Prefeitura de Mauá diz que quer rédeas nos transportes e nega que tomou partido em prol de empresa fundada por Baltazar

ônibus

Ônibus da Viação Estrela de Mauá, parte interessada em ação da prefeitura de Mauá, agora operam em Imperatriz, no Maranhão. Poder público de Mauá nega que toma partido entre empresas que disputam operação na cidade. Reprodução TV Mirante, afiliada da Rede Globo em Imperatriz

Prefeitura de Mauá diz que quer retomar “rédeas” do transporte público e nega que toma partido por empresas
De acordo com TJ-SP, Prefeitura de Mauá tentou suspender decisão judicial que mantém empresa Leblon Transporte operando. Concorrente, Estrela de Mauá,é parte interessada na ação da Prefeitura
ADAMO BAZANI – CBN
A Prefeitura de Mauá, na Grande São Paulo, em nota afirmou que quer tomar as “rédeas do transporte público da cidade” e negou que tomou partido em prol da empresa de ônibus Estrela de Mauá, fundada por Baltazar José de Sousa, empresário procurado pela Justiça por crimes contra a ordem econômica. A Viação Estrela de Mauá agora é presidida por David Barioni Neto, cujos bens foram bloqueados depois da intervenção do Banco Central sobre o Banco BVA, que teria sido alvo de irregularidades financeiras de acordo com investigações da autoridade monetária nacional.
Na semana passada, a Prefeitura de Mauá, segundo o Tribunal de Justiça, moveu uma ação para suspender a decisão judicial que garante as operações da empresa de ônibus Leblon na cidade. Na ação, a prefeitura aparece como requerente e a Viação Estrela de Mauá como parte interessada.
Na segunda-feira, o presidente do TJ-SP, Ivan Sartori, não deferiu o pedido da Prefeitura dando ao executivo mais dez dias para apresentar provas de que o transporte coletivo tem causado prejuízo à ordem pública.
SEGUE A NOTA NA ÍNTEGRA E EM SEGUIDA A REPORTAGEM ORIGINAL:
Nota sobre Transportes Públicos
A prefeitura de Mauá informa que a Administração peticionou em processo no qual é ré, processo esse movido por uma das concessionárias do transporte coletivo.

Não se trata de petição em contenda entre duas empresas, em que a Administração toma partido, como quer fazer crer a matéria publicada.

Quanto ao interesse do município, ele se prende à retomada do controle do serviço de transporte coletivo da cidade. Esta é a MOTIVAÇÃO da prefeitura.

Hoje, diante da necessidade de mudanças visando o aprimoramento dos serviços públicos, o município não poderia ficar inerte e aceitar que as decisões sobre a política de transporte ficassem restritas a decisões tomadas no judiciário. Cabe à Administração Pública agir para garantir o bem estar da população, que vem sendo extremamente prejudicada pela má qualidade do serviço de transporte público da cidade.

O pedido levado pela prefeitura ao Sr. Presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo foi especificamente visando que as rédeas da política publica de transporte coletivo fossem devolvidas ao Poder Público Municipal.
REPORTAGEM DE 26 DE AGOSTO DE 2013
Prefeitura de Mauá move ação para tirar Leblon da cidade e perde na Justiça
Ação de prefeitura tem como interessada a Viação Estrela de Mauá. Presidente do Tribunal de Justiça entendeu que provas apresentadas pela prefeitura para tirar a Leblon de circulação foram insuficientes
ADAMO BAZANI – CBN
Na disputa judicial entre duas empresas privadas, a Prefeitura de Mauá, na Grande São Paulo, tomou partido para um dos lados, em uma ação no Tribunal de Justiça de São Paulo.
A prefeitura entrou na semana passada com um pedido de suspensão da decisão judicial que garante as operações da companhia de ônibus Leblon na cidade, beneficiando a empresa Estrela de Mauá. De acordo com o Tribunal de Justiça de São Paulo, o processo foi movido pela Prefeitura de Mauá, na situação de requerente, tendo como parte interessada a Viação Estrela de Mauá Ltda, empresa criada por Baltazar José de Sousa, que está foragido da Justiça, segundo o Ministério Público Federal, e hoje presidida por David Barioni Neto. Barioni teve os bens considerados indisponíveis pelo Banco Central, após intervenção no Banco BVA, instituição que é alvo de denúncias de crimes financeiros e que teve David Barioni como integrante do conselho administrativo.
Nesta segunda-feira, o presidente do Tribunal de Justiça, Ivan Sartori, deixou de deferir o pedido feito pela prefeitura de suspensão do mandado de segurança que mantém a Leblon em operação.
“O presidente do TJ-SP entendeu que não havia motivos para conceder o que a prefeitura solicitou, inclusive pedindo ao jurídico do município que junte mais provas para análise posterior do processo. As provas da prefeitura foram insuficientes e pouco fundamentadas” – disse o advogado da Leblon, Luiz Fernando de Almeida Guilherme.
Os advogados da empresa de ônibus paranaense se disseram surpresos com a atitude da prefeitura, principalmente por dois motivos:
Primeiro pelo fato de a ação da prefeitura ter como beneficiada a empresa criada por Baltazar, sendo que a disputa deveria ser entre as duas companhias particulares sem a participação do poder público. Depois,pelo pedido da administração de Donisete Braga, ter como interessada a Estrela, que há poucos meses demitiu todos os funcionários do setor de operação e transferiu sua frota para a VBL – Viação Branca do Leste. Hoje os ônibus que eram da Estrela de Mauá operam em Imperatriz, no Maranhão.
Procurada, a assessoria de imprensa da prefeitura de Mauá disse que ainda vai se inteirar com o departamento jurídico sobre este processo.
A prefeitura tem dez dias para apresentar provas sustentadas de que a situação atual do serviço de transporte coletivo cause prejuízo à ordem pública, como por exemplo, linhas sem nenhum atendimento por parte da Leblon ou ausência de frota.
A prefeitura de Mauá usou como provas reportagens do “Diário do Grande ABC”, de propriedade de Ronan Maria Pinto, parente e parceiro de negócios do fundador da Estrela de Mauá, Baltazar José de Sousa. Mas a nomenclatura do jornal e as datas das publicações não foram colocadas de maneira clara no processo.
CONFIRA VOCÊ MESMO:
Quem quiser ver que realmente a Estrela de Mauá ia ser beneficiada pela Prefeitura e consta como interessada no próprio processo, pode entrar no site do TJ-SP. Vá a Consulta de Processos, Segunda Instância:
O processo é: 0165491-11.2013.8.26 0000
Adamo Bazani, jornalista da CBN, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

13 comentários em Prefeitura de Mauá diz que quer rédeas nos transportes e nega que tomou partido em prol de empresa fundada por Baltazar

  1. è curioso….agora a Prefeitura esta preocupada com o transporte público,,,,não que a Leblon esteja uma maravilha, mas esta a anos luz do que a Barão de Maua/Januaria/;Estrela de Maua ou seja lá qual é o nome da empresa do Sr. Baltazar,,,
    A prefeitura devia se preocupar e não tomar partido de nenhuma empresa. Infelizmente o “coronel” ja deve estar pressionando o Sr Prefeito e o mesmo, que deve ter “contas a ajustar” ja deve estar com medo.

  2. Josué Márcio Lopes // 28 de agosto de 2013 às 19:50 // Responder

    Ponto positivo para a prefeitura por responder. Isso e bom para o povo. Mas nao e a primeira vez que a prefeitura de maua toma alguma atitude que “coincidentemente” é contra a Leblon e a favor do baltazar, estrela e seus interessados

  3. Sra. Prefeitura de Mauá, o transporte público da cidade é feito por ônibus, e não por CAVALOS como vocês imaginam, para ressaltar tanto a importância de “tomar as rédeas” do sistema.

    Querem mesmo “tomar as rédeas”, ou atualizando seu vocabulário arcaico, “Gerenciar o Sistema de Transportes” da cidade, porque não passam a fiscalizar DE VERDADE as DUAS empresas, e cobre delas o cumprimento do contrato.

    Tenho certeza que se simplesmente fizerem aquilo que é o seu verdadeiro papel, de fiscalizadora do serviço e não de julgadora de decisões judiciais, vocês vão conseguir corrigir uns 80% dos problemas da Viação Cidade de Mauá e uns 15% dos problemas da Leblon, conseguindo uma melhoria significativa no transporte da cidade.

    Esta nota de vocês, que mais uma vez, falou, falou e não falou nada, só mostra a falta de comprometimento com a sociedade, dedicando seu comprometimento única e exclusivamente à aqueles que financiam as campanhas que os mantém no comandando inerte desta prefeitura.

    Atenciosamente,

    Cidadão Mauaense

  4. A desprefeitura e o desprefeito está subestimando a minha inteligência , então ele me explica : Porque os intervalos da barão é de dez minutos , somente aonde passa ônibus da Leblon , aonde só passa barão e não tem perigo de passar a Leblon os intervalos são enormes , porque desviaram os ônibus do Zaira para aquele terminal rídiculo no meio da Av. Castelo Branco , e depois inventaram uma tal linha para fazer o tal radial , a linha pertence a Leblon , voltando aqui pro Miranda , vou explicar uma coisa , antes a linha 111 subia pelo Miranda e começava a fazer o Cruzeiro de cima para baixo , depois inverteram a linha , segue a Av.Barão , entra na Av. Benedita , faz o Cruzeiro e desce pelo Miranda , então fui questionar o chefe de tráfego, e ele me disse o seguinte – ´´E que a rua Manoel Bandeira tem uma subida perigosa por isso a inversão , ora é perigoso o ônibus subir vazio e não é perigoso o ônibus descer lotado , ora ptralhas façam-me o favor ; o que acontece com isso – nos melhores pontos , já que a prefeitura diminuiu os intervalos do 111 , quem pega os passageiros é a barão e o dinheiro fica com eles , mas na volta os mesmos passageiros querem voltar de Miranda , um detalhe ,a prefeitura mandou tirar ônibus e mantém o mesmo intervalo que é de 20 minutos , se as ruas estiverem livres , tenho carta assinada pelo osvaldo dias , agora se o desprefeito não tem favoretismo , então libera uma linha concorrente no mesmo trajeto do Pq. São Vicente , Vila Mercedes , Pq. Das Américas , etc.
    Valeu Adamo pelo bom trabalho , estamos atentos.

  5. jose luiz santana de jesus // 29 de agosto de 2013 às 01:49 // Responder

    Se a prefeitura e o Sr prefeito estao tao preocupados com a qualidade do transporte entao entrem com açao judicial para retirada da Viaçao Cdade de maua da cidade pois se tem alguma empresa que tem má qualidade,nius caindo aos pedaços e chovendo dentro é ela..Venham aqui no terminal do itapeva para ver a zona que é nao se tem horarios fazem o que querem,amos reclamar e somos mal tratados.isso é a empresa do coronel que de serto esta bancando mais uma vez a plitica em maua pois nao é possivél,Ai me vem a prefeitura falar que esta preocupada com a populaçao por isso move uma açao para tirar a empresa que esta melhor na cidade,ele a Leblon pode ter falhas mais esta a frente da barao ou cidade de maua ou qual quer que seja o nome desta porcaria que a prefeitura quer que fique,MAIS UMA VEZ A PREFEITURA E O SR PREFEITO CHAMA A POPULAÇAO DE BURRA.

  6. Rolland T. Flackphayser // 29 de agosto de 2013 às 06:04 // Responder

    Serão quatro anos de punição ao povo de Mauá por ter caído na lábia de um PTralha. Mesmo fardo reservado aos paulistanos com “poste” sem luz Haddad.

  7. Como comentei na outra matéria o povo optou pela continuidade do que ja estava ruim ao invéz de arriscar em algo novo. O que o prefeito e o partido pt passa para minha opinião é que a barão de mauá financiou de alguma forma a campanha do ano passado (2012) com o intuito de ter novamente o lote 2 que a leblon opera tanato que na virada de ano oswaldo dias cumpriu o que prometeu e colocou a estrela de maua no lote 2 como a justiça obrigou a estrela de maua retirar os veículos quem ficou encarregado de cumprir com o combinado de campanha é o atual prefeito que esta procurando qualque falha mesmo que seja pequena para retirar a leblon.
    Uma destas é sobre a bilhetagem que hoje é administrada pela PK9 que deu todo essa novela de que era repassado todo o dinheiro para as empresas. Agora se investigar na epoca em que a barão cuidava da bilhetagem com certeza era a mesma coisa ou pior. Deveria entrar um promotor ou criar uma cpi dos transportes em mauá e abrir um processo contra a prefeitura para saber os podres internos.

  8. Ex funcionário da Estrela // 29 de agosto de 2013 às 11:23 // Responder

    Sinceridade Donizete. Nem é o baltazar, mas é ao ronam que voce obedece né? ate nois ex funcionarios da estrela sabe disso

  9. Sê toma as rêdeas, quando se pretende dirigir burros, e no caso, quem não planejou o transporte coletivo na cidade de Mauá, não foi as empresas, nem o cidadão, foi sim o partido politico que ROUBOU dinheiro da Prefeitura Municipal de Mauá, para fazer campanha eleitoral, CONFORME SENTENÇA JUDICIAL TRAMITADA E JULGADA NO STF atráves do tùnel do tempo. E diga-se de passagem, até hoje estão com o dinheiro enfiado nas cuecas, pois ainda não foi devolvido aos cofres públicos. Alias planejamento é uma coisas que desconhecem, vide a biblioteca de Mauá, ou melhor o elefante vermelho. PETRALHADA TOMA TENTO……..

  10. A questão é que: Vai prefeito, Vem prefeito e TODOS irão atacar a Leblon, pois ela NÃO FINANCIA CAMPANHA de ninguém. Então todo e qualquer político que entrar na prefeitura será CONTRA a Leblon. Tomara que aguentem as pancadas… pois acaba virando uma luta da JUSTIÇA vs POLÍTICA. E por enquanto a justiça ainda tem um pouquinho mais de poder do que a política em Mauá.

  11. Sergio Santo André // 30 de agosto de 2013 às 15:59 // Responder

    Bem, fica aí, ao povo de Mauá, quem foi colocado para governar. Na próxima eleição, ao menos, é só lembrar da parceria que a Prefeitura está fazendo e tirar o cidadão de onde ele está, por que cara de pau maior que essa eu estou prá ver. Só tem um probleminha, quais são as opções de mudança ?????? Infelizmente só político consegue assumir esse posto, então acho que não tem saída…ou tem ????

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