Liminar suspende greve de cooperativas. Medo de multa fez categoria recuar.

Multa de R$ 100 mil prevoista em decisão judicial fez cooperativas recuarem da decisão de entrar em greve

Os miciro-onibus e ônibus da Cooperativas de São Paulo operaram normalmente nesta terça-feira, de acordo com a SPTRans – São Paulo Transportes, empresa responsável pelo gerenmciamento dos transportes na cidade de São Paulo.
Na segunda-feira, a Prefeitura conseguiu na Justiça uma liminar impredindo a paralisação com uma multa alta. R$ 100 mil por funcionário parado por dia.
A categoria disse que vai estudar nova possibilidade de paralisaçâo em até 72 horas.
Por enquanto, a situaçâo dos 3,8 milhões de passageiros é tranquila e os serviços operam normalmente.
A decisão de suspender a greve foi tomada bem no final da noite de ontem e hoje pela manhã muitos passageiros ainda estavam com dúvida.
A categoria disse que não recuou, mas que foi informada de que receberia uma nova porposta do poder público, por isso por “bom senso” suspendeu a decisão de parar os veículos.
A reportagem emntrou em contato com vários donos de ônibus e micros de cooperativas e eles confirmaram que temiam mesmo era o valor da multa.
Adamo, jornalista, especializado em transportes

8 comentários em Liminar suspende greve de cooperativas. Medo de multa fez categoria recuar.

  1. A desculpa foi ótima, mas não colou.

    O “bom senso” usado foi o financeiro.

  2. Rodrigo de Freitas Andrade // 15 de março de 2011 às 17:59 // Responder

    Reafirmo de novo:
    O valor de repasse ao subsistema local é BAIXO há anos e defasado HÁ MUITO tempo.
    Continuo perguntando aos defensores do subsistema local e das cooPeraTivas:

    Por que então não fizeram greve antes?

    Por que iriam fazer greve justamente poucos dias depois de uma ACP do Ministério Público contra DUAS cooperativas disfarçadas de empresa (Happy Play e Novo Horizonte)?

    O presidente do sindilotação pode falar o que quiser mas não explicou de forma convincente o porque que aconteceria a greve tão próximo a ACP impetrada pelo Ministério Público…

    Outra coisa, se ninguém tivesse falado do PAESE nas linhas sublocais, COM CERTEZA os cooperados e operadores do sublocal IRIAM IMPEDIR O PAESE, como assim fizeram em outras greves no subsistema local.

    Com relação a vcs defensores de cooperativa, falarem mal da CMTC, podem falar a vontade, nunca trabalhei na CMTC, mas sempre admirei o serviço que por décadas a CMTC prestou ao cidadão paulistano e SOU SIM favorável a volta da CMTC, pois com a VOLTA DA CMTC o serviço de transporte será reequilibrado e linhas que tanto cooperativas quanto empresas abandonam seriam exemplarmente bem operadas pela CMTC gerando JUSTIÇA SOCIAL e também veriamos estes perueiros e cooperativas disfarçadas de empresa mostrarem REALMENTE quem são eles e QUEM DEFENDE ELES (não é nenhum partido legalizado).
    Com certeza com uma volta da CMTC o subsistema local “iria perder a linha” e mostrar a todos o que poucos corajosos falam mas o PT e a imprensa grande CALA A BOCA destes corajosos.

    • Happy Play? oque será isso?
      só sei que a COHAB II tem inúmeras filas de cooperativas. R. Virginia Ferni não tem nenhum ponto vazio

      • Rodrigo de Freitas Andrade // 15 de março de 2011 às 20:07 //

        Happy Play Tour prezado gabriel é uma empresa que tem concessão na area 4 e NUNCA operou sequer uma linha, apesar de ganhar uma verdadeira fortuna por mês do dinheiros dos passageiros de ônibus.

    • Boa Pergunta, sobre o porque não fizemos greve antes, e de facil resposta.
      Até o ano passado o repasse, o repasse sempre foi baixo, e com certeza jpa afetava muito a donos de carro…..
      Mas de forma estratégica a greve até então não seria de impacto suficiente, para fazer soar a voz das lotações, veja porque:

      Desde 2003 até 2010, as empresas, SANTA BRIGIDA, GATO PRETO E SAMBAIBA, tinham carros reservas suficientes, para suprir com relativa consideração, no caso de uma greve dos perueiros de São Paulo, até porque já se viam preparados, depois de tantas tentativas de greve frustradas.
      Nesse ano de 2011, dois agravantes, fizeram com que tomassem essa decisão, que parece sem volta dessa vez até o momento….aumento da passagem de 30%, sem repasse gradual para a categoria, e as empresas citadas acimas, venderam seus onibus reservas, para a reformulação de sua frota diária….
      Ai sim, agora é o momento, sem carros reserva, e com muito prejuizo no bolso, a hora é essa, e o impacto será de grandes proporções para que a população, e todos que quiserem saibam de uma vez por todas, como é, e como funciona o sistema de transporte de São Paulo.

      • Rodrigo de Freitas Andrade // 16 de março de 2011 às 14:55 //

        Vc se engana prezado Márcio.
        O PAESE pode ser feito inclusive por empresas de outros municípios ou que prestam serviços intermunicipais.
        O sistema de PAESE existe desde os anos 80 nobre blogueiro.
        Cito um exemplo clássico de um PAESE em grandes proporções:
        Em Campinas houve um verdadeiro colapso nos anos 80 e culminou em um grave precedente de falta de transporte para a população.
        Naquela época existia a CMTC em São Paulo, a prefeitura de Campinas pediu reforço de PAESE na cidade de Campinas e a CMTC de São Paulo enviou centenas de ônibus O-364 e O-365 para atenderem emergencialmente o transporte de Campinas, até a situação adversa ser contornada.
        Estes casos são raríssimos, só em caso de extrema necessidade e urgência isso pode acontecer, mas o PAESE pode sim solicitar carros de empresas de outros municípios.
        Quando a CPTM está com dificuldades operacionais ou em greve o PAESE é feito com várias empresas de vários municípios nos quais a CPTM atende.
        Num caso extremo de haver um PAESE assim na cidade de São Paulo, usando o apoio de empresas intermunicipais ou de outros municípios, a tarifa durante estes dias poderia ficar até gratuita, está previsto isso, porém ressalto que os ônibus intermunicipais do estado de SP, possuem também validador e que basta pequenos ajustes nos validadores para que estes possam também receber o sinal do chip do Bilhete Único e sua atual tarifa, as cidades que usam bilhete único também poderiam no caso de necessidade muito emergencial ceder parte de sua frota para ao PAESE, principalmente se forem dos mesmos grupos que tem concessão no transporte paulistano.

        É obvio que isso só aconteceria se houvesse um caos de grande proporção no transporte público e nenhuma empresa de ônibus do municipio de SP tivesse condições de fazer o PAESE.

  3. Morador da Cidade Líder // 15 de março de 2011 às 22:26 // Responder

    É interessante como quando vão mexer no bolso logo as atitudes e justificações mudam de curso – “bom senso” – que bom que ao menos entendem o que significa.
    Maior ‘bom senso” seria entrar com respaldo da Justiça para os devidos reajustes, deixar a Justiça determinar o valor a ser reajustado. A partir daí reivindicar da Prefeitura o que já foi acordo em júri.
    Mas fazem isso????
    Sindicatos sempre chamam a atenção com a mesma voz de ataque: GREVE
    Greve talvez seja a única e eficiente ferramenta para a classe trabalhadora não se sentir tão explorada, diminuir a “mais valia” do capitalismo. Porém vemos que nas últimas tentativas de paralisação dos metroviários a Justiça apelou para a população.
    E agora defendeu os usuários de lotação.

    O bom disso tudo é que há operadores de cooperativas que têm e exercem o direito de resposta por este blog. Mas seria bom se tivéssemos mais personalidades importantes, como donos de empresa, cooperativa, o PODER PÚBLICO. Enfim, já estamos coletando e adquirindo informações para melhor conclusão das opiniões.

    Ao menos não ocorrerá (aparentemente) a então represália com a ACP contra o Consório 4 Leste.
    Falando em ACP, vemos blogueiros acreditando na Himalaia, outros defendendo a Novo Horizonte, outros ainda a extinsão deste Consórcio.
    O histórico deste Consórcio:
    – Himalaia: está transferindo todas suas linhas a diesel para Novo Horizonte, e faz parte do recorde de reclamações na SPTrans;
    – Novo Horizonte: Suspeita de ser empresa mascarada, por remunerar seus sócios/proprietários com valor reduzido, comportando-se como cooperativa, e o valor não repassado tem como destino a Happy Play;
    – Happy Play: Traduzindo – “Jogar Feliz”. Mas qual o jogo desta empresa afinal? Transporte Público até agora não é.
    Alguém ainda acredita que este Consórcio com um histórico destes tem jeito a curto prazo? Se retirássemos todos os corruptos das câmaras e congresso acabaríamos com a corrupção?

    Pela minha opinião deveriam operar novas empresas, desde que os funcionários não envolvidos em queixas da população (os bons frutos) sejam contratados prioritariamente, ou seja, uma garantia para aqueles que prestaram bons serviços. E aos donos das frotas, todos os ônibus seriam adquiridos pela Prefeitura pelo valor atual de cada veículo e repassado para um único proprietário/empresa. Pra quê tanto proprietário de veículo numa única empresa? O que isto facilita é que as linhas mais rentáveis tenham veículos mais confortáveis e para as com baixa demanda ficam as máquinas já totalmente depreciadas; velhas de outras linhas.
    Quantos veículos de 2010/2011 há na linha 342A por exemplo? E nas linhas 3406, 3407, 3409, 3759, 3760 e 3764?
    Se é uma empresa como outras distribuídas pelos demais Consórcios não deveria ocorrer divisão de veículos mais novos em certas (lucrativas) linhas, em detrimento de outras. Todos pagam o mesmo valor de tarifa, todos têm o direito a ônibus novos e mais confortáveis.

    Gostei muito dos comentários sobre os que defendem a Novo Horizonte e prometem corrigir esta desafagem de operações determinadas por célibres egoístas e aparentemente criminosos dentro desta Sociedade por Ações. É o que todos queremos e merecemos. Isto não é desejo e promessa de quem está o operando, é dever.

    Só de curiosidade:
    – Quantas linhas foram criadas ou reativadas pela Novo Horizonte desde seu surgimento?
    – Quando chegarão os véículos articulados para (exemplo e necessidade) as linhas 309T e 3409?
    – Muitas linhas da Himalaia foram e estão sendo transferidas para Novo Horizonte, mas quantas linhas da Transcooper e Associação Paulistana de caráter estrutural (destinos a grandes distritos urbanos, Metrô e CPTM) vocês reivindicaram?
    – E quantas conquistaram? Exceto a 3707, linha esta que foi da Nova Aliança, passou para Aliança Cooperpeople e agora está operando pela Novo Horizonte.
    – Não vão exigir a criação de terminais urbanos para divisão mais apropriadas das linhas locais e estruturais?
    – Não vão pedir aquisição de linhas de cooperativas que trafegam internamente e externamente por terminais urbanos já existentes, como Term. Vila Carrão (3763, 3778 e 573T) e Term. São Mateus (4030 e 574C)?
    – E quem ficarão as linhas dos terminais urbanos presentes nas estações do Metrô?

    Até agora só vi transferência de linhas de empresa para empresa, então… Não vão se comportar como empresa? Não vão exigir da Prefeitura o direito de exercer o que está fundamentado na divisão dos Consórcios (linhas locais e estruturais)? Ou não querem entrar em atrito com as cooperativas (co-irmãos em operações)?

    • Rodrigo de Freitas Andrade // 15 de março de 2011 às 23:50 // Responder

      Totalmente excelente suas colocações e indagações prezado Morador da Cidade Líder.
      Assino embaixo tudo o que o senhor colocou.

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