MARCOPOLO DE OLHO NO MUNDO

ÔNIBUS
Miniatura de MArcopolo Torino, na frente deos "irmãos maiores". Modelo é um dos grandes trunfos para perspectivas de crescimento da encarroçadora que quer ampliar participação mundial

Marcopolo, de olho no Brasil e no Mundo
Empresa divide operações mundiais em 4 diretorias e quer expandir negócios em novos países

ADAMO BAZANI – CBN

Criadas no final de janeiro, somente agora em meados de fevereiro pé que começam mais intensamente as atuações das 4 divisões mundiais da Marcopolo.
As atividades das Unidades de Negócio Ônibus foram agora envolvem quatro regiões:

Brasil,
Américas,
África e Índia
Ásia e Pacífico.

A Unidade de Negócio de Ônibus continua comandada por Carlos Casiragui, porém cada região de atuação terá um coordenador próprio:
As operações industrias e comercias do Brasil ficarão a cargo de Lusuir Grochot, que fica responsável pelas unidades fabris de Ana Rech e Planalto, no Rio Grande do Sul, e a Unidade Ciferal, no Rio de Janeiro.
As perspectivas para o Brasil, segundo nota oficial da Marcopolo são as melhores possíveis. Além da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016, que vão exigir investimentos em transportes mais qualificados e de maior demanda, como a instalação dos corredores para trânsito de ônibus rápidos, o BRT, as eleições municipais de 2012, novas licitações urbanas e o processo natural de renovação de frota devem proporcionar mais crescimento ainda para a Marcopolo.
A empresa afirmou que vai investir pesado em marketing e aperfeiçoamento de imagem e de produto no segmento urbano, liderado pela Caio.
Para isso, conta com seu trunfo, o modelo Torino, produzido pela Ciferal, subsidiária da Marcopolo e que desde 2003 se dedica exclusivamente à produtos urbanos.
Apesar de as exigências para os grandes projetos voltados à restruturação das cidades que sediarão os jogos mundiais contemplarem veículos de motor traseiro, piso baixo e mais modernos, ainda a grande necessidade das cidades e o mercado de ônibus no Brasil tem sido por carrocerias mais simples e que recebam motorização dianteira. E é justamente neste quesito que o Marcopolo Torino se encaixa.
Para a Marcopolo, diferentemente do que o mercado assistiu o passado, ônibus com motor dianteiro ou com carrocerias mais simples não significa mais veículos desconfortáveis e sem acessibilidade.
Com o advento da motorização eletrônica e de equipamentos e legislações mais modernas em relação ao acesso a portadores de limitações físicas e visuais, o ônibus urbano com motor dianteiro pode trazer quase os mesmos ganhos que os veículos de categorias superiores.
Por causa dos preços atrativos e também do acúmulo de pedidos que encarroçadoras como a Caio enfrentam, isso sem contar que a Busscar, mesmo se recuperando, ainda deixa brechas no mercado, já que tal recuperação é bem lenta, até mesmo empresas de ônibus que não tinham o hábito de adquirirem produtos urbanos da Marcopolo estão optando pelos produtos e não têm se arrependido, segundo a encarroçadora.
Muitas empresas, para baratear custos e facilitar a manutenção, têm padronizado os modelos por encarroçadoras e montadoras. Alguns delas, optaram pelos urbanos Torino, Senior Midi (micrão) e Senior (mini).
Um dos modelos mais antigos do Mercado em fabricação, desde 1982-1983, criado para substituir o bem sucedido Veneza, o Torino de hoje só lembra alguns detalhes das primeiras versões, que mais se pareciam com o San Remo, também da marca Marcopolo.
Mas a empresa não quer apenas aproveitar o bom momento no Brasil. Ainda em nota, a Marcopolo diz que o mercado exterior está mais maduro e disposto a investir no setor de transportes por ônibus, em especial o urbano.
Por isso a criação das outras diretorias
Paulo Andrade é agora o diretor da Unidade Américas, que engloba fábricas na Argentina, México e na Colômbia. A divisão da África do Sul, India e Egito fica a cargo de Gelson Zardo Wang Chog responde pela divisão Ásia – Pacífico, que inclui fábricas na Rússia e China, um dos grandes mercados mundiais de ônibus.
A Marcopolo não descarta atuação em outros países e quer ampliar o mercado mundial, inclusive nas nações onde já atua.
Adamo Bazani, jornalista.