Só nova proposta do poder público pode evitar greve na terça-feira, dizem cooperativas
Donos de ônibus e micro-ônibus que trabalham neste regime de serviço querem aumento de 12% na remuneração da SPTrans.
ADAMO BAZANI – CBN
A Cooperativas de Transporte Coletivo da Capital Paulista prometem paralisação dos serviços para a 00h00 desta terça-feira.
A decisão foi tomada em assembléia que reuniu todas os Sundlotação, entidade que representa os transportadores autônomos, a Federação das Cooperativas de Transporte do Estado de São Paulo e as lideranças das operadoras;
“A única possibilidade de mudança dessa decisão é o poder público rever a remuneração que é paga aos donos de ônibus que operam nas cooperativas. Hoje todas elas estão operando no vermelho. Pagando para trabalhar” – declarou à reportagem Paulo Korek Farias, da Federação das Cooperativas Estado de São Paulo e presidente da Cooper Líder, uma das operadoras da Capital Paulista.
As cooperativas pedem para seus membros reajustes de 12% no repasse que a SPTrans faz pelos passageiros transportados.
“Dependendo da região, recebemos entre R$ 1,15 e R$ 1,20 por passageiro, bem menos que uma empresa de ônibus, apesar dos gastos não serem tão diferentes. A cidade ficou muito tempo sem reajuste da tarifa antes do último aumento. E estamos defasados. Na verdade, para corrigir esta distorção seria necessário 9% de reajuste mais os 4,26% de correção. Mas 12% já é um número razoável” – disse Paulo Korek.
Ele afirmou que de 3 anos para cá, quando ocorreu o penúltimo reajuste, os custos aumentaram bastante.
“Antes não havia o anjo da guarda (dispositivo que não permite com que o ônibus ande com as portas abertas, o letreiro eletrônico e a motorização eletrônica, cujo preço e manutenção são mais elevados”. – contou Paulinho.
Por baixo, segundo o representante, para a manutenção mensal de um micro-ônibus, o valor se aproxima de R$ 24 mil e de um ônibus, de R$ 29 mil.
“Propusemos à SPTrans um reequilíbrio dos custos e operação” – ponderou.
A reportagem anunciou em primeira mão o estado de greve decretado pelos condutores de cooperativas, conhecidos como “motoristas de lotação”.
A SPTrans diz que fará de tudo para evitar a paralisação e que o passageiro não pode ser prejudicado.
As cooperativas de micro-ônibus e ônibus operam os sistemas locais de transportes de passageiros. Elas transportam diariamente cerca de 3 milhões e 800 mil pessoas, em 5.950 veículos que operam 490 linhas.
No total são 9 operadoras:
– Transcooper
– Fênix
– Associação Paulistana
– CooperPeople
– Nova Aliança
– Cooper Líder
– Cooper Pam
– Cooper Alfa
– Unicooper.
O passageiro deve estar atento às novas informações
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes