Acidente no Metrô: Funcionamento é normal no horário de pico

Linha teve de ser interditada entre a estação Tatuapé e Itaquera para o socorro das vítimas.  Agora no horário de pico, funcionamento é normal, diz metrô. Foto: Luiz Guarnieri

Linha teve de ser interditada entre a estação Tatuapé e Itaquera para o socorro das vítimas. Agora no horário de pico, funcionamento é normal, diz metrô. Foto: Luiz Guarnieri

Linha 3 Vermelha opera normalmente no horário de pico
Presidente do Metrô acredita que tenha ocorrido falha em equipamento

G1 SÃO PAULO

Os trens voltaram a circular em toda a extensão da Linha 3 – Vermelha pouco antes das 14h30 desta quarta-feira (16), segundo a assessoria do Metrô. Às 15h30, não havia filas nas plataformas da Estação Carrão. Os trens do Metrô e da CPTM trafegavam normalmente em ambos os sentidos.
A circulação havia sido interrompida em um trecho da linha após uma colisão de dois trens no trecho entre Carrão e Penha, ocorrida por volta das 9h50. Os bombeiros socorreram 33 pessoas, sendo duas em estado grave. Às 13h15, os trens envolvidos no incidente foram levados para o pátio do Metrô na Estação Penha, onde há uma oficina. O trecho passou por perícia e foi liberado para circulação.

Segundo o secretário de Transportes Metropolitanos de São Paulo, Jurandir Fernandes, a composição do Metrô que colidiu com outra que estava parada trafegava em uma velocidade entre 9 e 12 km/h. Na colisão, 33 pessoas foram socorridas pelos bombeiros – duas delas em estado grave. Ele afirma que o condutor do trem não ficou ferido.
Maquinista atua desde 2008
Fernandes disse que ainda não é possível saber se o trem estava no modo manual ou automático, mas lembrou que a velocidade máxima no trecho é de 80 km/h. “Ele [o maquinista] deve ter visto, tanto é que deve ter freado”, afirmou. “Antes de achar o culpado, a gente quer saber por que aconteceu”. Segundo o secretário, o maquinista trabalha na CPTM desde 2008. Começou como maquinista assistente e é maquinista efetivo desde janeiro de 2011.

O secretário diz que a velocidade do acidente é baixa, já que o acoplamento de composições ocorre numa velocidade entre 8 e 9 km/h. Segundo Fernandes, o trem que estava parado aguardava para estacionar na Estação Carrão, da Linha 3-Vermelha do Metrô.
Fernandes disse que ainda não é possível afirmar quais foram as causas do acidente. Em entrevista por telefone à TV Globo, o presidente do Metrô, Peter Walker, disse que a principal suspeita é de que tenha ocorrido uma falha no sistema de automação.

Passageiros que estavam nas composições afirmam que antes do acidente foram informados pelo sistema de som das estações que a Linha 3-Vermelha operava com velocidade reduzida. O secretário informou no início desta tarde desconhecer a informação. Ele se comprometeu a checar o ocorrido com o Centro de Controle de Operações do Metrô.
A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que será aberto um inquérito para investigar o acidente na Delegacia do Metropolitano (Delpom).
Socorro
Sessenta e oito homens bombeiros e 23 veículos atuaram no local. As vítimas foram imobilizadas e colocadas em macas, que precisaram ser passadas por sobre o muro que separa os trilhos da Linha 3-Vermelha da Radial Leste. Os feridos foram levados para o Hospital das Clínicas, Santa Casa e Hospital do Tatuapé.
Segundo o major Fábio Barbieri, do Corpo de Bombeiros, uma das vítimas com ferimentos leves estava grávida e passou mal após o acidente, mas não perdeu o bebê e passa bem. Os demais tiveram luxações, escoriações e ferimentos leves.
Falha em sistema de automação
Segundo o secretário-geral do Sindicato dos Metroviários, Paulo Pasin, o mais provável é que o choque entre duas composições tenha ocorrido por uma falha no sistema de automação do Metrô. O sindicalista, que estava em reunião com dirigentes do Metrô para discussão de propostas salariais na hora do acidente, diz ter recebido informações de que o sistema automático que faz um trem parar quando outro está à frente não funcionou.
“Não pode ter havido falha humana porque esse sistema é automático”, disse Pasin. “Em 20 anos de Metrô, eu nunca vi nada disso acontecer”, acrescentou.
DO G1, de São Paulo

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: