Fazenda Rio Grande: uma jovem cidade e tradição no transporte

ônibus

Ônibus em Fazenda Rio Grande nos anos de 1990. A cidade que completa 22 anos neste dia 26 de janeiro de 2012 tem muita história para contar, apesar de ser nova. Essa história vem de muito antes da emancipação do município e reúne visão de futuro, empreendedorismo, muito trabalho e amor ao seu povo. O crescimento de Fazenda Rio Grande é ligado às transformações econômicas do Paraná, que nos anos de 1970 deixou de ter como principal atividade o cultivo de café, o que provocou uma migração do Norte do Estado para Curitiba e regiões vizinhas. O setor de transportes foi essencial para a modernização e expansão econômica de Fazenda Rio Grande, já que une as pessoas, leva os trabalhadores aos locais de geração de renda e emprego e leva e traz mercadoria fomentando o comércio e gerando riquiezas. E a Leblon fez e continua fazendo sua parte para esta modernização de Fazenda Rio Grande, uma das cidades que mais crescem no País e é considerada uma das mais promissoras também, recebendo mais infraestrutura e novos investimentos. Foto: Acervo Leblon.

Fazenda Rio Grande, uma jovem cheia de história e com um povo visionário
Grupo de transportes atua na cidade antes mesmo da emancipação do município. Visão empreendedora, muito sacrifício e amor a Fazenda Rio Grande são elementos da história da empresa e do povo de uma das regiões que mais crescem em todo o País

ADAMO BAZANI – CBN
Fazenda Rio Grande, no Sul Paraná, é um dos municípios que mais crescem no País, segundo o IBGE. A taxa de expansão populacional gira em torno de 10% por ano. Dados do Censo do IBGE de 2010 mostram que o crescimento da população brasileira por ano é em média de 1,02%, acumulando entre 2000 e 2010, aumento de 12,3%.
Apesar de nova, completando 22 anos nesta quinta-feira, dia 26 de janeiro de 2012, Fazenda Rio Grande tem muita história. É exemplo de superação, visão de futuro e muito trabalho.
Uma empresa de transportes não se limita apenas a operar serviços numa região. Ela faz parte da história e da realidade da cidade e do seu povo.
É assim com o Grupo Leblon Transporte de Passageiros, que engloba a Leblon e a Viação Nobel.
Antes mesmo de Fazenda Rio Grande se tornar município autônomo, a família Isaak, fundadora e até hoje na administração da empresa, venceu muitos desafios e contribuiu para que hoje Fazenda Rio Grande se tornasse uma das cidades mais promissoras do País.
O crescimento de Fazenda Rio Grande está intimamente ligado às transformações econômicas do Paraná.
No século XVI a região correspondente ao município era ocupada por aldeias indígenas, em espacial a tribo Capocu.
Em 1800 foi formada a Fazenda Capocu e posteriormente a Fazenda Rio Grande ou Grande Rio porque fora instalada às margens do Rio Iguaçu.
No ritmo da época, as fazendas iam se desenvolvendo economicamente, atraindo população e se tornaram povoados. Em julho de 1960, estes dois povoados referentes às fazendas que pertenciam ao município de São José dos Pinhais, além de outros povoados, se emanciparam e formaram Mandirituba.
Mas a região de Fazenda Rio Grande se tornou bem atrativa tanto do ponto de vista econômico e por sua localização. A proximidade com a Capital Curitiba e a ligação rodoviária foram alguns dos fatores de destaque. Isso se deveu a uma mudança de perfil econômico do Paraná. Em meados dos anos de 1970, a produção do café, que se concentrava na região Norte deixava de ser a principal atividade, o que fez com que muita gente deixasse a região e se mudasse para a Capital, Curitiba, e as imediações. Em 17 de novembro de 1981, ganhando importância, Fazenda Rio Grande se tornara Distrito Administrativo de Mandirituba e em 26 de janeiro de 1990, a lei Estadual 9.213 tornava Fazenda Rio Grande definitivamente município autônomo, por isso a data do aniversário.
Para que uma região se desenvolva, a atividade de transportes é fundamental. É ela que liga as pessoas, o trabalhador ao local de geração de emprego e renda, dá acesso aos serviços básicos e ajuda levar e trazer mercadorias fomentando o comércio e auxiliando o enriquecimento de uma região e de um povo.
Mas o desafio para isso não foi fácil. E a família Isaak assumiu a função de desenvolver pelo transporte.
Em 1951, Alfredo Willy Isaak, fundador da Leblon, já com sete anos de idade ajudava o pai a transportar leite, inicialmente em carroças puxadas por animais. Em 1962, com 18 anos de idade, comprou seu primeiro caminhão. Três anos depois, em 1965, entrava para o ramo de transportes de passageiros. Com um ônibus simples, um Chevrolet 51, transportava alunos do Colégio Divina Providência, de Curitiba. O transporte escolar crescia e em 1969, com o irmão, fundava a Transportes Irmãos Isaak, que atuava no fretamento para excursões e transporte de trabalhadores de indústrias que se firmavam em Curitiba. A capital paranaense e as cidades próximas cresciam de forma significativa nos anos de 1970, quando o Brasil começava a deixar se ser agrário para se tornar urbano. Em 1972, Alfredo Isaak entra para o setor de linhas regulares de passageiros ao assumir a linha Curitiba – Castro, via Estrada do Cerne, da Empresa Nossa Senhora da Penha. Em 1982 começa a operar a linha Curitiba – Tietê, via Fazenda Rio Grande, antes prestada pela Viação Montreal.
Era o “embrião” da Leblon Transporte de Passageiros, que foi fundada em julho de 1983. A Leblon começou a operar fretamento e a linha Metropolitana Fazenda Rio Grande – Curitiba, na mesma década que era consolidada a RIT – Rede Integrada de Transporte, pela qual, de maneira inédita, dentro dos terminais (antes mesmo das estações tubo), os passageiros podiam trocar de linha de ônibus sem pagar outra tarifa.
Um avanço que serviu de modelo para o País e que a Leblon participou.
Se Curitiba já era destaque pelos corredores de ônibus, tipo BRT, nas imediações, o desenvolvimento urbano não tinha o mesmo ritmo.
Tanto é que em vários bairros de Fazenda Rio Grande, onde a Leblon construiu uma moderna garagem em 1989, era necessário enfrentar ruas de terra, atoleiros e condições adversas. Alfredo Willy Isaak, transportador desde muito novo, era do tipo do empreendedor que fazia de tudo: administrava a empresa, mas se fosse necessário, dirigia, cobrava as passagens, mexia na parte mecânica e até desatolava os ônibus.
O mesmo rumo empreendedor seguiu seu filho Haroldo Isaak que em 1994 passou a gerenciar a empresa. Foi nesta época também criada a Viação Nobel, para atender as linhas dentro do município de Fazenda Rio Grande que já tinha vários novos loteamentos.
Um detalhe curioso da história da empresa e do desenvolvimento dos transportes de Fazenda Rio Grande e região é que ao assumir o serviço nos anos de 1980 entre Fazenda e Curitiba, a Leblon precisou ampliar sua frota. Após procurar por vários tipos de ônibus, trouxe o modelo M 210 Turbo, da Mafersa. O ônibus foi considerado uma inovação. O veículo somava a modernização do setor de transportes rodoviários com a experiência que a Mafersa tinha desde 31 de janeiro de 1944, no setor de ferrovias.
Procurando levar o melhor para a população de Fazenda Rio Grande, Curitiba e região, o Grupo Leblon modernizou sua forma de prestar serviços e gerenciar a empresa. Tanto é que no ano de 1997 foi a primeira empresa de transportes de passageiros do Estado do Paraná a conquistar a certificação de qualidade, baseada em normas internacionais, ISO 9001.
Hoje o Grupo se expande, renovando suas certificações de qualidade, respeito ao meio ambiente e ao trabalhador, e levando uma forma mais humana e constantemente atualizada de atender ao passageiro a outras regiões, como em Mauá, no ABC Paulista.
Fazenda Rio Grande continua crescendo e o Grupo Leblon atende a estas mudanças, como o fez no passado, mas agora com muito mais experiência.
A vinda de novas indústrias para a cidade e a duplicação da BR 116, Régis Bittencourt, são sinais de que Fazenda Rio Grande terá um fluxo de passageiros maior e as necessidades de transportes ampliadas. E o Grupo Leblon, pela Viação Nobel e Leblon Transporte, está pronto para isso.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

7 comentários em Fazenda Rio Grande: uma jovem cidade e tradição no transporte

  1. Apenas para fins de comparação. A linha Nações II na Fazenda Rio Grande é como o Zaira 4 aqui em Mauá. Ou seja, disparado a linha de maior fluxo de passageiros. E olha na foto as condições da época. Guerreiros realmente…

  2. NOTA DEZ PARA A REPORTAGEM!!! MARIO CUSTÓDIO

  3. Obrigado Mário e Anderson.

    Isso faz com que novas gerações, que só sabem reclamar, dêem valor ao trabalho dos transportes que ajudou a desenvolver cidades.
    Reclamar sim, de fatos que realmente merecem discussão. Mas nunca esquecendo que se o ônibus hoje serve o seu bairro, é porque muita gente se esforçou, não se intimidou e não foi entregue ao comodismo.

    Abraços

    • Boa tarde.

      Adamo,

      Olhando para a foto, reporto-me ao que já mencionei em vários posts anteriores, sobre a bravura de muitos empresários que, amassaram barro, prestando serviço, onde muitos não queriam e até desprezaram. Pequenos que hoje são grandes, médios ou mantiveram-se pequenos, mas nem por isso, deixam de ter a sua importância.

      A Leblon, não menosprezou o passageiro e tampouco teve medo de encarar desafios e os frutos desta luta, estão colhendo agora.

      Parabéns aos bravos Aquilinos, Seo Carlos da Parquinho de Santo André e tantos outros lutadores. Uns já não estão mais na labuta e outros permanecem nas trincheiras, porque, conduzir uma empresa, para o sério empreendedor, é uma árdua batalha, por toda a vida.

      Abraços.

  4. elizabeth de oliveira // 4 de junho de 2012 às 16:58 // Responder

    tenho uma vontade enorme de conhecê-la…

  5. Anderson Oberdan desculpa ae mas nações 2 é uma linha movimentada sim, mas eu moro aki em fazenda rio grande a 16 anos, e posso dizer com toda certeza q a linha Iguaçu 2 é mais movimentada,nos horários de picos temos um onibus a cada 4minutos.

    • Ola Alison Atualmente a Linha Gralha Azul E a Mais Movimentada
      ate Tiveram Que dividir a linha em 2
      Gralha azul/jd Palmeira Gralha azul/parque verde

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