MERCADO DE ÔNIBUS COM BOAS PERSPECTIVAS PARA 2011

TAM

Ônibus da Geração Sete da Marcopolo no Aeroporto Internacional André Franco Montoro, em Guarulhos, São Paulo. Sucesso da família de rodoviários é um dos motivos dos números expressivos da Marcopolo, além de fatores gerais do setor, como o prolongamento do FINAME PSI e antecipação da renovação da frota por conta de os empresários procurarem produtos mais baratos que os adotados a partir de janeiro de 2012, que obedecem às normas de redução de poluentes Euro V, no Proconve P 7. Em todo o mundo, Marcopolo estima produzir 29.300 ônibus somente em 2011. Foto: Adamo Bazani

Marcopolo fabrica mais de 6 mil ônibus e registra elevação de 12% na produção mundial
Condições de financiamento facilitadas e correria dos empresários para fugirem das obrigações do Euro V, com veículos mais caros, aquecem mercado de ônibus em 2011.

ADAMO BAZANI – CBN

Se nenhum imprevisto ocorrer na economia brasileira ou na mundial, o ano de 2011 promete ser um dos mais marcantes para a indústria de ônibus do País, superando os recordistas anos de 2008 e 2010.
Além da necessidade natural de renovação de frotas de ônibus, tanto urbanas como rodoviárias, alguns fatores específicos devem estimular o mercado de veículos de transportes coletivos.
Entre estes fatores se destaca-se o prolongamento até dezembro das linhas de financiamento para bens de negócios, pelo BNDES – Banco Nacional Econômico Social, pelo FINAME – PSI (Programa de Sustentação de Investimento).
O FINAME PSI possui duas linhas específicas para a aquisição de ônibus:
• MPME Ônibus e Caminhões: destinada a apoiar a compra destes veículos por micro, pequenas e médias empresas.
• BK Aquisição de Ônibus e Caminhões: destinada a apoiar a comercialização e compra de ônibus e caminhões por médias ou grandes empresas.
Além do prolongamento do FINAME PSI, são apontados como fatores de boas perspectivas de produção de ônibus, a licitação de todas as linhas rodoviárias interestaduais e internacionais pela ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres – e a corrida dos empresários em anteciparem as compras de ônibus para se livrarem do preço maior dos veículos com motorização Euro V, dentro da fase 7 do Proconve (P 7). A partir de primeiro de janeiro de 2012, todos os ônibus e caminhões a diesel terão de seguir normas mais rígidas de controle de emissão de poluentes.
Para isso, as fabricantes tiveram de desenvolver novas tecnologias e os motores, que serão indicados para um diesel mais limpo, precisarão de um aditivo especial, como o ALRA 32 (Agência Redutor Líquido Automotivo) com uma proporção de 32% de Uréia.
Todo este desenvolvimento gerou um custo às montadoras que vai ser repassado ao frotista.
Então, as renovações de frota previstas para o ano que vem têm sido antecipadas para 2011.
Umas das empresas que têm o que comemorar, pelo menos neste primeiro trimestre, é a Maropolo, maior encarroçadora de ônibus do País.
Segundo balanço divulgado nesta segunda-feira, dia 09 de maio de 2011, em todas as unidades que possui no mundo, a fabricante gaúcha de carrocerias produziu 6 mil 852 ônibus nos três primeiros meses deste ano, o que representa aumento de 12% de produção em comparação a igual período de 2010.
A receita líquida deste primeiro trimestre é de R$ 761,3 milhões.
Segundo a Marcopolo, além do mercado de ônibus mais aquecido no Brasil, a ampliação das vendas nas unidades da empresa fora do País também contribuiu para este número.
Destaque para as fábricas da Argentina, Colômbia e México.
Das 6.852 unidades, 2 mil 293 foram produzidas no exterior, o que representa um percentual de crescimento maior ao do geral da empresa: 14,4% a mais em comparação ao primeiro trimestre de 2010, ano passado.
O diretor-geral da Marcopolo, José Rubens de La Rosa destacou, em nota enviada pela Assessoria de Imprensa que presta serviços para empresa, que os mercados latino americanos estão fortes.
“Esse resultado demonstra que os mercados latino-americanos seguem fortes e com demanda crescente pelos nossos produtos. No México, em especial, apesar do grande aumento nas vendas, os volumes ainda continuam abaixo do ritmo que tínhamos, em 2007, antes da crise econômica mundial”, comenta de la Rosa.
A Marcopolo continua com a previsão de produzir 29 mil 300 ônibus no Brasil e no Exterior, o que deve gerar receita líquida de R$ 3 bilhões e 1450 milhões, aproximadamente.
A crise enfrentada pela Busscar, que quase anulou a participação da principal concorrente da Marcopolo no mercado, e o sucesso da Geração Sete de ônibus rodoviários são, além dos fatos gerais da conjuntura do setor de carrocerias, fatores que auxiliam no crescimento da empresa do Rio Grande do Sul.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.

1 comentário em MERCADO DE ÔNIBUS COM BOAS PERSPECTIVAS PARA 2011

  1. A G7 só tá ssendo um sucesso pq a Busscar não tá bem, ou seja, se a Busscar retomar, a g7 cai em produção na mesma hora.

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: