LIVRO DA HISTÓRIA DA COMIL REVELA A IMPORTÂNCIA DO ÔNIBUS NAS CIDADES E NA VIDA DAS PESSOAS

Livro da Comil

Capa do Livro “A história do Ônibus em Erechim”, que fala sobre os 25 anos da Comil, sobre como o ônibus é um agente importante no desenvolvimento humano, social e econômico e resgata os primórdios da indústria das carrocerias de ônibus, passando pela Incasel, que deu origem à Comil. Fotos raras, entrevistas com quem construiu a história e curiosidades surpreendem e mostram como o ônibus faz parte da história da evolução humana no Brasil

Comil lança livro com história de Erechim e do ônibus no Rio Grande do Sul
Livro marca os 25 anos da Comil e mostra como o ônibus pode desenvolver uma cidade

ADAMO BAZANI – CBN

Erechim, no Rio Grande do Sul, é exemplo de como uma cidade pode se desenvolver de maneira organizada.
O nome Erechim vem da tribo indígena Caigangue e significa campo pequeno. O motivo do nome, segundo historiadores é que o local ficava cercado por florestas densas e bem fechadas.
Ocupada por bandeirantes vindos de São Paulo, detalhada em 1887 por Augusto de Oliveira Penteado, João Placidino Machado e Antônio Ferreira de Albuquerque, a região de Erechim foi colonizada por italianos em 1910, judeus em 1911, alemães em 1912 e poloneses em 1918.
Erechim pertencia a Passo Fundo, mas com a colonização, começou a desenvolver-se economicamente. Mesmo tendo a agricultura como principal atividade, Erechim já tinha características urbanas para a época, com escoamento de água e calçamento. Foi uma das primeiras cidades a ter um planejamento viário no Brasil, se inspirando nos traçados de Washington e Paris.
A prosperidade econômica fez com que o desmembramento de Passo Fundo fosse inevitável. Em 30 de abril de 1918, o decreto estadual 2342, assinado por Borges de Medeiros, tornou oficial este desmembramento. A data é considerada aniversário da cidade.
Apesar de ser tipicamente agrária, Erechim, formada por imigrantes aptos a investirem e crescerem, estava atenta às transformações econômicas e sociais do país.
A população urbana crescia aos poucos, assim como as atividades econômicas que demandavam um maior deslocamento de pessoas nas cidades ou entre as cidades diferentes.
E aí que entra o ônibus na história do crescimento de Erechim. Parte dos investidores viu que o país precisava de veículos de transportes coletivos.
Já nos anos de 1930, havia as primeiras oficinas que fazia carrocerias de madeira, colocadas sobre chassis de caminhão.
Uma das encarroçadoras de destaque foi a Incasel, fundada por imigrantes. A empresa inicialmente servia a região Sul do País, mas já nos anos de 1960 tinha planos para atender aos maiores mercados de transportes públicos que se concentravam na região Sudeste.
A Incasel, em 1986, depois de passar por dificuldades por conta de desentendimentos entre sócios, além de fatores econômicos, foi arrematada pelas famílias Corradi e Mascarello, dando origem à encarroçadora Comil, uma das que mais crescem no mercado.
Para celebrar os 25 anos de atuação e mostrar a importância do ônibus no crescimento de uma cidade, é que a Comil lançou um livro especial que traz detalhes e curiosidades jamais imaginadas sobre a história de Erechim e do ônibus no Brasil.
O livro “A história do Ônibus em Erechim” mostra que o local é conhecido como a Cidade do Ônibus.
Em comunicado à imprensa, o presidente do Conselho Administrativo da Comil, Deoclécio Corradi, disse que a publicação é um presente para a cidade.
“Ao produzir esta publicação, como parte das comemorações dos 25 nos da Comil, queremos também homenagear a cidade e o seu povo trabalhador, que contribuíram para que ela seja conhecida pelo mundo afora como a Cidade do Ônibus”, disse Deoclécio Corradi.
No livro há várias entrevistas com moradores antigos, funcionários que trabalharam na Incasel, que atuam na Comil e vários materiais de imprensa e publicidade, além de documentos oficias e fotos de despertar a paixão por quem ama não só transportes, mas a história do ser humano, pois é esta que motiva a existência dos transportes.
O livro possui 168 páginas e foi escrito pela jornalista e empresária Maria Lúcia Carraro Smaniotto e pelo fotógrafo publicitário Roberto Hachmann.
A publicação também aborda o crescimento da Comil que possui parque fabril de 40 mil metros quadrados, produz cerca de 4 mil carrocerias de ônibus por ano e tem veículos circulando em mais de 30 países.
O lançamento oficial ocorreu no dia 15 de dezembro na Câmara de Vereadores de Erechim.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.

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