Prefeitura do Rio publica multa e advertências ao Transoeste
Publicado em: 27 de março de 2013

TransOeste é considerado um bom sistema de transportes que reduziu o tempo de viagens no Rio de Janeiro. Mas precisa ser melhor operado de acordo com a Prefeitura que aplicou multa de R$ 50 mil às empresas.
Transoeste recebe multa por serviços inadequados
Prefeitura do Rio de Janeiro identificou a necessidade de mais veículos em operação e desconforto em horários de pico
ADAMO BAZANI – CBN
A Prefeitura do Rio de Janeiro publica nesta quarta-feira, dia 27 de março de 2013, no Diário Oficial do Município advertências e a multa aplicada ao Consórcio Operador do BRT Transoeste, formado pela Viação Jabour e Pégaso.
A multa foi de R$ 50 mil e se refere a diversas irregularidades operacionais constatadas por vistorias de técnicos da SMTr – Secretaria Municipal de Transportes.
Entre elas, está a quantidade insuficiente de veículos articulados para a demanda de passageiros.
Da frota de 91 ônibus articulados, é ofertada uma média diária de 81. A Prefeitura determinou elevação imediata para 86 ônibus e a colocação de outros 12 novos articulados, conforme acertado no final do ano passado às empresas operadoras.
O número considerado insuficiente de veículos faz com que nos horários de pico, segundo a Prefeitura do Rio de Janeiro, os passageiros sejam transportados de maneira desconfortável. Segundo os técnicos, as situações de maior desconforto ocorrem nas estações Santa Cruz, Magarça e Mato Alto.
Perto da estação Mato Alto também deve ser concluído um retorno operacional para a implantação do novo serviço Mato Alto – Alvorada, o que vai reduzir o tempo e a distância para deslocamento dos ônibus entre estes pontos.
As obras já estão sendo feitas pela Secretaria Municipal de Obras e devem ser concluídas no mês de maio.
Também é exigida melhor conservação das instalações das estações.
A Prefeitura exige mais segurança aos operadores e capacitação melhor dos motoristas. Desde a inauguração, foram seis mortes que ocorreram no TransOeste, algumas que, mesmo não sendo responsabilidade do motorista, poderiam ser evitadas se o condutor tivesse mais perícia.
De acordo com o poder público, o modelo de BRT é o mais adequado para a realidade de diversas cidades que querem aumentar a oferta de transportes e diminuir o tempo de deslocamento com custos razoáveis para os cofres públicos, passageiros e rápida implantação.
Mas como ocorre com o metrô, trem e outros modais, o sistema para ser eficiente deve ser bem operado.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes



Parabéns a Prefeitura do Rio de Janeiro, um exemplo a ser seguido pela nossa Prefeitura, alem que de uns 10 dias para ca, vejo melhoras significativas na fiscalização em SP, aleluia parece quem acordaram.
Transoeste parece ser um sucesso.
Seria interessante matéria com numeros estimados de projeto para demanda e sua evolução durante a operação.
Olá Adamo.
Eis uma notícia muito legal, pois mostra que a prefeitura não se preocupou apenas com a implantação do sistema, mas se preocupa com adequada operação do mesmo e respeito ao usuário!
Adamo, gostaria de informá-lo que estou fazendo meu TCC na faculdade e o tema é Tecnologia em Transportes. Estou analisando gestão, tecnologia de informação, ferramentas, veículos e, a fiscalização também é de meu interesse. Acredito que você fará o acompanhamento deste caso e quero ver se a advertência da prefeitura surtirá efeito, quanto tempo levará para ser atendida e se será atendida em sua totalidade.
Por favor, não pense que estou exigindo matéria, apenas gostaria de ver o resultado deste caso.
Creio que você tenha acesso ao meu e-mail neste comentário, mas ainda assim deixo meu contato e de meu parceiro no TCC (we.costasilva@gmail.com e jrtombra@gmail.com) respectivamente Wellington Silva e Junior Tomaz, estudantes de Logística da FATEC Guarulhos.
Parabéns pelo blog.