Greves de ônibus, trens e metrô, violência e tumulto

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Mesmo com determinação da Justiça, poucos ônibus em Campinas saíram para as ruas. Os que tentaram, foram depredados. Em São Luís, frota é reduzida. Em Natal, mesmo com força policial, houve bloqueio nas ruas. Trens continuam em greve em Natal., João Pessoa Recife, Maceió e Belo Horizonte. Foto: RAC

Greve e violência nos transportes do País.
Em Campinas, mulher ficou ferida em ônibus depredado. Em Natal, bloqueios nas ruas e ação da polícia militar. Metrô de São Paulo pode parar na semana que vem

ADAMO BAZANI – CBN
Os movimentos grevistas em várias regiões do País têm passado dos limites em relação à segurança do cidadão.
Em Campinas, no Interior de São Paulo, os motoristas e cobradores de ônibus realizam uma greve geral envolvendo todas as empresas que servem a cidade desde ontem.
A Justiça determinou que 50% da frota dos veículos operassem durante todo o dia e que nos horários de pico fosse elevada para 70%.
Mas os ônibus que tentam sair para as ruas são apedrejados.
Numa das ações criminosas na manhã desta quinta-feira, uma passageira foi ferida.
Ela estava no ônibus que fazia a linha 4.14 (Jardim São José) que foi cercado por supostos grevistas e atacado.
A mulher foi levada com urgência pela Polícia Militar até o Hospital Mário Gatti, mas teve ferimentos sem gravidade.
Os ataques a ônibus ocorreram na Rodovia Santos Dumont, Jardim São José e Jardim San Diego.
Foram três ônibus depredados, todos da empresa Onicamp.
A greve em Campinas prejudica 675 mil passageiros, de acordo com a Emdec, empresa que gerencia os transportes na cidade.
A fropa mínima estipulada pela Justiça está bem longe de ser cumprida.
Dos 1 mil 234 ônibus que fazem parte do sistema, somente 49 foram às ruas, incluindo estes três veículos que tiveram de ser recolhidos porque foram apedrejados.
A categoria reivindica aumento de 21%, mas já trabalha com a possibilidade de negociar um índice em torno de 14%
Apenas cinco dos 11 terminais da cidade estão abertos: Central, Mercado, Itajaí, Parque Dom Pedro e Iguatemi.
A paralisação afeta os serviços de ônibus que vão para municípios vizinhos. Os funcionários da Viação Boa Vista, que opera linhas metropolitanas em Campinas, Hortolândia e Montemor também cruzaram os braços o que prejudica, além dos 675 mil passageiros, outros 50 mil usuários que precisam dos transportes públicos.

GREVE DE ÔNIBUS EM NATAL:

A manhã tem sido de caos para quem usa transporte público em Natal. Já é o terceiro dia de paralisação de motoristas e cobradores de ônibus que reivindicam reajuste salarial de 14,13%, mas já aceitam negociar 10%. As empresas, de forma oficial, oferecem, 6%, com possibilidade de subir o índice para até 8%.
A Polícia Militar reforçou o efetivo para que a determinação da Justiça de 50% da frota durante todo o dia e 70% nas horas de pico fosse seguida.
Mesmo assim, houve bloqueios nas ruas.
Os passageiros foram obrigados a descerem dos ônibus no meio da viagem e ficaram sem alternativas tanto para seguir ao trabalho como para voltarem para casa.

GREVE DE ÔNIBUS EM SÃO LUÍS:

Menos da metade dos ônibus de São Luís estão em circulação nesta quinta-feira.
Protestos no meio das ruas já marcaram a manhã de hoje. Ontem, vários ônibus foram apedrejados.
Se não houver acordo, o TRT – Tribunal Regional do Trabalho – pode decretar a ilegalidade da greve e fixar reajuste como reposição da inflação de apenas 5%

GREVE DOS METROVIÁRIOS:

Belo Horizonte, Natal, Recife, João Pessoa e Maceió continuam sem o atendimento pleno de trens da CBTU – Companhia Brasileira de Trens Urbanos.
As composições só operam nos horários de pico e mesmo assim com o número reduzido de viagens.
Os metroviários da companhia pedem reposição da inflação de 5,74% mais aumento real de 6%, além de 50% no adicional noturno, melhoria na cesta básica e no plano de saúde.

GREVE DO METRÔ EM SÃO PAULO:

Os metroviários de São Paulo aprovaram nesta quarta-feira indicativo de greve para a próxima quinta-feira, dia 23 de maio.
A categoria pede reposição de inflação de 5,13% baseada no índice do Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos) mais 14,99% de aumento real.
O Metrô de São Paulo oferece 4,15% de reposição baseada no IPC – Índice de Preços ao Consumidor – mais 0,50% de aumento real.
Os metroviários querem mais segurança no trabalho e melhor conservação dos equipamentos. No encontro entre a categoria, criticaram o acidente desta quarta-feira, quando dois trens se colidiram na linha 3 Vermelha, a mais movimentada do metrô paulista.
Para o sindicato, houve falha no equipamento de automação, que para um trem antes de ele se aproximar muito da outra composição.

GREVE NA CPTM ESTÁ DESCARTADA MOMENTANEAMENTE:

Os ferroviários da CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos estiveram reunidos e descartam momentaneamente qualquer hipótese de greve antes de serem esgotadas todas as possibilidades de negociações.
Na audiência que vai ser realizada nesta tarde no TRT, a categoria vai pedir aumento salarial de 7,05%

Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.

1 comentário em Greves de ônibus, trens e metrô, violência e tumulto

  1. Bruno Quintiliano // 17 de Maio de 2012 às 14:39 // Responder

    E os de ônibus de São Paulo? Vão aceitar qualquer aumento e brigar só para não punirem os maus motoristas?

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