História

Secretário do Rio de Janeiro conhece corredor ABD

Metra Garagem

Garagem da Metra. Secretário dos transportes do Rio de Janeiro quer conhecer BRT em operação e veículos de tecnologia limpa. Foto: Adamo Bazani

Secretário de Transportes do Rio de Janeiro faz visita ao Corredor ABD
Alexandre Sansão quer adquirir mais conhecimento sobre os sistemas de BRT – Bus Rapid Transi em operação, já que o Rio deve inaugurar corredores até a Copa e as Olimpíadas e ver de perto o funcionamento de tecnologias limpas como dos ônibus híbridos e trolebus
ADAMO BAZANI – CBN
No atual contexto as atividades econômicas e de prestação de serviços para a população, muito mais que os negócios em si, as empresas devem agir com informações bem fundamentadas sobre as áreas que atuam e também sobre o contexto geral onde estão inseridas.
Se a troca de experiências há muito tempo já era necessária, atualmente na era da informação, ela é mais necessária ainda.
Isso porque a operação é importante, mas os sistemas se modernizaram e hoje, não basta ser apenas um bom operador, é necessário ser bem informado, ser conhecedor.
Atualmente, os transportes estão se modernizando, tanto pelas maiores exigências de qualidade pela população como em relação ao meio ambiente. Com normas mais rigorosas, as tecnologias para a redução de emissão de poluentes estão cada vez mais abundantes e complexas.
É hora de gestores e operadores, em vez de rivalizarem para ver “quem é o pai da criança”, trocam idéias e conhecimento.
É com este intuito que o secretário de transportes do Rio de Janeiro, Alexandre Sansão, faz uma visita nesta quinta-feira, dia 28 de junho, ao Corredor Metropolitano ABD, que liga São Mateus (zona Leste de São Paulo) a Jabaquara (zona Sul), pelos municípios de Santo André, Mauá (Terminal Sônia Maria), São Bernardo do Campo e Diadema, com ramal entre Diadema e a região da Berrini, na zona Sul.
Sansão visita também a garagem da Metra, operadora do sistema.
O corredor ABD, inaugurado em 1988, é considerado um dos mais eficientes sistemas segregados de transportes do País, um dos únicos operadores de trólebus (ônibus elétricos) e é palco de testes e operações de várias inovações tecnológicas de transportes e tecnologias limpas. Foi pelo corredor que em 1999 circulou pela primeira vez no mundo comercialmente um ônibus elétrico híbrido, movido por dois motores, um elétrico e outro diesel. Trólebus mais modernos e o primeiro ônibus a hidrogênio no Brasil (ainda em testes) também fazem parte das inovações desenvolvidas no corredor.
E Sansão vem conhecer toda esta experiência acumulada e as operações de um sistema como BRT.
Sede da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016, o Rio de Janeiro tenta modernizar os transportes e para isso vai implantar 3 BRTs: Transcarioca, Transoeste e Transolímpico, todos a partir da Barra da Tijuca para diferentes regiões.
A Metra, em comunicado à imprensa, divulgou alguns diferencias em relação a tecnologia limpa, com tração elétrica, que apresentará ao secretário do Rio de Janeiro.
Híbrido
A Metra foi a pioneira mundial na utilização de ônibus híbrido em operação comercial. Os veículos, desenvolvidos pela Eletra – empresa 100% nacional especializada em tecnologia de tração elétrica para veículos -, começaram a rodar no corredor em 1998. O ônibus híbrido utiliza duas fontes de energia. Uma é a elétrica, e a outra pode ser diesel, álcool ou gás. O sistema utilizado nas ruas da Grande São Paulo é composto por um motor a diesel que fornece energia para o motor elétrico, que traciona o veículo. A tecnologia, que pode ser instalada em carroceria ou chassi de qualquer fabricante, garante o reaproveitamento da energia que seria dispersada nas frenagens do veículo. O resultado é uma redução de 90% de material particulado lançado na atmosfera.
Hoje, 12 ônibus híbridos circulam no Corredor ABD. São 10 modelos de 10 metros(padron) e mais dois articulados. Além deles, a Eletra desenvolveu 15 veículos de 15 metrospara o Expresso Tiradentes (Via Sul) e outros cinco, de 12 metros, para a SPTrans. Por enquanto, eles são os únicos veículos utilizados comercialmente em todo o país. Outros veículos híbridos com tecnologia desenvolvida pela Eletra estão em teste nas ruas do Rio de Janeiro, além de um modelo que utiliza o etanol em vez do diesel e é usado nas dependências da Usina de Itaipu.

Trólebus
A Eletra também é responsável pela fabricação dos mais modernos ônibus elétricos – os trólebus – e conta com equipe especializada, que foi responsável pelos projetos de 98% de todos os trólebus atualmente em operação no Brasil. Já exportou a tecnologia para as cidades de Wellington – capital da Nova Zelândia, onde rodam 62 veículos brasileiros – e Rosário, na Argentina, que tem 25 trólebus em operação.
Além de oferecerem “poluição zero”, os veículos são dotados de tecnologia que garante excelente performance, com alavancas pneumáticas que impedem o ricocheteamento na rede elétrica, sistema de chaveamento de rede através de botão e não mais por aceleração, e também de um conjunto autônomo de baterias que permite que circulem por até3 km desconectados da fiação.

BRS do Leblon e de Ipanema vai ter táxi em corredor para ônibus
Sistema vai priorizar o transporte coletivo de passageiros, para diminuir número de ônibus, sem prejudicar a oferta para o usuário. Táxis podem usar as vias desde que transportem clientes
ADAMO BAZANI – CBN
Diminuir o tempo de viagem para o passageiro de ônibus, racionalizar o sistema de transportes com menos veículos servindo uma quantidade de usuários até maior, pela prioridade ao transporte público, o que aumenta a velocidade operacional, e organizar o sistema de transportes, além de permitir integração com outros corredores.
Estes são alguns dos objetivos do BRS (Bus Rapid Service), do Rio de Janeiro.
Com um sistema já implantado em Copacabana, no dia 20 de agosto começam a funcionar as faixas exclusivas do Leblon e de Ipanema.
O BRS – Bus Rapid Service – é diferente do BRT – Bus Rapid Transit.
Ele é bem mais simples. Não se trata de uma via completamente segregada ao transporte público, como ocorre com o sistema de Curitiba, do Corredor Metropolitano ABD (da Metra entre São Mateus e Jabaquara, por municípios do ABC Paulista), ou mesmo o Transmilênio da Colômbia, e nem possui todas as vantagens do BRT, como pontos de ultrapassagem, pré-embarque (possibilidade de pagamento de passagem antes da entrada no ônibus) e embarque acessível com o mesmo nível entre a plataforma e o assoalho do ônibus.
Mesmo assim, segundo a prefeitura do Rio de Janeiro, possibilita uma maior velocidade para os ônibus, já que veículos convencionais não podem circular por longos trechos no espaço do transporte coletivo.
O número de ônibus que prestam serviços no BRS será reduzido em cerca de 10%. A quantidade menor de veículos e a organização do tráfego devem também diminuir o tempo de viagens, além da prioridade dada aos ônibus.
Das 55 linhas de ônibus, cinco vão deixar de operar: 438, 439, 512, 522 e 574, entre o trecho as avenidas Visconde de Albuquerque e Bartolomeu Mitre.
As linhas serão separadas em três grupos: BRS 1, BRS 2 e BRS 3. No sistema Leblon – Ipanema, haverá 16 pontos, com uma distância de 250 metros cada um, em serviços diferentes.
Por terem demanda menor e servirem regiões próximas, as linhas do BRS 1 e BRS 3 vão compartilhar os pontos.
Ao contrário do que era comum nas avenidas, a parada dos ônibus fora do ponto será alvo de maior fiscalização.
O esquema no início deve ocasionar confusão entre passageiros do sistema de transportes públicos e também motoristas de carros de passeio.
Por isso, quem utiliza as vias contempladas pelo BRS do Leblon e de Ipanema deve estar atento às seguintes alteração, que são a Avenida Ataulfo de Paiva e Rua Visconde de Pirajá.
• O funcionamento do corredor, que impossibilita o tráfego de carros de passeio em uma das três faixas, é das 06h às 21 h, todos os dias.
• Táxis poderão trafegar pelo espaço dos ônibus desde que transportem passageiros.
• Os sistemas de recuos de calçada vão mudar. As baias do lado direito são reservadas para carga, descarga, ponto de táxis e estacionamento de motos.
• As baias do lado esquerdo são reservadas para parada de carros.
• Os carros e táxis podem trafegar pela faixa de ônibus para conversões à direita, desde que não transitem por mais de dois quarteirões no corredor. Os carros e táxis sem passageiros que extrapolarem esse trecho de permissão podem ser multados
• Para a aplicação de multas para os veículos que usarem os corredores irregularmente serão usadas câmeras de monitoramento.
Haverá equipes de orientação para motoristas, passageiros e proprietários de carros, além de moradores e comerciantes.
Para preparar os funcionários das empresas de ônibus a atenderem uma demanda diferente durante a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, haverá cursos de relacionamento, atendimento e de noções de inglês e de espanhol.
Os BRS de Ipanema e Leblon serão interligados com o sistema de BRS já operante de Copacabana, onde o corredor funciona na Avenida Nossa Senhora da Copacabana.
Apesar de não ser um sistema completo como o BRT, que segrega verdadeiramente o transporte público do individual e permite mais facilidades para os passageiros, sendo até alvo de algumas críticas, visto como solução imediatista e que exime o poder público de investimentos, o BRS pode aumentar a velocidade dos ônibus.
Até a Copa de 2014, devem estar prontos sistemas de BRT – Bus Rapid Transit- de fato:
O Transcarioca deve ligar a Barra da Tijuca ao Aeroporto Internacional Tom Jobim, passando em bairros como Madureira e Penha. As obras começaram em março e a prefeitura prevê que os ônibus já estejam funcionando até a Copa de 2014.
O Transoeste é outro sistema de BRT. Ele vai ligar a Barra da Tijuca a Santa Cruz. As obras devem ser concluídas até 2013.
A Transolímpica vai unir a Barra da Tijuca a Deodoro. As obras estão previstas num acordo com o Comitê Olímpico internacional para os jogos de 2016.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.

Informe Publicitário
Assine

Assinar blog por e-mail

Digite seu endereço de e-mail para assinar este blog e receber notificações de novas publicações por e-mail.

     
Comentários

Comentários

  1. Gustavo Cunha disse:

    Boa noite.

    Importante e necessária, a busca pela experiência, bem sucedida das empresas, na área do transporte.

    A Metra tem muito a ensinar.

    Observando as fotos ilustrativas da matéria, é admirável a estrutura de manutenção da Metra. Me causa curiosidade, saber, porque algumas empresas, se utilizam de elevadores para suspender seus ônibus e outras constroem valetas.

    Porque ? Qual a forma mais apropriada ? Mais barata ?

    Abraço.

  2. gabriel disse:

    se o BRT do Rio for a trolébus será um grande avanço!

  3. Paulo Gil disse:

    Amigos, bom dia

    Avisem o Senhor Secretário que ele pode utilizar tudo, menos os semáfaros a cada
    500 / 600 m, porque senão ele vai construir no RJ, um “parador” ao invés de um corredor.

    Não esqueçam.

    Muito obrigado
    Paulo Gil

  4. Marcos Galesi disse:

    Sinceramente espero que o senhor secretário implante os tres corredores com o melhor do trolebus.

  5. Nãovendaseuvoto disse:

    Falando em zona norte… A Prefeitura está promovendo uma covardia contra os moradores de Vicente de Carvalho, Irajá e região, ao querer mudar o projeto da Transcarioca no local, ao invés de fazer um viaduto como previsto e a estação ao lado do metrô, a prefeitura quer passar o BRT pela já sufocada Av Pr Martin Luther King e jogar a estação para Vila da Penha… Atenção MP queremos o projeto original que beneficia os que precisam e não um bairro isolado de classe média alta e longe do metrô. Cade os vereadores, deputados da região para defender o povão que precisa do BRT e também não deixar o trânsito no local parar de vez!!! Queremos o Projeto antigo!!! Quremos o Viaduto e a Estação de Vic de Carvalho!! Pedimos a ajuda do MP, TCM, TCU, Defensoria Pública e outros, para manter o antigo projeto, assim como fizeram em Ramos-Olaria.Caso não se volte ao projeto antigo, vamos tirar o prefeito Paes e os políticos da região que não nos defendem em nada!!

  6. paulo leonardo siberico disse:

    Ficou uma ****. os onibus não ganharam muita velociada, pois os semaforos continuam. os carros apos as 21:00 podem circular nas vias dos onibus, mas os onibus so param nos seus devidos pontos (BRS1, 2, 3) a população não aprovou. haja visto que em todos os vontos foram vandalizados, arrancado o ploter com a relação de linhas que param em cada ponto e o mapa com a localização dos pontos.

  7. Aldo Cabral disse:

    Gostaria de saber qual foi o critério utilizado para nomear a Estação BRT, na Penha, próxima ao Hospital Getúlio Vargas, à Estação de trem Penha Circular e do Parque Ary Barroso (doado por Lobo Júnior – grande benemérito da Penha), como Pastor José Santos. Além de dirigir a Assembleia de Deus e ser sogro do Pastor Silas Malafaia, não conheço qualquer qualificação política ou social nessa pessoa para que lhe conferissem tal “comenda”. Algué pode me esclarecer ?

Deixe uma resposta para NãovendaseuvotoCancelar resposta

Descubra mais sobre Diário do Transporte

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading