Greve de ônibus no Rio de Janeiro entra no segundo dia e determinação da Justiça não é obedecida

greve ônibus

Segundo dia da greve de motoristas e cobradores de ônibus complicado para os passageiros no Rio de Janeiro. Frota de 80% determinada pela Justiça não foi cumprida em diversas linhas. Foto: Alexandre Durão/G1.

Greve no Rio de Janeiro: quantidade determinada pela Justiça não tem sido cumprida
Neste sábado, várias linhas tinham poucos ônibus e espera nos pontos continuou grande
ADAMO BAZANI – CBN
Mesmo com a determinação da desembargadora Rosanna Sallim Villela Travesedo, do Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro, para que os motoristas e cobradores de ônibus em greve coloquem 80% da frota prevista nas tabelas nas ruas, a quantidade de veículos operando nas linhas é pequena.
De acordo com estimativas da prefeitura do Rio de Janeiro, este percentual não está sendo cumprido em diversas linhas.
O descumprimento da determinação judicial implica em multa de R$ 200 por dia ao sindicato dos motoristas e cobradores.
Assim como sexta-feira, o sábado é difícil para o passageiro que continua a ficar até duas horas nos pontos esperando pelo transporte, apesar de a demanda ser menor.
Mais de 100 escolas suspenderam as aulas nesta sexta-feira por causa da greve que impossibilitou o deslocamento de alunos, professores e demais funcionários da educação.
A SuperVia, responsável pelos trens no Rio de Janeiro, reforçou os serviços e oferece 44 mil lugares extras no Ramal Deodoro e aumentou o número de composições no ramal Santa Cruz. Mesmo assim, em alguns horários, a medida ainda é insuficiente.
O MetrôRio também opera em esquema especial e como nesta sexta-feira, deve no sábado prolongar os horários de funcionamento. Enquanto a greve ocorrer, os ônibus do metrô de superfície não vão operar.
O trânsito está maior nas principais ruas e avenidas da cidade, mas por ser sábado, não foram registrados problemas como ontem.
Somente no final da tarde de segunda-feira está prevista uma assembleia de motoristas e cobradores para definir a continuidade ou não da greve.
O sindicato pede aos trabalhadores:
– Aumento de 15% nos salários
– Redução da Jornada de Trabalho para 6 horas por dia
– Pagamento das horas extras em dinheiro e não em banco de horas
– Melhorias nas condições dos pontos finais
– Fim da dupla função, pela qual o motorista dirige e cobra ao mesmo tempo
– Plano de Saúde gratuito para o funcionário e mais três dependentes
– Aumento no valor da cesta básica.
O Rio Ônibus, que é o sindicato que reúne as empresas, ofereceu;
– 8% de aumento salarial para toda a categoria
– 40% de aumento salarial para os motoristas de micro ou midi ônibus, que dirigem e cobram ao mesmo tempo.
– Salário 20% maior para os motoristas com carteira nacional de habilitação categoria E que dirigem ônibus articulados.
– Aumento de 20% no valor da cesta básica.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

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