Donisete Braga disse que não ia recorrer contra decisão que mantém Leblon, mas acabou recorrendo. Ele nega no entanto perseguição à empresa que quebrou monopólio n cidade
O prefeito de Mauá, Donisete Braga, negou que o agravo regimental contra a decisão do presidente do STJ, Felix Fischer, que mantém a empresa Leblon operando no lote 02 da cidade seja perseguição à companhia de transporte coletivo.
Donisete Braga disse à reportagem que todas as ações da prefeitura têm sido transparentes.
“Meu objetivo é estabelecer um novo modelo de transportes na cidade porque o atual modelo não atende satisfatoriamente a população. Não tem essa de personificar o sistema que tem de ser reformulado 100%” – contou o prefeito.
Donisete acredita que a melhor forma de se estabelecer este novo modelo é por meio de uma licitação dos transportes.
Ele disse que a licitação não vai se tratar apenas de contratação de novas companhias, mas vai redesenhar os serviços com linhas e ônibus novos.
O prefeito diz que a cidade está restalabelecendo os direitos administrativos e que na senana passada obteve duas vitórias na primeira instância em Mauá contra as demandas das duas companhias de ônibus da cidade: Viação Cidade de Mauá e Leblon Transporte.
“Não defendo e não persigo empresa de ônibus alguma. De verdade, o que me interessa é ver as questões relativas ao transporte resolvidas”.
No.dia 23 de setembro, Donisete disse que não recorreria.da decisão do STJ que mantinha a liminar que dá direito de operação à Leblon, mas o município diferentemente do que declarou o prefeito recorreu na segunda-feira.
O STJ derrubou decisão do presidente do TJ, Ivan Sartori, que atendeu ação da prefeitura e que tinha como beneficiada e interessada a Viação Estrela de Mauá.
O presidente do STJ declarou em sua decisão que.Ivan Sartori não poderia derrubar uma liminar que o colegiado do próprio TJ tinha decidido manter.
A defesa da Leblon diz estranhar o posicionamento da prefeitura.
A empresa paranaense alega que sempre esteve.aberta.ao.diálogo com.a Prefeitura e que fez altos investimentos em qualidade para melhorar o sistema.
Donisete disse que ainda neste mês de outubro envia à Câmara Municipal o.projeto de criação da MauaTrans, empresa gestora do sistema que teria papel semelhante à SATrans, de Santo.André, e SPTrans, de São Paulo.
Também estão avançadas as negociações para a integração tarifária com os trens da CPTM.
Quando a Leblon entrou em 2010 em Mauá, quebrou o monopólio de 30 anos que era dominado por Baltazar José de Sousa, fundador da Viação Estrela de Mauá e dono da EAOSA e Viação Cidade de Mauá.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.