CooperPam de São Paulo quer transporte de Diadema

 

Prefeitura barrou a participação da cooperativa, que recorreu. A cooperativa não tem garagem na cidade do ABC Paulista.

As cinco linhas que hoje são operadas pela ETCD – Empresa de Transportes Coletivos de Diadema –, companhia pública que está em processo de privatização, têm despertado o interesse não apenas de grupos empresariais da região do ABC Paulista. Até mesmo cooperativas de transportes da Capital Paulista querem operar este lote dos transportes municipais de Diadema.

É o caso da CoperPam, que integra o consórcio Auto Pham, pertencente a Cooperlíder – Cooperativa dos Trabalhadores em Transporte Coletivo e de Cargas do Estado de São Paulo.

A Cooperlíder alega que tentou participar da licitação das linhas municipais de Diadema, mas que foi impedida pela Prefeitura. Por isso impetrou uma ação no Tribunal de Contas do Estado, contra o processo licitatório. No documento, é alegado que a licitação exclui cooperativas do certame, o que na visão da Cooperlíder é ilegal. A cooperativa também diz que há critérios subjetivos nas exigências operacionais que dificultam a entrada de novos interessados.

De acordo com a Prefeitura de Diadema, o Tribunal de Contas já acatou um recurso contra a representação movida pelos controladores da Cooperlíder. Ainda segundo a Prefeitura, a lei está sendo cumprida e proíbe que cooperativas participem de contratos de concessão.
Um entrave prático foi identificado na Cooper Pam. A cooperativa não possui garagem dentro do município de Diadema, o que é previsto no edital. A garagem é perto da cidade, mas na Capital Paulista.
Mesmo após promessas de que a ETCD não seria privatizada, após ganhar as eleições, o prefeito de Diadema Mário Reali, do PT, viu que o discurso era uma coisa e a prática era outra.
A dívida da empresa é de R$ 110 milhões de reais. Boa parte deste valor é referente a débitos com a Viação Alpina, antiga operadora da cidade, pertencente à família Setti Braga, que alcançam os R$ 20 milhões de reais.
A empresa, criada por Gilson Menezes, em 1986, então prefeito de Diadema e atual vice prefeito, foi a primeira companhia pública operadora de ônibus do ABC. E é a última a operar. Santo André, com a EPT e São Bernardo do Campo com a ETCSBC, foram outras empresas públicas que foram criadas depois da ETCD e privarizadas antes.

Cabides de empregos, gastos não controlados e falta de planejamento foram apontados como os motivos pelos quais a ETCD entrou nesse processo de degradação de serviços e financeira. As manutenções dos veículos têm sido as mais básicas possíveis e boa parte da frota será usada judicialmente para honrar débitos.

Na foto que ilustra este post: Caio Piccolo Volkswagen da ETCD, micro-ônibus de cooperativas estão em melhor estado.

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