Trólebus saindo de trecho segregado do Corredor ABD para via comum, em Santo André- SP. Até o final de 2013, os terminais ao longo dos 33 quilômetros de corredor e dos 12 quilômetros da faixa entre Diadema e Brooklin devem ser modernizados. O Governo do Estado de São Paulo anunciou que a empresa INA Representações e Serviços Técnicos Ltda venceu a licitação para deixar os terminais mais acessíveis e com melhores equipamentos. O valor do contrato é de R$ 7,9 milhões e faz parte da segunda fase de modernização das estações. As obras devem ficar prontas 18 meses depois da assinatura do contrato que deve ocorrer nas próximas semanas. O corredor ABD é bem avaliado pela população. A frota de veículos aumentou, além dos trólebus são usados outros modelos com tecnologia não poluente, agora a bilhetagem começa a ter avanços com o Cartão BOM, apesar de o bilhete não oferecer integração tarifária ainda, mas muitos equipamentos do corredor são os mesmos desde a inauguração em 1988. Nos últimos dez anos, a demanda cresceu 30% e agora chega perto dos 7 milhões de passageiros por mês. Aumentar a velocidade operacional do corredor e evitar o excesso de lotação são desafios. Foto: Adamo Bazani.
Corredor ABD vai ficar mais moderno até 2013
Ligação de ônibus e trolebus entre as zonas Leste e Sul de São Paulo pelo ABC Paulista terá estações mais avançadas com acessibilidade para portadores de necessidades especiais
ADAMO BAZANI – CBN
Os 33 quilômetros de corredor de ônibus e trólebus que liga São Mateus, na zona Leste de São Paulo, ao Jabaquara, na zona Sul da cidade, pelos municípios de Santo André, Mauá (Terminal Sônia Maria), São Bernardo do Campo e Diadema, devem ser modernizados até o final de 2013.
A promessa é do Governo do Estado de São Paulo que anunciou a vitória da empresa INA Representações e Serviços Técnicos Ltda no certame aberto pela EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos – em outubro do ano passado.
A INA deve fazer as obras de modernização do corredor por R$ 7 milhões e 900 mil.
As obras devem começar logo após a assinatura do contrato, o que deve ocorrer nas próximas semanas, e têm um prazo de 18 meses para serem concluídas.
Os terminais ao longo do trajeto, que também inclui a extensão Diadema – Morumbi, aumentando para 45 quilômetros o corredor, serão modernizados.
Haverá mais equipamentos para portadores de necessidades especiais, rampas melhores e corrimões, além de painéis de informação para estes passageiros.
É a segunda fase das obras de modernização dos terminais.
A primeira teve contrato de R$ 1 milhão e 900 mil e contempla as estações de São Bernardo do Campo, Sônia Maria, em Mauá, e Jabaquara, na zona Sul de São Paulo.
Além destas obras, estão planejadas a operação de trólebus entre Piraporinha e Jabaquara, instalação de estações de embarque e desembarque no lugar dos pontos, com possibilidade de pagamento antecipado de passagem além de abrigar melhor os passageiros, e repotencialização da rede elétrica para receber maior número de trólebus, diminuindo as possibilidades de queda de energia.
NECESSIDADE DE MODERNIZAÇÃO:
Apesar de ser aprovado pelos passageiros, o Corredor ABD, operado pela Metra, carece de modernização. Tanto pela dinâmica do sistema de transportes gerada pelas necessidades mais intensas de deslocamento como pelo aumento da demanda de passageiros.
De acordo com a EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos, são transportados mensalmente pelo corredor cerca de 7 milhões de passageiros.
O aumento de demanda nos últimos dez anos ultrapassou 30%.
O Corredor começou a ser construído em 1985 e teve a primeira fase entregue em 1988. Depois foi prolongado para Jabaquara e mais recentemente ganhou um sistema de faixas exclusivas entre Diadema e Brooklin.
O número de ônibus convencionais, de três eixos e elétricos foi ampliado, assim como foram introduzidos desde 1996 outros tipos de ônibus com soluções menos poluentes, como o elétrico híbrido, a etanol e hidrogênio.
Também os trólebus e ônibus começaram neste ano a aceitar o Cartão BOM (Bilhete de Ônibus Metropolitano), sem a possibilidade de integração tarifária, que também é usado nos ônibus intermunicipais.
Os bilhetes com traja magnética, que são usados desde o início do sistema, semelhantes ao do metrô, também são aceitos.
Se houve evolução quanto à frota, na bilhetagem começa a haver modernização, o corredor em si e seus equipamentos praticamente não mudaram desde a inauguração. Mas a demanda sim, crescendo de forma significativa.
O objetivo é aumentar a velocidade operacional do sistema do corredor ABD e diminuir o excesso de lotação em algumas linhas nos horários de pico.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes