À beira da falência, empresas de Baltazar prejudicam funcionários

ônibus

Ônibus da Transmil de Uberaba. Funcionários do Grupo de Baltazar prejudicados em processo de recuperação judicial. Empresas ainda em operação estão à beira da falência.

Situação jurídica e financeira das empresas de Baltazar prejudica trabalhadores
De acordo com a Justiça, as companhias do grupo estão à beira da falência

JORNAL DA MANHÁ – UBERABA

Continua indefinida a situação trabalhista de mais de quatrocentos ex-funcionários da empresa Transmil, ex-concessionária do transporte coletivo de Uberaba. A revelação é do presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários, Lutério Antônio Alves.

De acordo com ele, a ação coletiva foi paralisada no início do ano em razão de decisão de um juiz de Manaus que concedeu a recuperação judicial ao empresário Baltazar José de Souza, proprietário da Transmil. A recuperação judicial tem como objetivo auxiliar empresas que estão à beira da falência, como EAOSA – Empresa Auto ônibus Santo André, Viação Ribeirão Pires e Viação Cidade de Mauá, no ABC Paulista. Com esta decisão, o processo deverá permanecer parado por aproximadamente seis meses. “Nossa expectativa é de a tramitação ser retomada somente em julho”, diz o sindicalista. A dívida trabalhista, somente na ação coletiva, está estimada em R$1,1 milhão. Porém, existem ainda em torno de 200 ações individuais, que também estão paralisadas em decorrência da decisão judicial, que eleva o valor para R$2,5 milhões.

Para ele, a situação só prejudica os ex-funcionários, que aguardam há anos receber os passivos trabalhistas. “Esta recuperação judicial foi um balde de água fria em cima dos ex-funcionários. A ação coletiva já tramitava a passos lentos e, com esta decisão, a situação piorou, por ter que paralisar os processos”, lamenta.

Lutério ainda diz que o sindicato quer se reunir com o atual prefeito, Paulo Piau (PMDB), para discutir sobre o processo de desapropriação da antiga garagem da empresa – hoje utilizada pela Prefeitura de Uberaba. As negociações tiveram início na gestão passada, do então prefeito Anderson Adauto, e não foram concluídas. Na época, AA fez uma série de propostas que acabaram não avançando.

O imóvel, localizado próximo à BR-050, na avenida Dona Maria Santana Borges, está avaliado em R$9,5 milhões. “O valor desta desapropriação pode ajudar a empresa quitar a dívida trabalhista”, finaliza o presidente.
Jornal da Manhã – Uberaba.

5 comentários em À beira da falência, empresas de Baltazar prejudicam funcionários

  1. Este e o perfil de empresário que vencem as licitações, sem mais palavras.

  2. Cadê os baba ovo do Baltazar, que vivem metendo o pau na Leblon, falando que ela desrespeita seus funcionários? Queria que ao menos um de vocês tivessem vergonha na cara e me respondessem! Mas são TODOS covardes! Se esse idiota do BJS fosse um cara sério, estaria muito bem com seu grupo agora…afinal, ele tinha um verdadeiro império nas mãos..mas foi caindo, cidade por cidade, saindo de cada uma delas…me dá muito prazer ler notícias de que esse nojo está prestes a sair à força do sistema de transporte…sinto muito pelos funcionários…

  3. TODOS FALAM O QUE QUIZER MAS E UMA VERGONHA OS PAIS DE FAMILIA TRABALHADOR SOFRER E FICAR DESEMPREGADO COM UMA MAO NA FRENTE E OUTRA ATRAS E VERGONHOSO SABER QUE MEU MARIDO PERDEU UMA VIDA INTEIRA DE QUASE 20 ANOPS POR ESTA MERDA DE EMPRESA

  4. Já seria de grande valia se o Poder Público pudesse penhorar todos os bens desse sr. e ainda, repassar o mais urgente a classe trabalhadora.O Difícil é escutar empregados da Viação Ribeirão Pires falarem bem desse sr., como se fosse um pai. Quando essa fechar, lá se vão mais 2 ou 3 dezenas de desempregados procurar a justiça. Até quando?

  5. Como o “empresário” Baltazar consegue manter uma recuperação judicial que tem prazo de seis meses (deferida em 19/03/2013 pelo juiz de Manaus) até hoje???? São 30 meses a mais no total de 36 seis meses, 3 ANOS!!! Onde está a Justiça neste país?????

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