Indústria de ônibus negocia desoneração tributária
Publicado em: 29 de março de 2012

Ônibus da Marcopolo. O setor de produção de ônibus é o que mais emprega mão de obra nacional proporcionalmente por contar em quase todas as suas etapas com processos e materiais brasileiros. José Fernandes Martins, presidente da Fabus e vice-presidente de relações institucionais da Marcopolo, disse ao Ministro da Fazenda, Guido Mantega, que setor aceita trocar os 20% de impostos incidentes sobre a folha de pagamento por 1% do faturamento bruto. Foto: Adamo Bazani
Setor de ônibus negocia desoneração tributária
Indústria aceita substituir os 20% pagos sobre a folha de pagamento por 1% tendo como base o faturamento bruto
ADAMO BAZANI – CBN
Para continuar competitiva no mercado externo, com número significativo de exportações, e manter o posto de um dos maiores geradores de emprego quando é levado em consideração o nível de nacionalização dos produtos, a indústria de ônibus negociou nesta quarta-feira, dia 28 de março de 2012, com o ministro da Fazenda Guido Mantega, a desoneração tributária na folha de pagamento.
O presidente da Fabus – Associação Nacional dos Fabricantes de Ônibus, e vice-presidente de relações internacionais da Marcopolo, José Fernandes Martins, disse à imprensa que o setor aceita substituir os 20% de impostos pagos sobre a falha de pagamento por 1% sobre o faturamento bruto das empresas fabricantes de ônibus.
Ele afirmou que o ônibus é um produto tipicamente nacional e que em praticamente todas as suas fases de produção é empregada mão de obra brasileira.
O nível de emprego é mais alto até mesmo em comparação aos carros de passeio, que importam ainda muitas peças.
“É um produto artesanal e as fábricas de ônibus no Brasil são quase todas verticalizadas e produzem quase todos os componentes”, afirmou Martins.
Além disso, com a desoneração, os preços dos ônibus podem se tornar mais atraentes, o que tem como um dos resultados mais renovações de frotas, tanto urbanas como rodoviárias, refletindo positivamente nos serviços à população.
O ministro prometeu também aumento da alíquota de Cofins para produtos importados cujos similares são produzidos no Brasil, com altos índices de peças e mão de obra nacionais.
O benfício também é levado em consideração pelo Governo Federal para as empresas da indústria elétrica e eletrônica e contempla 35 produtos das áreas de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes



Estou a favor da greve!
A proposta é de uma desonestidade intelectual incrível! Quem conhece minimamente a atividade de fabricação de ônibus em nosso país em anos recentes, pode assistir a indústria nacional de ônibus concorrendo e vencendo fabricantes estrangeiros. O cidadão brasileiro não deve pagar por mais essa.
Mas se desoneram tantos setores inuteis, por que nao esse? Afinal, ele precisa continuar sendo competitivo la fora.
Concorrendo e vencendo onde Paulo Z? Há alguns anos Cuba comprava só onibus do Brasil e chegou a ter uma fabrica da Busscar. No Chile se vende chineses e onibus Peruanos, no Uruguay já há chineses.O produto brasileiro tem que ser competitivo
Tomara que venha a desoneração. No Brasil, quem paga impostos são os mais pobres e empresas, que repassam pro consumidor. E os ricos são os que proporcionalmente pagam menos impostos. Isso precisa mudar.
Este filme e velho, se não me derem beneficios vamos demitir e etc e tal…., ai vem o beneficio e eles demitem mesmo assim, chinese neles.
Ninguém vê que desonerar os transportes já possibilitaria de cara baixar tarifas e renovar a frota. Os impostos neste país são uma vergonha, e cobrar impostos em setores como o de transportes é mais vergonhoso ainda.
Desonerem impostos da fabricação dos veículos (ônibus, trens, etc), também combustíveis para esta finalidade e insumos. E vamos ver se o transporte não vai melhorar.