TRANSPORTE AINDA É UM DOS VILÕES DA INFLAÇÃO

Mesmo com o reajuste no início do ano, tarifa de ônibus ainda acelera inflação. Aumentos, como de São Paulo, que foram de 11,11%, chegam a comprometer um quarto da renda do trabalhador. Foto: Adamo Bazani

Transporte acelera a inflação
Aumento das tarifas de ônibus e dos combustíveis ainda são sentidos no bolso do trabalhador
ADAMO BAZANI – CBN

Mesmo tendo ocorrido no início do ano, os aumentos das tarifas de ônibus e demais meios de transportes públicos continuam pesando no bolso da população brasileira.
Em algumas cidades, como em São Paulo, cujo reajuste foi de 11,11%, elevando a tarifa para R$ 3,00, os índices foram bem superiores aos da inflação, apurados por diversos indicados.
Agora no início de abril, os transportes continuam falando alto para que a inflação seja maior.
Nesta sexta-feira, dia 08 de abril de 2011, a Fundação Getúlio Vargas – FGV divulgou o IPC – S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal).
O IPC – S ficou em 0,89% no início de abril, o que acelerou a inflação em comparação ao final de março.
Apesar de contribuir para a elevação do resultado do indicador, o transporte foi o segundo item que mais contribuiu para a inflação neste período, ficando atrás da alimentação. Em resumo, são os gastos prioritários da população mais carente, alimento e transporte, que aumentaram.
Com a elevação das tarifas de ônibus, muitos trabalhadores tiveram cerca de 25% dos seus ganhos comprometidos com os transportes.
O item transporte foi superior a média do IPC-S no início de abril e, em relação ao final de maio, subi de 1,23% para 1,49%
Mesmo a tarifa de ônibus interferindo ainda na inflação, a vilã dos transportes foi a gasolina, que teve alta pelo indicador de 1,58% para 2,66%.
O perídio de levantamento desta edição do IPC -S não leva em conta ainda a forte elevação no preço do etanol, que em muitos postos já não é mais vantajoso em relação ao derivado de petróleo.
O item habitação contribuiu em 0,35%, uma queda, se comparado com o final de março, quando estava em 0,41%
Além de ser difícil por conta do trânsito e dos maus serviços de transportes públicos, ter acesso à mobilidade também é caro.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes, da rádio CBN
Fonte: FGV.