DIA NACIONAL DE COMBATE AO FUMO – LEBLON INCENTIVA O ABANDONO AO VÍCIO
Publicado em: 30 de agosto de 2011

O Supervisor de manutenção da Leblon de Mauá, Valdecir Antônio dos Santos, fumou por mais de 20 anos. Um dia, sentindo os efeitos do vício, decidiu dar o primeiro passo. Vontade de voltar ele teve, mas Valdecir mostrou quem é que mandava: ou ele ou a vontade de seu corpo. Hoje, se sente mais realizado e com saúde. Com o dinheiro que gastava com o vício, consegue realizar uma paixão: a música e hoje paga aulas de violão. Foto: Adamo Bazani
Leblon participa do Dia Nacional de Combate ao Fumo
Número de funcionários em geral do setor de transporte coletivo de dependentes do cigarro é grande. Empresa faz a diferença com orientações sobre os males do fumo e ginástica laboral ensina exercícios para a saúde dos pulmões
ADAMO BAZANI – CBN
Os profissionais do setor de transportes coletivos, principalmente motoristas e cobradores, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, são vítimas de estresse principalmente devido ao dia a dia das cidades: trânsito complicado, o contato constante com dezenas de pessoas irritadas, poluição, medo da violência entre outros fatores.
O estresse expõe estes profissionais a uma série de problemas de saúde e os deixa mais suscetíveis a problemas como depressão e vícios.
Preocupada no bem estar dos funcionários e também dos passageiros, já que se o funcionário estiver bem, o usuário será atendido adequadamente, o Grupo Leblon Transporte de Passageiros Ltda desenvolve uma série de ações em prol da saúde e da harmonia do corpo, alma e mente dos colaboradores.
A empresa aproveita também datas especiais para fazer campanhas de conscientização para a qualidade de vida dos funcionários.
Nesta segunda-feira, dia 29 de agosto de 2011, Dia Nacional de Combate ao Fumo, a Leblon em sua garagem, em Mauá, na Grande São Paulo, desenvolveu um trabalho especial para conscientizar os funcionários sobre os malefícios do cigarro, tanto em quem fuma e também em quem fica perto de quem sofre do vício, o chamado fumante passivo.
Não há uma estimativa oficial, mas o número de profissionais de transporte coletivo que fumam é considerado grande.
A Leblon não discrimina a contratação dos funcionários por este fator, mas sempre que o funcionário se mostrar disposto a largar o vício, seja pelo serviço de capelania ou por outras orientações profissionais, auxilia a decisão individual do funcionário.
Além disso, neste Dia de Combate ao Fumo, além de o tema ter sido abordado de maneira clara e não discriminatória, durante a ginástica laboral, realizada constantemente na garagem das empresa, foram ensinados exercícios respiratórios para fumantes e não fumantes, afim do fortalecimento dos pulmões.
EXEMPLO DE QUEM CONSEGUIU SUPERAR O VÍCIO:
Vencer o vício do cigarro não é uma tarefa fácil para muita gente. Mas não é impossível. E há vários exemplo que comprovam que você também pode largar este hábito que faz tão mal à sua saúde e à das pessoas que estão perto.
O supervisor de manutenção do Grupo Leblon Transporte de Passageiros Ltda, unidade Mauá, Valdecir Antônio dos Santos, é prova que força de vontade e pensar na saúde e na vida em primeiro lugar fazem com que o cigarro possa ser abandonado.
Ele não fuma mais há cerca de dois meses, mas era dependente há mais de 20 anos.
“Comecei com 21 anos de idade. Era moda na época. Foi frequentando bailes que tive os primeiros contatos com os cigarros” – conta Valdecir.
Ele relata que ultimamente começou a sentir mais fortemente os efeitos do fumo.
“Não conseguia dormir direito. Era uma sensação de falta de ar, como se eu estivesse suficado. Uma noite entreguei a carteira de cigarro a um motorista e disse chega” – relata.
Valdecir explica que pelo menos por 4 vezes teve fortes vontades de cigarro após ter deixado de fumar, mas dá a dica.
“Nesta hora é que devemos mostrar quem manda. Se nós ou nosso corpo. Nós é que mandamos no nosso corpo”.
O ambiente de trabalho da Leblon também ajudou-o na decisão.
Bem para a saúde e bem para o bolso.
Valdecir gastava cerca de R$ 150 por mês só com cigarro. Hoje, em vez de fumar, ele se dedica a uma paixão: a música. Faz muito bem à saúde, à mente e ao coração e ainda por um preço bem mais em conta. As aulas de violão custam R$ 80,00 por mês.
“É possível sim largar o vício. Hoje me sinto bem melhor, mais disposto, feliz, me sinto livre e recomendo a todos” – garante.
DADOS IMPRESSIONANTES:

Grupo Leblon Transporte de Passageiros afirma ter como meta a valorização do ser humano pelo fato deste ser o principal motivo da existência do setor de transportes. Assim, pensar no bem estar do funcionário, é zelar por famílias que dependem dele e também se preocupar no passageiro, já que um colaborador saudável, satisfeito e realizado atenderá adequadamente ao cliente da empresa. Neste Dia Nacional de Combate ao Fumo, funcionários receberam orientações sobre os malefícios do tabagismo e ginástica laboral ensinou exercícios. Foto: Adamo Bazani
Os dados da Organização Mundial da Saúde sobre os malefícios do cigarro à humanidade impressionam mais do que de muitas guerras.
De acordo com o órgão, o tabagismo é a principal causa de morte evitável do mundo. Até junho de 2011, um teço da população mundial adulta, 1 bilhão e 200 milhões de pessoas fumam, sendo que 47% dos homens de todo o mundo são fumantes e 12% de todas as mulheres do mundo fumam.
POR ANO, 4,9 MILHÕES DE PESSOAS MORREM EM DECORRÊNCIA DO FUMO, O QUE SIGNIFICA 10 MIL MORTES POR DIA. E se a tendência de fumantes continuar dessa maneira, somada ao aumento da população, a quantidade de mortes pelo tabagismo, pode chegar a 10 MILHÕES DE PESSOAS POR ANO, a maior parte, com idade produtiva, entre 35 e 69 anos.
Para se ter uma idéia, entre os anos de 1939 e 1945, a Segunda Guerra Mundial foi responsável pela morte de mais de 50 milhões de pessoas diretamente.
Proporcionalmente, o cigarro mata como se um conflito de magnitude semelhante ainda estivesse ocorrendo.
Já o tabagismo passivo, que é quando a pessoa inala a fumaça do cigarro de outra próxima, é responsável pela terceira causa de morte evitável, segundo a Organização Mundial da Saúde.
Para se ter uma idéia, a fumaça do cigarro se junta aos poluentes do ar (de automóveis e indústrias, por exemplo) e chega aos pulmões do fumante passivo com três vezes mais nicotina, três vezes mais monóxido de carbono e até 50 vezes mais substâncias cancerígenas em comparação a fumaça de que passa pelo filtro do cigarro e entra pela boca do fumante ativo.
Os fumantes passivos correm 30% mais o risco de contraírem câncer de pulmão e 24% mais de terem um infarto que uma pessoa que não fuma e não é exposta a fumaça de cigarro.
Por isso, quem fuma deve se afastar dos não fumantes na hora de consumir o cigarro por uma questão de educação e de amor a vida do semelhante.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.



Bom dia.
Fumar é a busca pela morte, todos os dias.
Vale a Pena Saber
Lei transforma Oxigênio Medicinal em Medicamento
No Brasil, a definição legal de Vigilância Sanitária é consentida pela lei
federal nº 8.080 de 19 de setembro de 1.990.
“Entende-se por Vigilância Sanitária um conjunto de ações capaz de
eliminar, diminuir ou prevenir riscos à saúde e de intervir nos problemas sanitários
decorrentes do meio ambiente, da produção e circulação de bens e da prestação de
serviços de interesse da saúde, abrangendo: o controle de bens de consumo que,
direta ou indiretamente, se relacionem com a saúde, compreendidas todas as
etapas e processos, da produção ao consumo; e o controle da prestação de
serviços que se relacionam direta ou indiretamente com a saúde. A Vigilância
Sanitária de portos,aeroportos e fronteiras não é um dever exclusivo ao S.U.S
podendo ser executada juntamente com a participação cooperativa da União.(m)”
Partindo deste principio, a Vigilância Sanitária, no exercício de suas funções,
fiscaliza ativamente as empresas para garantir a qualidade do oxigênio medicinal
que chega ao consumidor final. Baseada na RDC (Resolução da Diretoria
Colegiada da ANVISA) n.º 70, a qual estabelece que os gases medicinais já estão
inclusos na classificação de medicamentos, a Vigilância Sanitária passou a
fiscalizá-los como tal.
A RDC nº 70 estabelece que os fabricantes/envasadores de gases
medicinais têm um prazo final para a solicitação de Autorização de Funcionamento
(AFE) na ANVISA até 31.12.2012; porém tanto os fabricantes, quanto os
distribuidores que realizam o atendimento às empresas da saúde e para o
consumidor final – todos, sem exceção – precisarão se adaptar às novas regras de
armazenamento e distribuição de medicamentos, considerando gás medicinal
como medicamento, com base na RDC n.º 69.
As empresas descritas acima e também os hospitais e clínicas que já estão
cadastradas na vigilância sanitária da prefeitura ou estado (CMVS ou CEVS), para
suas atuais funções, podem ser apenadas com multas ou interdição, caso não
transportem ou armazenem os gases medicinais de acordo com o conjunto de
regras aplicados à indústria farmacêutica, as quais, de forma reflexa, são agora
aplicadas a distribuidores de medicamentos. As empresas ainda não cadastradas
deverão se cadastrar como fabricante ou distribuidor de medicamentos, para então
poderem solicitar a AFE na ANVISA e se adequarem a legislação vigente.
Em acréscimo às novas regras, a partir de 01.01.2013, todos os gases
medicinais serão controlados por lote, identificação de data de validade e
fabricação possibilitando sua rastreabilidade, ou seja, o controle exato do local que
o medicamento se encontra, desde o momento em que o cilindro deixa a indústria
fabricante até a sua entrega ao usuário final.
Para o distribuidor de gases medicinais, as exigências são baseadas na
mesma portaria em que se encontra a fabricação, naquilo que lhe concerne. Tanto
para o distribuidor quanto para o fabricante se qualificar para o atendimento, são
necessários armazenamento e transporte corretos para medicamentos; além de um
farmacêutico responsável treinado e capacitado para tal atividade, fornecimento de
cilindros com bula do gás medicinal, seu manual de uso e manuseio e por fim o
número de CMVS ou CEVS e posterior AFE na ANVISA.
Rotineiramente, a Vigilância Sanitária está fiscalizando as empresas
distribuidoras de oxigênio e outros gases, clínicas médicas e empresas de home
care, estabelecendo prazos para a sua correta adequação de utilização e
comercialização, aplicados a esta nova legislação.
Estamos vivenciando a cada dia uma nova realidade ética em nosso país e a
tendência é levar ao consumidor final maiores informações, para que cada vez
mais os consumidores sejam respeitados e obtenham maior segurança. Por
conseqüência, seus direitos serão também garantidos.
Juliana Carvalho
julianascarvalho@gmail.com
Fonte: Respirox Comércio de Oxigênio Ltda
1ª Empresa Cadastrada na Vigilância Sanitária para
comercializar gases medicinais como medicamento
Colaborou: Kátia Gualiato