Araraquara quer se tornar referência em mobilidade

Trolebus

Araraquara, no Interior Paulista, já foi referência em transportes quando operava um dos sistemas de trólebus de maior destaque do País, entre os anos de 1950 e início dos anos 2000. Mesmo sem a volta dos ônibus elétricos, Araraquara quer voltar a ter o status e deve investir em corredores de ônibus, ciclovias, melhorar tratamento aos pedestres e modernização na sinalização de trânsito. Para isso, foi formada uma parceria entre a USP em São Carlos, também no Interior Paulista, e prefeitura de Araraquara. Foto – Arquivo da CTA – Companhia de Tróleibus de Araraquara.

Araraquara quer se tornar referencial em transportes com corredores de ônibus
Parceria foi firmada entre USP e Prefeitura para realizar estudos sobre mobilidade e inclui ciclovias e mais respeito ao pedestre

ADAMO BAZANI – CBN

Corredores exclusivos para ônibus com o objetivo de priorizar os transportes públicos e deixar as viagens mais rápidas e confortáveis, ciclovias para estimular deslocamentos de curta e média distância sem nenhum impacto ambiental, readequação viária e do fluxo de veículos, melhor tratamento para o pedestre. São ações que podem ser consideradas, se tomadas em conjunto, como ideais para o ir e vir das pessoas com qualidade, a tão chamada mobilidade.
E Araraquara, no Interior Paulista, quer se tornar referencial no setor.
A cidade já foi destaque em mobilidade não poluente quando em 1958 foi criada a CTA – Companhia de Tróleibus de Araraquara para operar os ônibus elétricos. O sistema de trólebus parou de operar em 1999, quando havia três linhas somente. Em março de 2000 uma linha foi reativada, mas em novembro do mesmo ano, o sistema de ônibus movidos a eletricidade foi aposentado.
Mesmo sem planos de reativar os trólebus, o que é defendido por vários especialistas, a cidade quer voltar a ser referencial.
Para isso, vai realizar um estudo amplo sobre mobilidade.
O estudo será possível por uma parceria oficializada nesta terça-feira, dia 07 de fevereiro de 2012, entre a unidade de São Carlos, também no interior Paulista, da USP (Universidade de São Paulo), e a Prefeitura de Araraquara.
A parceria foi assinada entre o prefeito de Araraquara, Marcelo Barbieri, e o professor titular da USP, Coca Ferraz, especialista em trânsito e transportes.
Avenidas de grande movimento como Sete de Setembro e Henrique Lupo são as mais cotadas para receber os corredores de ônibus e as ciclovias, ambas estruturas que também trazem vantagens ambientais. Nos corredores, os ônibus conseguem fazer mais viagens e com um tempo reduzido, o que deixa o transporte público mais atraente, diminuindo o número de carros nas ruas. Os ônibus também têm um melhor desempenho, não ficando no para e anda dos congestionamentos, e podem ser maiores, o que possibilita a substituição de mais ônibus de porte menor, contribuindo também para a redução da emissão de poluentes.
As ciclovias são apontadas como soluções ideais para deslocamentos sem emissão de poluição e a custos baixos.
O estudo prevê a simulação de testes em laboratórios e em campo, envolvendo ônibus, bicicletas e equipamentos de sinalização.
Todo o estudo terá o apoio da Fipai – Fundação para o Incremento da Pesquisa e Aperfeiçoamento Industrial da USP, em São Carlos.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.

8 comentários em Araraquara quer se tornar referência em mobilidade

  1. Ádamo, existem pessoas, inclusive no poder público de Araraquara que estão fazendo um esforço pela volta dos elétricos. O rompimento foi traumático. Eles eram a cara da cidade e muita gente não se conforma até hoje com o fim!

  2. Araraquara tem uma ADMINISTRAÇÃO, diferente da cidade de São Paulo, tem; PREFEITO, VEREADORES E O PRINCIPAL VONTADE POLITICA, vamos torcer para que o trolebus seja repensado e quem sabe seja reimplantado em algum novo corredor a ser construído, parabéns ARARAQUARA esperamos que seja uma referência e que ganhe de 10 a 0 no quesito Transportes. Parabéns ao vereador Chediek.

  3. Única cidade no mundo, ao menos, talvez, por alguns anos, a ter o seu transporte feito 100% por trólebus. Uma pena essa politicagem brasileira. Pessoalmente, só volta a ser referência com os trólebus.

  4. Constatação: Araraquara esteve muito, mas muito mesmo, à frente de todas as outras cidades do nosso país.
    Aqueles que trabalharam (e conseguiram) fazer o transporte coletivo em Araraquara recuar estarão de acordo com estas novas medidas?
    Vida que segue.

  5. Bem, eu sou um desses incorformados, não consigo andar em uma rua que tinha rede sem ficar olhando os tirantes que ainda existem… de fato, eram a cara da cidade e desativaram de uma muito abrupta, de um dia para o outro e sem dar maiores satisfações. Agora, com esse plano de corredores, aliado aos políticos que apóiam os trólebus, quem sabe conseguimos trazer esse importante modal de volta para cá, que faz muita falta aqui, já que a CTA não dá manutenção muito boa nos diesel dela, então faz muita falta eles, sem contar do silencio e a agilidade dos elétricos.

  6. Espero que Araraquara, volte a ter o Sistema Trólebus, pois é um “Transporte Limpo”.

  7. Araraquara quer ser referência? Poupe-me. Ao invés de ficar atrás de conquistas deveriam se preocupar com a atual situação do transporte público da cidade. De referência à decadência, é assim que, como morador de Araraquara considero. E digo mais, só quem anda e utiliza integralmente do transporte público sabe o caos que está. Concordo que a cidade possuí uma administração. Mas, o que fazer quando está administração não está em mãos de quem quer qualidade pelos seus moradores? De nada adianta ter administração nesta hora. Ônibus que quebram constantemente, linhas que deixam de ter um ou outro ônibus para atuar em outra linha, goteira (sim, goteira) dentro dos ônibus em dias de chuva, motoristas que pensam que o limite mínimo obrigatório é de 100 km/h, fora as questões de berço, que incluo educação. Ótimo saber que Araraquara que se tornar referência. Pois que se torne conhecida como a cidade decadente também, que não deveria nem estar no ranking das 20 melhores para se morar. Mas, como toda pesquisa governamental, há suas falcatruas.

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