Anatel estuda telefone público em ônibus

ônibus com telefone

Por conta do aumento das linhas de celulares, o uso dos orelhões teve redução drástica. Anatel estuda reduzir em mais da metade o número de telefones públicos, mas deve criar propostas para as operadoras oferecerem tecnologia melhor na telefonia pública, como orelhões com acesso a internet e que podem enviar mensagens de texto e aparelhos em ônibus. Em 2008, no Rio Grande do Sul, a Brasil Telecom testou o sistema Télo, de telefones em ônibus da Carris, empresa pública que presta serviços em Porto Alegre

Anatel estuda telefone público em ônibus
Medida se dá pela redução de uso de orelhões convencionais e altos custos de manutenção com vandalismo
ADAMO BAZANI – CBN
A Anatel – Agência Nacional de Telecomunicações vai fazer uma consulta pública até o final de março para definir os rumos da telefonia pública no País.
O número de orelhões convencionais em uso está caindo vertiginosamente desde 2007 frente à quantidade de telefones celulares, que hoje, somam 255 milhões de linhas habilitadas no Brasil.
O lucro com os orelhões caiu, mas devido ao vandalismo e à estagnação tecnológica, que usa o mesmo sistema de 20 anos atrás, os custos aumentam.
Hoje, a Oi tem uma receita mensal de R$ 10 por orelhão e a Telefônica de R$ 14. A média histórica era de R$ 110 por aparelho. Ainda segundo a Anatel, 49% dos aparelhos de telefonia fixa pública no Brasil fazem menos de duas chamadas por mês ou no máximo, duas por dia.
Por isso, uma das sugestões a serem colocadas em consulta é a redução de 538 mil orelhões dos 950 mil existentes no Brasil.
No entanto, a Agência propõe às operadoras novas soluções tecnológicas e criação de novas opções para os usuários.
Entre elas, está a instalação de telefones públicos dentro de ônibus urbanos.
Segundo a Anatel, em nota, a tecnologia ainda vai ser escolhida, mas a modernização do sistema de telefonia pública deve ser parcialmente implantada já para a Copa do Mundo de 2014 e Olimpíadas de 2016.
Apesar de ser um “orelhão”, os aparelhos nos ônibus vão usar redes móveis que podem ser conectadas aos aparelhos de GPS dos veículos para captação do sinal ou mesmo terem uma conexão independente dos equipamentos para monitoramento do tráfego dos veículos de transportes públicos.
Outro modelo proposto é um novo tipo de “orelhão”, que só pode ser instalado em locais seguros, que permite acesso à internet, envio de mensagens de texto e possibilidade de conexão com notebooks, smartphones e tablets.
As operadoras vão ter regras mais brandas para a telefonia pública, mas em contrapartida terão de oferecer sistemas e aparelhos com maior qualidade de serviço, como banda larga, telefones com câmeras e telas e “orelhões” acessíveis para portadores de limitações visuais e com audição reduzida.
Os orelhões convencionais não devem ser reduzidos em escolas, hospitais e locais mais afastados cuja rede de telefonia móvel não consegue atender a população.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

2 comentários em Anatel estuda telefone público em ônibus

  1. Amigos, boa tarde

    A Anatel tem de se preocupar com o sinal dos celulares isso sim,
    porque não viabiliza sinal de celular na BR 101 Km 322 a 358 e tantos outros
    lugares com carência de sinal.

    Um absurdo.

    Diante dos dados dos orelhões é simples:

    Acabem com todos, não tem nada mais horrível de que oferecer um serviço e na hora
    que precisamos de um orelhão ele nunca funciona.

    Não dá lucro, pronto acaba de uma vez.

    Orelhão no Buzão era só o que faltava, já não basta termos de aguentar as pessoas
    falando no celular como se estivessem no quintal da sua casa.

    É insuportável.

    Agora colocar wi fi em todos os Buzões ai já é racional.

    Mas orelhão no Buzão, me desculpem eu voto contra.

    Att,

    Paulo Gil.

  2. Edson Profeta - Tecnólogo em Logística e Transportes/São Paulo // 16 de Fevereiro de 2013 às 13:07 // Responder

    Caro Paulo Gil. Estamos falando de evolução. Os ônibus que rodam no Brasil hoje contam com tecnologia embarcada que seria impensável 20 anos atrás. A grande maioria dos serviços públicos possuem algum tipo de dficiência, em maior ou menor grau, porém deixar de implantar uma melhoria apenas porque o serviço como um todo não atinge os 100% desejados pelos usuários ou porque as pessoas usam mal os recursos disponíveis é patinar no tempo.

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