Câmara estuda implantar BRS em Curitiba

ônibus

Ônibus que serve o sistema RIT, em Curitiba. Câmara analisa projeto de criação de vias exclusivas para o transporte coletivo, BRS, mais simples que o BRT e que podem ser implantadas onde não há condições de corredores.

Câmara estuda implantar BRS em Curitiba
Sistema é mais simples que os BRT, mas pode agilizar as viagens onde não há corredores segregados
Rafaella Luvizotto

O que Curitiba quer? Um tráfego urbano atraente e eficiente. A redução de até 50% do tempo de viagem dos usuários do transporte coletivo, como o já implantado no Rio de Janeiro, o qual destina faixa preferencial para ônibus em vias rápidas, com sinalização vertical e horizontal, é uma sugestão que agrada a cidade. O modelo está sendo copiado por Recife e pode resgatar o prestígio no transporte coletivo dos curitibanos perdido pelos cariocas no último Congresso Brasileiro de Transporte e Trânsito.

Imaginar que em 2050 a população mundial urbana aumentará em 85%, segundo as Nações Unidas, requer medidas urgentes com sistemas que funcionem com rapidez e ofereçam um serviço confiável. E não é o Metrô que vai suprir essa demanda em Curitiba, pois ainda está sendo objeto de estudo da nova gestão da Prefeitura.
Enquanto isso os usuários do transporte coletivo dependem de um sistema que precisa de melhorias para se conectarem à vida diária, ao trabalho, colégio, faculdade e até a um momento de lazer. O estudante Paulo Roberto, 26, passa todos os dias pelo sufoco e considera necessária uma mudança “pois os ônibus são estruturantes no sistema pelo grande volume de pessoas e ficam literalmente empacados, principalmente em horário de pico; é quase impossível chegar no horário em casa ou na faculdade, ainda mais eu que dependo de mais de um ônibus.”

Bus Rapid Transit (BRT), é o modelo de sucesso que atraiu os holofotes para a capital quando se falava em transporte coletivo. As conhecidas estações tubo e as canaletas dos biarticulados não são mais suficientes para desafogar o trânsito. As linhas de ligeirinhos e alimentadores disputam, com automóveis, lugar nas vias de três e quatro faixas na Zona Central de Tráfego-ZCT e trazem desconforto aos usuários e funcionários do transporte público coletivo.

A cobradora de ônibus, Edilaine Ribeiro, cria boas expectativas caso as vias exclusivas ou preferencias sejam implantadas em Curitiba. Ela diz que além do congestionamento sofre com a insatisfação dos passageiros. “Vai ser bom, pois muitos passageiros acusam a gente de atraso e pelo menos isso diminuiria,” desabafa.

Uma atitude dinâmica para melhorar o trânsito oferecendo prioridade ao transporte público no sistema viário tende a melhorar o desempenho operacional dos transportes urbanos e minimizar os problemas ligados à circulação viária, principalmente em relação aos ônibus. Com esse objetivo tramita, na Câmara Municipal de Curitiba projeto de lei para incorporação do modelo Bus Rapid System, uma simplificação do BRT, que cria pistas preferenciais e privativas nas vias de três ou mais faixas de circulação, respectivamente.

O autor do projeto vereador Vademir Soares, explica que uma das vantagens da iniciativa é o baixo custo para o município, uma vez que para funcionar basta que o órgão gestor do transporte e urbanismo da cidade oriente a seleção e sinalização horizontal e vertical de determinadas ruas. Para o parlamentar a adequação das vias ao modelo será simples e o fluxo de veículos vai acelerar. “A prioridade ao veículo que transporta dezenas de pessoas vai agilizar o trânsito, poupar tempo e diminuir a concorrência dos ônibus com os demais automóveis”, completa. Ele ainda diz que o metrô vai demorar para ser implantado e que Curitiba precisa de soluções rápidas.
“O metrô seria usufruído pela população daqui a, no mínimo cinco ou seis anos, se tudo der certo na questão protocolar, administrativa e técnica.”

Essa iniciativa também foi inserida na maior cidade do país; São Paulo, que aderiu um sistema parecido. Segundo o secretário de Planejamento e Gestão da prefeitura de Curitiba, Fábio Dória Scatolin, é necessário pensar soluções para o conjunto da cidade, “a começar pela questão das linhas exclusivas”.

Ele salienta a situação, do transporte público de São Paulo que estava perdendo passageiros para veículos particulares. “A partir do momento em que um conjunto de medidas passou a ser adotada em uma visão mais holística, eles reverteram isso. E um dos elementos centrais foi a questão das linhas exclusivas, que já temos uma tradição muito grande.”

O conflito nas grandes cidades, que diminui o número de usuários e piora o trânsito de uma maneira geral com congestionamentos, seria diminuído com a implantação do projeto. Na visão do presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Paraná (CAU/PR), Jeferson Dantas Navolar as vias exclusivas e preferenciais para ônibus em Curitiba “é uma ideia coerente, possível e necessário que outras vias secundárias possam ser também exclusivas; a medida é positiva e traria redução no número de acidentes de trânsito”declara
Rafaella Luvizotto, é jornalista, em Curitiba

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Comentários

Comentários

  1. Paulo Gil disse:

    Amigos, boa noite.

    Dai a Cesar o que é de Cesar.

    O BRS, não necessita de projeto e na verdade o seu nome correto é corredor a moda a lá Paulo Gil – o qual é o autor deste – faixa branca, tachão e sinalização.

    No corredor Rebouças (´próximo ao Shopping Eldorado) a SPTrans se rendeu as minhas recomendações e instalou tachos (pequenos) e mesmo sendo pequenos já deu resultados, nem taxi sai do corredor agora e as motos também pararam de invadir o corredor.

    Já na Avenida Vital Brasil a Sub Prefeitura precisa fazer sua parte, pois com a passagem constante do Buzão está se esburacando próximo a sarjeta, fazendo com que o Buzão trote igual a um cavalo.

    Eu já fiz a solicitação de reparo no SAC da Prefeitura, mas até agora nada.

    Eu dou boas ideias, mas a infelizmente a PMSP não faz a sua parte.

    Lembrem-se BRS = Corredor a moda a lá Paulo Gil [faixa branca, tachão e sinalização].

    Att,

    Paulo Gil

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