Problemas no trânsito: questão de educação e cidadania

invasão em faixa de ônibus

Organização no trânsito é fundamental. Táxis ainda são permitidos em corredores de ônibus, mas prefeitura estuda mudar esta situação pela diminuição da velociodade operacional dos veículos de transporte coletivo de massa.

O trânsito na região metropolitana, nos últimos tempos tem se complicado dia a dia, por conta de grandes congestionamentos e pouquíssimas avenidas. O transporte coletivo não tem sido priorizado e investimentos no metrô praticamente zero pela prefeitura. O governo do estado, tem se esforçado em projetos, mas para os projetos saírem do papel… aí é outra coisa.
Para se ter uma idéia, no plano metroferroviário, estão projetados as linhas 6 (Laranja)– Brasilândia-São Joaquim, 17(Ouro)-Congonhas-Metrô Morumbi, linha 2-(prolongamento linha verde), ligando Vila Prudente até Cidade Tiradentes (via monotrilho), Linha 15-Vila Prudente-Tiquatira,Linha 18-Tamanduateí-ABC, Linha 13- Onix Tiquatira-Cecap-Zezinho Magalhães e 14- Expresso aeroporto.
Há também outros projetos como os trens regionais para Santos, Sorocaba,Campinas, São José dos Campos, que está no papel, mas na prática, só Deus sabe quando estarão já instalando os canteiros de obras.
No âmbito da prefeitura, é sabido que o Prefeito prometeu 66 km de corredores, mas somente 11 estarão feitos nesta gestão. Há projetos de vários corredores importantíssimos dentre quais o Celso Garcia, que por pressão política, este corredor não sai (meia dúzia de vereadores que “dizem”representar a zona Leste, dentre quais um vereador que já está na sua quinta legislatura, travou o projeto alegando não ser uma obra importante, mas que articulou o projeto do complexo Padre Adelino que só contempla a parte “ELITIZADA” do Tatuapé e Analia Franco,deixando quem realmente precisa “POPULAÇÃO”em terceiro plano.)e que por pressão política da população é uma demanda que é muito necessária principalmente por conta de quem mora em bairros como Cidade Tiradentes, Jardim das Oliveiras e suas adjacências.Não fugindo ao tema “Trânsito” citamos algumas ocorrências do dia dia. Vemos motoristas com seus celulares, dirigindo, um bom exemplo disso é que fui testemunha de um motorista de ônibus que dirigia um articulado em plenas avenidas como São Miguel, Assis Ribeiro, e só desligou o celular quando chegou nas proximidades do Terminal Penha, devido a ter fiscalização da polícia Militar e SPTrans. Há motoristas que não sinalizam quando vão estacionar em alguma vaga ou ponto de ônibus, há motoristas que ficam em fila dupla parando uma avenida toda, enfim, o individualismo somado à falta de educação de trânsito, a desatenção, tem causado grandes acidentes.
Vejam este destaque do Jornal Estado de São Paulo:
Trânsito mata em média 4,3 pessoas por dia em São Paulo
Em 2007, exatas 1.566 pessoas morreram no trânsito, um aumento de 5,3% em relação ao ano anterior
Diego Zanchetta e Rodrigo Brancatelli, de O Estado de S. Paulo
Obs: 18 de setembro de 2008 | 0h 15

Todos os dias, de segunda a segunda, mês a mês, o trânsito de São Paulo mata em média 4,3 pessoas e fere com alguma gravidade pelo menos outras 72. Uma “epidemia” que, na cidade, faz mais vítimas fatais que aids, insuficiência cardíaca, miocardiopatias, insuficiência renal, doenças de sangue e tuberculose e é quase idêntica às mortes por doenças do sistema nervoso ou mesmo homicídios. São 2 pedestres, 1,3 motociclista, 0,8 condutor/passageiro e 0,2 ciclista mortos. Todos os dias.

Em 2007, exatas 1.566 pessoas perderam a vida no trânsito paulistano, um aumento de 5,3% em relação a 2006. Foram 736 pedestres, 281 motoristas e passageiros, 466 motociclistas e 83 ciclistas – para efeito de comparação, 4 mil soldados americanos morreram na guerra do Iraque ao longo de cinco anos de combate. Em todo o Reino Unido, morrem 8 pessoas por dia, por causa do trânsito. Em Nova York, 0,7.

Comparando 2006 com 2007, os motociclistas foram os mais penalizados, com um aumento no número de mortes na casa dos 22,5%. Já comparando o período entre 2004 e o ano passado, são os ciclistas que colecionam recordes. As mortes saltaram de 51 para 83, acréscimo de 62,7%.

Os dados fazem parte de um levantamento da Secretaria de Transportes, obtido com exclusividade pelo Estado, com base em laudos do Instituto Médico-Legal, boletins de ocorrência da Secretaria de Segurança Pública e relatórios de investigação de acidentes da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) de 2007. É uma das mais completas radiografias já publicadas sobre quem morre, como morre, onde morre, quando morre e por quê. Esses dados e as informações referentes a 2008 não foram divulgados oficialmente porque, segundo um funcionário do órgão, “não são favoráveis”.

Quem se recusa a divulgar os dados, porém, se esquece de que tais números poderiam ajudar a discutir projetos para melhorar os índices e criar programas para conscientizar a população. Se esquece que tais estatísticas frias e didáticas significam na verdade histórias de acidentes trágicos, vidas interrompidas bruscamente, sonhos desfeitos. Como os de Luciano Romão, de 27 anos, que havia acabado de concluir o 1º semestre da faculdade de Administração e comprar um apartamento no Campo Limpo. Na noite de 5 de julho de 2007, morreu atropelado por um Voyage que passou no sinal vermelho.

Ou os de Fernanda Cristina Pignataro, de 19 anos, que sonhava tanto em virar jogadora profissional de futebol que já planejava se mudar para os Estados Unidos. No dia 4 de agosto de 2007, às 7h45, ela ia para o trabalho de moto quando um carro a fechou. Ela tentou desviar para a esquerda, mas seu capacete enganchou num caminhão que vinha em sentido contrário. Também morreu na hora. Já o ajudante-geral Francisco Marques da Silva, de 16 anos, acenava para seu amigo do outro lado da rua quando uma lotação o atropelou no dia 1º de fevereiro do ano passado na Avenida Raimundo Pereira da Magalhães, em Pirituba. Três números a mais nas estatísticas, três exemplos de histórias interrompidas pelo trânsito de São Paulo.

“Esconder os dados é simplesmente omissão e fere a democracia”, diz Horácio Figueira, consultor de trânsito da Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet). “Isso precisa estar na internet. Temos de discutir mais essa guerra que acontece diariamente em São Paulo. Temos de mostrar para a sociedade que quem mata e morre no trânsito não são os marcianos, somos nós, eu, você, o pedestre que não olha o farol, o motociclista apressado, o condutor no celular.”

Estes dados são alarmantes, pois todos nós somos vítimas por conta de “imprudência”,chamo a atenção do caro leitor deste blog que esta reportagem é de 18 de setembro de 2008 | 0h 15 quando foi publicado esta triste noticia, se somarmos o tanto de pessoas que são mortas desde 2008, creio que podemos encher uns 30 maracanãs.
Esta declaração do consultor de Trânsito da Abramet Horácio Figueira é muito feliz com suas observações sobre esta guerra que acontece na região metropolitana de São Paulo. O que os motoristas se esquecem é que existe uma legislação de trânsito que é necessária ser obedecida e que esta legislação não foi escrita ou produzida de alegre, mas sim, para obedecermos os critérios em que estão escritos para o próprio bem da comunidade em geral, pois esta guerra tem que acabar. Os carros pequenos tem que respeitar os espaços que lhes são cedidos no trânsito, os motociclistas tem que parar de formar aquelas enormes filas, pois muitas vezes o motorista quer fazer uma conversão e não consegue para entrar em uma rua, os caminhoneiros tem que respeitar o espaço da direita, pois o que mais vemos no trânsito são caminhões tomando todas as faixas das avenidas, suprimindo a oportunidade dos motoristas de carros pequenos e principalmente de ônibus que tem sua prioridade de convergirem para o ponto para abordar o passageiro ou então, há caminhões que praticamente acabam com a visão dos motoristas, sem contar que há muitos caminhoneiros que não respeitam altura de uma viga antes de entrar num túnel (que por sinal é proibido aos caminhões), não obedecem também a questão de largura, fecham os ônibus que muitas vezes tem que desembarcar um passageiro ou abordar um passageiro no ponto, param em lugares proibidos, principalmente no espaço reservado aos ônibus e muitas vezes o passageiro tem que ir até o meio da avenida para ver se seu ônibus está vindo ao seu encontro, isso sem contar no transtorno todo que tem causado à coletividade, tanto pedestres como automotores.
O Poder Público não sai isento disso, pois cabe à prefeitura e sub prefeitura a recapear as avenidas, ruas, logradouros, sinalizar melhor, pois há avenidas que não tem nem mais sinalização de solo, e há alguns lugares que são vandalizados na qual placas são furtadas ou abandonadas no chão e algumas param em empresas de reciclagem.

trânsito

Excesso de veículos não é mais uma questão de mobilidade, mas de saúde e de qualidade de vida. Além disso, é responsável pela elevação do nível de estresse de várias pessoas

É possível termos um trânsito amigável. Vejam este artigo:
Bom exemplo começa em casa

Educar nunca foi uma tarefa fácil. Há pais que se preocupam com a falta de tempo e correria do dia a dia. Outros ficam neuróticos com a questão da renda, têm de fazer dinheiro para colocar o filho no melhor colégio, no melhor cursinho, levar para viajar, entre tantas outras coisas. Tem os pais que acham o mundo muito violento e não sabem lidar com a questão. O fato é que todos os filhos vão crescer, desejarão liberdade, alcançarão a maioridade e, muito provavelmente, vão cobiçar ter um carro próprio ou usar o dos pais. A educação no trânsito, portanto, precisa ser levada em conta desde sempre.
Sendo assim, é preciso que as pessoas percebam a importância da educação no trânsito. Ela faz parte de toda família, de uma maneira ou de outra. Até mesmo daquelas que não possuem um veículo, afinal todos nós usamos ônibus, táxi, pegamos carona e somos pedestres. Do que muitas vezes não nos damos conta é que, desde cedo, a criança faz parte desse universo e deixamos de dar atenção ao tema.
Construindo comportamento
A criança tem contato com o trânsito desde que sai do berçário. Com a idade um pouquinho mais avançada, do banco de trás e sentada na cadeirinha, observa o comportamento dos pais na direção. Mais tarde, na escola, recebe ensinamentos sobre a importância de atravessar na faixa de pedestre, olhar para um lado e outro, respeitar as placas de sinalização de trânsito, usar o cinto, tomar cuidado ao andar de bicicleta ou skate na rua.
Segundo a psicóloga Daniela Soares, que realiza consultoria particular, é fundamental que a criança tenha bons exemplos para se tornar um adulto responsável e bem educado. Para ela, a questão da educação no trânsito é um processo natural que vai sendo construído diariamente. “Os pais são referências aos filhos. O bom ou mau exemplo vem principalmente de casa. Não se pode depositar a educação somente às escolas”, comenta Daniela.
Conversar com os filhos de maneira sistemática e mostrar as responsabilidades, direitos e deveres é recomendável. Expor os perigos, informar sobre sinalização devem fazer parte do cotidiano das famílias. Assim teremos adultos e uma sociedade mais bem educada.
Maioridade
Outro momento crucial é quando os filhos alcançam a maioridade e desejam ter seu carro próprio ou usar o dos pais. Daniela afirma que a entrega das chaves só deve acontecer quando o filho tiver passado pelos processos legais de maneira positiva. E chama atenção para a importância dos pais observarem o grau de maturidade e responsabilidade do filho.
“É comum, principalmente entre pais e filhos, o empréstimo do carro antes do jovem estar devidamente habilitado. É um erro gravíssimo. Sabemos que o exemplo vale muito mais que palavras”, alerta.
Colocar um fim nos acidentes diários depende de todos nós e educar é a palavra de ordem. Conhecer as leis, as regras, o comportamento dos filhos e avaliar as próprias atitudes são a estrada saudável que devemos seguir.
“Se o jovem não tem maturidade para entender que a combinação de bebida e direção não funciona, o pai que entregar um carro na mão desse filho estará sendo irresponsável”, comenta.
Números de vítimas são alarmantes
Pessoas morrem diariamente em acidentes no trânsito. Seja por pressa, bebida, falta de respeito aos sinais e leis, desatenção ao volante, entre inúmeros outros fatores, os números de mortes são assustadores. De 1998 até 2008, os acidentes de trânsito mataram 370 mil brasileiros, segundo dados do Mapa da Violência 2011, divulgados no início de abril pelo Instituto Sangari, cuja missão é disseminar a cultura científica no país e trabalha em parceria com o Ministério da Educação.
Fonte: http://www.dicasautore.com.br

Muitas pessoas, no trânsito, pensam apenas em si mesmas. Mas, na rua, precisamos ser solidários e nos preocupar com a segurança de outras pessoas também. A paz no trânsito somente é possível quando trabalhamos em equipe! Como isso pode ser feito? Para aprender, basta comparar o trânsito com uma partida de futebol.
Antes de cada partida, os jogadores concentram-se para entrar em campo. Ao sair à rua, os motoristas, os pedestres, os ciclistas, as crianças e os adoslecentes precisam relembrar que o trânsito é perigoso e que não podem deixar de tomar cuidado. Além disso, devem ter em mente que agir de maneira pacífica e se preocupar com a segurança e os direitos das outras pessoas é dever de todos.
O objetivo do futebol é o gol. No trânsito, a meta é chegar onde queremos, sem faltas, infrações ou acidentes. E a calma e a consideração com as pessoas são jogadas de mestre!
No futebol, há goleiros, atacantes, laterais, treinadores, juizes e torcidas. No trânsito, há pedestres, ciclistas, motoristas, professores, guardas e as pessoas que nos esperam para comemorar a nossa chegada – o gol!
Um bom time é aquele que joga em equipe, não comete faltas e respeita todas as pessoas que estão em campo: o juiz, os jogadores, a torcida. Um trânsito seguro é aquele em que todos cumpram as regras e respeitam uns aos outros.
Apesar de terem tanto em comum, o trânsito e o futebol apresentam uma diferença fundamental: no trânsito, todos devem ser vencedores. Entretanto, há pessoas que preferem ser perdedoras. Existem motoristas que gostam de andar em alta velocidade, dirigem com imprudência, avançam sinais vermelhos. Alguns pedestres não atravessam a rua com cautela, sobem no ônibus em movimento. Eles formam a equipe que nunca ganha. Pena que esses “jogadores” não deixam apenas de conquistar partidas, campeonatos nacionais ou copas do mundo. Eles perdem algo mais precioso – a própria vida – ou colocam em risco a vida de outras pessoas.
Fonte: http://www.transitocomvida.ufrj.br – Extraído da Revista Ciência Hoje das Crianças, no. 124
Nós do Blog, somos responsáveis para passarmos a boa informação, mas é necessário que a nossa voz ecoe os quatro cantos do Brasil, porque “grandes melhorias” partem das nossas iniciativas, se o Poder Público se omite, vamos então fazer a nossa parte, e pressionar as autoridades para que não se omitam, pois as nossas vidas é o bem mais precioso que temos e muita gente precisa de nós.

Marcos Galesi

6 comentários em Problemas no trânsito: questão de educação e cidadania

  1. Bom dia.

    Em poucas palavras. As leis devem ser respeitadas, as punições (SEVERAS EM MUITOS CASOS) precisam ocorrer e nós, ditos “seres humanos” precisamos nos respeitar.

    Parabéns Marcos pela matéria. Tenhamos esperança que, um dia, as coisas melhoram e trabalhemos para isso tb.

  2. Amigos, boa noite

    Neste tema não há mistério.

    Gerir e administrar, além de rotineiro CANSA.

    Dexiar a galera a vontade e multar dá mais resultado$.

    Só isso é que interessa, o resto não tem pressa.

    Ah e não esqueçamos da famosa “Lei de Gerson” a qual é a origem de tudo.

    Somado a tudo isto, é público e notório que , há motoristas que não podem nem puxar pela cordinha um carrinho de brinquedo.

    Muito obrigado
    PAulo Gil

  3. Amigos Gustavo e Paulo Gil saudações

    Eu estou participando da Operação Trabalho como orientador de tráfego, ou seja, sou o rapaz da bandeirinha, em breve vou fazer uma matéria sobre o assunto, é um serviço sofrido pois você fica de pé por 4 horas, e achei interessante o que um caminhoneiro falou, nós respeitamos o pedestre, em muitos casos o pedestre é que não nos respeita e é a mais pura verdade, pois do nada o pedestre aparece e atravessa as ruas e avenidas.

    • Marcos,

      Não esqueci de ocê não !!! Concordo com você, o pedestre também possui parte da culpa.

      Se desejamos lutar pela vida, precisamos agir com “TOLERÂNCIA ZERO” contra as infrações.

      Mas aqui, no nosso belo País, isto é um problema.

      Perseverar é preciso.

      Grande abraço e desculpe-me pela demora.

  4. Amigos Gustavo e Paulo Gil

    “TOLERÂNCIA ZERO” jamais acontecerá por parte do poder público. ELES NÃO TEM CORAGEM, ou talvez tenham coragem, mas se tomarem uma atitude, podem perder votos e 2012 é eleição.
    Mas como você disse amigo Gustavo: “Perseverar é preciso”, assino embaixo, aonde assino mesmo???

  5. Boa noite Galesi !

    Precisamos perseverar, pois do contrário, ainda veremos, foguetes a 150 kms por hora, numa SIMPLES RUA de São Paulo, matando pessoas, famílias, interrompendo lutas, sonhos.

    Podemos ser vítimas, destes conceitos, mas creio, espelho não nos falta.

    ABRAÇÃO.

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