Por falta de um contrato legal e pela não apresentação de nenhum documento oficial que autorize as operações em Mauá, a Viação Estrela de Mauá foi impedida na noite desta sexta-feira de entrar com seus ônibus no Terminal Sônia Maria, operado pela Metra e gerenciado pela EMTU. Passageiros foram largados na rua. Empresa Leblon pode entrar e operou normalmente. Foto: Adamo Bazani
Sem ter contrato reconhecido pela Justiça, Estrela de Mauá fica impedida de entrar no Terminal Sônia Maria
Empresa opera após contrato assinado com a Prefeitura de Mauá, mas decisão da judicial e contrato municipal em vigor determina operação integral da Leblon no lote 02
Ônibus da Estrela de Mauá paravam do lado de fora do Terminal Sônia Maria. Prefeitura e empresa não comunicaram a EMTU e Metra para uso do Terminal que é metropolitano.
ADAMO BAZANI – CBN
A EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos, gerenciadora dos serviços dos ônibus intermunicipais de São Paulo, e a empresa de ônibus e trólebus Metra, responsável pelas operações e manutenção do Terminal Sônia Maria, em Mauá, verificaram que a Viação Estrela de Mauá não possui autorização judicial para prestar serviços na cidade, e na noite desta sexta-feira, dia 04 de janeiro de 2013, os ônibus da companhia fundada por Baltazar José de Sousa e hoje em nome de David Barioni Neto foram impedidos de entrar no terminal.
Nem a Metra e nem a EMTU receberam qualquer documento oficial que permita o funcionamento da empresa e nem comunicado sobre a entrada de seus ônibus no Terminal Sônia Maria, que é metropolitano.
Os passageiros que estavam nos ônibus da Viação Estrela de Mauá foram desembarcados fora do Terminal e tiveram de seguir a pé para utilizarem os veículos da Metra.
Já os passageiros da Leblon, que também opera o lote 02, conseguiram entrar normalmente no Terminal. A empresa Leblon, que presta serviços desde 06 de novembro de 2010, após contrato assinado com a Prefeitura e com determinação judicial, possui autorização para entrar no Terminal Sônia Maria.
Um ex funcionário da Prefeitura estava orientando passageiros a saírem do Terminal e irem para os ônibus da Estrela de Mauá no lado de fora. Mas os fiscais descobriram que ele já foi exonerado pela prefeitura e o retiraram do local.
A Leblon disse que opera normalmente a linha que vai do centro de Mauá ao Terminal Sônia Maria e que os serviços não foram interrompidos.
Ninguém da Viação Estrela de Mauá foi localizado para comentar.
No dia 27 de dezembro, ainda na gestão de Oswaldo Dias e do Secretário de Mobilidade Urbana, Renato Moreira dos Santos, a Prefeitura assinou um contrato emergencial com a Estrela de Mauá para colocá-la nas operações do lote 02 junto com a Leblon.
O lote seria dividido em 50% entre as duas empresas. Mas a Leblon se recusou a assinar este contrato por já ter um contrato assinado com Prefeitura desde abril de 2010. Este contrato não foi rescindido. Além disso, há determinações judiciais que garantem a permanência da empresa da cidade e proíbe a prefeitura de contratar outra empresa de ônibus ou retirar a Leblon até que a disputa judicial com a Estrela de Mauá pelo lote 02 tenha uma decisão definitiva.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes