RECORDE DE PASSAGEIROS DE ÔNIBUS EM SÃO PAULO

recorde de passageiros de ônibus em São Paulo

Ônibus na Capital Paulista bateram recorde de passageiros. A média por dia em agosto foi de 264,9 milhões de passageiros, o que significa 8,8 milhões de viagens diárias. O número mostra o quanto são necessários os investimentos nos transportes por ônibus, mesmo com a expansão do Metrô. O modal continuará sendo o principal meio de transporte do paulistano, por conta do custo das obras do metrô e das impossibilidades técnicas de os trilhos atenderem regiões mais distantes e de difícil acesso. A frota não acompanhou o crescimento dos passageiros, o que3 nem poderia, pois a oferta de transportes não se dá apenas pelo número de ônibus, mas pela disponibilidade de viagens. E isso só é garantido através de uma maior velocidade no sistema. Quanto mais rápido os ônibus trafegarem, maior o número de viagens com menos veículos. Foto: Adamo Bazani.

Número de passageiros de ônibus bate recorde em São Paulo
Veículos municipais transportaram só em agosto quase 265 milhões de pessoas

ADAMO BAZANI – CBN
Investir na melhoria do sistema de ônibus é pensar na maioria da população. Isso porque, mesmo com a necessária expansão do metrô na Capital Paulista, a maior parte das pessoas que dependem de transporte pública usa ônibus.
E por mais que o Metrô atinja números suficientes de atendimento para uma metrópole como São Paulo, por sua flexibilidade em atender bairros e lugares de difícil acesso para os trilhos e que requerem investimentos com recursos menores, o ônibus continuará atendendo a maior parte da população. Não se pode comparar São Paulo a cidades européias, que são menores e possuem um relevo menos irregular., na maioria dos casos.
Os números mostram, no entanto que, a modernização e os investimentos no sistema de ônibus, que são mais rápidos de serem feitos, pedem urgência.
Cada vez mais pessoas estão usando ônibus em São Paulo, de acordo com a SPTrans, empresa gerenciadora e fiscalizadora dos cerca de 15 mil veículos que servem as linhas municipais da Capital Paulista.
Dados da SPTrans mostram que agosto foi o mês recordista de transportes. Foram atendidos pelos ônibus de São Paulo, só os municipais, 264,9 milhões de pessoas,
Isso equivale a 8,8 milhões de viagens só por dia.
É um verdadeiro universo que ultrapassa a demanda e o número de pessoas de Países inteiros.
Já o recorde de passageiros do Metrô, obtido em 13 de setembro deste ano, foi de 4,2 milhões de pessoas transportadas por dia. Número baixo se for levada em consideração a comparação com os ônibus, mas alto pelo reduzido número de linhas do metrô em São Paulo.
De acordo ainda com a SPTrans, o número de passageiros cada vez maior tem várias explicações:
O aumento dos empregos formais, da renda dos trabalhadores (muitos iam a pé para o serviço), do nível de urbanização, mas o principal fator foi a adoção do Bilhete Único, em 2003, que possibilita integrações entre os ônibus da Capital em um período de três horas e entre o metrô e os trens da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). O bilhete Único trouxe passageiros para o sistema.
RITMO DE FROTA FOI DESIGUAL:
Se o número de passageiros aumentou, o da frota teve um ritmo muito inferior.
A demanda teve um acréscimo de 7% entre 2008 e 2001 enquanto o número de ônibus subiu 0,8%, o que em tesem representa menos lugares oferecidos para mais passageiros.
Especialistas no entanto dizem que para aumentar o conforto e o número de vagas no sistema de ônibus, não basta colocar veículos nas ruas.
Isso porque, os ônibus correm o risco de ficar presos em congestionamentos e não atenderem a demanda crescente, mesmo com o aumento da frota.
O importante seria aumentar a velocidade dos ônibus. Assim, menos ônibus fariam mais viagens e atenderiam um número maior de passageiros. E para isso, a criação de espaços exclusivos, como corredores do tipo BRT – Bus Rapid Transit – são essenciais.
Além de os ônibus terem mais velocidade operacional, por não terem de disputar espaço com os carros, pelo mesmo motivo, podem ser maiores, do tipo articulados ou biarticulados que, em menos espaço proporcional, acabaria aumento a oferta de lugares, em vez de se colocar no lugar dos ônibus maiores dois ou três convencionais.
Os corredores possuem pavimento especial que suportam mais o peso dos ônibus e apresentam menos imperfeições na via, o que desgasta menos o veículo e possibilita que o operador ofereça veículos mais caros e com mais tecnologia, tanto para conforto do passageiro e para o bem estar do meio ambiente, como veículos com combustíveis alternativos ao diesel, híbridos e elétricos, como os trólebus que servem o corredor ABD, entre São Mateus e Jabaquara (zonas Leste e Sul de São Paulo) passando pelos municípios de Santo André, Mauá (Terminal Sônia Maria), São Bernardo do Campo e Diadema.
O modelo do corredor ABD é um dos indicados por especialistas para esse aumento de demanda da Capital Paulista, inclusive para a ampliação da oferta de serviços de trólebus.
O corredor alcança números de aprovação iguais do Metrô para a população que se utiliza dele.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.

2 comentários em RECORDE DE PASSAGEIROS DE ÔNIBUS EM SÃO PAULO

  1. Amigos, bom dia

    É o melhor negócio do mundo; não tem qualidade mas tem faturamento.

    Multiplicando por R$ 3,00 ….

    Muito obrigado
    Paulo Gil

  2. Falar em BRT sem falar em redução drástica de linhas no corredor é operacionalmente inútil.

    A solução de Paris, com uma autoridade/agência central de transporte público reposnsável pela alocação de rotas, integração dos modais e meio de pagamento poderia ser uma saída eficiente para a RMSP.

    Mas a prática e a realidade mostram um grupo que já dominava mais de metade dos ônibus de São Paulo ganhando mais força com a eliminação de outro de imcompetência exemplar. Esta é a melhor resposta para não haver BRT REAL nem um único VLT na RMSP.

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