Só crise aérea ou a importância do setor rodoviário?

ônibus

Ônibus rodoviário de linha de longa distância. Crise nas companhias aéreas faz com que as pessoas voltem para as viagens por terra. Apesar de os números não indicarem uma tendência, mostram a importância das ligações por ônibus, inclusive em trajetos de longa distância. Blog Scania

Número de voos cai 10% e passageiros voltam para ônibus
Depois de sete anos, quantidade de pessoas que usam o transporte rodoviário voltou a crescer
ADAMO BAZANI – CBN

Planos ambiciosos demais, erros de planejamento, instabilidades econômicas e agora a alta do dólar e até problemas jurídicos e fiscais.
Estes são alguns dos fatores que têm feito com que a euforia aérea comece a arremeter.
As companhias aéreas têm visto seus custos superarem a arrecadação e cortam o número de vôos. As fusões entre empresas também contribuem para este cenário.
De acordo com a Associação Brasileira de Agências de Viagens – ABAV, neste ano, as companhias aéreas diminuíram em 10% o número de viagens. O objetivo é cortar custos e lotar os aviões.
Muitos passageiros que migraram para os aviões, estão voltando para os ônibus.
Além dos preços das passagens rodoviárias voltarem a ser competitivos, a maior oferta de destinos e horários fizeram com que os passageiros achassem mais vantagens em se deslocar por ônibus.
Outro aspecto a ser levado em consideração é que o que era oferecido ao mercado não significava o preço real do deslocamento por avião. Boa parte da demanda, aproveitava promoções, que não são mais possíveis de serem oferecidas na mesma quantidade pelas empresas aéreas.
Já os valores das passagens de ônibus pouco variavam de acordo com os horários e compras com antecedência.
Depois de sete anos entre queda e estagnação, as viagens de longa distância voltaram a transportar mais pessoas.
No primeiro trimestre, as empresas de ônibus regulares neste tipo de trajeto transportaram 15 milhões 650 mil passageiros, 40 mil passageiros a mais que no mesmo período do ano passado.
Para especialistas ainda é cedo para dizer que haverá uma grande migração para o transporte rodoviário, mas os números mostram a importância da ligação por ônibus no País, inclusive em rotas de longa distância, mesmo as servidas por avião.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

GOVERNO NÃO VAI MAIS INJETAR DINHEIRO NAS VEIAS DAS COMPANHIAS AÉREAS, DIZ MINISTRO

LILIAN QUAIANO / G1 – Rio

O governo não vai mais injetar dinheiro do povo “na veia” das companhias aéreas, disse o ministro da Secretaria de Aviação Civil, Wellington Moreira Franco, nesta sexta-feira (23).
Na quarta-feira, as quatro maiores empresas aéreas do Brasil, TAM, Gol, Azul e Avianca, apresentaram ao governo federal uma série de “medidas urgentes” para reduzir o custo de suas operações no país, pressionado pela alta do dólar.
O ministro argumentou, no entanto, que as variações do câmbio fazem parte do ambiente em que o negócio se dá e as empresas têm que gerir seus negócios.
“De fato, é um negócio muito dependente do câmbio, o preço do combustível é em dólar. Quando o dólar estava num preço bom para elas, tomaram empréstimos em dólar. Fizeram reivindicações e solicitei dez dias para levar as consultas e ver se são possíveis de ser atendidas. Mas esse atedimento não poderá se fazer à custa do sacrifício da maioria da população. O dinheiro públicos, se for colocado nas aéreas, vai ser de maneira bem criteriosa”, disse. Ele citou como uma das demandas das aéreas medidas para adequar o preço do combustível.
Falando durante o Encontro Nacional de Comércio Exterior, que acontece no Rio, Moreira Franco apontou que o esforço do governo para melhorar a infraestrutura aeroportuária requer companhias aéreas robustas.
“A gente faz melhoria nos aeroportos, mas não se pode colocar ônibus em aeroporto. É para colocar avião e não vai ser o governo que vai colocar avião. As empresas têm que trabalhar com gestão, governança, preço e segurança”, disse ele.
‘O passageiro está se transformando em commodity’
Moreira Franco anunciou para novembro o lançamento do edital para obras de infraestrutura em 45 aeroportos regionais, já eistentes mas sem condições de operar adequadamente. Esses aeroportos, segundo Moreira, têm rotas estabelecidas e potencial para transporte de passageiros.
Ele ressaltou que prefeitos das 270 cidades do interior incluídas nos planos do governo de melhorias em aeroportos para fortalecer a aviação regional têm pedido que as obras de melhoria incluam o aumento da pista também para a operação de transporte de cargas, o que ele considerou uma grata surpresa.
“Esses 270 aeroportos foram escolhidos pela capacidade que têm de aglutinar regiões. Vários prefeitos dessas cidades nos procuraram para solicitar que seus aeroportos não se destinem exclusivamente a passageiros, querem também pista para cargas. O passageiro está se transformando em commodity porque o peso do negócio está se transferindo para a carga”, disse.
Moreira reconheceu que os usuários de transportes aéreos não são tratados como clientes. Para ele, a grande pergunta que a sociedade faz a respeito da qualidade de operação dos aeroportos do Brasil – “Como será na Copa”? – é menos desafiadora do que garantir a qualidade dos serviços no dia a dia. Ele afirma ser necessário uma midança de cultura por parte dos operadores de aeroportos e das companhias aéreas para tratar o passageiro como um cliente.
“O passageiro paga mas não tem o tratamento pelas companhias e operadores de quem está comprando serviçoes. As informações são deficientes, quando há atrasos, o passageiro fica entregue ao acaso. Isso sem contar que muitos andam de avião pela primeira vez”, disse o ministro.
No Brasil, hoje 100 milhões de passageiros por ano usam o transporte aéreo e a previsão para 2020 é transportar 200 milhões por ano. O número de passageiros cresce 12% ao ano.
“O Brasil é o segundo país que mais cresce em números de passageiros por ano, depis da China. O avião se transforma num modal com características de transporte coletivo”, disse.
Na segunda-feira (12), o ministro disse que os aeroportos brasileiros estarão aptos a atender a demanda de passageiros durante a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016.
Ele destacou os planos do governo de concessão de alguns aeroportos, e afirmou que aqueles já concedidos – Guarulhos, Viracopos e Brasília – estão com as obras dentro do prazo. “As obras estão andando adequadamente e dentro do prazo”, disse, acrescentando que o governo pretende licitar ainda os aeroportos de Galeão (RJ) e Confins (MG), no fim de outubro.]

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Comentários

Comentários

  1. Marcos disse:

    Desde que me conheço por gente , sempre entendi que material de dentista , viagem de avião e navio sempre foram caros demais , então não estou chocado diante dessa notícia , cabe os prejudicados a buscarem solução para o negócio não entrar em falência , VASP , VARIG .

  2. Paulo Gil disse:

    Amigos, boa noite.

    Linda foto, Parabéns ao autor.

    Previsível.

    Embora eu seja suspeito, pois sua apaixonado pelo Buzão, avião é bonitinho mas ordinário.

    E na verdade é um Buzão que voa.

    1) O embarque nos aeroportos é uma meleca;

    2) A s filas idem;

    3) Nunca se embarca no portão marcado no bilhete;

    4) O preço do estacionamento dos aeroportos é uma crime hediondo;

    5) Não há Buzão ou Metrô disponível para se chegar aos aeroportos de Sampa;

    6) Para ir de Buzão ao aeroporto num sábado então esqueça, ou melhor, lembre-se, “Confort Shift SÍFU”;

    7) Já tive a experiencia de num sábado, desde a hora da saída de casa até o jato levantar voo (se tudo der certo – menos o portão de embarque é claro) são perdidas 5 horas no mínimo e se fosse de Buzão eu já estari pra lá de Ribeirão Preto.

    8) Ainda tem a bagunça na retirada das malas;

    9) O extravio de bagaem;

    10) E o Buzão do aeroporto que é uma káka né, nem sei pra que banco, mas um dia eles me ouvirão.

    Portanto, o Buzão voador a exemplo do Buzão du chão, ambos têm muito a evolui e Inovar.

    Att,

    Paulo Gil

  3. Paulo Gil disse:

    Complementando:

    E os banquim dus boinguizim é tudo apertadim também, parece que é CAIO.

    E outra coisa que deve ser feito é proibir de levar o monte de tranqueira de mão, parece Buzão
    do Paraguay cheio de sacolinha.

    E tem mais, ninguém sabe sentar no lugar numerado.

    KKKKKkkkkkkkk

    Quando será…

    E tem mais tem muita rodoviária nesse Brasil afora que funciona bem melhor que os aeroportos de Sampa.

    Att,

    Paulo Gil
    “Buzão e Emoção essa é a nossa Paixão”

  4. jair disse:

    Paulo Gil,

    Sem defender os Aeroportos de São Paulo, mas, complemento que os demais também são tranqueiras.

  5. Luiz Vilela disse:

    É, rodoviárias e aeroportos tranqueira não faltam.

    Já acho que se cada um fizesse as viagens que deveriam fazer, as coisas deveriam melhorar:
    – Avião pra viagem longa;
    – ônibus pra viagem curta
    – trem pra viagem curta e média com grande volume de passageiros

    E como lembra muito bem Paulo Gil: se não tiver ônibus e metrô pras estações, esquece! Todo o esforço e $ se perde nos deslocamentos. Ainda bem que Sampa parece ter ACORDADO pra isto!

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