DIESEL S 50 E EURO V JÁ SÃO OBRIGATÓRIOS

Euro V S 50

Ônibus com tecnologia Euro III. Nestes veículos, a redução de emissão de poluentes deve ser de até 15% com o uso do diesel S 50, cuja distribuição se tornou obrigatória neste dia primeiro de janeiro de 2012. Nos ônibus, caminhões e utilitários produzidos a partir de agora, é usada uma nova tecnologia de motores, obedecendo as normas do Proconve P 7 – Programa Nacional de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores, baseadas nas normas Euro V. O diesel S 50 nestes novos veículos pode reduzir a emissão de alguns poluentes entre 80% e 95% em comparação ao diesel S 500 ou S 1800, usado na maior parte da frota de veículos comerciais no Brasil Frotistas temem desabastecimento, com a falta do diesel S 50 e do ARLA 32, um fluido feito a base que uréia que proporciona redução de poluição gerada pelos motores Euro V. São aproximadamente 2,3 milhões de veículos diesel com tecnologia antiga em circulação e neste ano devem ser comercializados te 170 mil ônibus, caminhões, utilitários, picapes e outros automóveis a diesel. Governo nega desabastecimento. Foto: Adamo Bazani.

Distribuição do Diesel S 50 já é obrigatória em todo o País
Setor teme desabastecimento, o que a Petrobrás nega. Em 2013, teor de enxofre deve ser mais reduzido
ADAMO BAZANI – CBN

Já é obrigatória a distribuição do diesel com menos teor de enxofre para ônibus e caminhões de todo o País, independentemente da tecnologia dos motores que funcionam com este tipo de combustível.
O diesel S 50, com 50 partículas de enxofre por milhão (50 miligramas por quilo de combustível – mg/kg), já abastece ônibus urbanos em capitais e regiões metropolitanas e pode reduzir os níveis de poluição em até 95%, dependendo do material lançado na atmosfera e da idade do motor em comparação aos tipos de diesel mais antigos, como S 500 e S 1800.
Nos propulsores novos, que seguem as normas de restrição de poluentes da fase 7 do Programa Nacional de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores, baseadas nos parâmetros europeus Euro V, a redução de materiais particulados é de 80% e de óxidos nitrosos pode chegar a 98% em comparação às configurações mais antigas de diesel.
Essa redução, no entanto, só é possível nestes novos motores, que passam a ser obrigatórios em ônibus, caminhões e utilitários neste ano.
Nos motores Euro III ou de tecnologias mais antigas, a redução de poluentes pode não passar de 15%, mas acaba tendo um impacto positivo mesmo assim.
De acordo com a Anfavea – Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores – existem com tecnologias antigas cerca de 2,3 milhões de automóveis a diesel, todos com os padrões Euro III para baixo.
A estimativa da entidade que representa os fabricantes de veículos é que sejam vendidos entre 160 mil e 170 mil automóveis movidos a diesel em 2012.
Estes veículos já serão com o Padrão Proconve P 7 – Euro V, que necessitam de um sistema de recirculação de gases ou a adição de um fluido, o ARLA 32 – Agente Redutor Líquido, feito a base de 32% de uréia industrial, que se adicionado no sistema de escape provoca reações químicas que reduzem os poluentes.
Os transportadores, tanto donos de utilitários, caminhões e ônibus, temem desabastecimento, ou seja, que faltem no mercado tanto o diesel S 50 como o ARLA 32.
Nem todos os postos de combustíveis ainda possuem bombas para o diesel S 50.
A Petrobras disse que não há motivos para a preocupação e neste primeiro momento afasta a possibilidade de os ônibus e caminhões não contarem com o “novo diesel”. Parte do diesel S 50 era importada.
O Ministério de Minas e Energia declarou que no ano que v em, em 2013, o diesel deve ser mais limpo ainda, S 10, com 10 partículas, e que já trabalha nos ajustes de desenvolvimento do produto.
O diesel S 50 para todos ônibus, caminhões e demais comerciais já deveria ter sido comercializado desde 2009 por determinação do Conama – Conselho Nacional do Meio Ambiente, mas disputas judiciais atrasaram em três anos a entrada em vigor da comercialização do combustível.
Quanto ao S 10 em 2013, não está descartada outra disputa judicial.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.

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Comentários

Comentários

  1. wagner rezende tavares disse:

    onde encontro listas de postos cujo abastecimento de diesel s 50?
    endereços
    bandeiras
    tudo muito sinistro , no Brasil tudo se faz pela metade

  2. BRUNO FELIX COSTANTIN disse:

    como se dará o transporte deste novo combustível até os postos???? pois segundo informações até o presente momento, o S50 não pode ter contaminação com qualquer que seja o outro produto, ou seja, serão necessários tanques dedicados exclusivamente para o transporte do S50????? e os reservatórios nos postos de combustíveis, terão de ser também dedicados unicamente ao armazenamento do S50????

  3. Adriano Barbosa Teixeira disse:

    Gostaria de saber por que regiões como de Araçatuba já estão usando o S500 a algum tempo já? E regiões mais populosas com maior fluxos de caminhões e ônibus como a região de São José do rio preto. e regiões como de Ribeirão Preto, Não estão usando nem o S500 ainda?? PORQUE devemos já diretamente a passar a usar o S 50? E quando vamos ter nestas regiões ao menos o S 500. ou vamos ter só S 1800 considerado ruim, e o S50 considerado ótimo .e meio termo deste dois produtos , S 500 num vamos ter? você escolhe tudo ou nada??

  4. A história se repete, a exemplo do que ocorreu com o álcool, gasolina aditivada, gnv, gasolina podium, querosene, somente a BR DISTRIBUIDORA possui o privilegio de colocar a disposição de seus postos o produto aqueles vinculados a pequenas distribuidoras e os bandeiras brancas ficarão por ultimo no recebimento do diesel. A inércia dos órgãos competentes se justifica, afinal tanto a BR quanto a PETROBRAS são do governo e dominam o mercado petrolífero no Brasil. Tudo sob os auspícios do MPF, SDE e CADE.

  5. Fábio Antônio Lopes Catarino disse:

    Qual são as implicações negativas, se existirem, de se utilizar diesel convencional (S 500 ou S 1800 como denominado acima) nos novos motores Ciclo Diesel com o nível de tecnologia exigido pelas normas Euro V e Proconve P 7 ???

    1. De acordo com técnicos que conversamos, a primeira implicação é o não resultado esperado em relalção a redução de emissão de poluentes. O mercado diz também que por não estarem preparados para receberem combustível com mais partículas de enxofre, alguns motores podem ter desgastes prematuros

  6. Fábio Antônio Lopes disse:

    De que forma se dará a utilização e o abastecimento do Arla 32 (uréia) nos automóveis com a nova tecnologia que lançarem mão de sua utilização ? Este composto será oferecido em bombas específicas nos postos de forma similar ao diesel S 50 ou já vira misturado ao próprio diesel ?
    Os postos terão que ter novas bombas e tanques de armazenamento para o novo combustível a fim de prevenir possíveis contaminações, ou uma boa limpeza nos tanques pré-existentes resolverá o problema ?? E os tanques dos caminhões que transportarão o novo combustível também terão que seguir esta mesma linha ??

  7. Fábio Antônio Lopes Catarino disse:

    Quais os ganhos obtidos em termos de rendimento e redução de emissões se utilizarmos diesel S 50 nos motores atuais com tecnologia Euro III ??
    Quais as implicações negativas, se existirem, do ponto de vista técnico e comercial de se utilizar diesel convencional ( S 500 ou S 1800 ) nos novos motores Ciclo Diesel que se enquadram no nível de tecnologia exigido pelas normas Euro V e Proconve P 7 ???
    Alguma montadora já falou em perda de garantia caso se utilize diesel comum em seus motores atualizados para as novas exigências do Euro V ???

  8. Posso usar o diesel S 50 na minha frota abaixo do ano 2011?

  9. marquinhos disse:

    e agora como vai ser pra quem comprou caminhão novo,so 20% dos postos de combustivel possuem esse òleo novo e quando vai ser obrigatorio os postos rrevende ate agora so rrolo fofoka

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