Novos ônibus a hidrogênio com portas dos dois lados

ônibus a Hidrogênio
Ônibus a Hidrogênio que foi apresentado em 2009. O sistema intermunicipal de ônibus em São Paulo, no Corredor ABD, vai contar com mais três ônibus movidos a célula de hidrogênio que depois de um processo chamado eletrólise gera energia elétrica que faz o veículo se movimentar. A emissão de poluentes é zero e o ônibus solta vapor d´água em vez de fumaça. As novas unidades terão portas dos dois lados para o trecho de embarque e desembarque duplo, como no ramal Diadema – Brooklin o Corredor ABD. Os veículos contam com financiamento do Governo do Estado de São Paulo e da Organização das Nações Unidas. Cada ônibus vai custar US$ 1 milhão. O primeiro custou US$ 16 milhões, mas este valor incluiu os custos de projeto, estudos e desenvolvimento. A previsão é que os novos ônibus circulem a partir de 2014. Foto: Adamo Bazani

Novos ônibus a hidrogênio vão ter portas dos dois lados
Veículos devem operar comercialmente em 2014 no Corredor ABD. Cada um deve custar em média US$ 1 milhão

ADAMO BAZANI – CBN

Até o ano de 2014, Copa do Mundo no Brasil, devem estar em circulação mais três ônibus movidos a hidrogênio no Corredor ABD, que liga São Mateus (zona Leste) a Jabaquara (zona Sul de São Paulo) pelos municípios de Santo André, Mauá (Terminal Sônia Maria), São Bernardo do Campo e Diadema.
O PNUD – Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – e o Consórcio da EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos responsável pelo Projeto Ônibus Brasileiro a Hidrogênio acertaram a fabricação destas mais três unidades. Cada ônibus a hidrogênio custará em média US$ 1 milhão. O prazo de fabricação é de um ano e meio. Eles devem ficar prontos em 2013 e ficarão em testes até 2014.
O primeiro ônibus, em testes de 2009, custou US$ 16 milhões. Este valor incluiu estudos, projetos e desenvolvimento que já foram realizados, portanto, as outras unidades não terão estes custos nesta proporção.
Além disso, estes novos ônibus a hidrogênio vão ter maior nível de nacionalização. O motor elétrico de tração será fabricado no Brasil, por exemplo. As células a hidrogênio, os tanques que armazenam o hidrogênio, as baterias auxiliares de tração e outros componentes responsáveis pela geração da tração ainda serão importados.
Os novos ônibus terão portas no lado esquerdo e no lado direito para servirem trechos de embarque e desembarque duplos, como o ramal do Corredor ABD, entre Diadema, no ABC Paulista, e Brooklin, na zona Sul de São Paulo.
O ônibus a hidrogênio é um ônibus elétrico híbrido. Em vez de o diesel gerar energia, esse papel é feito pelo hidrogênio.
Um processo chamado eletrólise separa o Oxigênio do Hidrogênio, gerando a energia elétrica que move os motores.
O oxigênio, que seria o subproduto da operação, é liberado pelo sistema de escape como vapor d´água. O escapamento e todo o sistema recebem um tratamento especial para não enferrujarem pela umidade maior.
O ônibus conta com a frenagem regenerativa. Toda vez que o ônibus freia ou para, ele precisa de menos energia. A geração de energia é a mesma em todas as situações, mas em momentos que o veículo precisa de menos, o excedente não se transforma em calor e é desperdiçado. Ele é armazenado nas baterias para situações que exigem mais energia que a produzida pelo motor. Além disso, a energia produzida pelo atrito dos freios, por exemplo, também é aproveitada.
Os ônibus a hidrogênio são 100% limpos não emitindo nenhum poluente na atmosfera em sua operação.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.