PROPOSTA MULTIMODAL: ônibus, monotrilho, trem e metrô

integração transportes

Ônibus municipal de São Bernardo do Campo, da SBC Trans. Prefeitura anunciou um plano para integrar diversos modais de transportes, com a construção de dois corredores de ônibus. Os ônibus fariam conexão como o monotrilho do ABC e por ele com os trens da CPTM e o metrô na Estação Tamanduateí. Verbas devem ser liberadas em dezembro. Foto: Adamo Bazani.

Ônibus vai ser interligado com monotrilho do ABC
A conexão vai ser feita em São Bernardo do Campo onde a prefeitura constrói dois corredores de ônibus

ADAMO BAZANI – CBN

ÔNIBUS – MONOTRILHO – TREM – METRÔ
Integração entre diferentes meios de transporte. Essa é a proposta da construção de dois corredores de ônibus em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista.
A proposta da prefeitura é interligar os ônibus ao monotrilho do ABC e por ele ao metrô e aos trens da CPTM na Estação Tamanduateí.
O monotrilho ainda é um projeto e vai ligar inicialmente o centro de São Bernardo do Campo, Santo André e São Caetano até a Estação Tamanduateí, na Capital Paulista. Apesar de não ser um metrô de fato, o monotrilho do ABC é chamado pelo Governo do estado de Linha 18 Bronze do Metrô, por fazer parte da rede metropolitana de transportes. Ele vai circular por elevados e deve ficar pronto, se não houver nenhum atraso, em 2014.
Já os corredores de ônibus são mais fáceis de fazer e mais baratos, podendo ficar prontos antes deste prazo.
Os dois corredores de ônibus municipais de São Bernardo do Campo terão o seguinte trajeto.

– Praça dos Bombeiros, avenida Prestes Maia, viaduto Tereza Delta, avenida José Odorizzi e estrada Samuel Aizemberg

– Estrada do Alvarenga até o Largo do Piraporinha.

Um dos corredores vai ser financiado pelo PAC – Programa de Aceleração do Crescimento. Por ter mais de 700 mil habitantes, São Bernardo do Campo será a única cidade do ABC Paulista a receber recursos do programa do Governo Federal.
A liberação das verbas para o corredor e o monotrilho vai ser anunciada em dezembro pelo Governador Geraldo Alckmin e pela presidente Dilma Rouseff.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.

6 comentários em PROPOSTA MULTIMODAL: ônibus, monotrilho, trem e metrô

  1. Bom dia.

    Em resumo, UMA BOA INICIATIVA que, deve servir de exemplo.

    Abraço.

  2. Ádamo

    Pode não ser o melhor post que você escreveu, mas é o que eu mais gostei de ler!

    Seria fantástico que o futuro monotrilho estivesse integrado a dois BRTs REAIS nas rotas que você descreve. São Bernardo é local perfeito para exportar o exemplo.

    Quanto aos holofotes políticos, parece impossível que Dilma+Alckmin não seja presença suficiente. Mas com os BRTs REAIS toda atenção, cuidado e acompanhamento se fazem necessários senão nascem mais dois corredores meia-boca de 11km/h com catracas edegraus nos ônibus.

    Li estes dias um post que sugeria esticar a Metrô 1 Azul até Diadema. Sábio e oportuno!

    • Luiz,

      Fui simplista no meu comentário, pois não desejava ser repetitivo. Acrescento, balizando-me no seu raciocínio que, ou se faz algo bem feito, ou, é melhor até mesmo não fazer nada, para não empregar mal, os recursos públicos, oriundos dos impostos arrecadados, com o suor do nosso trabalho.

      Ah propósito, vais na VVR 2011, neste domingo, pela manhã ???

      Abraços Mr. Engineer !

      • Gustavo
        Assino embaixo.

        Liberar montes de linhas de ônibus entrando e saindo em corredores pra congestionar tudo atrasando a vida do usuário é falta de respeito ao $ e recursos públicos. Principalmente quando a solução existe, made in Brazil e bem sucedida, em Curitiba.

        Não poderei ir, lamento…

        Abraço!

  3. Essa é a fórmula para o sucesso! Integração intermodal!
    Uma correção: o correto é Estrada dos Alvarengas, local onde o corredor fará conexão com a última estação do monotrilho.
    Parabéns pelo post!

  4. A capacidade do Monotrilho previsto para a linha 15-Prata, para carruagens com largura de 3,1 m (standard), e comprimento da composição total de ~86 m e com 7 vagões, é de ~1000 pessoas, concorrendo com o BRT e o VLT são considerados de Média demanda, contra para a mesma largura, porém com comprimento de ~132 m e com 6 vagões é de ~2000 pessoas para o Metrô, e com comprimento de ~170 m e com 8 vagões é de ~2550 pessoas para os Trens Suburbanos, significando com isto que a capacidade do metrô e dos trens suburbanos são no mínimo o dobro do monotrilho, trafegando na mesma frequência, sendo considerados de Alta demanda.

    A taxa de ocupação máxima recomendada mundialmente é de 6 pessoas por m².

    Comparativos: A capacidade é expressa em número de passageiros por hora por sentido (p/h/s), assim BRT, VLT, Monotrilho – 4000 a 25000 p/h/s, enquanto Metrô, Trens suburbanos – 20000 a 60000 p/h/s.

    Estão previstas plataformas centrais para saídas de emergência em todo seu trajeto, obrigatórias para esta função, não deslumbrei em nenhuma das postagens que pesquisei, porém constam na especificação que iram existir, além das escadas retráteis!!! (de uso duvidoso).

    A largura padronizada dos carros para os três são de 3,1 m (standard). Não confundir com os trens suburbanos espanhóis da CPTM-SP e alguns da SUPERVIA-RJ de 2,9 m que possuem uma plataforma (gambiarra) em frente ás portas para compensar o vão.

    O monotrilho da linha 15-Prata, com ~26,5 km, Ipiranga, Cidade Tiradentes irá trafegar em uma região de alta demanda reprimida na zona Leste, com migração de parte da linha 3-Vermelha (a mais saturada do sistema) maior do que as linhas 4-Amarela, 5-Lilás e a futura 6-Laranja, e já nasce subdimensionado, além de ser uma tremenda incógnita, quando ocorrer uma avaria irá bloquear todo sistema, pois ao contrário que ocorre com os trens do metrô em que o chaveamento é simples, nos monotrilhos a mudança das carruagens para a via oposta se da de maneira complexa, com grandes distâncias entre si entre as estações, além de trafegarem em média a 15m do piso.

    A melhor opção seria o prolongamento da linha 2 Verde, com bifurcação em “Y” na estação Vila Prudente, com a previsão da futura linha para Vila Formosa, e até São Mateus e a partir daí seguir em VLT, até a cidade Tiradentes, (Após as obras começadas, a estação terminal será na estação Ipiranga da CPTM), Vila Prudente basicamente será uma estação de transbordo.

    Nem conseguiram acabar com o caos da estação da Luz, e já estão “planejando” outros inúmeros transbordos na nova estação Tamanduateí com as linhas 10 Turquesa, 2 Verde, e os monotrilhos Expresso ABC e Expresso São Mateus Tiradentes, com um agravante, de que as plataformas da estação Tamanduateí são mais estreitas que a Luz, e não satisfeitos, já prevendo a expansão em linha reta em monotrilho, é assim nas linhas 2 Verde e o projeto da linha 6-Laranja com transbordo obrigatório caso os usuários desejem prosseguir viagem, fazendo que os usuários tenham que fazer múltiplos transbordos provocando enorme desconforto.

    Os planos da CPTM de desativar a estação Julio Prestes CPTM em foco-“Estação Júlio Prestes poderá ser fechada”, sob a alegação que esta subutilizada, é mais um capítulo do descaso que se impõem aos usuários de trens suburbanos, faz com que todos tenham prejuízos com esta decisão, porém os usuários da linha 10-Turquesa (ABC) foram os mais prejudicados.
    Se a estação Júlio Prestes hoje se encontra subutilizada, é porque os planejadores não tiveram a sensibilidade de visualizar que esta estação terminal, só têm condições de receber composições provenientes de Barra Funda / Água Branca, inclusive os futuros trens regionais procedentes de Campinas, Sorocaba, entre outras cidades do interior, e linha 7 procedente de Francisco Morato, e só pode ser usada como terminal, que fica próxima e esta subutilizada, uma passagem subterrânea poderia interligar estas duas estações com distância semelhante a percorrida pelos usuários da linha 10 até a estação da linha 3 do metrô no Brás podendo os usuários terem acesso as linhas 1 e 4 do metro na Luz, ficando com três linhas de metro a disposição.
    A estação da Luz já estava com seu limite esgotado quando teve por um planejamento mal executado a instalação uma estação subterrânea como terminal da linha-4 Amarela do Metro, esta estação do Metro deveria ser em outro local, jamais na Luz, sem que a estação Nova Luz, e a de Bom Retiro estar concluída, e antes que tentem justificar que os subterrâneos da estação Júlio Prestes esteja tombada, e por isto que a linha-4 Amarela não foi instalada lá, é a mesma situação da Luz.

    A Estação Nova Luz que dizem estar planejada para ficar no lado oposto a Júlio Prestes, e poder ser utilizada como uma futura estação de integração com o TAV e ser interligada a ambas, pois a Luz é uma estação de característica de passagem, e não terminal, e é um desperdício logístico utilizá-la como esta sendo feito atualmente. O tempo perdido entre a chegada da linha 7 na Luz, desembarque, manobra para entrar na linha oposta, embarque e partida, chega próximo aos 5 minutos em plena região central de São Paulo, ficando claro ser um desperdício utiliza-la como terminal.

    O resultado disto é que hoje temos um caos na Estação da Luz, enquanto que a uma quadra a Estação Júlio Prestes está subutilizada em um local estratégico, cujo destino previsto é de uma sala com “N” finalidades porem nenhuma como estação ferroviária de passageiros.

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