História

Passeio de Trolebus e homenagem a São Paulo

trolebus

O trólebus é um dos personagens que ganharam vida na história da cidade de São Paulo. Quando os primeiros ônibus elétricos começaram a operar na cidade, em 22 de abril de 1949, foram considerados sinais de que São Paulo se modernizaria. E foi o que realmente aconteceu. Assim como a cidade, os trólebus evoluíram. Hoje o sistema não chega nem a metade do seu ápice nos anos 2000, mas os veículos estão mais modernos e são apontados ainda como alternativas para auxiliar na redução do trânsito e da poluição. O trólebus é o único veículo de transporte coletivo sobre pneus atualmente viável que não emite nenhum tipo de poluente em suas operações. Investir neste sistema, com vias melhores e mais condições para minimizar a queda das alavancas e da rede, já que a indústria desenvolveu equipamentos que reduzem estes problemas, é apontado por especialistas como algo a ser considerado. O passeio de trólebus, realizado neste aniversário de São Paulo tem este objetivo: levantar questões a respeito do futuro da cidade para preservar o meio ambiente e melhorar os transportes públicos, e relembrar a história de São Paulo que teve nos transportes um dos principais setores para o desenvolvimento se consolidar. Foto: Allen Morrison

Passeie de Trólebus pela História de São Paulo
Evento já é tradicional no aniversário da cidade e tem o objetivo de resgatar parte da história da metrópole e despertar a consciência em relação à preservação do meio ambiente
ADAMO BAZANI – CBN

Dar uma volta pelo passado, contemplando a beleza do presente e já pensando na necessidade de preservar o meio ambiente para a garantia de um futuro melhor.
Esses são alguns dos objetivos do tradicional passeio de trólebus que é realizado há mais de cinco anos pelo Centro Histórico de São Paulo no dia do aniversário da cidade.
Além disso, é possível fazer novas amizades, conhecer um pouco mais sobre como era a cidade e como ela se desenvolveu e aproveitar um programa diferente, que saia da rotina shopping, cinema e lanchonete.
Apesar do ar nostálgico com a possibilidade de contemplar prédios e monumentos históricos que passam desapercebidos na correria do dia a dia, o passeio de trólebus também é uma forma de apresentar às diferentes gerações a necessidade de preservar o meio ambiente.
E o uso de veículo com tecnologia limpa, como os ônibus elétricos, que não emitem nenhuma poluição atmosférica em sua operação, é uma das formas de combater os altos índices de contaminação do ar. O ônibus em si já é uma solução de apelo ambiental, na medida que transporta o equivalente a vários carros de passeio, sem ocupar demasiadamente o espaço urbano.
Quando o ônibus é de tecnologia limpa, os ganhos ambientais são ampliados.
Por mais que haja outras soluções em transportes públicos sobre pneus com apelo ecológico, como ônibus a etanol, ônibus elétrico híbrido, movido a diesel de cana de açúcar e com biodiesel misturado ao diesel convencional, nenhum deles tem os ganhos dos trólebus que não apenas se restringem a diminuir a poluição, como zeram as emissões.
Recentemente, foram apresentados 27 novos trólebus, sendo um inédito, de 15 metros de comprimento, com três eixos. O objetivo é comprar 128 trólebus e atingir a meta de renovação de 144 veículos elétricos.
Os investimentos estão sendo possíveis com a gradual substituição da administração da operadora de trolebus, Himalaia Transportes S.A., para a Ambiental Trans, do Grupo Ruas, do empresário José Ruas Vaz, um dos maiores do Estado de São Paulo.

REDUÇÃO DA FROTA:

A cidade de São Paulo foi uma das que mais tiveram trólebus no mundo. Era a de número 22 no ranking de quantidade de veículos e extensão das redes. No ano 2000, chegou a ter 474 ônibus elétricos. A estimativa é de 48 sistemas de trólebus no mundo, com pouco mais de 40 mil veículos.
Quando as redes de Santo Amaro, Pinheiros, Butantã e zona Norte foram desativadas, o número de ônibus que não emitem poluição caiu para cerca de 200 veículos e a cidade desceu da 22ª posição para 58ª. A desativação começou a ocorrer em 2003, na gestão da então prefeita Marta Suplicy.
As constantes quedas das alavancas dos trólebus e o “impacto visual” dos fios foram colocados como argumentos, além dos custos.
Mas operando em corredores ou em vias minimamente com condições, sem a tradicional buraqueira de São Paulo, o problema da queda das alavancas é minimizado. Ainda mais agora com tecnologias novas, como alavancas pneumáticas e novos sistemas de suspensão dos chassis que diminuem o efeito das oscilações do pavimento, além de hastes flexíveis que sustentam os fios da rede e acompanham a trepidação do ônibus, diminuindo os riscos de quedas.
A durabilidade do trólebus, que pode ser de duas a três vezes maior que dos ônibus convencionais, o menor desgaste nos sistemas de freios, a inexistência de embreagem e a resistência de vários componentes fazem com que o preço maior do trólebus na aquisição, seja compensado.
Além disso, há os chamados custos das externalidades. Boa parte das internações e gastos gerais com saúde pública e privada se dá por causa da poluição.
Se veículos poluentes são retirados de circulação, com o uso de transporte público de tecnologia limpa, os impactos nos custos da saúde podem ser sentidos positivamente.

O PASSEIO:

O Passeio de Trólebus é uma realização da Prefeitura de São Paulo com a participação da Himalaia Transportes S.A, que opera os trólebus na Capital Paulista, da Metra, que opera os trólebus e ônibus do Corredor ABD e do Movimento Respira São Paulo, que reúne ideias e pessoas engajadas pelo aumento da qualidade de vida na Região Metropolitana.
A CET – Companhia de Engenharia de Tráfego, a Guarda Civil Municipal de São Paulo e a Polícia Militar vão apoiar na organização do trânsito e na segurança dos visitantes.
O passeio é gratuito. A distribuição de senhas para organizar o embarque nos trólebus começará às 08h30 e a atração vai até às 16 horas.
Serão cerca de 10 trólebus da Himalaia e da Metra.
O passeio é um presente para a cidade afinal, o trólebus tem a cara de São Paulo.
Quando começou a operar em 22 de abril de 1949, o ônibus elétrico foi um sinal na época que a cidade se modernizaria. São Paulo foi o primeiro município do País a ter um sistema de ônibus elétricos.
O Brasil chegou a ter 14 cidades com sistemas de trolebus: Araraquara (SP), Belo Horizonte (MG), Campinas (SP), Campos (RJ), Fortaleza (CE), Niterói (RJ), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Ribeirão Preto (SP), Rio Claro (SP), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), Santos (SP), São Paulo Capital (SP) e São Paulo Região Metropolitana (SP).
Atualmente só operam três sistemas de ônibus elétricos e somente no Estado de São Paulo. Na Capital, que foi bastante reduzido que conta com cerca de 200 veículos, no ABC Paulista, com cerca de 80 trólebus e em Santos com apenas 06 ônibus elétricos.
O trajeto do passeio vai abranger os seguintes pontos:
Pateo do Collegio, Rua Boa Vista, Rua Líbero Badaró, Viaduto do Chá, Av. São João, Av. Ipiranga, Praça da República, Av. São Luiz, Rua Xavier de Toledo, novamente o Viaduto do Chá, Rua Líbero Badaró, Largo São Francisco, Praça da Sé, Pateo do Collegio
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. ESSE PASSEIO E A CARA DE SAO PAULO COM POLUICAO ZERO E VEICULOS NOVOS NAO IMPORTA DE QUEM E O DONO DA MESMA O IMPORTANTANTE QUE OS ONIBUS ELETRICOS CONTINUAN PODENDO ATE SER AMPLIADO AS LINHAS COMO A 9300 CASA VERDE PQUE DOM PEDRO QUE ESTA SENDO OPERADO POR DIESEL PELA SAMBAIBA EU ACHO QUE A AMBIENTAL TRANS GANHA ESSA PARADA ANTIGA HIMALAIA TRANSPORTES DE CARAPICUIBA GRUPO OSASCO

  2. ESSA MENSAGEM E O QUE ACHO QUE PODE ACONTECEREM SP COM A SAIDA DA HIMALAIA SENDO QUE A MESMA TINHA CONDICOES DE RENOVAR TODA A FROTA SE NAO HOUVESE MUITA POLITICA NO MEIO E MUITOS OBSTCULOS DE EMPRESERIOS ,GOVERNO ,PREFEITURA ETC

  3. wellington disse:

    gostei do trolebus!

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