Greve de Ônibus e de Trem: Mais um dia de tormento para quem precisa de transportes

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Ônibus em Florianópolis. A cidade de Santa Catarina e as vizinhas sentem a paralisação dos transportes urbanos. É mais uma região sem serviços por causa de greve a exemplo de São Luís, Ribeirão Preto, Natal, Recife, Maceió, João Pessoa e Belo Horizonte.

Greve de ônibus em Florianópolis: mais de um milhão de pessoas sem transportes
Justiça determinou frota mínima durante a greve, mas cidadão diz faltar ônibus

ADAMO BAZANI – CBN

Mais de um milhão de pessoas em Florianópolis e região estão sem transportes coletivos nesta segunda-feira, dia 28 de maio de 2012.
Depois de indicarem a paralisação desde a semana passada, os motoristas e cobradores, representados pelo Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo Urbano de Florianópolis e Região – Sintraurb, decidiram em assembléia no final da noite deste domingo entrar em greve.
A Justiça determinou que o Sintraurb garanta 80% dos serviços nos horários de pico e 40% nas demais horas.
Os motoristas e cobradores pedem correção salarial de acordo com o INPC – Índice Nacional de Preços ao Consumidor e mais 5% de aumento real.
Já as empresas de ônibus oferecem 4,88% do INPC, 2% de aumento real e elevação no vale-refeição de R$ 388,00 para R$ 420,00.
As companhias de ônibus não aceitam reduzir as jornadas de trabalho de 6 horas e 40 minutos por dia para 6 horas conforme pede o sindicato dos trabalhadores.
A Prefeitura colocou cerca de 640 veículos do transporte alternativo para minimizar os impactos da greve, mas a passagens são mais caras e podem custar entre R$ 4 e R$ 5.

GREVE DE ÔNIBUS EM RIBEIRÃO PRETO:

Em Ribeirão Preto, no Interior Paulista, os motoristas e cobradores de ônibus, também em greve, não acataram determinação do Tribunal Regional do Trabalho que obriga a circulação de 50% dos ônibus durante a paralisação, com percentual que deve ser elevado para 70% nos horários de pico.
A multa ao Sindicato dos Empregados do Transporte Urbano de Ribeirão Preto – Seturp, em caso de descumprimento da decisão da Justiça, é de R$ 20 mil por dia.
Na cidade, cerca de 100 mil pessoas são prejudicadas. Elas são atendidas em pouco mais de 100 linhas servidas por 340 ônibus.
Os trabalhadores pedem reajuste salarial de 15%, aumento no vale-alimentação de R$ 400 para R$ 500 e elevação na Participação dos Lucros e Resultados de R$ 250 para R$ 350 para os motoristas que acumulam dupla função de dirigir e cobrar.
As empresas de ônibus ofereceram 6,3% de reajuste salarial.

GREVE DE ÔNIBUS EM SÃO LUÍS:

Desde a semana passada, mais de 600 mil pessoas são prejudicadas pela greve de ônibus em São Luís.
Na tarde desta segunda-feira outra reunião de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho vai tentar colocar fim à paralisação.
Desde sábado, após acordo, 50% dos ônibus começaram a circular.
Os motoristas e cobradores rejeitaram aumento salarial de 7% estipulado pela Justiça.
CAPITAIS SEM TRENS:

Há duas semanas passageiros de trens das CBTU – Companhia Brasileira de Trens Urbanos estão sem transportes coletivos em cinco capitais: Belo Horizonte, Recife, Maceió, João Pessoa e Natal.
Os trens operam apenas em horários de pico, mas o sindicato dos ferroviários admite a possibilidade de nem circularem nestas horas de maior movimento.
Os trabalhadores pedem reajuste de acordo com os índices do Dieese – Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos, 50% de adicional noturno e Participação nos Lucros e Resultados.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

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