Ônibus: a diferença que muda a cidade, segundo a ONU

Maria Beatriz Setti Braga

A diretora-executiva da Metra, Maria Beatriz Setti Braga, em entrevista. Para ela, a mobilidade deve ser voltada para o bem estar do ser humano, mas para que os serviços de transportes alcancem eficiência, todos os agentes da sociedade devem fazer sua parte. O transporte coletivo requer pensamentos e ações coletivas. Foto: Thiago/Metra

Ônibus: a diferença que muda a cidade
No Dia de Fazer a Diferença, Metra mostra a importância da mobilidade urbana em campanha de conscientização
ADAMO BAZANI – CBN
“Vou de Ônibus: Eu melhoro minha cidade”.
A frase do Habitat, que é o Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos, que teve início em 1976, na Conferência de Vancouver, Canadá, expressou perfeitamente as ações da Metra neste domingo, 25 de agosto, quando ocorreu o “Dia de Fazer a Diferença”. A data é celebrada em todo o mundo, sempre no último domingo de cada mês de agosto, quando a sociedade civil mostra que cada um fazendo sua parte pode ajudar para a formação de um mundo melhor, mais justo, no qual o ser humano é prioridade.
E neste contexto, a Mobilidade Urbana é fundamental. A prioridade ao transporte coletivo não só reduz o tempo de deslocamento das pessoas, mas faz com que a qualidade de vida melhore nas cidades.
Neste ano, a equipe da Metra decidiu conscientizar a população sobre a importância do tema, como explica a diretora-executiva da empresa, Maria Beatriz Setti Braga:
“Distribuímos panfletos, principalmente nos semáforos para quem estava no seu carro, mostrando que optar pelo transporte público é uma ação de respeito ao próximo e de convivência coletiva. Quando se fala em mobilidade urbana, logo se pensa apenas na circulação de ônibus e metrô. Mas para que isso ocorra de maneira eficiente, é necessário que cada agente faça sua parte: operadores, o setor acadêmico, o poder público e a população. O transporte coletivo requer medidas coletivas” – disse Maria Beatriz Setti Braga.
Entre as informações contidas nos panfletos distribuídos, dados que enfatizam a necessidade de o transporte coletivo ser prioridade nas políticas públicas. Por exemplo: de acordo com estudos da Cetesb – Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental do Estado de São Paulo, um carro de passeio transporta em média 1,2 passageiro por viagem, sendo que um ônibus atende a 65 pessoas na mesma viagem, em média. Isso significa que para se deslocar, o passageiro do carro é responsável por emitir 7,93 vezes mais gás carbônico individualmente, em comparação ao passageiro do ônibus.
A Metra opera o Corredor Metropolitano ABD, que transporta por mês, 7,5 milhões de pessoas. O corredor liga a região de São Mateus, bairro da zona Leste de São Paulo, ao bairro do Jabaquara, na zona Sul da Capital Paulista, pelos municípios de Santo André, Mauá (Terminal Sônica Maria), São Bernardo do Campo e Diadema, além do prolongamento entre Diadema e Brookin, também na zona Sul de São Paulo.

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Diversas gerações de modelos de ônibus usados pela Metra. Uma das formas de melhorar a mobilidade, por parte da empresa, é investir em tecnologias cada vez mais modernas que representam conforto para os passageiros e eficiência operacional. Foto: Adamo Bazani

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Investir na educação e na conscientização da criança é a melhor maneira para se conquistar o tão sonhado futuro melhor. Um ônibus superarticulado, de 23 metros, todo enfeitado, levou alegria e informação de maneira leve e descontraída para a criançada. Foto: Adamo Bazani.

Desde 2008, uma das ações de destaque é o Corredor Verde. O programa possibilitou o plantio de cerca de cinco mil árvores e plantas floridas ao longo do Corredor ABD que, além de auxiliarem na redução da poluição local, embelezam o caminho do passageiro.
A consultora de sustentabilidade, Sônia Lima, explica que meio ambiente e transportes são temas extremamente relacionados.
“É uma questão de lógica. O transporte público aproveita melhor o espaço urbano e como tem alta capacidade de atendimento, gera menos emissões e impactos ao meio ambiente. Investir em transporte público é uma decisão inteligente em prol da vida. E hoje, há tecnologias modernas, de tração elétrica, por exemplo, que deixam os ônibus ainda mais amigáveis da natureza.” – explicou Sônia Lima.
Entre as tecnologias modernas para o transporte público sobre pneus estão justamente os trólebus. Das primeiras gerações, dos anos de 1940, até hoje, a evolução deste tipo de ônibus foi marcante. Hoje existem modelos com baterias armazenadoras de energia para o sistema de marcha autônoma, isto é, se ocorrer algum problema na rede elétrica dos trólebus, eles têm autonomia para circularem por alguns quilômetros mesmo sem estar conectado aos fios. Dependendo do tipo de percurso e da lotação do ônibus, esta autonomia pode variar entre quatro quilômetros e sete quilômetros, trajeto suficiente para o trólebus chegar a uma área que não esteja mais com problemas ou até um terminal ou recuo de via, para estacionar com segurança e sem causar impactos no trânsito.
Por trás do “Dia de Fazer a Diferença” na Metra, agiu uma equipe unida de voluntários que mostra que com disposição e dedicação para com o semelhante é possível contribuir para dias melhores.
A gestora ambiental da Metra, Sueldes Pimentel, fala sobre este trabalho e diz que usar o transporte público é fazer a diferença.
“Foi sim um grande trabalho. Dedicamos tempo de nossas vidas, mas sabemos que é para o bem estar de outras vidas. Nos doamos um pouquinho e esse trabalho com certeza dará frutos. Nossas forças se renovam a cada conquista como esta, já que a causa é importante. Usar o transporte público é fazer a diferença” – comemorou Sueldes.
Além do trabalho de conscientização, o “Dia de Fazer a Diferença” pela Metra foi marcado por diversas atividades.
Para a criançada, um ônibus superarticulado especial, todo enfeitado, que trafegou por parte do corredor, levou brincadeira, diversão e muita informação.
O trabalho com as crianças é um diferencial para a formação de uma sociedade mais consciente. Só assim, será possível ter o tão sonhado futuro melhor.

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Além do trabalho de conscientização, o “Dia de Fazer a Diferença” foi marcado por diversas manifestações artísticas, como shows de dança, coral infantil, música, teatro e grafite. O tema principal foi a mobilidade urbana e os benefícios do transporte coletivo para a o sociedade. Foto: Adamo Bazani.

Várias manifestações artísticas animaram o “Dia de Fazer a Diferença”. Entre as apresentações, houve shows de música, dança e teatro com o Coletivo da Nação Hip Hop Brasil de Ribeirão Pires, os Jovens do Rotativo da Fundação Criança de São Bernardo do Campo, o Núcleo de Experimentação de Dança de São Bernardo do Campo, o Projeto Meu Canto Minha Vida do Coral Batistini e a apresentação do tenor Rinaldo Viana.
Além destas apresentações, foram exibidas pinturas e arte em grafite cujo tema principal era a importância da mobilidade urbana e seus impactos na sociedade.
A população hoje clama pela mobilidade. O transporte ecoa pelas vozes das ruas.
Mas cobrar mobilidade é muito mais que falar de tarifa e a Metra mostrou isso no “Dia de Fazer a Diferença”.
Entre os pontos que ficaram claros é que transporte é muito mais que o trânsito de ônibus, mas é acima de tudo, pensar no ser humano.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.

9 comentários em Ônibus: a diferença que muda a cidade, segundo a ONU

  1. O discurso da campanha é muito forte, mas, se os empresários não colocarem mais ônibus não adiantará nada. ÔNIBUS LOTADOS NÃO ATRAEM PASSAGEIROS DOS AUTOMÓVEIS. Fiz levantamento do ônibus do nosso bairro Morro Grande / Ana Rosa – 917M-10 a média diária é de mais de 15 minutos. isso é impraticável. Os ônibus vivem lotados. O ideal é uma média de 5 minutos, e Linhas circulares curtas. A cidade de São Paulo é muito grande e muitos bairros já oferecem condições de todas as atividades comerciais.

  2. Professor Pardal // 26 de agosto de 2013 às 20:19 // Responder

    corredores como do ABD poderiam ser construídos em São Paulo, foi uma pena que o ex prefeito (graças a Deus é EX E ANO QUE VEM ELE NÃO GANHA MEU VOTO) NÃO INVESTIU EM MAIS CORREDORES DE ÔNIBUS… e com TROLEBUS que é poluição zero, LAMENTÁVEL.

  3. Professor Pardal // 26 de agosto de 2013 às 20:21 // Responder

    lembrando: GASTARAM MUITO TEMPO só com mini corredores de 2 a 3 km;;

  4. Amigos, boa noite.

    Por que ninguém faz o que precisa ser feito ?

    Deixo aqui esta questão para reflexão, ou melhor ação, porque de pensar e refletir morreu um burro, como dizia minha tia.

    Mobilidade Urbana, que um Buzão leva mais pessoas que um carro, que o trólebus polui menos,
    que menos carro nas ruas gera menos congestionamento e o escambal, TODO MUNDO JÁ SABE.

    Mas ninguém fala e faz o que tem de ser feito.

    Mesmo eu que sou apaixonado pelo Buzão muitas vezes não utilizo o Buzão, por uma simples razão: O BUZÃO NÃO FUNCIONA E NÃO TEM CONFORTO SÓ ISSO.

    Será que só eu enxergo isso ?

    Ou será que todo mundo está se fingindo de morto para comer o … do coveiro?

    Tenham a santa paciência de que adianta um Buzão de 100 metros de comprimento com um corredor com menos de 60 cm de largura útil ?

    Ainda vou consultar um legista ou um antropólogo para saber qual é a largura média de um corpo de um ser humano, para ai eu fazer a matemática e saber que um corredor de Buzão ( mesmo de 100 metros) não comporta 3 seres humanos.

    É a mesm “M” o papofurex das bikes, como um carro pode se afastar 1,5 metro de um ciclista se tem um veículo ao lado.

    BURRISSE SÓ ISSO EXPLICA, NÃO DÁ, NÃO É MATEMATICAMENTE IMPOSSÍVEL E AINDA TEM PROPAGANDA NA TELEVISÃO, que isso gente já não cola mais nem com aquele cola hiper mega blaster não cola não.

    Será que ninguém se toca ou não tem vergonha de continuar a bater nessa tecla desafinada.

    Agoar apara acabar de … vem a PMM acional a Leblon judicialmente, isso aqui é terra de ninguém mesmo.

    Acho que nem se doarmos o Brasil para os Japoneses ou Alemães eles aceita esta BOMBA.

    Portanto cadê a mobilidade, como os experts do Buzão querem que usemos o Buzão com um corredor de menos de 60 cm de largura útil (de apoio de bração a apoio de braço)

    Alguém já mediu um corredor de um Torino ?

    Eu já medi da 57 cm + ou – , é mole, então, no DF vão colocar para rodar nada mais nada menos que 404 Torinos com corredorzico, ISSO É RIDÍCULO (até rima).

    Não devia mas mandar mas uma ideia.

    Para melhorar um pouco, Buzão do rush não pode ter banco, Buzão normal só pode ter uma fileira de banco nas janelas.

    Não pode mais ter um monte de linha. por exemplo EMBÚ PRAÇA DA SÉ DIRETÃO.

    Quem quiser ira para a Vila Abobrinha pega o Bu~zao no Ponto X e segue pra Vila Abobrinha.

    FIM DO BUZÃO DE DEGRAU ALTO PRA ONTEM.

    Jogo rápido, nada de x partidas, isso era no tempo que Sampa tinha 1000 habitantes, acordem
    isso já acabou acredito que já estamos passando a casa dos 20 milhões.

    Bom é isso.

    Ou façam a coisa certa, ou continuaremos sempre CMTC.

    LAMENTÁVELLLLLLLLLLLLLL

    Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh, eeeeeeeeeeeeeeeeeeee

    PREVISÍVELLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLL

    Att,

    Paulo Gil

  5. Amigos, boa noite.

    O 4017 da foto é um Vialle ?

    Alguém pode me ajudar ?

    Att,

    Paulo Gil

    • Caro Paulo Gil, bom dia

      O 4017 é o Caio Mondego LA Volvo B9Salf, carro de testes da Volvo que já passou por várias empresas, ele estava sendo utilizado para testes na Metra, porém não sei te dizer se ele continua em operação.

      • Tá lá na Metra ainda….Umas matérias abaixo, sobre o Dia de Fazer a Diferença, que ocorreu neste último domingo, tem uma foto dele.
        Dá uma olhadinha, ele está entre Vitórias e Millennium 15 metros

      • Jefferson, boa noite.

        Muito obrigado.

        Ahhhh um Mondego, gostei da frente.

        Mas não é a frente dos Mondegos que rodam aqui em Sampa ou estou enganado.

        Carro de teste sempre é bonito.

        Rssssssssssssssss

        Abçs,

        Paulo Gil

      • Adamo, boa noite.

        Valeu, vou dar uma olhada.

        Abçs,

        Paulo Gil

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