Greve de Ônibus no Rio de Janeiro: violência e vandalismo

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Passageiros enfrentaram muitas dificuldades por causa da greve dos motoristas e cobradores de ônibus no Rio de Janeiro. Pelo menos 60 veículos foram danificados e motoristas que tentaram trabalhar foram agredidos. Foto: Severino Silva/Agência O Dia

Greve de ônibus no Rio de Janeiro: 60 veículos depredados
Motoristas que tentaram trabalhar foram agredidos
ADAMO BAZANI – CBN
(Com Agências)
A greve de motoristas e cobradores de ônibus no Rio de Janeiro não está sendo marcada apenas por transtornos à população. Há também ações de violência atribuídas a membros do Sintraturb, sindicato dos motoristas e cobradores de ônibus da cidade do Rio de Janeiro, e do Sindicato dos Rodoviários.
Ao menos 60 ônibus foram apedrejados. Motoristas que tentaram trabalhar foram agredidos. A maior parte dos veículos danificados é da Expresso Pegasus e Viação Jabour, na zona Oeste de São Paulo Os veículos fazem linhas alimentadoras do BRT TransOeste.
Pela madrugada também houve repressão a funcionários da empresa Santa Maria.
Três milhões de pessoas estão sendo prejudicadas por causa dessa greve.
A manhã foi bastante complicada por causa da paralisação de motoristas e cobradores de ônibus do Rio de Janeiro, que teve início à zero hora desta sexta-feira, dia 1º de março de 2013.
Todas as linhas municipais foram afetadas e em algumas delas nem a frota mínima de 20% está sendo atendida.
O Sintraturb – Sindicato dos Trabalhadores no Transporte Urbano do Município do Rio de Janeiro deve realizar uma reunião no início da tarde desta sexta-feira para decidir se continua ou não a paralisação. A greve foi decidida na noite desta quinta-feira, dia 28 de fevereiro, e não respeitou a lei que determina que paralisações de serviços essenciais, como de transporte, respeitem o mínimo de 72 horas para ser deflagrada depois da decisão.
A espera nos principais pontos da cidade ultrapassa uma hora e meia. Muita gente que se desloca de transporte público foi obrigada a seguir de carro, o que causou complicações no trânsito em vias que já nos dias normais registram congestionamentos.
A SuperVia, concessionária dos trens que servem a cidade, disse que realiza viagens extras para atender a maior demanda por causa da greve de ônibus. O Metrô Rio estima um aumento de 15% na demanda e reforçou o atendimento com 400 agentes de segurança. Para evitar aglomerações, a companhia montou um esquema especial para controlar o fluxo de passageiros nas linhas 1 e 2.
O serviço de Barcas também foi avisado sobre a necessidade de serviços especiais, mesmo assim, há transtorno.
O Rio Ônibus, que é o Sindicato das Empresas de Ônibus do Rio de Janeiro, ofereceu 8% de reajuste salarial a toda a categoria, 40% de aumento para os motoristas de micro-ônibus e midi ônibus, que acumulam dupla função dirigindo e cobrando ao mesmo tempo, salário 20% superior para os motoristas que dirigem ônibus articulados e aumento de 20% no valor da cesta básica.
O Sintraturb quer 15% de aumento salarial, cesta básica de no mínimo R$ 200, tíquete-refeição de R$ 15 por dia, redução da jornada de trabalho para 6 horas por dia, fim das jornadas excessivas que chegam a 15 horas, fim da dupla função (dirigir e cobrar ao mesmo tempo), plano de saúde gratuito estendido para mais três dependentes e pagamento das horas extras em dinheiro e não em banco de horas.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

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