MONOTRILHO DE CONGONHAS E MORUMBI – UM RAIO X DAS DOENÇAS NA CULTURA SOBRE OS TRANSPORTES

mONOTRILHO

Monotrilho da linha 17 Ouro é um verdadeiro Raio X sobre a cultura dos transportes em São Paulo. E nesta radiografia, várias doenças foram detectadas, como a segregação urbana, pela qual a cômoda classe média-alta se coloca contra qualquer obra em favor do transporte coletivo e que possa levar pessoas de fora do seu meio para suas regiões abastadas, mostra também que muitas vezes o interesse em criar impacto político ao fazer obras diferentes, que rendam mais manchetes nos jornais, mesmo sendo mais caras e com o mesmo resultado que as obras mais baratas se sobrepõe ao interesse da população em ver seu dinheiro usado de maneira mais racional. Esse Raio X evidencia também uma síndrome antiga dos administradores públicos: primeiro a imagem e o atendimento a demanda específicas, preferencialmente de uma classe de mais renda, depois o interesse geral da população. Quando o Estádio do Morumbi era cotado para a Copa, todos os esforços eram para o Monotrilho da linha 17. Depois que a Fifa descartou o estádio do São Paulo, o monotrilho foi colocado em segundo plano: ou ele é uma obra só para a Copa mesmo e corre o risco de ficar ocioso (o que o Governo rebate) ou mais uma vez a necessidade da população foi colocada num plano inferior ao da necessidade específica de um evento que dura pouco mais de um mês. Foto do Monotrilho de Poços de Caldas

Monotrilho: ricos não querem, pobres precisam
Moradores do Morumbi dizem que meio de transporte vai prejudicar paisagem urbana degradando a área. Quem mora em Paraisópolis espera por transportes melhores

ADAMO BAZANI – CBN
Quando o assunto é transporte coletivo, logo a segregação urbana vem a tona.
A exemplo do lamentável episódio do metrô de Higienópolis, o monotrilho da linha 17 Ouro, que deve ligar a estação Jabaquara até o Morumbi, via Congonhas, desperta expectativas diferentes entre diferentes camadas sociais de bairros que deve servir.
O Monotrilho é uma obra realmente polêmica. Ele requer de uma estrutura elevada, como o minhocão no centro de São Paulo, que normalmente degrada a paisagem urbana, tem a implantação cara, assim como os veículos, e pode ser substituído por um corredor de ônibus do tipo BRT (Bus Rapid Transit), a exemplo dos de Curitiba, que intervém pouco no espaço público.
Mas ele tem suas vantagens, como níveis reduzidos de poluição, de emissão de barulho, veículos com vida útil maior e mais confortáveis.
Uma das questões, no entanto, é a receptividade de mudanças e prioridade aos transportes públicos.
Apesar de ser um modelo que possa sofrer contestações técnicas, o monotrilho privilegia sim o transporte coletivo.
O Monotrilho previsto para ligar o Jabaquara ao Morumbi se arrasta por polêmicas e decisões judiciais.
Pode ter certeza. O Monotrilho da Linha 17 Ouro é um Raio X, que mostra várias doenças em relação aos transportes.
Algumas delas:

SÍNDROME DE FALTA DE PRIORIDADE À POPULAÇÃO: O Monotrilho da linha 17 Ouro foi prioridade do governo do estado e da prefeitura, que correu com projetos e alocação dos recursos, quando se cogitava o Estádio do Morumbi como sede da Copa. Quando a Fifa descartou o estádio do São Paulo, o Monotrilho caiu em segundo plano. Assim, mais que pensar na população, que tem outras prioridades urgentes em transportes, o objetivo principal era levar os gringos da Copa até o Aeroporto. Como eles não vão mais fazer esse trajeto, o monotrilho então pode esperar.

SÍNDROME DA POLITIZAÇÃO DOS PROJETOS DE TRANSPORTES: Essa é outra doença dos administradores públicos quando o tema são transportes. Nem sempre é escolhido o modelo ideal para determinada região, mas a escolha se dá a obras que chamam a atenção, que são mirabolantes, que rendam manchetes nos jornais, notoriedade para o governo que a lançou (e não precisa necessariamente terminá-la, pois sempre haverá um pretexto que normalmente culpe a oposição) e, em último caso, obras mais caras e chamativas também rendem mais recursos a quem elaborou e construiu. O monotrilho do Morumbi deve levar cerca de 100 mil pessoas por dia. Custando pelo menos 4 vezes mais caro, o sistema tem a capacidade semelhante a outros modais de transporte que têm a mesma capacidade, maior flexibilidade e são bem mais baratos com obras mais simples, porém que não possuem o mesmo impacto na mídia.

SÍNDROME DA SEGREGAÇÃO DE CLASSES SOCIAIS: Independentemente da viabilidade dos modais, sempre quando se fala em obras de transportes há dois movimentos contrários na cidade. Quem possui automóvel, mora em áreas de maior concentração de riqueza, por questão cultural e de orgulho, para manter seu isolamento de classe média alta do resto (e resto mesmo na visão de muitos) da população, se coloca contra qualquer obra de transportes. Primeiro São Paulo teve o exemplo do Metrô Higienópolis e do medo das “pessoas diferenciadas” no local. Agora, o Monotrilho da linha 17 Ouro desperta a mesma sensação. Usando até de instrumentos legais, moradores da região do Morumbi se declararam contra a obra, alegando que os viadutos (ou ferrodutos) vão degradar o ambiente urbano e trazer uma movimentação de pessoas desnecessária no bairro, já que, segundo os moradores, uma linha do Metrô Jabaquara ao aeroporto de Congonhas e ao Estádio do Morumbi não teria muita utilidade. Já os moradores de Paraisópolis, área carente que deve ser servida pelo monotrilho, anseiam pela obra. Eles dizem o contrário, que a estrutura do modal vai valorizar a área, cheia de casas simples normalmente de tijolos sem o revestimento, e que a região precisa de transportes mais modernos e rápidos, já que muitos não agüentam o cansaço diário de ficarem horas dentro de uma condução.

NOVELA DOS TRIBUNAIS:

As obras inicialmente foram suspensas por determinação da Justiça porque não tinham licença ambiental. O Metrô, responsável pelas intervenções, recorreu e não obteve a vitória.
Mas no final do mês passado, apresentadas as licenças, a Justiça cassou a liminar que impedia a obra.
O Metrô ainda não tem data definida para começá-la, mas garantiu que neste segundo semestre, as intervenções sejam retomadas. As obras devem ser concluídas na segunda metade de 2014.
A liminar para impedir a construção do monotrilho foi baseada em ação da Saviah – Sociedade Amigos de Bairro do Jardim Leonor e Vila Inah, que alegava degradação paisagística e ambiental por conta da estrutura elevada do monotrilho e que a obra favoreceria o São Paulo Futebol Clube, por atender ao estádio.
O desembargador Torres de Carvalho, da Câmara Reservada ao Meio Ambiente, do Tribunal de Justiça de São Paulo, entendeu que a falta de licença prévia não é motivo para impedir um processo de licitação e que não há indícios de favorecimento ao São Paulo, como alegavam os moradores.
Sobre o monotrilho ser o modal mais adequado ou não, o desembargador disse que não cabe à Justiça definir isso.
Deve ser colocado em operação, em 2014, somente o primeiro trecho da linha, que liga Congonhas à linha 09 da CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos – Estação Morumbi.
O Monotrilho da linha 17 ouro, no total deve ter 17,9 km de extensão, com 18 estações, ao custo de R$ 2 bilhões.
As construtoras responsáveis pelas obras são: Andrade Gutierrez, CR Almeida, Scomi Engineering e MPE.

PÁTIO PARA MONOTRILHO;

Para outra linha do monotrilho, a que vai até a Cidade Tiradentes, na zona Leste de São Paulo, o Metrô anunciou a desapropriação de uma área de 40.753 metros quadrados, no Bairro São Lucas, na zona Leste.
Chamado de Pátio Oratório, o local deve abrigar 28 trens estacionados e terá 5650 metros de vias após a estação Oratório e também terá uma alça de acesso para o lado Leste.
Imóveis na Avenida Oratório já estavam sendo desapropriados para o prolongamento da Linha 2 Verde do Metrô. A Linha 2 Verde tem projeto de extensão da Vila Prudente até a região do Hospital da Cidade Tiradentes.

Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

27 comentários em MONOTRILHO DE CONGONHAS E MORUMBI – UM RAIO X DAS DOENÇAS NA CULTURA SOBRE OS TRANSPORTES

  1. Boa tarde.
    Adamo, parabéns pela matéria, atual e pontual.
    A foto do monotrilho localizado, para o meu espanto, na cidade mineira de Poços de Caldas, sobre a qual já ouvi inúmeros e profundos elogios, demonstram o benefício deste modal.
    Fica a ironia, interessante não ?
    Forte abraço.

  2. O Sr. especialista deveria se informar melhor (COMENTÁRIO APROVADO PELO CARÁTER DEMOCRÁTICO DO BLOG, APESAR DE O TOM NÃO MUITO RESPEITOSO DO INÍCIO DO TEXTO DO LEITOR).

    O monotrilho quando completa deve transportar 250 mil pessoas. Mais que o sistema de metrô do DF inteiro ou próximo ao sistema de RECIFE (METROREC) inteiro. Ou quase 50% do volume do METRORIO

    Ligando 4 linhas L4,L5,L1,L9. Permitira N possibilidades de conexoes e abreviará as viagens de muita gente q fica zique zaguando por trechos do metrô até chegar ao seu destino. A importância é indiscutível. Corredores tipo BRT teriam gargalos que tornariam impossíveis de operarem com eficiencia trasportando o mesmo tanto de gente. idem VLTs na superfície

    Monotrilho é respeito com o dinheiro público uma vez q custa a metade do que o metrô conseguindo transportar com praticamente a mesma eficiencia no caso de fluxos entre 15 mil e 40 mil passageiros sentido por hora pico.

    Desde quando só gringo usaria essa linha? Até por que o aeroporto de congonhas só opera pelo que eu saiba com linhas regionais. Gringos somente os em viagem interna no Brasil. Além disso ligar o aeroporto ao metrô não é capricho para rico. Hoje em dia as viagens aereas se democratizaram e ofluxo aumentou exponencialmente. uma ligação metroviária se mostra importantíssimo.

    Porém concordo que falta maior discussão política dos transportes. As decisoes são de cimapara baixo ainda que tenham embasamento técninco geralmente muito superior ao das criticas dessas associações de bairro da vida e vereadores semi analfabetos preucupados mais em ganhos políticos do que serem porpositivos.

  3. Boa tarde, novamente.
    Criticar, discordar, debater, desde que, seja com respeito, educação, é sempre produtivo.
    Até mesmo, o nosso pior inimigo, merece respeito, a sua pessoa, sob pena de nos igualarmos à aquilo que condenamos.
    Especialista é aquele que, normalmente estuda para isso, mas nada impede que, os interessados no assunto busquem informações, troquem idéias, enriqueçam sua cultura e conhecimentos, emitindo suas humildes opiniões.
    Até mesmo o especialista, erra de vez em quando, afinal antes de sermos profissionais, somos seres humanos.
    Nos lembremos disso.

  4. Monotrilho??? Respeito com o dinheiro público??? Se monotrilho fosse tão bom, não seria rejeitado por muitos países. O Monotrilho só serve para pequenos trajetos e demandas. Eu não quero polemizar, mas quero deixar algumas observações.

    Quantos monotrilhos estão sendo construidos pelo mundo????
    Se monotrilho é tão bom, por que o próprio Japão que iniciou o uso do monorail não constrõem mais ramais??
    Tenho mais alguns questionamentos, mas vou me deter até aqui.
    Os amigos do Blog já imaginaram se a linha Santana-Jabaquara nos dias de hoje,fosse feito o trajeto via MONOTRILHO, como se previa antes de ser uma obra metroviária??

    Concordo com as observações que o Gustavo Cunha colocou, porém digo mais, tem muitos jornalistas que ERRAM FEIO até na GRAMÁTICA, e até em seus RESUMOS e ninguém fala que eles são maus informados, até porque há muitos assuntos que jornalistas de renome divulgam só por puro ocasionismo, ou porque há interesses (até excusos) coisa que jamais vi aqui no blog.
    Parabéns pela matéria e é muito bom abordarmos este debate. Só para enrriquecer mais o debate, temos o preço inicial do monotrilho, agora, vamos ver o preço final, eu não digo nada se empatar com o preço final de uma obra metroviária.
    O BRT, é muito mais barato e mais eficiente e o mais importante É DO BRASIL.
    Investindo no corredor de ônibus simples e funcional, mais empregos são gerados no BRASIL. No monotrilho, os empregos que são gerados é no exterior. Lembrem se, quem está ganhando muito com o monotrilho é a BOMBARDIER que é uma canadense.

    • Interessante construir- se um esquema monstrengo que passa bem em frente ao Estádio do São Paulo, não? Porque, em vez disso, não se pensa imediatamente em resolver o problema do pessoal que passa na Estrada do M Boi Mirim e leva horas para chegar ao trabalho? Mais fácil, só alargar a estrada! Não. Um desvairado qualquer, que sonhou com uma copa condensada em volta do “Glorioso” e que gosta de ver filmes de ficção muda tudo, devassa, corta árvores, incomoda a população e passa à frente de projetos muito mais simples e necessários à população carente. Alargar estradas, melhorá- las, aumentar o número de coletivos, incentivar o metrô! Quem será que está levando vantagem nessas licitações? Com certeza, não é a população, não!

      • Luiz Vilela // 17 de julho de 2011 às 00:11 //

        Vera
        Concordo que M´Boi Mirim seria prioritária à Metro 17, mas é decisão complexa e difícil de ser tomada.
        Acredito que o sufoco de quem precisa entrar Av. Robert Kennedy adentro é mais agudo do que o do pessoal do Morumbi ou até mesmo de Paraisópolis. A obra para M´Boi é mais cara e mais complexa, mas nenhum governo pode alegar isto para não fazê-la.
        Mas talvez o circuito completo da Metro 17 atenda mais usuários.
        A saída, acredito, seria uma pesquisa origem/destino mais abrangente, mais rápida e MUITO MAIS TRANSPARENTE, disponível on line. Aí todos poderiam ver onde a necessidade é maior e onde a solução é mais eficiente como um todo.

  5. Para completar meu comentário:

    RESPEITO COM DINHEIRO PÚBLICO que por sinal é nosso, É GERAR EMPREGOS para nós mesmos construindo Corredores de ônibus e não para estrangeiros. Isso sim é respeito.

  6. Caro Adamo,
    Vejo monotrilhos com bons olhos quando bem aplicados. pelos motivos:
    – Não exigem via elevada, exigem viga central. Portanto, se necessário ou oportuno, podem trafegar na superfície ou em túneis. Em elevado exigem estruturas bastante leves, em comparação com qualquer outro modal, inclusive ônibus.
    – Tração por pneumáticos permite boa aceleração/desaceleração em rampas mais íngremes e em curvas de raios menores (mais “fechadas”) que rodas de aço sobre trilhos paralelos.
    – Passageiros/período só pode ser comparado com Metrô pesado: e carrega menos por ser mais estreito, acelerar/frear um pouco menos e ter velocidade máxima bem menor. Não pode ser comparado com ônibus, nem mesmo BRT, que depende de motoristas, motores e câmbios individuais, abertura/fechamento de portas manual e escadas no embarque/desembarque. VLTs têm custo e impacto ambiental incompatíveis com vias elevadas; em túneis curtos podem ser viáveis.
    – A polêmica em torno dos monotrilhos remete a problemas operacionais, que parecem ter sido resolvidos. Tanto Bombardier quanto Scomi oferecem composições de até 8 carros com números de desempemho, peso e custo operacional muito diferentes, por exemplo, dos Hitachi de poucas décadas atrás.

    Mas é verdade que há poucos “monotrilhos modernos” em operação há tempo suficiente para comprovar as vantagens e evoluções alegadas. E não é tão rápido sair de um monotrilho elevado e descer até o Metro enterrado.

  7. Já ia me esquecendo da Cultura de Transportes!

    Não consigo conviver com a Cultura de ausência de trilhos nos aeroportos brasileiros. E devido ao rumo classista/individualista que tomaram as discussões sobre fazer ou não fazer Metro/Monotrilho/Estações aqui e ali, faço questão de frisar que sou usuário apenas eventual de aeroportos.

  8. É isso que é legal. Debate respeitoso e cada um dando sua posição. Isso acrescenta muito em nossa vida como cidadão e as obras e atos em relação aos transportes evidenciam que tipo de governo temos, o que, somado a outros temas (saude, educação, segurança,m etc) pode até nos ajudar nas urnas.

    Não sou radicalmente contra o monotrilho. Mas sou contra a opção por um modal só para ser diferente da administração anterior, usando o transporte como propaganda política e o pior, pagando caro por isso. Pagando com nosso dinheiro.

    GOSTARIA QUE ALGUÉM EM SÃ CONSCIÊNCIA ME EXPLICASSEM O QUE OCORREU COM O EXPRESSO TIRANDENTES. SE FOSSE BRT, A POPULAÇÃO DA ZONA LESTE JJÁ TERIA UMA OBRA CONCLUÍDA. Por que parou o BRT só até o Sacomã? Continuasse como o projeto de ônibus até o extremo Leste. O Dinheiro que sobrasse da diferença, daria pára construir VLT ou monotrilho onde este modal fosse mais adaptado.

    O Metrô não tem similar que o substitua em relação a número de passageiros, velocidade etc. Mas VLT, monotrilho e BRT se aproximam muito (NÃO QUE SEJAM IGUAIS). Por essa proximidade de capacidade de transportes, temos de ver se realmente vale a pena investir num modal mais caro (pensando numa demanda fixa do futoro) ou num mais barato, pensando em sua flexibilidade.

    ASSIM, TEM DE SE ESTUDAR NÃO SÓ O MODAL, MAS A REALIDADE SOCIAL E ECONÔMICA DA REGIÃO A SER ATENDIDA.

    Imagine se fizessem um Monotrilho na Avenida Presidente Wilson (São Paulo) e Industrial (em Santo Andrpe), porque elas tinham muita concentração de indústrias? Hoje seriam vagões vazios, pelo abandono industrail destas áreas.

    PROJETAR DEMANDAS E USAR RACIIONALMENTE O DIN HEIRO PÚBLICO. É isso que penso.

    Se for o Monotrilho mais adequado, que seja
    Se for o ônibus mais adfequado, que seja.

    MAS VAMOS DEIXAR DE SER XIITAS DOS TRILHOS. O modal ferroviário é ideal para grandes demandas, isso não há dúvida. Mas o ônibus se modernizou e o sistema de BRT pode atender muito bem sim determinadasd demandas.

    Abraços e obrigado a todos pela participação que eu respeito.

    Por exemplo, o leitor que se identificou como Romeiro, não foi humiulde e educado no início de sua explanação, mas depois fundamentou sua opinião que eu achei interessante e a mesma foi publicada.

  9. Amigos, boa noite

    A questão NÃO é o”Aerotrem”, e sim o trajeto.

    Congonhas – Morumbi, pra quê?

    Que tal um “Aerotrem” fazendo a antga linha “ESTAÇÕES” ou algo
    parecido; Barra Funda – Sé, como uma 2a opção; entendo ser muito
    mais produtivo.

    Uma outra sugestão: Que tal um “Aerotrem” Perus – Barra Funda.

    Sugiro que as discuções sejam mais direcionadas aos pontos cruciais e não às
    preferências quanto aos modais “X” ou “Y”.

    Congonhas Morumbi é igual a Linha Lilás do Metrô; ligará NADA a LUGAR NENHUM, isto
    é que deve ser tartado aqui neste Blog.

    Quanto as preferências, vamos dedicá-las aos passageiros, estes sim são PRIORIDADES;
    então vamos colaborar no sentido de tirar o Estado da zona de conforto e demostrar que
    cidadãos também pensam e que diante das exposições de suas idéias, os administradores
    públicos passem administrar de maneira técnica e em parceria com os cidadãos.

    Afinal o que importa não é o modal e sim uma linha eficaz e eficiente.

    Lembram do “furor” com relação aos moradores do bairro de Higienópolis, [totalmente desnecessário], pois na atualidade Higienópolis não necessita de Metrô, afinal já está bem servido, vejam só: Metrô Marechal, Clínicas, Paulista e Consolação.

    Portanto não é a classe social de Higienópolis que estava rejeitando o Metrô e sim que
    Higienópolis não precisa de Metrô nos próximos 10 (dez) anos .

    Assim vamos canalizar energias para temas importantes, ou seja, QUAIS AS ZONAS
    MAIS CARENTES DE TRANSPORTE COLETIVO.

    Não importa se “Aerotrem”, Monotrilho,Metrô, Buzão, BRT, VLP, Trem Bala, Micrinho, Micrão, Articulado (Bi ou Tri) ou Disco Voador, o importante é suprir CARÊNCIAS.

    Pensem nisso…

    Vamos dirigir este “VEÍCULO”, afinal só quem usa o sapato sabe onde o calo aperta e como aperta.

    Em tempo:

    E no inverno (com todas as janelas fechadas) vamos nos dedicar a verificar a questão da ventilção forçada dos modais; Existem? FUNCIONAM? São utilizados? Como funciona? Os operadores sabem que existe? Sabem usar? Usam?

    Fica ai também uma sugestão de matéria, pois é tempo de Meningite, Conjuntivite, Gripes, Resfriados, Alergiasm Sinuzites e tantos outros bichos.

    Falando em bichos, como anda a limpeza dos modais?????????

    Muito obrigado

    Paulo Gil

  10. Amigos, boa noite

    Vale a pena ver de novo.

    http://www.youtube.com/watch?v=2Xf6ltg36JY&feature=related

    Grato

    Paulo Gil

  11. Paulo Gil
    Boa visão e excelente exemplo da ligação Barra Funda-Sé. Me permita estender para a crucial Barra Funda-Tietê, que aliviaria a Metro 3 Vermelha e atenderia parte importante do fluxo da Marg.Tietê.

    Adamo
    Perfeita observação do estudo muito cuidadoso para implantar trilhos urbanos.
    Apenas não concordo com o conceito fura-fila do Expresso Tiradentes: muito $ em via elevada para a eficiência limitada dos ônibus, mesmo BRT de tecnologia de topo. Usando seu ótimo exemplo: se a Região degrada como a Pres. Wilson, o que fazer com um Viaduto?! Pior que isto aconteceu e acontece na histórica e próxima região Parque Dom Pedro/Mercadão: viadutos demolidos.

    Cobremos dos urbanistas e arquitetos sua função primordial: adequar vias elevadas bem planejadas ao entorno urbano.

    • Luiz Vilela, bom dia

      Barra Funda – Tietê, “fechou” excelente idéia,
      muito bem pensado e lembrado.

      Aprovado, pode liberar a obra.

      Aproveitando a oportunidade; alguém pode informar quando a linha Santa Isabel-Guarulhos-Júlio Prestes do Metrô ou da CPTM, começará a ser construída.

      Claro que via aérea, NADA de túneis embaixo do Rio Tietê.

      Se alguém puder dar detalhes, entendo que será muito útil, principalmente
      para começar os debates aqui no Blog e começarmos “chacoalhar a goiabeira”.

      Vamos projetar o traçado desta linha aqui no Blog e dar início a uma nova fase
      nos transportes via PROJETOS CIDADÃOS DO BLOG DO PONTO DE ÔNIBUS.

      Em contra partida dos meus royalties aceito um bilhete Único/BOM, “free” para os próximos 40 anos acrescido da isenção do IPTU pelo mesmo período.

      Olha que a “brecinho” tá bom.

      Muito obrigado.

      Paulo Gil

  12. ….xx Governo contesta Valor sobre monotrilho Blog do Morumbi Ao jornal Valor Economico Em relacao a materia Governo muda prazos e linhas no metro publicada no dia 8 a Secretaria dos Transportes ….

  13. sobre sugestão de linhas e itinerários, numa cidade enorme e uma área Metropolitana Imensa como a de São Paulo, a opião de usuário normalmente é despresada.
    Sito informação obtida junto a Secretaria dos Transportes do Est. de S.Paulo, quando sugerí, para aliviar a sobrecarregada estação Sé do Metro, que fizessem a ligação subterranea da estação Julio Prestes da CPTM com a estação Roosevelt via estação São Bento do Metro, por ser trecho pequeno a ser construido, com inumeras opções de prolongamento. Sabem a resposta que obtive?:
    NOVAS LINHAS E ITINERÁRIOS SERÃO DECIDIDOS EM ESTUDO A SER EFETUADO SOBRE OS DADOS APURADOS NA PESQUISA DE ORIGEM E DESTINO REALIZADO EM 2007.
    SÓ NÃO ME DISSERAM QUANDO IRÃO LER AS INFORMAÇÕES.

    • Jair
      Pesquisa origem/destino pode ser feita hoje em dia muito mais abrangente e precisa, por custo muito menor. OK, exige mão de obra – pesquisadores, tabuladores, programadores.
      Não podemos desistir de manifestar e fazere valer opiniões, senão as novas linhas sairão ao sabor do interesse político do mandatário da ocasião.

  14. Tenho uma empregada que mora na comunidade do Paraisópolis. Pedi a ela que desse sua opinião a respeito do monotrilho. Expliquei- lhe, através do mapa, o itinerário do trem. Ficou difícil, mas ela me disse que gostou do metrô, pois vai facilitar sua ida ao emprego, uma vez que moro junto à Paulista. Reclamou do caminho que teria de fazer até a Estação, pois a João Saad é cheia, mas disse que o lado para onde o trem vai não interessa a ninguém que conhece.”Melhor se ele fosse para Santo Amaro. Ajudaria muito, já que tenho muitos parentes em Interlagos, Jardim Ângela e Parelheiros”(sic). Eu então me pergunto: já que o objetivo principal de um grande empreendimento na área de transportes é beneficiar aqueles que não têm outra opção, a não ser a utilização de transporte público, onde entra Congonhas? Justificaria se, pelo caminho, o trem fosse arrematando funcionários da aeronáutica em grande número, ou se todo mundo fizesse de Congonhas seu destino diário! Será que, já que a copa ‘miou” para os lados do Morumbi, não seria mais certo se repensar no itinerário do monotrilho, mudando a rota para locais mais necessitados? Que o Morumbi está carente de acessos, ninguém contesta. Mas…para Congonhas?

    • Sra. Vera, bom dia

      Sua contribuição é extremamente importante, principalmente porque
      ela traz a todos a necessidade de um usuário do sistema e ao que me parece
      este é seu primeiro comentário aqui, salvo engano meu.

      A grande maioria dos comentaristas aqui são pessoas que são
      apaixinadas pelo tema transportes (embora cada um tenha o seu modal preferido, mas por paixão mesmo), e também são usuários do sistema uns mais outros menos.

      Sua colocações e questionamentos são perfeitos e ajudam a toda a sociedade, bem como
      me deixa feliz, porque demonstra que mais pessoas pensam no interesse público.

      Esse monotrilho, só terá um “monointere$$e”; exceto o dos passageiros.

      Muito obrigado
      Paulo Gil

    • Vera
      Quando a carência e a desorganização se tornam tão grandes, fica difícil mesmo considerar a melhor arquitetura do sistema de transportes.
      Aeroportos e Rodoviárias nem deveriam nascer sem trilhos urbanos. Independente da situação econômoca, todos viajam e é nesta hora que mais precisam da rede de transportes, para sair e chegar. Se usarem carro particular ocuparão estacionamentos; se taxi ou alugados, ajudarão a entupir o trânsito, além de gastar R$ extra e não ter controle de horário.
      Metro 17 tinha um anel circundando Congonhas e acessando Metro 2 São Judas. Cancelado por “preservação de patrimõnio histórico”. Absurdo, já que aeroporto é o nível mais alto na cadeia de transportes (acima dele ficaria o trem bala).

      • Luiz Vilela, bom dia

        Complementando sua ótomia observação:

        E estações do metrô não deviam nascer sem estacionamento, área de embarque e desembarque, e mini terminais de ônibus.

        Veja a bagunça que está ocorrendo na estação Butantã da linha 4 do Metrô.

        Será que ninguém da equipe de projeto sabe disso???

        Já que desapropriou “X” metros quadrados, desapropria “2X” e pronto; afinal $$$
        sobra.

        Grato
        Paulo Gil

  15. Vera, com sua permissão, gostaria de comentar sobre a linha 17 ouro do metro:
    Ela será uma linha integradora, sua origem no terminal jabaquara, terá um ramal para o aeroporto de congonhas. Então vejamos, Começa na linha 1 do metro, integrará as linhas 5 Capão Redondo-Chacará Klabin(e esta com a linha 2), com a linha 9 esmeralda da CPTM -Osaco Grajaú(e esta com outras linhas da CPTM+linhas 4 e 5 do metro) e terminará na estação Morumbi-São Paulo da linha 4 do metro.
    Então, o passageiro que embarcar em Paraisopolis com destino a Santo Amaro, por exemplo, fará integração com a linha 9 para a estação Santo Amaro (largo 13 de maio) e caso seu destino sejá mais para o centro, ali pegará a linha 5 , ou onibus complementar.
    Espero ter colaborado

  16. Jair:
    Se assim for…meu medo é que tenha sido planejado com outros objetivos. Não se esqueça que essas conexões demandarão outros planejamentos, itinerários e licitações. Infelizmente, no Brasil, os dirigentes pensam em beneficiar uns e outros, passam por cima das buracracias, escolhem de maneira pessoal segundo interesses nada sociais. Tudo que é grande, assusta. Se a coisa for como diz, meus olhos talvez possam enxergar o que os seus vêem. Até essas interligações serem prontas, muita água vai rolar, muito dinheiro público também, tenha certeza. Assim foi com os frangos, assim foi com as grandes estradas, com os nepotismos, com os privilégios familiares. Deus nos proteja, e que você tenha razão!

  17. “tirou daqui” Paulo Gil!
    Exato, o conceito de integração precisa estar presente, em funcionamento e em evolução, sempre.
    Me parece que há um vício arraigado na Administração Pública. Sempre que aparece um novo desafio, primeiro a Instância procura se isentar:
    – Se a instância é Municipal, alega que a responsabilidade é Federal ou Estadual;
    – Se é Estadual… alega que culpa é Municipal ou Federal.
    – Se é Federal, mais fácil ainda não fazer quase nada e dizer que o Estado e o Município é que não fazem.
    Acertados e atendidos os interesses das “nobres instâncias da adminitração pública”, só aí e talvez, se começa a ver os interesses/necessidades do usuário/cidadão/eleitor/trabalhador.

  18. Bom, uma coisa é o que os técnicos planejam, outra é o que os nossos politicos fazem.
    Vejam o caso do Corredor Celso Garcia (que ilustra bem a situação):
    Prometido pelo nosso prefeito em campanha como Corredor de Onibus, modificado para monotrilho (aéreo) com intenção de passar a obra para o Estado, e posteriormente, logo após a
    posse de nossa presidente, em reunião com ministro, passaram como metro (subterrâneo) para a área Federal como obra do PAC, e aí ???????
    Até agora NADA.

  19. A capacidade do Monotrilho previsto para a linha 15-Prata, que é considerado o maior do mundo para carruagens com largura de 3,1 m (standard), e comprimento da composição total de ~90 m e com 7 vagões, é de ~1000 pessoas, concorrendo com o BRT e o VLT são considerados de média demanda, contra para a mesma largura, porém com comprimento de ~132 m e com 6 vagões é de ~2000 pessoas para o Metrô, e com comprimento de ~170 m e com 8 vagões é de ~2500 pessoas para os Trens Suburbanos, significando com isto que a capacidade do metrô e dos trens suburbanos são no mínimo o dobro do monotrilho, trafegando na mesma frequência, sendo considerados de alta demanda.

    Comparativos: A capacidade é expressa em número de passageiros por hora por sentido (p/h/s), assim BRT, VLT, Monotrilho – 4000 a 25000 p/h/s, enquanto Metrô, Trens suburbanos – 20000 a 60000 p/h/s.

    Estão previstas plataformas centrais para saídas de emergência em todo seu trajeto, obrigatórias para esta função, não deslumbrei em nenhuma das postagens de pesquisei, porém constam na especificação que iram existir, além das escadas retráteis!!! (de uso duvidoso).

    A largura padronizada dos carros para os três são de 3,1 m (standard). Não confundir com os trens suburbanos espanhóis da CPTM-SP e alguns da SUPERVIA-RJ de 2,9 m que possuem uma plataforma (gambiarra) em frente ás portas para compensar o vão.

    O monotrilho da linha 15-Prata, com ~26,5 km, Ipiranga, Cidade Tiradentes irá trafegar em uma região de alta demanda reprimida na zona Leste, com migração de parte da linha 3-Vermelha (a mais saturada do sistema) maior do que as linhas 4-Amarela, 5-Lilás e a futura 6-Laranja, e já corre o risco de saturação, além de ser uma tremenda incógnita, quando ocorrer uma avaria irá bloquear todo sistema, pois ao contrário que ocorre com os trens do metrô em que o chaveamento é simples, nos monotrilhos a mudança das carruagens para a via oposta se da de maneira complexa, com grandes distâncias entre si entre as estações, além de trafegarem em média a 15m do piso.

    A melhor opção seria o prolongamento da linha 2 Verde, com bifurcação em “Y” na estação Vila Prudente, com a previsão da futura linha para Vila Formosa, e até São Mateus e a partir daí seguir em VLT, até a cidade Tiradentes, (Após as obras começadas, a estação terminal será na estação Ipiranga da CPTM), Vila Prudente basicamente será uma estação de transbordo.

    Nem conseguiram acabar com o caos da estação da Luz, e já estão “planejando” outros inúmeros transbordos na nova estação Tamanduateí com as linhas 10 Turquesa, 2 Verde, e os monotrilhos Expresso ABC e Expresso São Mateus Tiradentes, com um agravante, de que as plataformas da estação Tamanduateí são mais estreitas que a Luz, e não satisfeitos, já prevendo a expansão em linha reta em monotrilho, é assim nas linhas 2 Verde e o projeto da linha 6-Laranja com transbordo obrigatório caso os usuários desejem prosseguir viagem, fazendo que os usuários tenham que fazer múltiplos transbordos provocando enorme desconforto.

    Os planos da CPTM de desativar a estação Julio Prestes CPTM em foco-“Estação Júlio Prestes poderá ser fechada”, sob a alegação que esta subutilizada, é mais um capítulo do descaso que se impõem aos usuários de trens suburbanos, faz com que todos tenham prejuízos com esta decisão, porém os usuários da linha 10-Turquesa (ABC) foram os mais prejudicados.
    Se a estação Júlio Prestes hoje se encontra subutilizada, é porque os planejadores não tiveram a sensibilidade de visualizar que esta estação terminal, só têm condições de receber composições provenientes de Barra Funda / Água Branca, inclusive os futuros trens regionais procedentes de Campinas, Sorocaba, entre outras cidades do interior, e linha 7 procedente de Francisco Morato, e se for para usar como terminal, porque não se transferiu a linha 7 para Júlio Prestes que fica próxima e esta subutilizada, uma passagem subterrânea poderia interligar estas duas estações com distância semelhante a percorrida pelos usuários da linha 10 até a estação da linha 3 do metrô no Brás podendo os usuários terem acesso as linhas 1 e 4 do metro na Luz, ficando com três linhas de metro a disposição.
    A estação da Luz já estava com seu limite esgotado quando teve por um planejamento mal executado a instalação uma estação subterrânea como terminal da linha-4 Amarela do Metro, esta estação do Metro deveria ser em outro local, jamais na Luz, sem que a estação Nova Luz, e a de Bom Retiro estar concluída, e antes que tentem justificar que os subterrâneos da estação Júlio Prestes esteja tombada, e por isto que a linha-4 Amarela não foi instalada lá, é a mesma situação da Luz.

    A Estação Nova Luz que dizem estar planejada para ficar no lado oposto a Júlio Prestes, e poder ser utilizada como uma futura estação de integração com o TAV e ser interligada a ambas, pois a Luz é uma estação de característica de passagem, e não terminal, e é um desperdício logístico utilizá-la como esta sendo feito atualmente. O tempo perdido entre a chegada da linha 7 na Luz, desembarque, manobra para entrar na linha oposta, embarque e partida, chega próximo aos 5 minutos em plena região central de São Paulo, ficando claro ser um desperdício utiliza-la como terminal.

    O resultado disto é que hoje temos um caos na Estação da Luz, enquanto que a uma quadra a Estação Júlio Prestes está subutilizada em um local estratégico, cujo destino previsto é de uma sala com “N” finalidades porem nenhuma como estação ferroviária de passageiros.

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