Ônibus na Região Metropolitana de Curitiba. Veículos que servem os municípios que cercam a capital paranaense também terão o sistema de monitoramento por câmeras. Considerado exemplo para o País e para o Mundo, o serviço de ônibus em Curitiba e região metropolitana sofre com o vandalismo e os assaltos. Os testes das câmeras e da central de monitoramento devem duram 60 dias. No terceiro trimestre de 2012, os equipamentos começam a ser instalados de forma gradual em 2.5000 ônibus da RIT – Rede Integrada de Transportes – e nas estações tubo e terminais. Foto: Adamo Bazani
Ônibus de Curitiba já tem câmeras
Equipamentos estão instalados em alguns veículos a título de teste. Objetivo é reduzir vandalismo e assaltos
ADAMO BAZANI – CBN
Reconhecidos como um dos melhores sistemas de transportes do mundo, por conta do BRT (Bus Rapid Transit), corredores de ônibus que possibilitam agilidade nos transportes além de integração tarifária, os serviços de Curitiba e região metropolitana são alvos de assaltos, vandalismo e depredações em dias de jogos de futebol.
Depois de incentivas a denúncia por parte dos passageiros, pelo telefone 135, da Guarda Civil, para coibir estas ações violentas, os ônibus de Curitiba agora terão câmeras de monitoramento interno.
Alguns veículos já estão com os equipamentos que devem ser testados por 60 dias.
Todas as câmeras enviam as imagens para uma central administrada pela Urbs (Urbanização de Curitiba S. A.) que pode solicitar apoio policial imediato ou para identificar criminosos e vândalos e ações já ocorridas e que houve a fuga dos autores.
As imagens ficarão armazenadas por uma semana.
Os passageiros que foram vítimas de assaltos e agressões dentro dos ônibus também poderão solicitar acesso às imagens, desde que informem dados pessoais, data e linha da ocorrência.
A instalação nos cerca de 2 mil 500 ônibus que servem a capital e os municípios da RIT – Rede Integrada de Transporte será de forma gradual a partir do primeiro trimestre de 2012.
Primeiramente serão instaladas as câmeras nas linhas do eixo Norte – Sul e na Interbairros.
Estações tubo e terminais, que também são vítimas de assaltos e vandalismo, contarão com as câmeras.
Os números de vandalismo no sistema de Curitiba impressionam. Há evasão de receitas, por pessoas que usam o transporte e não pagam passagem, e atos de depredação, como vidros riscados, num total são 12 mil vidros, o que representa gastos de R$ 2,5 milhões.
O sistema será financiado pela Urbs e pelas empresas de ônibus que fazem parte da RIT – Rede Integrada de Transporte. O número de câmeras e a melhor posição delas serão definidos neste período de experiência.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes