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MONOTRILHO E VLT SÃO OS QUE MAIS ATRASAM E PREOCUPAM PARA TCU

Obras do Monotrilho de São Paulo. Ritmo da construção preocupa Governo Federal e atrasos podem custar mais no bolso do contribuinte.

Metade das cidades sedes da Copa estão com obras problemáticas, admite Ministro de Dilma
Relatório do Tribunal de Contas da União revela cidades que podem atrasar as obras

ADAMO BAZANI – CBN

Se as cidades que devem sediar os jogos do mundial de futebol de 2014 não se apressarem e logo se organizarem, principalmente aquelas que escolheram obras mais complexas no setor de transportes, o Brasil vai passar sim uma grande vergonha na Copa do Mundo e o que é pior, no dia a dia da população que paga os impostos para que tais obras sejam concluídas no tempo esperado.
O próprio ministro do governo Dilma Rouseff, Mário Negromonte, da pasta das Cidades, disse na quarta-feira, dia 20 de abril, que seis das 12 cidades sedes apresentam dificuldades no setor de transportes e não descarta atrasos ou obras não concluídas como nos projetos originais.
A declaração foi feita durante cerimônia de formatura de diplomatas, em Brasília.
Durante o evento, Negromente disse que a burocracia tem atravancado algumas obras.
“O papel da União é mobilidade urbana e vamos ter que ter a responsabilidade de levar o torcedor até a catraca dos estádios, sendo que a redução da burocracia nas licitações pode solucionar o problema”
O Ministro não quis revelar os nomes das cidades, mas as que possuem obras mais complexas e caras são as mais problemáticas, segundo o próprio Governo Federal.
Relatório do Tribunal de Contas da União mostra a possibilidade real de atrasos nas seguintes cidades:
São Paulo, Brasília, Recife, Manaus e Fortaleza.
Apenas uma destas cidades escolheu o BRT – Bus Rapid Transit – corredor de ônibus segregado, moderno, com possibilidade de ultrapassagem e pagamento antes do embarque no veículo: Recife.
As demais cidades que apresentam possibilidade de atraso, segundo o TCU, elegeram como meio principal nos investimentos do PAC da Mobilidade, modais de implantação mais cara e trabalhosa, que exigem mais intervenção no espaço urbano, como VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) e Monotrilho.
São Paulo optou pelo Monotrilho e o cronograma de obras foi alterado várias vezes. Manaus elegeu também o Monotrilho e enfrenta várias contestações de ordem legal, principalmente em relação à necessidade de mais esclarecimentos quanto aos custos das obras e seus impactos urbanos e ambientais. Mesma situação é enfrentada pelo projeto de VLT – Veículo Leve Sobre Trilho de Brasília.
Fortaleza deve unir BRT com VLT, sendo o último também o mais demorado e caro, apresentando problemas de execução de obras.
O temor, alega o Governo Federal, é que por conta dos atrasos, o dinheiro liberado não seja suficiente nestas obras.
Quanto mais atrasa e mais complexa é a intervenção, mais ela tende a consumir dos cofres públicos.
As mudanças constantes nos cronogramas, devido a desapropriações e maior necessidade de licenças ambientais e urbanas, também tendem a encarecer o projeto original.
Assim, as discussões são em torno do que tais obras podem oferecer à população em relação ao custo/benefício.
Tais construções vão beneficiar muito mais gente, e numa velocidade muito maior, na mesma proporção que são mais caras?
Adamo Bazani, repórter da CBN e jornalista especializado em transportes.

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