimento, os veículos possuem os mesmos itens dos superarticulados, mas não emitem nenhum poluente na operação. Como diferencial, estes trólebus, cujos equipamentos são da Eletra, empresa de São Bernardo do Campo, possuem baterias de armazenamento de energia. Estas baterias possibilitam a chamada “marcha autônoma”, que é o deslocamento do trólebus por aproximadamente cinco quilômetros sem a necessidade de o veículo estar ligado à rede área. É uma solução para evitar transtornos em caso de problemas no fornecimento de energia ou eventuais problemas na rede.
Pelo Corredor ABD são transportados por mês 5,5 milhões de passageiros
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

13 comentários em Renovação de frota no Corredor ABD aumenta em 30% a oferta de transportes. Investimentos foram de R$ 55 milhões

  1. Parabéns, Metra, é a Tecnologia à serviço do Homem. Agora, na boa, passou da hora de aposentar os Caio Vitória Volvo articulados, fabricados em 1990 e os trólebus Marcopollo San Remo Volvo, ou então, mordenizar esses ônibus elétricos. Fica aí a dica.

  2. Amigos, boa tarde.

    Algumas perguntas:

    1) Alem de enfeiar o buzao, pra que servem as saias de roda ?

    2) Por que o corredor ABCD funciona como se deve ?

    3) Por que a EMTOSA funciona no corredor ABCD ?

    4) Por que sampa nao usa o modelo do corredor ABCD ?

    5) Por que a EMTOSA nao funciona no resto da administracao do metropolitano, em especial na area 5?

    E no minimo curioso…

    Att,

    Paulo Gil

    • Uma eu respondo. Porque no Corredor ABD não é a EMTOSA que funciona, mas é a Metra, que toma a maior parte das iniciativas. Se pedendesse da EMTOSA ……

    • Rogério Magalhaes // 28 de outubro de 2013 às 17:43 // Responder

      A questão 1 é simples: pra ela dar uma afrouxadinha e sair se enroscando com o pneu, travando tudo, como aconteceu outro dia desses quando tava nesse articulado trucado na 287 no sentido Santo André, na ponte sobre o Km 18 da Anchieta. Daí foi só arrancar aquela merda que pudemos seguir viagem. Foi só o susto (parecia que ia cair o eixo) e o cheirão de borracha queimada, hehehe…

      A questão 2 eu arrisco o seguinte: junte o fato de cada parada ter pelo menos 3 ou 4 linhas que a atendem e podem dividir a demanda conforme a necessidade do passageiro (pra SPTrans isso seria sobreposição e passaria o facão, socando tudo numa linha só) com o fato do corredor ser central devidamente bem segregado por baias (dificultando invasões típicas de faixinhas pintadas ou tachinhas pequenas) mais o fato das paradas serem do lado direito e não do esquerdo, o que permite não ter farol de pedestre travando o corredor a cada parada. Coisas simples que permitem o ônibus andar de verdade, não aquelas mentiras dos corredores de SP da madame Marta (o Rebouças é exemplo óbvio). E olha que ainda há uns gargalos chatos no Corredor ABD…

      Questão 4? Administrações ainda cagam de medo dos carrólatras. As faixinhas pintadas são uma boa sinalização de que a mamata deles tá acabando, mas ainda é pouco. Quero ver ter culhão pra tomar faixa de verdade nas avenidas e fazer o corredor central (e em algumas delas, como na Radial, com faixa dupla em cada sentido, tipo a Av. Antônio Carlos, em BH) como deve ser e o Corredor ABD mostra que funciona.

      No mais, realmente melhorou bastante ter esses superarticulados, como cabe gente na criança, se não me engano, só de sentados vão uns 70…

  3. O Governo do estado gastou uma verba importante para eletrificar e repontecializar o corredor e a Metra renova com veiculos a diesel, é um descalabro isso.

  4. PROFESSOR. INDIGNADO DA SILVA // 27 de outubro de 2013 às 18:18 // Responder

    Amigo Ricardo, agradeça ao senhor Jurandir Fernandes……É ele que não faz nem o contrato de concessão de fornecimento de energia elétrica…….. Ele é o maior culpado pela não compra de mais trolebus.

  5. A Metra renova com ônibus Diesel sim, mas também elétricos. Não se pode ficar só na dependência dos elétricos. Um blecaute, uma enchente, uma queda de energia paralisaria todo o sistema. O que o governo do estado fez foi colocar em dia a sua lição de casa. A eletrificação da rede até o Jabaquara estava prometida desde 1988. Fica aí a dica.

  6. Ewerton Santos Lourenço (PNE Guarulhos) // 28 de outubro de 2013 às 09:58 // Responder

    Agora os Volvo B58 Padron Vitoria são historia e ficará no passado!! Teve um que eles fizeram umas customizações que dá de 10 à 0 nos da EAOSA que é Especialista nisso!!

    Como muitos falaram a EMTU deixa muito a Desejar inclusive em suas fiscalizações, como muitos já disseram a Metra é a sua “Menina dos Olhos”. Até agora um não consegui entender como as Dividas do Baltazar estão dificultando para que essa Licitações do Grande ABC se concretize?! Porque não libera a Metra pra operar no lugar das: São Camilo; Urbana; Triângulo; Riacho Grande; Imigrantes. Dai a Leblon fica com as Linhas da EAOSA; Ribeirão Pires. Já pensou se isso acontecesse iria melhorar é muito a vida dos Usuários do Grande ABC e Região! Duas Grandes Empresas que poderiam administrar isso numa boa.

    • é Everton, trabalho na Metra e posso te dizer, a gente tem competência pra isso, mas isso tudo envolve muito dinheiro e falcatruas no jeitinho brasileiro com o qual a diretora da metra não compactua, a EMTU tem sim um papel importante na fiscalização mas faz vista grossa frente as propinas das empresas que insistem em continuar oferecendo esse descaso ao cidadão.

  7. Adamo, boa tarde!
    Você tem conhecimento de como as empresas de Fretamento eventual estão sendo fiscalizadas pela ANTT. Você sabe os valores das Penalidades aplicadas?
    As vezes por causa de um simples adesivo somos multados em valores exorbitantes, completamente fora da conjuntura econômica de nosso Pais. .

    Outra particularidade é com relação ao transporte suplementar de Belo Horizonte, gerenciado pela BHTRANS.
    Há 10 ou 12 anos atras foi feito uma licitação a toque de caixa para regularizar ou moralizar o transporte alternativo ou clandestino em Belo Horizonte.
    Foram licitadas 300 permissões com um certo prazo de validade. Apos esses anos todos, depois de algumas propostas e impugnações de licitações foi anunciada mais uma licitação no ano de 2016.
    Qualquer leigo no assunto percebe um edital repleto de falhas e com a clara intenção de favorecer ou manter os atuais permissionários, pois estabelece itens que somente as pessoas que atuam no transporte coletivo de passageiros são capazes de cumprir. Isso torna a licitação vantajosa para alguns. ..
    Entretanto mesmo depois de 10 ou 12 anos foram oferecidas somente 300 concessões sendo destas 30 destinadas aos deficientes.
    É de imaginar que nesses 10 anos as necessidades e números de passageiros tenham multiplicados, sendo necessário no minimo a abertura de 700 novas concessões.
    Basta observar como os Ônibus Alternativos ou Amarelinhos, como são popularmente conhecidos circulam lotados com passageiros dependurados, demostrando claramente que, o objetivo não é proporcionar mais conforto e segurança aos usuários, isso sem mencionar o preço altíssimo da passagem do transporte publico em Belo Horizonte.

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