Produção de carroceria até novembro já supera o total do ano passado

Ônibus Marcopolo, Geração 7, Viaggio 900, Volkswagen, da Urubupungá. Gerãção 7 da Marcopolo foi uma das séries de modelos mais vendidas no mercado em 2010. Design diferenciado, itens inovadores e crise na Busscar são alguns dos motivos para o sucesso

Crescimento econômico, licitações, eleições e perspectivas em relação a eventos esportivos são alguns dos motivos para os números recordes de produção
ADAMO BAZANI

 

Apesar de registrar pequena queda em relação a outubro de 2010, quando foram produzidas 3075 carrocerias de ônibus, no mês de novembro foi ultrapassado todo o acumulado do ano passado.
Em novembro de 2010, foram produzidas 3045 carrocerias de ônibus. No acumulado de janeiro a novembro deste ano, a indústria colocou no mercado 29.669 carrocerias. No ano passado inteiro, foram produzidas 24.893 unidades.
Vale ressaltar que neste ano não são contabilizados os ônibus feitos pela Busscar, empresa catarinense que enfrenta dificuldades financeiras, parou a produção em boa parte deste ano e se desfiliou da Fabus, a Associação Nacional dos Fabricantes de Ônibus, responsável pelos números.
O crescimento econômico, as recuperações em relação a 2008 e 2009, anos que foram tomados por incertezas para a realização de grandes investimentos, por causa da crise global que teve como epicentro a economia norte-americana, licitações, eleições, a reorganização dos transportes interestaduais e internacionais, prevista para 2011/2012 e os preparativos para os grandes eventos esportivos programados para 2014 (Copa) e 2016 (Olimpíadas) são apontados como alguns dos principais fatores para a boa fase da indústria de ônibus.
A Marcopolo e a Caio continuam sendo líderes do mercado, embora algumas empresas como Comil e Mascarello conseguiram boas fatias no segmento.
Os veículos da Geração 7, da Marcopolo, que englobam as versões dos modelos Viaggio e Paradiso, foram os que mais tiveram sucesso. Além do projeto inovador, design diferenciado, itens de conforto e segurança, os G 7 foram os grandes substitutos do modelos da Busscar, nos setores intermunicipal, fretamento e rodoviário.
Somadas a Marcopolo e a Ciferal, que são do mesmo grupo, a empresa detém wuase metade de toda a produção de carrocerias.
Dos 3045 ônibus vendidos em novembro a divisão se dá da seguinte maneira:
MARCOPOLO 786 ônibus:
Rodoviários: 390
Urbanos: 105
Intermunicipais: 203
Micros: 88
CIFERAL: 449 ônibus
Urbanos: 449
COMIL: 308 ônibus
Rodoviários: 88
Urbanos: 120
Intermunicipais: 40
Micros: 60
CAIO – INDUSCAR: 765 ônibus
Urbanos: 725
Rodoviários: 7
Micros: 33
IRIZAR: 66 ônibus
Rodoviários: 66
NEOBUS: 450 ônibus
Rodoviários: 18
Urbanos: 57
Micros: 375
MASCARELLO: 221 ônibus
Rodoviários: 26
Urbanos: 92
Intermunicipais: 47
Micros: 40
Minis: 16

No acumulado de janeiro a novembro foram feitas 29.669 carrocerias de ônibus.
MARCOPOLO: 7349 ônibus
CIFERAL: 4795 ônibus
COMIL: 2926 ônibus
CAIO INDUSCAR: 8333 ônibus
IRIZAR: 531 ônibus
NEOBUS: 3455 ônibus
MASACARELLO: 2280 ônibus

Em novembro foram produzidos 3.085 chassis, número bem próximo às 3.045 carrocerias.
Entre a categoria de ônibus, a produção de janeiro a novembro de 2010 foi a seguinte:
URBANOS: 17.085 ônibus / 57,59% do mercado
RODOVIÁRIOS: 5.780 ônibus / 19,45%
INTERMUNICIPAIS: 2067 ônibus / 6,97%
MICROS: 3700 ônibus / 12,47%

PRESIDÊNCIA:

A Fabus, a entidade que representa as fabricantes das carrocerias reelegeu José Antônio Fernandes Martins como presidente. Ele ficará no cargo por mais 2 anos: 2011 e 2012. Fernandes é também presidente do SIMEFRE – Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários, presidente da Associação do Aço do Rio Grande do Sul, vice-presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul e da Federação das Indústrias de São Paulo. É Diretor do Conselho de Administração da Marcopolo.
José Antônio Fernandes Martins se diz otimista com o setor para os próximos anos e acredita que novos recordes serão alcançados.
Adamo Bazani

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