CAMINHONEIROS: Mais uma rodada de negociação com o Governo

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Representantes de centrais de caminhoneiros e do Governo Federal sentam novamente à mesa de negociação para tentarem um acordo sobre as reivindicações que teriam motivado a greve da categoria.

CAMINHONEIROS: Governo reinicia negociação com categoria
Representantes dos motoristas e do Governo Federal sentam juntos mais uma vez para discutirem os motivos da greve dos caminhoneiros
ADAMO BAZANI – CBN
Caminhoneiros e Governo Federal se encontram mais uma vez para discutirem as reivindicações da categoria que motivaram a greve dos transportadores de carga autônomos e empregados que parou vários trechos de estradas em todo o País entre os dias 25 e 31 de julho.
Ministério dos Transportes, ANTT – Agência Nacional dos Transportes Terrestres – e centrais de caminhoneiros vão abordar diversos pontos que são alvo de reclamações dos trabalhadores, em especial, os da Lei 12.619/2012, que regulamenta a profissão de motorista.
As jornadas de trabalho são os tópicos mais polêmicos. A lei estabelece que os motoristas não podem ter jornada superior a 12 horas por dia, sendo que a cada quatro horas dirigidas, é necessário fazer uma parada de no mínimo 30 minutos para descanso. Se em quatro horas, o motorista não achar ponto de parada, ele pode dirigir por no máximo mais uma hora até chegar a um local onde possa parar.
Além disso, o descanso semanal total tem de ser no mínimo de 35 horas. Entre uma jornada e outra, num período de 24 horas, o motorista deve dar um intervalo mínimo de 11 horas.
Os objetivos da lei, segundo o Governo Federal, é evitar abuso da mão de obra e acidentes, já que boa parte das colisões e tombamentos envolvendo caminhoneiros se dá por conta do cansaço do motorista que, para aproveitar o tempo e ganhar um pouco mais, chega a emendar muitas horas e até mais de um dia sem dar uma parada.
Os caminhoneiros reclamam que o Governo Federal vetou na lei a obrigatoriedade de o poder público criar os pontos de parada onde não existisse. Para eles, a categoria não conta com infraestrutura em todas as estradas, sendo perigoso e até inviável a parada em algumas rodovias.
Eles se queixam também do que consideram baixo valor da carta-frete, das dificuldades de novos motoristas conseguirem registro para se tornarem transportadores e da proibição de motoristas de cooperativas de cargas fazerem serviços autônomos.
A greve dos caminhoneiros provocou dificuldades de escoamento de produção, principalmente de frigoríficos, desabastecimento em vários estados e atrasos nas programações de ônibus.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.

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