Região do Largo da Batata deve ganhar terminal de ônibus até dezembro

Largo da Batata

Largo da Batata está hoje bem diferente do que nos anos de 1980. Estações de metrô, trem e agora o terminal de ônibus deve ser concluído em dezembro. Região de Pinheiros passou por polêmicas remodelações, entre as quais, segundo urbanistas, que privilegiaram os transportes individuais, reduziram os espaços para moradias e sobrevalorizaram os imóveis. Foto: Acervo PMSP

inal Largo da Batata deve ficar pronto até dezembro
Estação intermodal é uma das últimas etapas da Operação Urbana Faria Lima, que teve início em 1995

ADAMO BAZANI – CBN
Informações O Estado de São Paulo

O tão esperado Terminal Intermodal de Transportes das imediações do Largo da Batata, em Pinheiros, zona Oeste de São Paulo, deve ficar pronto até dezembro, promete a Prefeitura da Capital Paulista.
Ao lado da estação Pinheiros de trens da CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos e do Metrô, o terminal deve receber 27 linhas de ônibus e 80 mil pessoas por dia.
Após a abertura do terminal, as ruas do entorno serão alargadas e o Largo da Batata propriamente dito será finalizado.
A Avenida Faria Lima, em 2013, terá melhoramentos nas calçadas e vai ganhar ciclovias.
As obras fazem parte da Operação Urbana Faria Lima, criada em 1995 pelo então prefeito Paulo Maluf.
Esta fase final vai custar aos cofres públicos R$ 295 milhões.
Por conta da Operação Urbana Faria Lima, a avenida se expandiu e foram criados os túneis Rebouças e Cidade Jardim.
Mas as obras são alvos de críticas de especialistas. Primeiro porque os recursos são obtidos pela venda do direito a empresas construírem em áreas e dimensões além do permitido pela lei de zoneamento.
Os urbanistas dizem que isso é tratar o crescimento da cidade de forma desigual. Enquanto a pessoa que quer aumentar um cômodo em casa sofre uma burocracia grande se quer fazer tudo em ordem e nem sempre consegue as autorizações, as grandes construtoras que têm dinheiro pagam oficialmente para burlar a lei.
Além disso, por mais que haja um terminal de ônibus e as estações, as obras públicas ainda priorizam o transporte individual, na visão dos urbanistas.
A supervalorização imobiliária do local também é outra crítica.
Segundo a Embraesp – Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio do Estado de São Paulo, em 2006, o metro quadrado na região valia R$ 3.600. Agora, está em R$ 12,5 mil, valorização de 247%, sem descontar a inflação. Na média da cidade de São Paulo, levando em consideração o mesmo período, a valorização foi de 132%, passando de R$ 3.989 para R$ 9252.
O principal objetivo de Paulo Maluf ao criar a Operação Urbana Faria Lima foi estabelecer na região um pólo de escritórios.
Ma o que ocorreu com o Itaim Bibi e a Vila Olímpia se repete com a região do Largo da Batata. O desequilíbrio entre geração de empregos e moradia. Hoje menos pessoas moram que trabalham na região.
A prefeitura conseguiu junto a Comissão de Valores Mobiliários – CVM autorização para emitir títulos imobiliários Cepacs, que permitem a construção de novos prédios, a maior parte voltada para apartamentos.
A infraestrutura no local é boa, com estabelecimentos comerciais, emprego, ônibus, trem e metrô, mas o trânsito complicado e o alto custo dos imóveis podem desestimular as moradias.
Algumas obras da Operação Urbana Faria Lima vão mais lentas que as outras, o que mostra o leque de prioridades do poder público, independentemente de quem está na gestão.
Primeiro saíram as obras viárias para carros, agora só que vai ser concluído o terminal intermodal e a urbanização de favelas como a do Real Parque foi iniciada somente em 2010 e dos 1.135 imóveis previstos, apenas 377 foram entregues.
O Largo da Batata recebeu esse apelido, que depois virou nome oficial, nos anos de 1920. No local, havia um posto de venda da CAC – Cooperativa Agrícola de Cotia, no qual os pequenos produtores vendiam o que plantavam. Boa parte deles era de família japonesa e o produto mais comercializado era justamente a batata.
Foi a partir deste posto que a região começou a ter os primeiros adensamentos com características urbanas.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

8 comentários em Região do Largo da Batata deve ganhar terminal de ônibus até dezembro

  1. O Terminal está em construção ao lado da estação Pinheiros. Fica distante do Largo da Batata, aproximadamente 1km.

    • Bruno Quintiliano // 6 de novembro de 2012 às 08:52 // Responder

      Imagina pra percorrer esse 1 km sem corredor ou faixa exclusiva. e onde antes ficavam os pontos de ônibus vai virar estacionamento.

  2. Amigos
    Saudade mesmo é daquele terminal de trolebus que aparece a direita da Faria Lima (direita da foto) de onde partiam as linhas para o Belém, Mandaqui , Santo Amaro e para o Terminal Santa Cruz do Metro. Aí veio a Marta e tudo acabou.

  3. 1995… se essa obra demorou tanto assim e ainda demorará um pouco mais para sua conclusão total o que se esperar de um… trem bala?

  4. essa foto é do ano de 1989,já na gestão luiza erundina não é isso Ádamo?

  5. Essa foto me fez retornar no tempo em que eu aguardava o ônibus para ir para casa, nessa época eu era carteiro, trabalhei na ECT, imagina ficar ali observando todo esse movimento dos ônibus circundando o Largo da Batata para descer a Cardfeal Arcoverde ou mesmo seguir em frente na Faria Lima, esse terminal no mei era exclusivo da linhas intermunicipais que vinham de Osasco, Carapicuiba nele paravam os ônibus da Viação Osasco, Himalaia e Urubupungá. O amigo que disse ser o ano de 1989 acertou basta ver a pintura do O-364 da CMTC que ostenta na parte de cima o famoso vermelhão do Janio e abaixo na saia o branco, pois um estudo técnico da CMTC na época comprovou que o ônibus todo vermelho era invisível a noite em algumas regiões da cidade devido a precariedade da iliuminação publica, podemos obserevar que nessa época começava-se introduzir a pintura toda branca com a faixa vermelha da municipalização, e os Troleibus Villares eram sem dúvida ícones, aliás era apelidade por alguns de tremendão por causa da arrancada que els tinham, mas quando embalavam eram sensacionais e davam conta do recado. Podemos observar também a infinidade de modelos Gabrielas, Amélias, O-364, Condor, O-371 imagina ficar esperando ônibus e dadmirando de perto cada desses exatamente por causa do transito que nesse lugar era complicado. Enfim tai uma prova de uma história recente, o bairro de Pinheiros sobretudo nessa região degradou muito depois da nova Faria Lima do Maluf, pra quem não sabe exatamente nesse lugar havia um entreposto de horti fruti granjeiros sendo que o produto de destaque maior era a batata, dai o nome Largo da Batata ( assim como na região onde é hoje o Memorial da América Latina tinha o Largo da Banana), vamos aguardar netão o New “Largo da Batata”, forte abraço e estaremos na VVR2012 com certeza.

  6. Finalmente vai ser inaugurado, e se espera que revitalize toda a região.

    Considero hipocrisia predatória destes pseudo-urbanistas reclamar do aumento do preço do m2. A região é historicamente nobre, cercada de bairros nobres e extremamente simbólica para a cidade, sob vários aspectos. Desde Maluf, todos os prefeitos que passaram preferiram “não mexer” nas obras, até que a chegada do Metrô tornou o processo irreversível. Um descaso e desrespeito ao que São Paulo tem de mais representativo.

    Não moro nem trabalho ou estudo lá, mas torço muito pela revitalização. Pela futura Metrô 20, mesmo consciente que várias outras linhas de Metrô são prioritárias para a cidade. Pela redistribuição das linhas de ônibus, que tem excelente oportunidade de acontecer com este Terminal.

  7. marcelo francisco da silva // 22 de junho de 2013 às 00:36 // Responder

    eu acho esse terminal uma das piores coisa feita pela preifeitura imagine um terminal longe do centro ou seja do largo da batata. o terminal correto deveria ser do lado direito do terminal no largo da batata eu vejo isto como uma forma de discriminaçao ao povao por causa do ricoes que manda e desmandao nas grandes cidades ok senhores prefeitos

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