Impostos Federais encarecem tarifas de ônibus, diz Beto Richa

ônibus Londrina

Ônibus urbano em Londrina. Governador do Paraná, Beto Richa, promete subsídios para o sistema de transportes da cidade. Ele disse que as tarifas de ônibus em todo o País poderiam ser menores se Governo Federal fizesse sua parte e diminuísse a carga tributária sobre os serviços de mobilidade urbana.

Impostos federais encarecem passagens de ônibus, diz Beto Richa
Governador do Paraná diz que estuda definir subsídio para o sistema municipal de Londrina. Sistema de Curitiba e região metropolitana aguarda posição do Governo do Estado.
ADAMO BAZANI – CBN
(Informações Bonde News)
O Governador do Estado do Paraná, Beto Richa, disse que as tarifas de ônibus poderiam ser menores em todo o País caso o Governo Federal reduzisse a carga de impostos sobre as atividades de transportes coletivos.
Nesta segunda-feira, dia 18 de fevereiro, o governador esteve em Londrina.
Ele disse que da mesma forma que o Governo Federal se empenhou para reduzir as tarifas de energia elétrica, poderia criar mecanismos para tornar as passagens de ônibus urbanos mais baratas.
Richa se recorda que quando esteve à frente da prefeitura de Curitiba, elaborou uma carta ao Governo Federal alertando sobre a incidência de custos federais sobre os sistemas de transportes públicos.
“Fiz em Curitiba reunião com os prefeitos das maiores cidades do Brasil e saiu de lá a ‘Carta de Curitiba’, fazendo um apelo ao Governo Federal para que pudesse isentar a passagem de ônibus com custos federais, que incidem em praticamente 20%, 30% do preço final da passagem. Não tivemos nenhuma resposta. Assim como baixou a conta de luz poderia também baixar a passagem de ônibus nas principais cidades do país. Uma grande contribuição aos trabalhadores”.
Richa disse que se o Governo Federal fizesse sua parte em desonerar os serviços de transportes, muitas vezes taxados da mesma forma que ocorre com gêneros que não são de primeira necessidade, estados e municípios seriam obrigados a reduzirem impostos e taxas como contrapartida.
O governador prometeu que em breve deve sair uma resposta da Secretaria de Estado da Fazenda para que o governo ajude a manter o sistema em Londrina com subsídios. Outras cidades do Paraná também devem contar com o auxílio.
“Nossa previsão é de abril para maio termos uma definição da secretaria da Fazenda de uma alternativa, uma contribuição do governo. Não apenas para Curitiba, Londrina, mas para as principais cidades do Paraná onde a situação é mais grave”.
A capital Curitiba e os municípios que formam a RIT – Rede Integrada de Transporte também aguardam uma resposta de Richa quanto à continuidade dos subsídios para manutenção de benefícios como a integração entre os ônibus da capital e das cidades vizinhas.
Segundo a Urbs, Urbanização de Curitiba S.A., empresa gerenciadora do sistema da RIT, os prejuízos da companhia acumulam R$ 100 milhões.
Hoje a tarifa cobrada do passageiro é de R$ 2,60. Mas a tarifa técnica, que corresponde aos custos reais do sistema por passageiro, é de R$ 2,89 podendo ser elevada para R$ 2,99 com o aumento do preço do óleo diesel e dos salários dos motoristas e cobradores. Essa diferença é paga por subsídios, que garantiriam, além das integrações, que o aumento da tarifa fosse menor para o usuário.
O subsídio é visto como uma forma de toda a sociedade colaborar para os serviços de transportes públicos que beneficiam a todos, inclusive quem só anda de carro, pois ajudam, entre outros pontos, na diminuição do trânsito e da poluição.
Pelo modelo de boa parte das cidades, apenas os passageiros, e somente os pagantes, acabam arcando com todo o custo dos sistemas, daí uma das razões de a tarifa ser tão cara para o passageiro.
GREVE DE ÔNIBUS:
No mesmo dia que o governador esteve na cidade de Londrina e falou sobre transportes coletivos, o Sinttrol – Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Londrina realizou uma assembléia na qual foi aprovada greve de motoristas e cobradores de ônibus a partir da zero hora se sexta-feira, dia 22 de fevereiro, caso não haja negociação com as empresas.
Os trabalhadores querem plano de saúde, ticket alimentação e 13% de aumento de salários, sendo 9% de correção com base nos últimos 19 meses e mais 4% a título de produtividade.
As empresas ofereceram 5,29%
Até quarta-feira, a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização – CMTU deve dar um parecer sobre o pedido das empresas para reajustar as tarifas de ônibus.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Paulo Gil disse:

    Amigos, boa noite

    Ainda não definiram nada ?

    Mas o déficit continua aumentando.

    Aumenta logo a tarifa e deixa tudo funcionar como tem de funcionar.

    É a receita – as despesas e pronto.

    Não precisa perder muito tempo, afinal mesmo com eventual redução de impostos federais
    os passageiro é que cobrirão de outra forma, afinal só chove água, dinheiro não.

    Deixem as empresas trabalharem; afinal Curitiba é ou não é mais o modelo em transporte em nosso país?

    Att,

    Paulo Gil

  2. Haroldo disse:

    O Beto Richa deveria dar exemplo e cumprir o que ele mesmo pediu ao então governador do Paraná . A isenção do ICMS do diesel.
    É fácil falar, difícil é fazer!

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