Usuário do metrô é usuário de ônibus

metrô

Pesquisa do metrô revela que a maior parte dos usuários do sistema também usa ônibus, o que mostra a importância de investimentos de priorização do espaço urbano para o ônibus afim de o transporte metroferroviário ser ainda melhor. Foto: Amantes de Ferrovia.

Usuário do Metrô também é usuário do ônibus.
É o que revela pesquisa de caracterização socioeconômica realizada pela companhia de metrô de São Paulo. Dados mostram que os ônibus devem ganhar prioridade nos investimentos para a melhoria nos serviços do metrô.
ADAMO BAZANI – CBN
Quem rivaliza transporte ferroviário com transportes por ônibus, precisa se informar melhor sobre o setor de mobilidade.
Quando uma linha de metrô é implantada, ela não tira a importância dos ônibus, muito pelo contrário. O que ocorre é apenas uma reorganização dos serviços de ônibus. Sendo assim, nem metrô, nem VLT, nem monotrilho ou qualquer outra forma de transportes deixa menos importantes os serviços de ônibus.
E quem revela isso é o próprio Metrô de São Paulo. A Pesquisa de Caracterização Socioeconômica do Metrô, referente a 2012, divulgada na semana passada, mostra que a maior parte dos passageiros do sistema metroferroviário também usa ônibus e que houve aumento da integração entre ônibus e metrô.
Outro dado que caracteriza a importância dos ônibus para o sistema metroferroviário é que os passageiros que usam o metrô moram cada vez mais distantes das estações. Estes passageiros precisam ser conduzidos até o metrô. O ônibus e micro-ônibus chegam onde o metrô não tem condições técnicas de atender a população. São áreas onde a flexibilidade do ônibus é fundamental para levar as pessoas ao metrô.
Ao menos 23% dos passageiros do Metrô moram na Grande São Paulo, e se deslocam de ônibus intermunicipais ou trens para chegarem ao metrô.
Sistemas de ônibus como o Corredor ABD, operado pela Metra, que apresenta conexão com o metrô, são apontados como essenciais para integrarem a rede de transportes públicos na região metropolitana.
“Além do Metrô, a maior parte dos usuários se locomove com outra condução integrada, principalmente ônibus e micro-ônibus” – diz o texto do Metrô sobre a pesquisa.
Assim, a priorização do ônibus em espaços urbanos onde o metrô não consegue chegar, com corredores expressos, ou mais modernos, do tipo BRT, é fundamental para evitar superlotação nas composições em determinadas partidas e ociosidade em outras. Hoje nem sempre o passageiro não chega no tempo certo na estação pelo fato de o ônibus ficar preso no trânsito. E às vezes, chegam vários ônibus que ficaram represados nos congestionamentos juntos.
Com o ônibus tendo freqüência semelhante a do metrô, a demanda é distribuída entre as viagens metroferroviárias. Mas para isso, o ônibus não pode ficar no congestionamento.
Em corredores exclusivos, a eficiência do ônibus se equipara com a do metrô, mudando apenas a capacidade de transporte.
De acordo com o levantamento, 81% dos passageiros do metrô usam outra condução, em especial, os ônibus.
Um dado positivo revelado pelo metrô é que 63% de seus usuários possuem carros, o que mostra que o transporte coletivo, quando eficiente, tira sim veículos das ruas, minimizando os congestionamentos e poluição. Desse total, 34% dizem que o metrô é mais rápido que o carro e mais vantajoso.
Segundo a pesquisa, a integração entre metrô e carro também aumentou, principalmente nas linhas 3 Vermelha e 5 Lilás.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.
Confira resumo do metrô sobre a pesquisa:

Pesquisa de Caracterização Socioeconômica” revela o perfil dos usuários e seus hábitos de viagem
O Metrô é o meio de transporte preferido para 34% dos passageiros de um total de 63% que afirmam que, mesmo tendo carro ou moto, usam o sistema metroviário porque é mais rápido e confiável. A constatação foi obtida pela pesquisa “Caracterização Socioeconômica dos Usuários e seus Hábitos de Viagem”, realizada pela Companhia Metrô, a cada dois anos, para acompanhar as mudanças no perfil dos usuários.
Além deste comparativo entre o Metrô e os meios de transportes individuais, a pesquisa aponta que os usuários do Metrô são fregueses de longa data. Trinta e oito por cento dos entrevistados usam o metrô há nove anos ou mais e 90% dos passageiros são usuários habituais, já que utilizam o sistema de três para mais dias na semana. Normalmente, o tempo médio da viagem de metrô é de 74 minutos (1h14).
De segunda a sexta-feira, o principal motivo para a população realizar viagens de metrô é o trabalho e os passageiros são provenientes de locais cada vez mais distantes das estações. Já aos finais de semana, o que incentiva as pessoas a usarem o metrô são as possibilidades de passeio seja para visitar parentes, fazer compras ou curtir as atrações culturais da cidade. Em 2012, a pesquisa detectou que houve um maior uso recreativo do metrô nos finais de semana. Esse aumento foi de 6,8% e um dos principais fatores foi o crescimento de 3% da renda média dos trabalhadores na Região Metropolitana de São Paulo.
Para 18% dos usuários, a principal alteração na rotina das viagens foi começar a usar a Linha 4-Amarela. Outro destaque é o aumento das viagens ônibus-metrô-ônibus e expressivo aumento da integração com carro em todas as linhas (na Linha 3-Vermelha passou de 2% para 10% e na Linha 5-Lilás de 0% para 13%).
De acordo com o levantamento, 81% dos passageiros do metrô usam outra condução, em especial, os ônibus.
Usuário Padrão do Metrô – Hoje, o passageiro habitual da rede metroviária é mulher, de 18 a 34 anos, classe média, com ensino médio concluído ou universitária, salário de R$ 1.954, que executa funções subalternas e burocráticas.
Na sua rotina, o uso do Metrô acontece de cinco a mais dias durante a semana e o principal motivo de seu deslocamento é o trabalho. Além do Metrô, a maior parte das usuárias se locomove com outra condução integrada, principalmente ônibus e micro-ônibus.
Nos últimos anos, a pesquisa aponta para a constante participação feminina no Metrô. Elas correspondem a 58% do número passageiros e os homens são 42%. A linha que mais transporta mulheres é a 2-Verde (Vila Madalena-Vila Prudente), com 63% de passageiras, seguindo-se pelas linhas 1-Azul (57%), 5-Lilás (57%) e 3-Vermelha (56%).
No quesito idade, os jovens de 18 a 34 são a maioria no sistema metroviário. As razões para essa característica é a taxa menor de desemprego e a utilização dupla do metrô pra a função trabalho e escola/universidade. A faixa etária predominante é de 25 a 34 anos, correspondendo a 32% do total de passageiros. Na sequência estão os usuários de 18 a 24 anos, que são 26%. As linhas que mais concentram os jovens são 2-Verde e 5-Lilás.
Mais da metade dos usuários (54%) possuiu o ensino médio completo e/ou universitário incompleto. A Linha 5-Lilás é que apresenta mais passageiros dentro deste perfil. O levantamento também aponta que 32%, possuem o ensino superior completo e este se concentra na Linha 2-Verde.
A classe predominante no Metrô é a média (B2-C1-C2 do Critério Brasil), que abrange 65% dos passageiros, seguidos por 34% da classe alta e 1% da baixa. Setenta e nove por cento têm vínculo empregatício, sendo que 67% atuam no ramo de serviços, 10% no comércio, 4% no setor agropecuário e outros, 3% indústria e 16% são inativos ou estudantes.
Outra novidade nesta edição da pesquisa, é que foi possível identificar que 86% dos passageiros utilizam regularmente a Internet e 44% de todos os usuários já usam a web pelo celular. Além disso, 72% acessam alguma rede social e 34% já utilizaram algum serviço do Metrô na web, 31% já entraram na página oficial do Metrô na Internet e 5% e 4%, respectivamente, já acessaram as contas oficiais da Companhia no facebook e twitter.
Sobre a pesquisa – A pesquisa “Caracterização socioeconômica dos usuários e seus hábitos de viagem” é realizada a cada dois anos pela Gerência de Operações do Metrô. O levantamento é feito, por meio, de uma pesquisa quantitativa. As entrevistas foram aleatórias e realizadas no momento de embarque nas áreas pagas.
O objetivo do estudo é mapear o perfil do público que utiliza o modo metroviário, levando em consideração atributos pessoais e hábitos durante a viagem. A nova edição da pesquisa traz a atualização de 2010 a 2012.
A partir deste estudo, o Metrô consegue planejar suas ações relacionadas ao sistema de integração, gestão da gratuidade junto ao governo e outras empresas, bilhetagem, campanhas de orientação de uso do sistema voltadas para segmentos específicos, oferta de equipamentos operacionais, comercialização dos espaços e outros.
Para essa edição fixou-se 120 entrevistas por estação, o que totalizou 7.320 casos. O nível de confiança do estudo é de 95,5%, com margem de erro de 1,17% para mais ou para menos no total do sistema. Ressalta-se que na pesquisa foi utilizado o critério de classificação social Brasil adotado desde agosto de 1997 e revisado em janeiro de 2008.

Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes
Resumo da Pesquisa: Assessoria de Imprensa do Metrô

Informe Publicitário
Assine

Assinar blog por e-mail

Digite seu endereço de e-mail para assinar este blog e receber notificações de novas publicações por e-mail.

     
Comentários

Comentários

  1. Cara, ainda sim, precisa melhorar e muito, o sistema de transporte público.

  2. Paulo Gil disse:

    Amigos, boa noite.

    Vagner Paulo, Parabéns, linda foto.

    Assim não dá, o metrô está invadindo a minha área, pois só o especialista em conclusões
    previsíveis – Paulo Gil é que pode tirar conclusões previsíveis.

    É ÓBVIO que usuário do metro também é usuário de ônibus; afinal poucos bairros tem o privilégio
    de ter metrô.

    Pergunta se quem reside na Praça da Árvore usa Buzão, nem pensar e nem precisa.

    ‘Para 18% dos usuários, a principal alteração na rotina das viagens foi começar a usar a Linha 4-Amarela”

    ÓBVIO, antes não tinha a linha 4, até eu tenho utilizado a linha 4 (Rsssssssssssssss)

    Demais resultados também são óbvios e só servem como base de dados óbvios.

    O metrô deve dedicar seu tempo e a inteligência dos seus colaboradores para resolver os gargalos
    dos acessos entre a linha 4 e a linha verde na estação Paulista e o gargalo no acesso da linha 4 na luz com os demais linhas do Metroô e CPTM.

    Vamos as sugestões:

    1) No acesso da linha 4 – Amarela com a verde já passou da hora de ser feito um novo túnel ou restringir parte do acesso dos passageiros, pois matematicamente esta comprovado que aquelas esteiras não dão conta e o túnel é pequeno.

    Uma saída para agilizar a lá Paulo Gil é arrancar imediatamente aquelas esteiras.

    2) No acesso da linha4- Amarela na Luz o problema é muiiiiiito mais grave ainda, requerendo ação imediata, inclusive o Corpo de Bombeiros deve deixar uma mini companhia nas proximidade e umas 3 viaturas, pois em breve teremos ali uma “Via4-CPTM-Metrô KISS” (depois não digam que eu não avisei)

    Ai não adianta abrir inquérito para atulhar a Policia Civil, a qual já tem muito trabalho no dia a dia.

    Pra ontem façam um novo túnel e criem a estação Julio Prestes Amarela -4, fazendo com que a estação Terminal da linha 4 Amarela passe a ser no sub solo da Praça Julio Prestes.

    Já dei esta sugestão antes, mas com o aumento da incidência de “bololôs” no acesso linha 4 Amarela – CPTM e Metrô tal sugestão tem de ser implantada em caráter emergencial total .

    Além de evitar um possível “Via4-CPTM-Metrô KISS” no acesso Linha 4 na Luz, haveria a desconcentração de passageiros na Luz, aumentaria a taxa de uso da Estação Júlio Prestes da CPTM e diminuiria o uso da linha vermelha do metrô pelos passageiros oriundos da CPTM de Itapevi.

    Bom sugestões 1 e 2, são previsíveis e elaboradas pelo especialista em conclusões previsíveis.

    OBS.: Aproveitem para rever os cácllos da linha lilás pois além de utilizar o trajeto centenário do bomde da CMTC, em 2016 o tempo de viagem será próximo ao tempo gasto pelo bonde.

    http://www.domtotal.com/manchetes/detalhes.php?manId=4292

    Será que essa conta está correta ?

    E aquela adutora de ferro da Sbaesp, a sondagem não detectou ????????

    Não quero crer que sejam mais dois erros previsíveisssssssssssssss

    Nãooooooooooooooooooooooooooooooo

    Att,

    Paulo Gil

Deixe uma resposta

Descubra mais sobre Diário do Transporte

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading