Serviços da Himalaia são considerados um dos mais problemáticos na cidade, pela SPTrans, gerenciadoras do transportes municipais. Para evitar o retorcesso da empresa, venda ou entrada de novos sócios não é descartada.
Himalaia pode ser vendida ! Empresa paga R$ 100 mil de multas por mês devido a irregularidades
Possibilidade de venda foi discutida pelos próprios donos da Himalaia em reunião com o Sindicato dos trabalhadores
ADAMO BAZANI – CBN
A Himalaia Transportes S.A., empresa que presta serviços de ônibus e trólebus na região Leste de São Paulo, é multada mensalmente em cerca de R$ 100 mil por causa de diversas irregularidades, segundo a SPTrans.
É o que revela reportagem do Jornal Diário de São Paulo desta sexta-feira 04 de fevereiro de 2011.
A empresa é a que mais recebe autuações por parte dos fiscais e reclamações na SPTrans, pelos passageiros. A Himalaia também é a que mais apresenta queixas em relação a atrasos, de acordo com a mesma reportagem.
O jornal revela que os números de inspeções na empresa são impressionantes.
Numa vistoria feita em 268 ônibus, 168 foram considerados com condições de limpeza inaceitáveis.
Numa outra vistoria deste mesmo tipo, de 215 ônibus, 118 estavam também higiene inaceitável.
Nesta última semana, a paralisação dos funcionários da Himalaia, entre segunda—feira e quinta-feira prejudicou mais de 100 mil pessoas por dia, na Capital Paulista.
Os empregados da Himalaia temiam perder empregos em possíveis transferências de linhas, principalmente para a Viação Novo Horizonte, oriunda da Cooperativa Nova Aliança.
A Viação Novo Horizonte também opera a região Leste de São Paulo e é outra empresa que aparece entre as que mais recebem reclamações na Capital Paulista pela qualidade dos serviços.
Nesta sexta-feira, com exclusividade, o presidente do Consórcio 4 Leste, André Lisandri, falou à nossa reportagem. Ele disse que a Viação Novo Horizonte não é uma cooperativa disfarçada de empresa, que os funcionários não devem se preocupar e que a paralisação ocorreu por um pânico, sem motivo concreto.
Para Lisandri, o que ocorreu é que no final do ano passado, para organizar a região e evitar o que considera erros do passado, pelos quais as empresas concorriam entre si na mesma área, foi iniciado um replanejamento de linhas. A Novo Horizonte fez estudos de todas as linhas a diesel, inclusive as da Himalaia, e a Himalaia estudou reorganização das linhas dos trólebus. “Precisamos agir como Consórcio. As empresas têm de ser parceiras e não haver sobreposição de esforços para não ocorrer os erros do passado” – disse Lisandri que reconheceu que a região encontra-se num atoleiro. LEIA A ENTREVISTA NA ÍNTEGA ( http://diariodotransporte.com.br/2011/02/04/o-que-realmente-ocorre-nos-transportes-da-zona-leste-de-sao-paulo/#comments )
Lisandri classificou a greve como fruto de informações desencontradas.
VENDA DE EMPRESA e GREVE PROMOVIDA POR PATRÕES:
Incerteza! Essa pode ser considerada a causa principal da greve na Himalaia. Incerteza de empregados e de patrões.
Além do medo dos funcionários de serem transferidos para a Novo Horizonte, os próprios donos da Himalaia não têm uma previsão de futuro a longo prazo.
Não está descartada a venda da empresa ou a entrada de novos sócios.
Por conta disso, pessoas ligadas a SPTrans, não descartam a possibilidade de “locaute”, greve incentivada pelos donos da empresa. Tais fontes se baseiam no fato de, mesmo depois de ter havido garantias aos funcionários que se tranqüilizaram, ele não voltaram a trabalhar em seguida e a greve se prolongou. A Himalaia foi multada em R$ 100 mil pela paralisação.
O Sindicato dos Motoristas revela que a possibilidade da venda da Himalaia foi levantada pelos próprios representantes da empresa, no dia 1º de fevereiro, em reunião com o sindicato e a Viação Novo Horizonte. Entre as cláusulas acertadas, segundo o sindicato dos trabalhadores estavam:
“ Em razão de mudança societária, os trabalhadores insatisfeitos terão seus contratos rescindidos com o pagamento de verbas atinentes;
Serão realizadas reuniões periódicas (entre ambas as partes) de avaliações das mudanças na gestão, inclusive com a presença dos trabalhadores envolvidos.”
Adamo Bazani