
ônibus intermunicipal de Campinas. A Região Metropolitana de Campinas foi a que teve o pior índice em relação às medições de poluição realizadas pela EMTU - Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos. Foram analisados ônibus intermunicipais e de fretamento. Os índices de reprovação chegaram a 30%. Em São Paulo, este índice foi de 5%. Para a EMTU, a principal causa é a falta de cuidados básicos na manutenção dos veículos, como troca de óleo e de filtro de ar, limpeza dos bicos injetores e regular a bomba injetora. Foto: Sandro Alves. A FOTO É ILUSTRATIVA E A MATÉRIA NÃO SE REFERE NECESSARIAMENTE A ESTE VEÍCULO.
Índice de reprovação dos ônibus na Região Metropolitana de Campinas é o maior do Estado
EMTU reprovou 30% dos ônibus na medição de emissão de poluentes. A aferição foi feita em veículos de fretamento e que servem linhas regulares
ADAMO BAZANI – CBN
Os ônibus de Campinas e região Metropolitana emitem mais poluentes do que os veículos de transporte coletivo das outras duas regiões metropolitanas do Estado, a de São Paulo e a da Baixada Santista.
As medições de emissão de poluentes realizadas pela EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos reprovaram 30% dos veículos analisados, que fazem o transporte metropolitano der passageiros. Foram verificados 148 ônibus.
Já em relação aos ônibus de fretamento, o índice de reprovação ficou em 21%. Todos considerados muito altos para a EMTU. Na região Metropolitana de São Paulo, por exemplo, a reprovação dos veículos quanto a emissão de poluentes ficou em 5%.
Os testes foram realizados por um opacímetro, material que determina a quantidade de fumaça preta dos veículos. Quanto mais escura, maiores as possibilidades de conterem materiais particulados e substâncias prejudicais ao meio ambiente.
Além do combustível de má qualidade, a EMTU aponta como principal causa dos níveis de poluição estarem acima do permito, a manutenção inadequada dos veículos, principalmente em componentes simples como bombas e injetoras desreguladas, bicos injetores que não são limpos, filtro de ar e óleo do motor com a data de validade ultrapassada.
Quando há irregularidades, as empresas são notificadas para fazerem a correção. Depois de sete dias é realizada uma nova vistoria nos veículos. Se o ônibus continuar emitindo poluentes acima do permitido, a empresa é multada em R$ 340,00 e o ônibus só pode ser liberado caso o problema seja solucionado.
Em época de mais apelo à preservação ambiental, pelo maior necessidade já que a poluição a cada ano tem feito mais vítimas e ocasionado mais gastos aos cofres públicos, com empresas de ônibus se esforçando para terem destaque nesta área, os números de Campinas e Região Metropolitana são considerados desanimadores.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes