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AQUELA MUSIQUINHA IRRITANTE NOS ÔNIBUS JÁ ESTÁ PREVISTA EM LEIS

Música e transporte coletivo só tem a ver se o cidadão usar dois elementos básicos: um fonezinho de ouvido e um pouquinho de educação. O problema é cada vez mais comum nos transportes coletivos em qualquer cidade. Não bastassem as preocupações do dia a dia, dores, concentração para o trabalho ou uma prova, e o nervosismo pelo atraso e lotação do transporte, entra no ônibus ou no vagão de trem uma pessoa com qualquer equipamento eletrônico ouvindo uma musiquinha com som agudo, que mescla-se com o barulho do ambiente, que irrita pelo desrespeito da pessoa que se diz cidadã. E muitas vezes, se o outro passageiro ou motorista tenta repreender é pior, pode ser vítima de violência. Como nem sempre as pessoas aprendem pela consciência de cidadania e educação, a lei tem de entrar em vigor. Várias cidades já têm proibido o uso de aparelhos sonoros no transporte coletivo sem o fone de ouvido. A mais recente a aprovar uma lei que determina a proibição foi Taubaté, no interior de São Paulo. Foto: Adamo Bazani.

Musica alta em ônibus é proibida por lei no Interior de São Paulo
Em Taubaté agora quem quiser ouvir uma musiquinha na condução tem de levar fone de ouvido

ADAMO BAZANI – CBN

A cena é comum em diversas cidades.
A pessoa está com pressa, cansada, concentrada para uma prova ou um trabalho e até com dor, mas segue para seu compromisso ou para casa num ônibus, muitas vezes lotado e que demorou para passar.
Mas como diria a Lei de Murphy, não há nada tão ruim que não possa piorar.
Diante de todo esse quadro, entra no ônibus um indivíduo qualquer munido de seu celular, i Phone, i Pod, ou qualquer um “I Meu Deus” com aquela musiquinha que só ele ouve. Porque o restante dos passageiros do ônibus ouve mesmo é um barulho agudo, irritante, com notas musicais incompletas e vozes ao fundo, misturadas com a conversa dos passageiros e com o barulho do motor do ônibus. Se for um veículo de motor dianteiro então, socorro…
E não importa o estilo musical. Todos irritam, embora que a predominância destes “executores musicais” é mais para o funk (que entre nós, já parece com a lataria do ônibus batendo) ou um belo pagodinho.
O que dá nos nervos, no entanto, é a falta de respeito e educação para com os outros passageiros.
O ônibus pode transportar até 80, 100, 250 pessoas, dependendo do modelo, mas este indivíduo se sente sozinho no mundo e ouve a música em alto volume como se todos os outros passageiros fossem obrigados a gostar do que ele curte ou como se simplesmente não existissem.
O motorista não pode repreender o passageiro. Corre o risco de ser agredido, além de que, hoje em dia, o motorista não faz só sua parte que é dirigir. Hoje ele dirige, cobra a passagem, atende o passageiro, informa, troca o letreiro…só falta agora as empresa pedirem para ele fazer um cafezinho e servir misto quente.
O passageiro apreciador de músicas deveria ter a consciência e ouvir só para ele o sem som.
Talvez muitos não saibam, mas do “alto de sua alta” tecnologia, a indústria inventou algo fantástico: CHAMA-SE FONE DE OUVIDO!!!!!!!!
A indústria só não soube fabricar ainda educação em pó para misturar com água e beber antes de subir ao ônibus.
E, em muitos casos, quando a educação não aparece, a lei dá uma ajudinha.
Foi para isso que apelou a cidade de Taubaté, no interior paulista.
A Prefeitura aprovou a lei número 4515, do vereador Jéferson Campos, que proíbe o uso de dispositivos sonoros nos ônibus da cidade.
Leis semelhantes já existem em São José dos Campos, também no Interior Paulista, em São Paulo, Curitiba e Vitória.
O vereador afirmou que a música alta além de incomodar os passageiros, violando o princípio de coletividade, pode atrapalhar o trabalho dos motoristas, aumentando o stress e causando perda de concentração.
As músicas podem ser ouvidas sim nos ônibus, mas cada um com seu fone de ouvido. E bem encaixadinho, porque não é raro encontrar passageiros com fone de ouvido, mas com o rádio, o celular, ou “I alguma coisa” ligados e emitindo barulho. Será que eles colocam o fone de ouvido para abafar o ruído da música de seus próprios aparelhos?
A lei em Taubaté precisa ser regulamentada, o que deve ocorrer em até 15 de julho.
Adamo Bazani, jornalista da CBN, especializado em transportes, trazendo essa informação para “você, você, você, você…”, Opa, desculpe, alguém entrou aqui ouvindo música alta.

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