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PRISÃO DE EMPRESÁRIOS: Dono de ônibus diz ter sido ameaçado pelo que chamou de “Grupo do Belarmino”

Ônibus da VB, empresa que também estaria envolvida no suposto esquema de fraudes em contratos de serviços de fretamento. As investigações do Gaeco, grupo que combate o crime organizado do Ministério Público, começaram depois de um empresário ter sido ameaçado pelo que chamou de “Grupo do Belarmino”.

Empresários presos já sabiam de resultados de licitação
Denúncia foi feita por empresário de ônibus que perdeu o certame, Ministério Público apurou acusações

ADAMO BAZANI – CBN

Um jogo de cartas marcadas. Assim seriam as licitações para serviços de ônibus fretados para órgãos públicos em Campinas, no Interior de São Paulo.
O esquema seria chefiado por Belarmino Marta Júnior, um dos sócios da Rápido Luxo, de acordo com apurações do Gaeco Grupo de Atuação Especiol de Combate ao Crime Organizado, que na manhã desta sexta-feira, realizou uma operação, em parceria com a Polícia Civil.
Além de Belarmino Marta Júnior, foram presos outros empresários de ônibus: Ariovaldo Marta, Marcelo Pereira (todos da Rápido Luxo), Miguel Moreira Júnior (da Transmimo) e José Brijeito Júnior (da Exclusiva Transportes). O Ministério Público e a Polícia Civil prenderam também Rosa Maria Júlio Landin, do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros por Fretamento de Campinas e Região (Sinfrecar). A empresa VB também estaria envolvida nos crimes.
Dois oito mandados de prisão, sete foram cumpridos até agora.
Os envolvidos são acusados por crimes contra a economia pública, formação de quadrilha, cartel e fraude em licitações.
As investigações já ocorrem há dois anos e foram iniciadas depois de denúncia feita por um empresário que perdeu licitações para prestar serviços de fretamentos para órgãos públicos, que seriam vítima do esquema.
De acordo com este empresário, que teve o nome preservado pelo Ministério Público, por razões de segurança, ele foi ameaçado pelo que chamou de “grupo do Belarmino”.
Antes mesmo da abertura oficial dos envelopes, membros do Sinfrecar já determinavam quais empresas iriam operar quais linhas e atender a qual cliente.
Um dos órgãos lesados pelo suposto esquema teria sido a Unitransp, responsável pela contratação de serviço de fretamento do Campus da Unicamp, no Distrito de Barão Geraldo.
Vários documentos foram apreendidos na sede do órgão.
O Ministério Público acredita que outros serviços públicos possam ter sido afetados pelo suposto esquema.
A operação também encontrou R$ 3 mil, 3, 3 mil euros e 15 mil dólares na casa de Ariovaldo Marta, em um condomínio de Itu. Na residência de Miguel Moreira Júnior foram apreendidos 12 computadores, três notebooks, R$ 6,6 mil em dinheiro, 63 cheques de terceiros de diversos valores, além de celulares, CDs e DVDs.
O Ministério Público ainda não divulgou os valores obtidos pelas supostas fraudes em llicitações.
A pris
A prisão temporária dos empresários foi decretada pela Justiça pelo “potencial de risco” que eles podem oferecer a testemunhas e também por poderem atrapalhar as investigações
Adamo Baznai, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.

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