Saúde: Exemplos de combate à hipertensão do profissional do transporte

hipertensão

Máquina que afere pressão arterial, peso e altura e trabalhadores dos transportes coletivos no Terminal de Fazenda Rio Grande. Iniciativa foi da empresa operadora para combater um mal de saúde que acomete milhões de brasileiros por ano e tem uma taxa alta entre profissionais dos transportes: a hipertensão arterial. Foto: Karoline Dea Falcão

Empresas no combate à hipertensão do profissional de transportes
Uma companhia de São Paulo e outra do Paraná tomam iniciativas para a melhoria da saúde dos trabalhadores
ADAMO BAZANI – CBN
A atividade do trabalhador em transporte coletivo é realmente estressante: trânsito complicado, possibilidade de assaltos, acidentes, falta de educação de passageiros e colegas, funkeiros com som alto, entre outros problemas.
Este estresse, aliado ao sedentarismo, já que boa parte dos motoristas e cobradores passa o dia todo sentada, acarreta diversos problemas de saúde para o trabalhador. Entre os mais graves está a hipertensão.
Há empresas que não se importam com o assunto, mas outras tomam iniciativas interessantes. Entre elas, há dois casos de medidas interessantes, uma em São Paulo e outra no Paraná
O Grupo Leblon Transporte de Passageiros tomou recentemente uma iniciativa que vai ajudar no bem estar e na saúde dos seus colaboradores.
Foi instalada no Terminal Central de Fazenda Rio Grande, Paraná, uma máquina de aferir pressão arterial, peso e altura, que pode identificar problemas como sobrepeso e hipertensão.
Além de melhorar a prestação de serviços para o passageiro, já que trabalhadores dispostos e com boa saúde desempenham as atividades com mais qualidade, a Leblon investe com esta medida na valorização humana de seus funcionários.
O funcionamento da máquina, que é certificada por órgãos de medição e metrologia, portanto, com resultados confiáveis, se dá de maneira muito simples.
Na primeira etapa, ela apura o peso e a altura da pessoa, com as informações sendo reproduzidas por mecanismo de voz.
Logo em seguida, a pessoa coloca o braço esquerdo no dispositivo de aferição de pressão arterial.
Em instantes o resultado é impresso numa espécie de extrato que revela os dados de peso, altura e pressão da pessoa e logo abaixo das informações quais seriam os índices normais para seu porte físico.
A iniciativa é propícia para funcionários dos transportes coletivos, atividade marcada pelo estresse do dia a dia provocado por problemas como trânsito, poluição sonora e atmosférica e até mesmo postura inadequada de alguns usuários e outros motoristas.
Caso seja diagnosticado algum problema, a empresa de ônibus orienta os funcionários a procurar ajuda médica e acompanha seu dia a dia.
Em São Paulo, a empresa de ônibus e trólebus Metra, que opera o corredor ABD, que liga São Mateus a Jabaquara, servindo os municípios do ABC Paulista, oferece acompanhamento médico e faz os funcionários se mexerem.
Dentro da garagem, em São Bernardo do Campo, há uma academia que conta com a presença de um profissional de saúde que orienta os trabalhadores nos exercícios depois de avaliação médica.
O objetivo é estimular a atividade física e também reduzir o nível de estresse.
A empresa também oferece sessões de massagens, alongamentos e até acupuntura.
O nível de bem estar, produtividade e até o relacionamento com o passageiro foram melhorados depois das medidas.
Palestras com profissionais de saúde, feitas em linguagem direta e acessível, também complementam as ações.
MAL SILENCIOSO:
Um fator importante para estes tipos de ações como da Metra e da Leblon é que a hipertensão arterial é um mal silencioso.
De acordo com o Ministério da Saúde, estima-se que pelo menos 30 milhões de brasileiros sofram de hipertensão e que cerca de 12 milhões têm a doença e não sabem.
Entre as capitais brasileiras, ainda segundo o levantamento, em 19 cidades, mais de 20% da população sofrem com o problema e suas complicações, como mal estar, visão turva, perda de equilíbrio, AVC – Acidente Vascular Cerebral e infarto. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde, mais de 2 bilhões em todo o planeta têm o problema que mata anualmente 7,6 milhões de pessoas no mundo.
A prevenção é a melhor forma de combater a hipertensão com ações simples, como manter atividades físicas regulares, procurar manter equilíbrio emocional, se alimentar corretamente evitando excesso de gordura e controlar o peso.
Abaixo você confere o percentual de pessoas com hipertensão nas capitais, de acordo com o levantamento do Ministério da Saúde:
RIO DE JANEIRO: 28%
RECIFE: 27,6%
CAMPO GRANDE: 26,5%
SÃO PAULO: 26,3%
SALVADOR: 26,2%
PORTO ALEGRE: 25,4%
BELO HORIZONTE: 25,1%
RIO BRANCO: 24,9%
JOÃO PESSOA: 24,8%
CUIABÁ: 23,9%
VITÓRIA: 23,3%
NATAL: 23%
ARACAJU: 22,7%
TERESINA: 22%
MACEIÓ: 21,8%
PORTO VELHO: 21,7%
CURITIBA: 21,5%
DISTRITO FEDERAL: 21,2%
FORTALEZA: 20,7%
FLORIANÓPOLIS: 19,3%
BELÉM: 18,8%
MANAUS: 18,6%
SÃO LUÍS: 18,5:
MACAPÁ: 16,8%
BOA VISTA: 15,8%
PALMAS: 14,9%
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

5 comentários em Saúde: Exemplos de combate à hipertensão do profissional do transporte

  1. Caro Adamo Bazani, lendo esta matéria entendi finalmente que o blog é CONTRA os passageiros de transportes coletivos. Foi muito bom finalmente saber disso.
    Agora entendi perfeitamente que o passageiro NÃO é a sua meta!
    Achei que ficou muito melhor assim, tudo está bastante claro!
    Em princípio eu não sou contrário ao LOBBY, desde que explícito.
    Agora que você esclareceu, está tudo bem.
    Boa noite e bom trabalho.

  2. É importante mesmo esses exames, já pensou se o motorista tem um infarto numa ponte num horário de pico, e o ônibus fica desgovernado, que tragédia …

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