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	<title>Diário do Transporte</title>
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	<description>Página destinada à cobertura jornalística dos principais fatos relacionados aos transportes, com notícias, informações de última hora, coberturas exclusivas, opinião, estudos técnicos e história.</description>
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    <title>Demanda de passageiros do transporte público em Londrina cresce 9,31% em 2025 com investimentos em frota, tecnologia e gestão</title>
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    <pubDate>Thu, 01 Jan 2026 03:53:52 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category><category><![CDATA[Tecnologia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao Diário do Transporte que recuperação é superior à média nacional ADAMO BAZANI Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="623" height="407" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?fit=623%2C407&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?w=623&amp;ssl=1 623w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=300%2C196&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=150%2C98&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=400%2C261&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 623px) 100vw, 623px" /> <p><em>Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao <strong>Diário do Transporte</strong> que recuperação é superior à média nacional</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p><em><strong>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</strong></em></p>
<div style="width: 480px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-494300-1" width="480" height="848" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4?_=1" /><a href="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4">https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4</a></video></div>
<p>A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros do transporte público, após quedas sucessivas em decorrência da pandemia de covid-19.</p>
<p>Em 2025, o crescimento da demanda foi de 9,31%.</p>
<p>Em 2024, o total registrado foi de 1,4 milhão (1.482.380) de passageiros equivalentes. Em 2025, essa média subiu para 1,6 milhão (1.620.394), considerando a apuração dos últimos quatro meses.</p>
<p>O conceito “passageiros equivalentes” significa o número real de pagantes de um sistema de transportes. Ou seja, são usuários que não foram atraídos por benefícios ou gratuidades.</p>
<p>Ao repórter e editor-chefe do <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, nesta última semana de dezembro de 2025, o diretor de uma das concessionárias de transportes do município, Paulo Sergio Bongiovanni, da TCGL (Transportes Coletivos Grande Londrina,) conta que a média de recuperação de demanda de usuários no pós-pandemia, em Londrina tem sido superior à nacional, com os números totais quase se igualando ao período anterior da crise sanitária.</p>
<p><strong><em>“Em 2025, o total de passageiros em Londrina cresceu mais de 9,31%. Enquanto no restante do País, em relação a 2019, no pré-pandemia, os sistemas de transportes operam com 80% a 81% do que era transportado antes da covd-19, nós estamos em torno de 90%. Então, as respostas vêm quando o transporte é bom.&#8221;</em></strong> – disse Paulo Bongiovanni.</p>
<p>O sistema de transportes de Londrina é operado por duas empresas de ônibus: a TCGL (Transporte Coletivo Grande Londrina), com 244 veículos, e a Londrisul, com 138 coletivos.</p>
<p>Bongiovanni acredita que o crescimento do total de usuários acima do ritmo da média nacional não ocorreu simplesmente pela volta das atividades econômicas que foram desaquecidas com a pandemia ou pela redução dos dias trabalhados pela população em sistema de <em>“home office”.</em></p>
<p>O empresário citou investimentos feitos em tecnologia, com sistemas de gerenciamento inteligentes e informações aos passageiros, ampliação do acesso à bilhetagem eletrônica, modernizações dos terminais de ônibus e renovação de frota.</p>
<p><strong><em>“Hoje temos mais de 85 telas informativas, mais de 550 câmeras espalhadas em todos os nove terminais da cidade, onde todo mundo brinca que o lugar mais seguro da cidade é o Terminal Central. Nós temos internet dentro dos ônibus e nos terminais, alguns viraram um coworking, onde as pessoas vão para trabalhar” –</em></strong> contou.</p>
<p>Somente a TCGL, por exemplo, fez recentemente um investimento mais amplo em ônibus 0 km. Foram 96 coletivos novos entre 2023 e 2024 e mais 92 unidades entre 2024 e 2025.</p>
<p>Segundo Bongiovanni, quase 60% da frota da companhia em operação, possuem ar-condicionado.</p>
<p>Os mais recentes são ônibus novos têm chassis Mercedes-Benz OF-1726L, com suspensão a ar, vidro colado, e motores com o padrão tecnológico obrigatório no Brasil, Euro 6, com emissões de poluentes de 75%, em média, em comparação com os veículos a diesel com a norma anterior Euro 5, cuja produção para o mercado interno foi descontinuada em 2023.</p>
<p>Os coletivos ainda contam com quatro câmeras de segurança cada, tomadas USB-C tipo A e tipo C para recarga de celulares, entre outros itens de conforto e segurança.</p>
<p>O empresário ainda destacou a necessidade de gestores públicos e empresas de transportes atuarem em conjunto para ampliar o nível de satisfação dos usuários. Segundo Bongiovanni, parte dos custos operacionais é subsidiada pela prefeitura.</p>
<p><strong><em>“Em junho deste ano de 2025, fizemos atualizações em 100 linhas simultaneamente num dia só e não tivemos uma só reclamação. A qualidade no transporte atrair a população e transporte de qualidade é aquele onde a prefeitura sabe investir. Londrina foi muito bem nisso”</em></strong> – disse o empresário.</p>
<p>Os contratos atuais foram assinados no fim de 2019, prestes ao pior da pandemia.</p>
<p>Alguns investimentos durante a crise sanitária tiveram de ser postergados, mas quando ocorreram, segundo o empresário, tiveram efeito positivo na percepção do passageiro do sistema.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes </em></strong></p>
<p><strong><em>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</em></strong></p>
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    <title>Esteira rolante na Estação Paulista Pernambucanas de metrô será interditada a partir desta quarta-feira (3)</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2024/01/02/esteira-rolante-na-estacao-paulista-pernambucanas-de-metro-sera-interditada-a-partir-desta-quarta-feira-3/</link>
	<dc:creator><![CDATA[viniciusoliveiratransporte]]></dc:creator>
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    <pubDate>Tue, 02 Jan 2024 19:01:00 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Metrô]]></category><category><![CDATA[Nos Trilhos]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8) VINÍCIUS DE OLIVEIRA A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8). A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="739" height="415" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?fit=739%2C415&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?w=739&amp;ssl=1 739w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=300%2C168&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=400%2C225&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 739px) 100vw, 739px" /> 
<p class="wp-block-paragraph"><em>Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8)</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha 2-Verde, estará temporariamente interditada </p>



<p class="wp-block-paragraph">Os ajustes têm como intuito manter o conforto e a segurança dos passageiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os serviços acontecem nesta semana em razão do menor fluxo de pessoas nas estações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</em></strong></p>
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    <title>Novo PAC seleciona R$ 25 milhões para compra de ônibus em Passo Fundo (RS) e Paulo Afonso (BA) pela Coleurb e Atlântico Transportes</title>
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    <pubDate>Wed, 28 Oct 2026 10:01:55 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Financiamentos solicitados serão operados pelo Banco Mercedes-Benz com recursos do FGTS; atos ainda não representam contratação definitiva nem informam quantidade de veículos ADAMO BAZANI O Ministério das Cidades selecionou propostas que somam R$ 25.020.397 para a aquisição de ônibus destinados aos sistemas municipais de Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, e Paulo Afonso, na [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="776" height="475" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/colleurb.jpg?fit=776%2C475&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/colleurb.jpg?w=776&amp;ssl=1 776w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/colleurb.jpg?resize=300%2C184&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/colleurb.jpg?resize=150%2C92&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/colleurb.jpg?resize=768%2C470&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/colleurb.jpg?resize=400%2C245&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 776px) 100vw, 776px" /> <p><em>Financiamentos solicitados serão operados pelo Banco Mercedes-Benz com recursos do FGTS; atos ainda não representam contratação definitiva nem informam quantidade de veículos</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>O Ministério das Cidades selecionou propostas que somam R$ 25.020.397 para a aquisição de ônibus destinados aos sistemas municipais de Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, e Paulo Afonso, na Bahia. As autorizações foram publicadas no Diário Oficial da União desta quarta-feira, 28 de outubro de 2026, dentro do Novo PAC – Mobilidade Urbana, no subeixo Renovação de Frota.</p>
<p>A Coleurb Coletivo Urbano Ltda., operadora de Passo Fundo, teve selecionado financiamento de R$ 9.725.397. Para a Atlântico Transportes Ltda., responsável pelo serviço em Paulo Afonso, o valor previsto é de R$ 15.295.000. Nos dois casos, o agente financeiro indicado é o Banco Mercedes-Benz do Brasil e os recursos serão disponibilizados pela linha Pró-Transporte, vinculada ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).</p>
<h2>Financiamentos selecionados pelo Ministério das Cidades</h2>
<div>
<div>
<div>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Município</th>
<th>Empresa</th>
<th>CNPJ</th>
<th>Valor selecionado</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Passo Fundo (RS)</td>
<td>Coleurb Coletivo Urbano Ltda.</td>
<td>86.889.854/0001-96</td>
<td>R$ 9.725.397</td>
</tr>
<tr>
<td>Paulo Afonso (BA)</td>
<td>Atlântico Transportes Ltda.</td>
<td>08.380.889/0001-91</td>
<td>R$ 15.295.000</td>
</tr>
<tr>
<td>Total</td>
<td></td>
<td></td>
<td>R$ 25.020.397</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
</div>
<p>As duas portarias têm como objeto a aquisição de ônibus para o transporte público coletivo urbano. Os documentos, porém, não informam a quantidade de veículos, os modelos, a capacidade, os fabricantes ou o tipo de combustível.</p>
<p>Também não há indicação sobre eventual aquisição de ônibus elétricos, híbridos ou movidos a biometano. A tecnologia da frota e o cronograma de entrega dependerão das propostas financeiras e dos contratos que ainda deverão ser formalizados.</p>
<h2>Seleção não equivale à contratação definitiva do financiamento</h2>
<p>A publicação das Portarias MCID nº 1.466 e nº 1.467 torna públicas as seleções realizadas pelo Governo Federal. Essa etapa permite que as empresas e os agentes financeiros avancem na análise e na contratação das operações de crédito.</p>
<p>A seleção, entretanto, não significa que o dinheiro já tenha sido liberado, que os contratos de financiamento estejam assinados ou que os ônibus já tenham sido encomendados. As propostas ainda precisam cumprir as exigências financeiras, jurídicas e operacionais aplicáveis ao Pró-Transporte.</p>
<p>Os valores também não devem ser tratados como subsídios diretos ou repasses sem devolução. A modalidade utiliza recursos do FGTS em operações de financiamento, com contratação por intermédio de agente financeiro.</p>
<h2>Coleurb inicia nova etapa da concessão em Passo Fundo</h2>
<p>A seleção ocorre no momento em que Passo Fundo prepara uma nova etapa do transporte coletivo municipal. Em 9 de outubro de 2026, o <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> mostrou que a prefeitura homologou a concessão do sistema para a Coleurb pelo prazo de 20 anos.</p>
<p>A empresa já operava na cidade e foi a única participante da concorrência. O projeto prevê frota de até 113 ônibus, incluindo 105 veículos operacionais e oito reservas, além de acessibilidade, GPS, câmeras, bilhetagem eletrônica e implantação gradual de ar-condicionado.</p>
<p>A concessão também estabelece limite de idade para os veículos e indicadores de desempenho. A portaria federal não esclarece se o financiamento de R$ 9,72 milhões será utilizado integralmente para cumprir as obrigações iniciais de renovação previstas no novo contrato.</p>
<h2>Atlântico já opera o transporte municipal de Paulo Afonso</h2>
<p>A Atlântico Transportes já é responsável pela operação do transporte coletivo urbano de Paulo Afonso. Com a seleção de R$ 15,29 milhões, a empresa poderá avançar na estruturação financeira da compra de ônibus para o sistema municipal.</p>
<p>A portaria não identifica as linhas que receberão os veículos nem estabelece prazo para incorporação à frota. Também não informa se haverá retirada imediata de ônibus antigos ou ampliação da quantidade total de coletivos em circulação.</p>
<p>As definições sobre quantidade, tecnologia e distribuição dos veículos deverão aparecer nas etapas de contratação do financiamento e nas informações que forem divulgadas pela empresa e pela prefeitura.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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  </item>
  <item>
    <title>Colisão entre trens deixa vários mortos na região central da Espanha</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/28/colisao-entre-trens-deixa-varios-mortos-na-regiao-central-da-espanha/</link>
	<dc:creator><![CDATA[arthursabadinferrari]]></dc:creator>
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    <pubDate>Wed, 28 Oct 2026 09:40:28 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Governo suspeita de falha humana na sinalização ferroviária; autoridades organizam atendimento a familiares de vítimas e feridos em Madri ARTHUR FERRARI Uma colisão entre duas composições ferroviárias deixou pelo menos dez mortos na manhã desta quarta-feira (28), nas proximidades da estação de Urda, na província de Toledo, região central da Espanha. O acidente ocorreu por [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="561" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/40c01d99487c6c6c9083d14a4fe7cb97.jpeg?fit=1024%2C561&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/40c01d99487c6c6c9083d14a4fe7cb97.jpeg?w=1200&amp;ssl=1 1200w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/40c01d99487c6c6c9083d14a4fe7cb97.jpeg?resize=300%2C165&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/40c01d99487c6c6c9083d14a4fe7cb97.jpeg?resize=1024%2C561&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/40c01d99487c6c6c9083d14a4fe7cb97.jpeg?resize=150%2C82&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/40c01d99487c6c6c9083d14a4fe7cb97.jpeg?resize=768%2C421&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/40c01d99487c6c6c9083d14a4fe7cb97.jpeg?resize=400%2C219&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Governo suspeita de falha humana na sinalização ferroviária; autoridades organizam atendimento a familiares de vítimas e feridos em Madri</em></p>
<p><em><strong>ARTHUR FERRARI</strong></em></p>
<p>Uma colisão entre duas composições ferroviárias deixou pelo menos dez mortos na manhã desta quarta-feira (28), nas proximidades da estação de Urda, na província de Toledo, região central da Espanha. O acidente ocorreu por volta das 8h54, segundo informações de fontes dos serviços de emergência espanhóis divulgadas pela imprensa local.</p>
<p>A principal hipótese investigada pelo governo espanhol é de que um erro humano tenha provocado o desastre. Segundo fontes governamentais ouvidas pelo jornal El País, um operador da Adif, empresa pública responsável pela infraestrutura ferroviária do país, pode ter cometido uma falha durante uma avaria no sistema principal de sinalização.</p>
<p>A suspeita é de que um sinal ferroviário tenha sido desrespeitado, levando à colisão entre as composições.</p>
<p>Após o acidente, o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, manifestou pesar pelas consequências da ocorrência e declarou estar &#8220;profundamente consternado&#8221;, além de expressar &#8220;solidariedade e apoio às vítimas e aos seus familiares&#8221;. A mensagem foi publicada na rede social X, antigo Twitter.</p>
<p>O Congresso dos Deputados espanhol também anunciou o cancelamento de todos os eventos previstos para esta quarta-feira em razão do acidente.</p>
<p>Em Madri, autoridades preparam um espaço na estação ferroviária de Atocha para receber parentes de possíveis vítimas e feridos. A vice-presidente da Câmara Municipal da capital, Inmaculada Sanz, informou que equipes do Serviço de Assistência Municipal de Urgência e Resgate (SAMUR) foram enviadas ao local para organizar o atendimento.</p>
<p>A estrutura ficará no primeiro piso da estação e terá acesso restrito aos familiares. A assistência poderá incluir acompanhamento psicossocial, seguindo o modelo adotado após o acidente ferroviário de Adamuz. Até o momento, não há confirmação sobre a aplicação do mesmo protocolo.</p>
<p><strong>Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte</strong></p>
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    <title>Pedágios da Mogi-Bertioga, Mogi-Dutra e rodovias do litoral de SP terão reajuste de 4,58% a partir de domingo (1º)</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/28/pedagios-da-mogi-bertioga-mogi-dutra-e-rodovias-do-litoral-de-sp-terao-reajuste-de-458-a-partir-de-domingo-1o/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Wed, 28 Oct 2026 09:31:44 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Artesp autoriza atualização das tarifas cobradas pela concessionária Novo Litoral nas rodovias SP-055, SP-088 e SP-098, que atendem o Alto Tietê, a Baixada Santista e o Vale do Ribeira; aumento também impacta custos de ônibus e outros veículos de transporte ADAMO BAZANI Os pedágios das rodovias Mogi-Bertioga (SP-098), Mogi-Dutra (SP-088) e de trechos da Rio-Santos [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="984" height="738" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/mogi-dutra-vitporia.webp?fit=984%2C738&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/mogi-dutra-vitporia.webp?w=984&amp;ssl=1 984w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/mogi-dutra-vitporia.webp?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/mogi-dutra-vitporia.webp?resize=150%2C113&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/mogi-dutra-vitporia.webp?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/mogi-dutra-vitporia.webp?resize=400%2C300&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 984px) 100vw, 984px" /> <div>
<div>
<p><em>Artesp autoriza atualização das tarifas cobradas pela concessionária Novo Litoral nas rodovias SP-055, SP-088 e SP-098, que atendem o Alto Tietê, a Baixada Santista e o Vale do Ribeira; aumento também impacta custos de ônibus e outros veículos de transporte</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>Os pedágios das rodovias Mogi-Bertioga (SP-098), Mogi-Dutra (SP-088) e de trechos da Rio-Santos e da Padre Manoel da Nóbrega (SP-055), no litoral paulista, terão reajuste de 4,58% a partir de domingo, 1º de novembro de 2026. O aumento foi aprovado pela Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) e publicado no Diário Oficial desta quarta-feira (28). As vias integram a concessão Novo Litoral, que administra aproximadamente 212 quilômetros de rodovias nas regiões do Alto Tietê, Baixada Santista e Vale do Ribeira.</p>
<p>O reajuste corresponde à inflação acumulada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) nos 12 meses encerrados em setembro de 2026 e será aplicado à tarifa quilométrica utilizada no sistema de cobrança eletrônica de pedágios. A atualização afeta motoristas que utilizam as rodovias para deslocamentos cotidianos, viagens ao litoral e transporte de cargas, além de representar um custo para empresas de ônibus rodoviários, intermunicipais e de fretamento que circulam pela malha concedida.</p>
<p>A decisão da Artesp estabelece a nova tarifa quilométrica referencial em R$ 0,165431, que serve de base para os valores efetivamente cobrados nos pórticos eletrônicos de pedágio.</p>
<p>O percentual exato homologado pela agência é de 4,576128%, arredondado para 4,58%.</p>
<h2>Quais rodovias terão reajuste</h2>
<p>A concessão Novo Litoral abrange trechos de seis rodovias e acessos, distribuídos entre a Região Metropolitana de São Paulo, a Baixada Santista e o Vale do Ribeira.</p>
<div>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Rodovia</th>
<th>Trecho concedido</th>
</tr>
<tr>
<td>SP-088 — Mogi-Dutra (Rodovia Pedro Eroles)</td>
<td>Arujá a Mogi das Cruzes</td>
</tr>
<tr>
<td>SP-098 — Mogi-Bertioga (Rodovia Dom Paulo Rolim Loureiro)</td>
<td>Mogi das Cruzes a Bertioga</td>
</tr>
<tr>
<td>SP-055 — Rio-Santos (Rodovia Doutor Manoel Hipólito Rego)</td>
<td>Bertioga a Santos</td>
</tr>
<tr>
<td>SP-055 — Padre Manoel da Nóbrega</td>
<td>Praia Grande a Miracatu</td>
</tr>
<tr>
<td>SPA-291/055 — Via Expressa Sul</td>
<td>Praia Grande</td>
</tr>
<tr>
<td>SPA-344/055 — Rodovia Coronel Rodolpho Pettená</td>
<td>Peruíbe a Itariri</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p>As rodovias atendem diretamente municípios como Arujá, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Biritiba-Mirim, Bertioga, Santos, Praia Grande, Mongaguá, Itanhaém, Peruíbe, Itariri, Pedro de Toledo e Miracatu.</p>
<p>A atualização tarifária corresponde ao terceiro ano contratual da concessão, com vigência entre 1º de novembro de 2026 e 31 de outubro de 2027.</p>
<h2>Pedágios eletrônicos cobram sem necessidade de parar nas rodovias</h2>
<p>A Novo Litoral utiliza o sistema de pedágio eletrônico conhecido como free flow, no qual não existem cabines convencionais nem cancelas para a cobrança.</p>
<p>Os veículos passam por pórticos equipados com sensores e câmeras que identificam as placas ou os dispositivos eletrônicos de pagamento.</p>
<p>A cobrança considera as condições estabelecidas para cada segmento do sistema concedido.</p>
<p>Entre os pontos de cobrança implantados estão trechos da Mogi-Dutra, Mogi-Bertioga, Rio-Santos e Padre Manoel da Nóbrega.</p>
<p>A concessão prevê a implantação de 15 pórticos, em etapas contratuais.</p>
<p>A aprovação do reajuste tarifário não significa, por si só, que todos esses pontos já estejam em funcionamento. Os valores passam a ser aplicados às cobranças efetivamente realizadas, conforme as condições de operação.</p>
<h2>Concessão prevê duplicações e melhorias em 212 quilômetros</h2>
<p>A Novo Litoral assumiu a administração da malha em novembro de 2024, após a licitação realizada pelo Governo do Estado de São Paulo.</p>
<p>O contrato tem prazo de 30 anos e prevê aproximadamente R$ 4,3 bilhões em investimentos, em valores de referência da modelagem original.</p>
<p>Entre as intervenções previstas estão duplicações de trechos da Mogi-Bertioga e da Padre Manoel da Nóbrega, implantação de faixas adicionais, acostamentos, passarelas, ciclovias e melhorias de segurança viária.</p>
<p>O projeto também inclui intervenções na Mogi-Dutra e nos acessos que conectam as regiões metropolitanas e o litoral paulista.</p>
<p>A infraestrutura atende deslocamentos turísticos e cotidianos, além de servir como alternativa de ligação para o transporte de cargas e passageiros.</p>
<p>Para os ônibus, as condições das rodovias interferem tanto nos custos operacionais quanto nos tempos de viagem.</p>
<p>A Mogi-Bertioga, por exemplo, é uma ligação utilizada para deslocamentos entre o Alto Tietê e o litoral norte da Baixada Santista, enquanto a Padre Manoel da Nóbrega concentra viagens entre municípios da Baixada Santista e do Vale do Ribeira.</p>
<p>O reajuste aprovado pela Artesp entra em vigor em 1º de novembro de 2026.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
</div>
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</div>
]]></content:encoded>

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  <item>
    <title>Artesp aprova convênio com SPTrans para manter integração entre ônibus e autoriza contrato de serviços das linhas 8 e 9 até 2031</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/28/artesp-aprova-convenio-com-sptrans-para-manter-integracao-entre-onibus-e-autoriza-contrato-de-servicos-das-linhas-8-e-9-ate-2031/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Wed, 28 Oct 2026 09:01:37 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Artesp]]></category><category><![CDATA[BRT]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[EMTU]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[SPTrans]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Duas decisões publicadas nesta quarta-feira (28) envolvem a continuidade da integração entre sistemas municipais e metropolitanos de ônibus e a prorrogação de um contrato da concessionária dos trens operados pela ViaMobilidade; agência ressalta que ampliação de serviços não garante reequilíbrio financeiro ADAMO BAZANI A Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="768" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260627_1513522.jpg?fit=1024%2C768&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260627_1513522.jpg?w=3264&amp;ssl=1 3264w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260627_1513522.jpg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260627_1513522.jpg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260627_1513522.jpg?resize=150%2C113&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260627_1513522.jpg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260627_1513522.jpg?resize=1536%2C1152&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260627_1513522.jpg?resize=2048%2C1536&amp;ssl=1 2048w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260627_1513522.jpg?resize=400%2C300&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260627_1513522.jpg?w=3000&amp;ssl=1 3000w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Duas decisões publicadas nesta quarta-feira (28) envolvem a continuidade da integração entre sistemas municipais e metropolitanos de ônibus e a prorrogação de um contrato da concessionária dos trens operados pela ViaMobilidade; agência ressalta que ampliação de serviços não garante reequilíbrio financeiro</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>A Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) aprovou um novo convênio com a SPTrans para manter a integração física, operacional e tarifária entre os ônibus municipais da capital e os serviços metropolitanos. Na mesma reunião, realizada na terça-feira, 27 de outubro de 2026, a agência autorizou a prorrogação, até 2031, de um contrato de prestação de serviços entre a concessionária das linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda, operadas pela ViaMobilidade, e o Consórcio Pólux-Geribello. As duas decisões foram publicadas no Diário Oficial do Estado desta quarta-feira (28).</p>
<p>As medidas envolvem áreas distintas do transporte público paulista. No caso dos ônibus, o objetivo é preservar as condições de integração existentes entre redes administradas por diferentes esferas do poder público. Já no sistema ferroviário, a autorização permite estender a execução de serviços contratados pela concessionária, com acréscimo de valor, mas sem reconhecimento automático de direito a compensações financeiras. A prorrogação não altera, por si só, o prazo da concessão das linhas 8 e 9.</p>
<h2>Convênio com a SPTrans busca assegurar continuidade da integração metropolitana</h2>
<p>A primeira decisão, tomada pela Superintendência de Transporte Coletivo da Artesp e aprovada pelo Conselho Diretor, autoriza a celebração de um convênio com a São Paulo Transporte S.A. (SPTrans), empresa municipal responsável pela gestão do sistema de ônibus da capital.</p>
<p>O documento trata do compartilhamento de terminais urbanos e metropolitanos e da preservação das condições físicas, operacionais e tarifárias existentes entre os sistemas.</p>
<p>Na prática, o compartilhamento de terminais é importante porque permite que diferentes serviços utilizem estruturas comuns para embarque, desembarque e transferência de passageiros.</p>
<p>A integração entre ônibus metropolitanos e municipais faz parte da rotina de moradores de cidades da Grande São Paulo que precisam entrar na capital para trabalhar, estudar, procurar atendimento médico ou realizar outras atividades.</p>
<p>A operação desses sistemas envolve responsabilidades diferentes. A SPTrans responde pelo transporte municipal paulistano, enquanto os serviços intermunicipais metropolitanos são regulados pelo Estado, atualmente por meio da Artesp.</p>
<p>Essa divisão exige instrumentos de cooperação para disciplinar a utilização de instalações, as responsabilidades dos gestores e as condições de integração.</p>
<p>O convênio aprovado pela Artesp tem justamente o objetivo de garantir a continuidade das condições existentes, conforme a justificativa apresentada ao Conselho Diretor.</p>
<p>A decisão autoriza a assinatura do instrumento, com base em minuta analisada pela agência. A publicação não apresenta a relação nominal dos terminais contemplados, o período de vigência ou os eventuais critérios de repartição de custos.</p>
<p>Também não especifica alterações nos valores pagos pelos passageiros.</p>
<p>Por isso, o alcance imediato da decisão está na autorização para formalizar a continuidade da integração já existente, e não no anúncio de novos benefícios tarifários ou na criação de novas conexões.</p>
<p>A deliberação foi aprovada por unanimidade.</p>
<h2>Contrato das linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda poderá ter execução prorrogada até agosto de 2031</h2>
<p>Na segunda decisão, a Artesp analisou um contrato de prestação de serviços entre a Concessionária das Linhas 8 e 9 do Sistema de Trens Metropolitanos de São Paulo S.A., empresa responsável pela operação das linhas sob a marca ViaMobilidade, e o Consórcio Pólux-Geribello.</p>
<p>O Conselho Diretor aprovou a minuta do quarto termo aditivo ao contrato, com a participação da agência como interveniente-anuente.</p>
<p>A autorização estabelece novos prazos de execução e vigência.</p>
<div>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Condição contratual</th>
<th>Prazo aprovado</th>
</tr>
<tr>
<td>Execução dos serviços</td>
<td>2 de agosto de 2031</td>
</tr>
<tr>
<td>Vigência contratual</td>
<td>2 de novembro de 2031</td>
</tr>
<tr>
<td>Alteração econômica</td>
<td>Acréscimo de valor contratual</td>
</tr>
<tr>
<td>Outras modificações</td>
<td>Alteração da subcláusula 13.7</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p>A diferença entre execução e vigência é importante. O prazo de execução corresponde ao período previsto para a realização dos serviços. A vigência representa o período de validade do instrumento contratual, que pode incluir etapas administrativas posteriores à conclusão da execução.</p>
<p>A decisão também prevê acréscimo financeiro ao contrato, mas o valor específico não está reproduzido na deliberação publicada.</p>
<p>A autorização passou pela Superintendência Metroferroviária da Artesp, responsável pelo acompanhamento regulatório das concessões ferroviárias submetidas à agência.</p>
<p>A extensão do prazo tem relevância para o planejamento dos serviços contratados pela ViaMobilidade, empresa responsável por duas linhas que atendem diferentes regiões da Grande São Paulo.</p>
<p>A Linha 8-Diamante liga a região de Júlio Prestes e Barra Funda à zona oeste da Região Metropolitana, chegando a Itapevi, com atendimento também aos municípios de Osasco, Carapicuíba, Barueri e Jandira.</p>
<p>A Linha 9-Esmeralda atende o eixo da zona sul e oeste da capital e chega a Osasco, desempenhando papel importante na integração com outras linhas ferroviárias e com os serviços municipais e metropolitanos de ônibus.</p>
<h2>Artesp ressalta que prorrogação não significa compensação automática à concessionária</h2>
<p>Um dos pontos centrais da decisão é a ressalva da Artesp sobre os efeitos financeiros da contratação.</p>
<p>Ao aprovar o aditivo, a agência registrou que sua anuência não representa reconhecimento de direito ao reequilíbrio econômico-financeiro do contrato de concessão das linhas 8 e 9.</p>
<p>Também estabeleceu que a autorização não constitui validação dos valores apresentados.</p>
<p>Esse aspecto é relevante porque os contratos de concessão ferroviária estabelecem uma relação de longo prazo entre o poder concedente e a empresa privada, com obrigações de operação, manutenção, investimentos e cumprimento de indicadores de desempenho.</p>
<p>Durante a execução desses contratos, podem ocorrer alterações de custos, necessidades de serviços adicionais e discussões sobre responsabilidades financeiras.</p>
<p>O reequilíbrio econômico-financeiro é um mecanismo contratual destinado a recompor condições econômicas quando ocorrem situações que, de acordo com as regras aplicáveis, justifiquem essa recomposição.</p>
<p>A Artesp, entretanto, separou expressamente a autorização para prorrogar o contrato de prestação de serviços de qualquer reconhecimento dessa natureza.</p>
<p>A agência também determinou que, ao término do período prorrogado, seja observada uma disposição específica do anexo contratual da concessão.</p>
<p>O conteúdo integral dessa disposição não foi reproduzido na publicação.</p>
<h2>Decisões fazem parte da reorganização da regulação dos transportes metropolitanos</h2>
<p>As duas deliberações ocorrem em um período de mudanças na estrutura regulatória dos transportes do Estado de São Paulo.</p>
<p>A Artesp, inicialmente vinculada à fiscalização das concessões rodoviárias e dos serviços de transporte rodoviário intermunicipal, teve suas atribuições ampliadas para abranger também serviços metropolitanos e metroferroviários.</p>
<p>Essa reorganização envolve a incorporação de responsabilidades anteriormente exercidas por diferentes estruturas estaduais, incluindo funções associadas ao acompanhamento dos ônibus metropolitanos.</p>
<p>No transporte por ônibus, a continuidade dos instrumentos de cooperação com a SPTrans é especialmente importante porque a divisão administrativa entre sistemas não acompanha necessariamente os deslocamentos realizados pela população.</p>
<p>Um passageiro que sai de Santo André (SP), São Bernardo do Campo (SP), Diadema (SP), Guarulhos (SP) ou outra cidade metropolitana pode utilizar ônibus intermunicipais, ônibus municipais de São Paulo e serviços ferroviários durante a mesma viagem.</p>
<p>A organização das transferências e das estruturas compartilhadas interfere diretamente nas condições de deslocamento.</p>
<p>No transporte ferroviário, a atuação da Artesp também envolve a análise de obrigações das concessionárias, contratos relacionados à execução dos serviços e questões econômico-financeiras.</p>
<p>As decisões publicadas nesta quarta-feira mostram essas duas frentes da agência: a cooperação entre gestores públicos para manter a integração dos ônibus e o acompanhamento contratual de uma concessionária ferroviária.</p>
<p>No caso da SPTrans, a próxima etapa é a formalização do convênio autorizado.</p>
<p>Para as linhas 8 e 9, a aprovação permite a formalização do quarto aditivo ao contrato de serviços, nas condições estabelecidas pelo Conselho Diretor.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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  <item>
    <title>ANTT revoga operações conjuntas da Satélite Norte, nega novos mercados à Novo Horizonte e barra habilitação da JTI Turismo</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/28/antt-revoga-operacoes-conjuntas-da-satelite-norte-nega-novos-mercados-a-novo-horizonte-e-barra-habilitacao-da-jti-turismo/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
  	<comments>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/28/antt-revoga-operacoes-conjuntas-da-satelite-norte-nega-novos-mercados-a-novo-horizonte-e-barra-habilitacao-da-jti-turismo/#comments</comments>
    <pubDate>Wed, 28 Oct 2026 08:01:01 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[ANTT]]></category><category><![CDATA[Artesp]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Reportagens Especiais]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Decisões também atingem a Via Tur, que renunciou à autorização de fretamento; mudanças envolvem diferentes etapas de acesso e permanência no mercado de transporte rodoviário de passageiros ADAMO BAZANI A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) revogou duas autorizações que permitiam à Expresso Satélite Norte operar simultaneamente linhas interestaduais entre Goiás, Tocantins, Maranhão e Pará, [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="826" height="532" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/ATRTYTI.jpg?fit=826%2C532&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/ATRTYTI.jpg?w=826&amp;ssl=1 826w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/ATRTYTI.jpg?resize=300%2C193&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/ATRTYTI.jpg?resize=150%2C97&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/ATRTYTI.jpg?resize=768%2C495&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/ATRTYTI.jpg?resize=400%2C258&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 826px) 100vw, 826px" /> <p><em>Decisões também atingem a Via Tur, que renunciou à autorização de fretamento; mudanças envolvem diferentes etapas de acesso e permanência no mercado de transporte rodoviário de passageiros</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) revogou duas autorizações que permitiam à Expresso Satélite Norte operar simultaneamente linhas interestaduais entre Goiás, Tocantins, Maranhão e Pará, indeferiu dois pedidos de novos mercados da Viação Novo Horizonte e negou a habilitação da JTI Turismo, de Goiânia (GO), para solicitar autorização de serviços regulares. As decisões foram publicadas no Diário Oficial da União desta quarta-feira, 28 de outubro de 2026, e atingem procedimentos distintos de organização das linhas e de entrada de empresas no transporte interestadual.</p>
<p>Na mesma edição, a agência extinguiu, mediante renúncia, a autorização de fretamento da Via Tur, de Venâncio Aires (RS). As decisões ocorrem enquanto a ANTT realiza uma nova etapa da primeira janela extraordinária de solicitações de mercados, com apresentação de lances pelas transportadoras até 13 de novembro. Os procedimentos envolvendo as quatro empresas, entretanto, não devem ser confundidos com os resultados dessa disputa, uma vez que abrangem autorizações anteriores, pedidos administrativos individuais e o regime de fretamento.</p>
<h2>Satélite Norte perde autorização para combinar viagens entre Goiânia, Gurupi, Imperatriz e Belém</h2>
<p>A Expresso Satélite Norte Ltda., CNPJ 01.031.060/0001-34, teve revogadas duas permissões de operação simultânea que haviam sido concedidas entre dezembro de 2024 e janeiro de 2025.</p>
<p>As autorizações permitiam à transportadora utilizar a operação de uma linha para atender também outra ligação interestadual em trechos coincidentes. Esse modelo possibilita o compartilhamento operacional de viagens, dentro das condições autorizadas pela ANTT.</p>
<p>A primeira mudança envolve as ligações Goiânia (GO)–Belém (PA), via Paragominas (PA), e Goiânia (GO)–Gurupi (TO).</p>
<p>A empresa tinha autorização para realizar simultaneamente as duas linhas no trecho entre Goiânia e Gurupi. Essa permissão havia sido estabelecida pela Decisão SUPAS nº 3.078, de 30 de dezembro de 2024, publicada em 7 de janeiro de 2025.</p>
<p>A segunda revogação atinge a combinação entre Goiânia (GO)–Belém (PA), via Paragominas (PA), e Imperatriz (MA)–Belém (PA). Nesse caso, a empresa estava autorizada a operar simultaneamente os serviços entre Imperatriz e Belém, conforme decisão de janeiro de 2025.</p>
<p>As duas revogações entraram em vigor nesta quarta-feira, 28 de outubro.</p>
<div>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Linha principal</th>
<th>Linha combinada</th>
<th>Trecho que perde a operação simultânea</th>
</tr>
<tr>
<td>Goiânia (GO)–Belém (PA), via Paragominas (PA)</td>
<td>Goiânia (GO)–Gurupi (TO)</td>
<td>Goiânia (GO)–Gurupi (TO)</td>
</tr>
<tr>
<td>Goiânia (GO)–Belém (PA), via Paragominas (PA)</td>
<td>Imperatriz (MA)–Belém (PA)</td>
<td>Imperatriz (MA)–Belém (PA)</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p>As decisões modificam a forma como a empresa pode combinar os serviços. Não representam, isoladamente, a extinção das linhas ou dos respectivos mercados.</p>
<p>Do ponto de vista operacional, a Satélite Norte poderá ter de reorganizar horários, escalas e utilização dos veículos para atender separadamente às ligações, respeitando as autorizações ainda vigentes.</p>
<p>Para os passageiros, eventuais alterações dependerão da programação operacional adotada pela transportadora. As revogações não estabelecem novos horários nem determinam a interrupção das ligações.</p>
<p>O Diário do Transporte acompanhou a concessão dessas permissões em janeiro de 2025, quando a ANTT autorizou a operação simultânea da linha Goiânia–Belém com o atendimento entre Goiânia e Gurupi.</p>
<p>A mudança agora publicada encerra duas possibilidades específicas de compartilhamento de viagens anteriormente autorizadas à empresa.</p>
<h2>Novo Horizonte tem mais dois pedidos de mercados negados após decisões judiciais</h2>
<p>A Viação Novo Horizonte Ltda., CNPJ 60.829.264/0001-84, recebeu dois novos indeferimentos de pedidos de autorização para operar mercados interestaduais.</p>
<p>As deliberações foram aprovadas pela Diretoria Colegiada da ANTT, em cumprimento a determinações judiciais provenientes de dois mandados de segurança que tramitaram na 17ª Vara Federal Cível da Seção Judiciária do Distrito Federal.</p>
<p>Os pedidos haviam sido apresentados em 2023 e foram analisados com fundamento na Resolução ANTT nº 6.033, de 21 de dezembro daquele ano.</p>
<p>A agência concluiu que as solicitações não atendiam às condições estabelecidas nos artigos 230 e 231 da regulamentação.</p>
<p>A Novo Horizonte tem sido objeto de sucessivas análises regulatórias envolvendo solicitações apresentadas em anos anteriores.</p>
<p>Em setembro de 2026, o Diário do Transporte noticiou novas negativas a requerimentos da empresa e de outras transportadoras relacionadas ao Grupo Abreu Magalhães, além de apresentar o histórico de processos administrativos que chegaram à Justiça em razão da demora na análise.</p>
<p>O atual indeferimento acrescenta outros dois procedimentos a esse histórico, mas não equivale a uma decisão geral sobre todas as linhas que a Novo Horizonte já opera.</p>
<h2>JTI Turismo, de Goiânia, tem habilitação negada para solicitar linhas interestaduais</h2>
<p>Outra decisão envolve uma transportadora de Goiânia (GO) cuja denominação comercial é JTI Turismo.</p>
<p>A empresa está registrada como Auricelia Transporte de Cargas e Turismo Ltda., CNPJ 31.635.706/0001-53, e teve indeferido o requerimento de habilitação para solicitar um Termo de Autorização (TAR) destinado à prestação de serviços regulares de transporte interestadual de passageiros.</p>
<p>A Decisão SUPAS nº 1.481, de 26 de outubro de 2026, foi assinada pelo superintendente de Serviços de Transporte Rodoviário de Passageiros, Juliano de Barros Samôr.</p>
<p>A ANTT fundamentou a negativa no descumprimento das exigências da Resolução nº 6.033/2023.</p>
<p>O pedido de habilitação representa uma etapa anterior à autorização efetiva de mercados. Para operar linhas regulares, a transportadora precisa preencher as condições exigidas para sua habilitação e obter as autorizações correspondentes aos serviços pretendidos.</p>
<p>Com o indeferimento, a JTI Turismo não obteve, por meio desse requerimento, a condição necessária para solicitar o TAR.</p>
<p>O cadastro empresarial identifica a JTI Turismo como nome fantasia da Auricelia Transporte de Cargas e Turismo, constituída em setembro de 2018, com sede em Goiânia.</p>
<p>A atividade principal registrada é a de agência de viagens. Entre as atividades secundárias estão serviços de transporte de passageiros com motorista e transporte rodoviário de cargas.</p>
<p>A decisão publicada nesta quarta-feira não deve ser interpretada como cancelamento de linhas regulares já autorizadas à empresa, pois trata especificamente de um pedido de habilitação.</p>
<p>Há também um antecedente regulatório relevante. Em 11 de setembro de 2026, a ANTT já havia publicado outra decisão de indeferimento de habilitação da mesma pessoa jurídica, igualmente fundamentada no descumprimento da Resolução nº 6.033/2023.</p>
<p>Portanto, a negativa desta quarta-feira integra um histórico de pelo menos dois requerimentos indeferidos em 2026, registrados em procedimentos administrativos distintos.</p>
<h2>Via Tur, de Venâncio Aires (RS), renuncia à autorização de fretamento interestadual</h2>
<p>No segmento de fretamento, a ANTT extinguiu o Termo de Autorização de Fretamento nº 00.9542, anteriormente concedido à empresa Roseleia Regina dos Santos Ltda., CNPJ 41.979.772/0001-02.</p>
<p>A transportadora utiliza o nome fantasia Via Tur e está sediada em Venâncio Aires, no Rio Grande do Sul.</p>
<p>A extinção foi formalizada pela Decisão SUPAS nº 1.474, de 22 de outubro de 2026, mediante renúncia da própria titular da autorização.</p>
<p>O fretamento possui regras diferentes das aplicáveis às linhas regulares de ônibus. Enquanto o transporte regular atende mercados autorizados, com comercialização de passagens individuais e programação de serviços, o fretamento é contratado para transportar grupos previamente definidos, observadas as modalidades e condições previstas pela regulamentação federal.</p>
<p>Para atuar nesse segmento, as empresas devem manter habilitação, documentação, veículos e condutores em condições compatíveis com as exigências da ANTT.</p>
<p>A renúncia da Via Tur encerra a autorização federal identificada no termo extinto. A decisão não equivale à baixa do CNPJ ou ao encerramento de todas as atividades empresariais.</p>
<p>O cadastro da pessoa jurídica permanece identificado como ativo nas bases empresariais consultadas. Sua constituição ocorreu em maio de 2021.</p>
<p>A extinção da autorização também não corresponde a uma punição expressamente determinada pela ANTT, já que a decisão utiliza como fundamento a renúncia.</p>
<h2>Mercado interestadual passa por mudanças com a primeira janela extraordinária</h2>
<p>As decisões sobre as quatro transportadoras ocorrem em um período de reorganização das autorizações do transporte interestadual de passageiros.</p>
<p>Desde setembro, a ANTT vem divulgando resultados, pedidos de autorização, negativas e ajustes relacionados ao novo marco regulatório do setor.</p>
<p>A primeira janela extraordinária de solicitações de mercados, prevista na Resolução nº 6.033/2023, procura organizar a entrada de transportadoras em ligações que estavam sem atendimento ou que apresentavam condições específicas de concentração de oferta.</p>
<p>Nos mercados submetidos a processo seletivo, a agência iniciou em 26 de outubro de 2026 a fase de apresentação de lances, com encerramento previsto para 13 de novembro.</p>
<p>Como mostrou o Diário do Transporte em reportagens anteriores, a disputa envolve mercados que poderão receber novos operadores, enquanto outros procedimentos administrativos continuam sendo analisados individualmente.</p>
<p>A diferença entre esses instrumentos é essencial para compreender o alcance das decisões.</p>
<p>Uma revogação de operação simultânea modifica a maneira de executar serviços existentes. Um indeferimento de mercados impede a autorização de determinadas ligações solicitadas. Uma habilitação negada afeta a possibilidade de avançar no procedimento de autorização. Já a renúncia ao fretamento encerra um título específico para prestação dessa modalidade.</p>
<p>Para o passageiro, os efeitos também são diferentes. Dependendo da decisão, pode haver alteração de horários, manutenção de serviços já existentes, impedimento de entrada de novos operadores ou redução do número de empresas autorizadas em determinado segmento.</p>
<p>O acompanhamento da janela extraordinária deve considerar essas diferenças para que decisões administrativas individuais não sejam confundidas com o resultado geral da seleção de transportadoras.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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  </item>
  <item>
    <title>MPT cria grupo nacional para intensificar fiscalização de jornadas de motoristas e prevenir acidentes; decisões da Justiça reforçam necessidade de empresas de ônibus evitarem passivos trabalhistas &#8211; CONFIRA AS DICAS</title>
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    <pubDate>Wed, 28 Oct 2026 07:01:42 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Reportagens Especiais]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Iniciativa prevê uso de tecnologia para fiscalizar jornadas e descansos, com metas de redução de acidentes, feridos e mortes nas rodovias; decisões recentes sobre acúmulo de funções e direitos dos trabalhadores mostram importância da prevenção jurídica, tema abordado pelo Diário do Transporte com a advogada Liana Variani em entrevistas anteriores  ADAMO BAZANI O Ministério Público [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="768" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260822_1623173.jpg?fit=1024%2C768&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260822_1623173.jpg?w=4096&amp;ssl=1 4096w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260822_1623173.jpg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260822_1623173.jpg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260822_1623173.jpg?resize=150%2C113&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260822_1623173.jpg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260822_1623173.jpg?resize=1536%2C1152&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260822_1623173.jpg?resize=2048%2C1536&amp;ssl=1 2048w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260822_1623173.jpg?resize=400%2C300&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/IMG_20260822_1623173.jpg?w=3000&amp;ssl=1 3000w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Iniciativa prevê uso de tecnologia para fiscalizar jornadas e descansos, com metas de redução de acidentes, feridos e mortes nas rodovias; decisões recentes sobre acúmulo de funções e direitos dos trabalhadores mostram importância da prevenção jurídica, tema abordado pelo<strong> Diário do Transporte</strong> com a advogada Liana Variani em entrevistas anteriores </em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>O Ministério Público do Trabalho (MPT) criou um grupo nacional para intensificar a fiscalização das jornadas e dos períodos de descanso de motoristas profissionais, utilizando recursos tecnológicos e informações sobre acidentes rodoviários para identificar irregularidades e prevenir ocorrências que coloquem em risco trabalhadores e passageiros. A iniciativa, com atuação prevista de setembro de 2026 a outubro de 2027, estabelece metas de redução de acidentes, feridos e mortes e poderá resultar em ações civis públicas e termos de ajustamento de conduta contra empregadores, conforme as irregularidades identificadas. Para as empresas de ônibus urbanos, rodoviários, fretamento e turismo, o movimento reforça a necessidade de manter controles confiáveis de jornada, oferecer condições adequadas de trabalho e corrigir problemas antes que se transformem em acidentes, processos judiciais ou prejuízos financeiros.</p>
<p>A criação do grupo ocorre em um cenário de maior atenção dos órgãos de fiscalização e da Justiça do Trabalho às condições de trabalho no setor de transportes. Decisões recentes envolvendo motoristas de ônibus trataram do pagamento de adicional por acúmulo de funções e da obrigação de empresas organizarem escalas que permitam o exercício de direitos fundamentais, com previsão de multas expressivas em caso de descumprimento. Ao mesmo tempo, mudanças nas regras de duração do trabalho exigem planejamento operacional e financeiro das transportadoras. O cenário retoma uma discussão acompanhada pelo Diário do Transporte em reportagens com a advogada Liana Variani: a prevenção jurídica, associada à garantia de condições dignas aos profissionais, pode evitar conflitos desnecessários, preservar recursos financeiros, reduzir o desgaste da imagem das empresas e contribuir para a segurança de quem utiliza os serviços.</p>
<p>O novo grupo do MPT, denominado Jornada de Trabalho dos Motoristas, Proteção à Vida e Tecnologia, está vinculado à Coordenadoria Nacional de Defesa do Meio Ambiente do Trabalho e da Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (Codemat).</p>
<p>O planejamento estabelece que a atuação institucional poderá resultar na proposição de ações civis públicas ou celebração de termos de ajustamento de conduta (TACs), em número correspondente a pelo menos 70% dos relatórios de análise de sinistros encaminhados pelo Ministério do Trabalho e Emprego.</p>
<p>Também foram estabelecidas metas de redução de pelo menos 5% nos acidentes rodoviários, de 5% no número de feridos e de 5% nas mortes, associadas à implantação do controle automático de jornada dos motoristas profissionais.</p>
<p>Os percentuais representam objetivos institucionais, e não resultados já alcançados. A iniciativa também não significa que todas as empresas de transporte estejam automaticamente sujeitas a novas penalidades. Eventuais medidas dependerão da identificação de irregularidades e dos procedimentos legais correspondentes.</p>
<p>A proposta reforça uma mudança na abordagem dos riscos trabalhistas: em vez de atuar apenas depois de acidentes ou denúncias, os órgãos de fiscalização buscam identificar situações que possam comprometer a segurança antes que ocorram consequências mais graves.</p>
<p>Para as transportadoras, essa perspectiva amplia a importância de políticas permanentes de prevenção, acompanhamento das jornadas, manutenção de instalações e veículos, treinamento de profissionais e revisão das práticas de gestão.</p>
<p>A questão também ultrapassa as relações entre empregados e empregadores. Um motorista que trabalha sem descanso adequado ou enfrenta condições precárias de operação pode ter sua saúde comprometida, com possíveis reflexos na segurança dos passageiros e das demais pessoas que circulam pelas vias.</p>
<h2>MPT estabelece metas de fiscalização e prevenção de acidentes</h2>
<p>O grupo nacional tem como objetivo relacionar a fiscalização trabalhista com a prevenção de sinistros rodoviários, utilizando informações obtidas por órgãos públicos e registros tecnológicos de jornada.</p>
<p>A iniciativa busca identificar situações em que o excesso de horas trabalhadas, a falta de descanso ou registros inconsistentes possam contribuir para riscos à segurança.</p>
<p>O planejamento oficial estabelece os seguintes indicadores:</p>
<div>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Indicador</th>
<th>Meta institucional</th>
</tr>
<tr>
<td>Relatórios de análise de acidentes encaminhados pelo MTE</td>
<td>TACs ou ações civis públicas em quantidade correspondente a pelo menos 70% dos relatórios</td>
</tr>
<tr>
<td>Quantidade de acidentes rodoviários</td>
<td>Redução de pelo menos 5%</td>
</tr>
<tr>
<td>Feridos em acidentes rodoviários</td>
<td>Redução de pelo menos 5%</td>
</tr>
<tr>
<td>Mortes em acidentes rodoviários</td>
<td>Redução de pelo menos 5%</td>
</tr>
<tr>
<td>Período de atuação</td>
<td>Setembro de 2026 a outubro de 2027</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p>As metas de redução estão relacionadas à implantação do controle automático das jornadas, mas não representam resultados já comprovados.</p>
<p>O projeto também não estabelece, por si só, obrigação geral de adoção de uma tecnologia específica por todas as empresas de transporte.</p>
<p>Sua importância está na integração de informações e na possibilidade de ampliar a utilização dos registros para identificar descumprimentos da legislação trabalhista.</p>
<p>No transporte de passageiros, a relação entre jornada e segurança é especialmente importante.</p>
<p>Um motorista submetido a descanso insuficiente pode apresentar redução da atenção, maior tempo de reação e dificuldades de concentração, principalmente em viagens noturnas, trajetos de longa distância ou operações em vias congestionadas.</p>
<p>A fiscalização precisa considerar as diferenças entre o tempo de direção, a jornada de trabalho, os intervalos e as atividades realizadas com o veículo parado.</p>
<p>O transporte coletivo urbano, o rodoviário interestadual, o fretamento e o transporte de cargas possuem características diferentes, que precisam ser consideradas na aplicação das normas.</p>
<p>A responsabilidade por acidentes também depende das circunstâncias de cada ocorrência. A existência de um sinistro não significa, automaticamente, que houve descumprimento trabalhista ou responsabilidade da empresa.</p>
<h2>Principais passivos trabalhistas no transporte: causas, consequências e como evitar</h2>
<p>A partir das decisões judiciais, da legislação e das situações relatadas em entrevistas ao Diário do Transporte, é possível identificar riscos recorrentes nas empresas de ônibus.</p>
<p>As consequências indicadas são possibilidades que dependem da comprovação dos fatos e das circunstâncias de cada caso.</p>
<div>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>CAUSAS</th>
<th>EFEITOS</th>
<th>COMO EVITAR</th>
</tr>
<tr>
<td>Jornadas excessivas e descansos insuficientes</td>
<td>Horas extras, autuações, processos trabalhistas, fadiga e acidentes</td>
<td>Controle real das jornadas, revisão de escalas e fiscalização dos descansos</td>
</tr>
<tr>
<td>Falhas no registro de horas trabalhadas</td>
<td>Cobranças de horas extras e dificuldades na defesa judicial</td>
<td>Integrar registros de ponto, escalas e dados operacionais</td>
</tr>
<tr>
<td>Falta de banheiros e água potável nos pontos finais</td>
<td>Problemas de saúde, denúncias e possíveis indenizações</td>
<td>Instalar pontos de apoio e firmar acordos com responsáveis pelos terminais</td>
</tr>
<tr>
<td>Alojamentos inadequados</td>
<td>Adoecimento, autuações e ações indenizatórias</td>
<td>Garantir condições de higiene, ventilação, segurança e repouso</td>
</tr>
<tr>
<td>Ônibus com problemas de manutenção</td>
<td>Acidentes, afastamentos e responsabilidades civis e trabalhistas</td>
<td>Manutenção preventiva, inspeções e retirada de veículos inseguros</td>
</tr>
<tr>
<td>Acúmulo de atividades incompatíveis com a função</td>
<td>Diferenças salariais, reflexos trabalhistas e ações judiciais</td>
<td>Definir atribuições e utilizar profissionais qualificados</td>
</tr>
<tr>
<td>Assédio moral e tratamento humilhante</td>
<td>Indenizações, afastamentos e desgaste da imagem</td>
<td>Treinar gestores, criar canais de denúncia e investigar situações</td>
</tr>
<tr>
<td>Atrasos salariais e falhas em recolhimentos</td>
<td>Reclamações trabalhistas, multas, conflitos e paralisações</td>
<td>Controle financeiro, conferência de pagamentos e regularidade dos recolhimentos</td>
</tr>
<tr>
<td>Escalas que dificultam o exercício de direitos</td>
<td>Determinações judiciais, multas e mudanças emergenciais na operação</td>
<td>Planejamento prévio de folgas, rendições e substituições</td>
</tr>
<tr>
<td>Demissões por justa causa sem provas suficientes</td>
<td>Reversão judicial da punição e pagamento de verbas</td>
<td>Apuração documentada e análise jurídica antes das decisões</td>
</tr>
<tr>
<td>Exposição a assaltos e agressões</td>
<td>Afastamentos e possíveis indenizações</td>
<td>Protocolos de segurança, comunicação e articulação com autoridades</td>
</tr>
<tr>
<td>Falta de adaptação às mudanças na jornada</td>
<td>Ações trabalhistas, horas extras e conflitos operacionais</td>
<td>Revisar escalas, contratos, convenções e dimensionamento de pessoal</td>
</tr>
<tr>
<td>Ausência de diálogo com empregados</td>
<td>Conflitos repetidos e denúncias</td>
<td>Canais internos de comunicação e participação dos trabalhadores</td>
</tr>
<tr>
<td>Falhas em normas de segurança e saúde</td>
<td>Autuações, acidentes, doenças ocupacionais e processos</td>
<td>Avaliações periódicas, treinamentos e programas de prevenção</td>
</tr>
<tr>
<td>Irregularidades em contratos terceirizados</td>
<td>Possíveis responsabilidades trabalhistas e disputas judiciais</td>
<td>Fiscalizar fornecedores, contratos e cumprimento de obrigações trabalhistas</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p>A tabela mostra que nem todas as medidas preventivas exigem investimentos elevados.</p>
<p>Muitas situações podem ser corrigidas com melhor planejamento, comunicação entre gestores e profissionais e acompanhamento efetivo das rotinas.</p>
<p>Outras dependem de recursos mais significativos, especialmente manutenção de veículos, adequação de instalações, ampliação de pessoal e melhoria das condições de descanso.</p>
<p>Entretanto, é importante que as providências sejam reais, e não apenas formais.</p>
<p>Uma empresa pode manter documentos que preveem descansos regulares, mas continuar exposta a questionamentos se a organização das viagens não permitir que os motoristas cumpram os intervalos.</p>
<p>Da mesma forma, treinamentos e normas internas não substituem a necessidade de fiscalizar as condições efetivas de trabalho.</p>
<h2>MPT e PRF discutem fiscalização de descansos e utilização de dados eletrônicos</h2>
<p>A atuação nacional ocorre paralelamente a iniciativas regionais.</p>
<p>Em 22 de outubro de 2026, representantes do Ministério Público do Trabalho e da Polícia Rodoviária Federal reuniram-se em Porto Velho (RO) para discutir a fiscalização das jornadas e dos períodos de descanso de motoristas profissionais.</p>
<p>Participaram representantes do MPT na 14ª Região e da PRF em Rondônia.</p>
<p>Durante o encontro, foram abordadas informações sobre autuações relacionadas à Lei nº 13.103/2015, conhecida como Lei do Motorista ou Lei do Descanso.</p>
<p>As fiscalizações relatadas tiveram destaque em rodovias utilizadas pelo transporte de cargas, como a BR-364.</p>
<p>Entretanto, os temas discutidos também interessam ao transporte rodoviário de passageiros, principalmente nas viagens de longa distância e operações noturnas.</p>
<p>Uma das possibilidades analisadas é a utilização de informações de fiscalização rodoviária para subsidiar investigações sobre o cumprimento das regras trabalhistas.</p>
<p>Os registros de tacógrafos, sistemas eletrônicos de jornada e outros equipamentos podem auxiliar na identificação de períodos de condução e descanso.</p>
<p>Entretanto, o tacógrafo não substitui integralmente o controle trabalhista, porque a jornada pode incluir atividades executadas fora da direção.</p>
<p>O tempo dedicado à preparação do ônibus, procedimentos operacionais, determinadas atividades nos terminais e outras tarefas pode ter tratamento trabalhista próprio, conforme as circunstâncias e a legislação aplicável.</p>
<p>A utilização de informações tecnológicas exige, portanto, análise adequada para evitar tanto a ausência de registros quanto interpretações equivocadas dos dados.</p>
<h2>Lei do Motorista e decisões do STF exigem revisão das escalas</h2>
<p>A Lei nº 13.103/2015 alterou dispositivos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e do Código de Trânsito Brasileiro relacionados às atividades dos motoristas profissionais.</p>
<p>O artigo 235-C da CLT estabelece normas sobre duração da jornada, prorrogações e descansos dos motoristas empregados abrangidos por essa disciplina.</p>
<p>Entretanto, as regras precisam ser interpretadas considerando as alterações posteriores e o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 5.322 pelo Supremo Tribunal Federal.</p>
<p>Nesse julgamento, o STF declarou inconstitucionais dispositivos relacionados ao fracionamento de períodos de descanso e à exclusão de determinadas situações de espera do tempo de trabalho.</p>
<p>A decisão repercute sobre a organização das escalas, a remuneração de períodos considerados à disposição do empregador e as condições de repouso dos profissionais.</p>
<p>Por isso, empresas que continuam utilizando modelos antigos de controle de jornada precisam verificar se os procedimentos permanecem compatíveis com a legislação e com as decisões judiciais.</p>
<p>Também é necessário observar que o tempo de direção, fiscalizado no âmbito das regras de trânsito, não corresponde obrigatoriamente à totalidade da jornada trabalhista.</p>
<p>Uma empresa pode cumprir uma determinada exigência sobre condução do veículo e, ainda assim, apresentar irregularidades relacionadas à remuneração de horas, intervalos ou atividades realizadas fora da direção.</p>
<p>As convenções e os acordos coletivos também precisam ser analisados, observando seus limites legais e constitucionais.</p>
<p>O transporte urbano, o rodoviário e o fretamento podem apresentar diferenças relevantes na aplicação das normas, o que exige avaliações individualizadas.</p>
<h2>Justiça prevê multa de R$ 100 mil por dia em decisão sobre direito de voto de motoristas</h2>
<p>Um caso recente demonstra como problemas na organização das escalas podem resultar em determinações judiciais.</p>
<p>Durante o segundo turno das eleições de 25 de outubro de 2026, a Justiça do Trabalho determinou que a Viação Atalaia, de Aracaju (SE), organizasse as jornadas para garantir que os empregados pudessem exercer o direito ao voto.</p>
<p>A ação foi apresentada pelo Ministério Público do Trabalho em Sergipe após denúncia sigilosa de um trabalhador.</p>
<p>Segundo o órgão, o profissional havia sido escalado para trabalhar em uma linha distante de sua seção eleitoral, em horários que poderiam inviabilizar sua participação na votação.</p>
<p>A escala teria sido divulgada apenas na véspera da eleição.</p>
<p>A Justiça determinou a adoção de providências como alterações de horários, remanejamento de linhas, ampliação de intervalos e utilização de profissionais substitutos.</p>
<p>Também proibiu descontos salariais, punições e exigência de compensação pelo tempo necessário ao exercício do voto.</p>
<p>O descumprimento poderia resultar em multa de R$ 100 mil por dia.</p>
<p>O valor corresponde à penalidade estabelecida na decisão, não havendo, nessa informação, confirmação de aplicação efetiva da multa.</p>
<p>O caso demonstra que os direitos dos trabalhadores precisam ser considerados na organização da operação, mesmo em sistemas que não podem interromper o atendimento à população.</p>
<p>Para as transportadoras, o planejamento antecipado de escalas e rendições pode evitar situações emergenciais, intervenções judiciais e conflitos com os profissionais.</p>
<h2>Motorista que também fazia manutenção mecânica recebe direito a adicional de 10%</h2>
<p>Outra decisão recente envolve a distribuição de atividades dentro das empresas.</p>
<p>Em julgamento divulgado em 7 de outubro, a 11ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais reconheceu o direito de um motorista de ônibus ao pagamento de adicional de 10% por acúmulo de funções.</p>
<p>O profissional trabalhava para uma concessionária de transporte coletivo em Itanhandu (MG) e também realizava serviços de manutenção mecânica nos veículos.</p>
<p>A empresa argumentou que as tarefas eram ocasionais, mas a prova testemunhal confirmou que eram desempenhadas habitualmente.</p>
<p>Na primeira instância, o pedido havia sido rejeitado.</p>
<p>Entretanto, o TRT-3 reformou o entendimento, considerando que serviços especializados de mecânica não integram as atribuições próprias de um motorista de ônibus.</p>
<p>O Tribunal determinou o pagamento de 10% sobre a remuneração mensal, com os reflexos trabalhistas reconhecidos na decisão.</p>
<p>O percentual se refere ao caso concreto e não representa um adicional obrigatório de 10% para todas as situações de acúmulo de funções.</p>
<p>A discussão precisa ser diferenciada de outro entendimento firmado pelo Tribunal Superior do Trabalho.</p>
<p>No Tema 128 de recursos repetitivos, julgado em abril de 2025, o TST estabeleceu a seguinte tese:</p>
<blockquote><p>O exercício concomitante da função de cobrador pelo motorista de ônibus urbano não gera direito à percepção de acréscimo salarial.</p></blockquote>
<p>A interpretação considera as atividades específicas discutidas naquele julgamento.</p>
<p>Isso não significa que uma transportadora possa atribuir qualquer função adicional aos motoristas sem avaliar compatibilidade, qualificação necessária e condições contratuais.</p>
<p>A realização habitual de tarefas especializadas de manutenção, por exemplo, envolve obrigações diferentes das atividades de condução e atendimento aos passageiros.</p>
<p>A prevenção jurídica exige descrição clara das atribuições e organização adequada das responsabilidades.</p>
<h2>Redução da jornada semanal exige planejamento operacional e financeiro</h2>
<p>A Emenda Constitucional nº 141, promulgada em 16 de outubro de 2026, também traz consequências para a organização do trabalho no transporte coletivo.</p>
<p>A norma prevê a transição para uma jornada semanal máxima de 40 horas, com dois dias de repouso semanal remunerado, sem redução salarial.</p>
<p>A implantação ocorrerá progressivamente.</p>
<div>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Etapa</th>
<th>Jornada prevista</th>
</tr>
<tr>
<td>Regras anteriores à transição</td>
<td>Jornada conforme legislação vigente e regras aplicáveis</td>
</tr>
<tr>
<td>Dois meses após a promulgação</td>
<td>Máximo de 42 horas semanais</td>
</tr>
<tr>
<td>Após o período seguinte de transição</td>
<td>Máximo de 40 horas semanais</td>
</tr>
<tr>
<td>Repouso semanal</td>
<td>Dois dias, conforme as condições previstas na emenda</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p>A redução da jornada tem impacto potencial sobre empresas que operam sete dias por semana, inclusive aos sábados, domingos e feriados.</p>
<p>Para manter a mesma quantidade de viagens, poderá ser necessário reorganizar escalas, contratar profissionais ou alterar a distribuição de turnos.</p>
<p>As empresas também precisarão considerar a ocorrência de férias, afastamentos, folgas, treinamentos e atividades de manutenção.</p>
<p>A emenda prevê disposições sobre o tratamento dos impactos econômico-financeiros em determinados contratos públicos que utilizam mão de obra.</p>
<p>Isso pode exigir avaliações específicas nos contratos de concessão, permissão e prestação de serviços de transporte.</p>
<p>Entretanto, a mudança na legislação trabalhista não representa aumento automático das tarifas nem autoriza redução unilateral das viagens oferecidas aos passageiros.</p>
<p>Eventuais repercussões econômicas precisam ser demonstradas, analisadas pelo poder concedente e tratadas conforme as regras contratuais e legais aplicáveis.</p>
<h2>Prevenção jurídica pode melhorar condições de trabalho e evitar processos, destaca Liana Variani</h2>
<p>A relação entre condições dignas de trabalho, segurança operacional e prevenção de conflitos jurídicos já foi abordada pelo Diário do Transporte em entrevistas com a advogada Liana Variani, especializada em direito empresarial e prevenção de riscos.</p>
<p>Em reportagem publicada em 17 de fevereiro de 2026, sobre indenizações relacionadas a condições precárias de veículos, assaltos e falta de infraestrutura para motoristas, a especialista chamou atenção para a complexidade enfrentada pelas empresas de ônibus.</p>
<p>Parte dos problemas ocorre fora das garagens, em terminais, pontos finais e vias públicas, onde a responsabilidade pela infraestrutura pode envolver prefeituras, governos estaduais e outros órgãos.</p>
<p>Mesmo assim, essas condições repercutem diretamente sobre a saúde dos profissionais e podem provocar conflitos trabalhistas.</p>
<p>Nas entrevistas, Liana destacou a importância de identificar problemas antes que eles se transformem em processos judiciais.</p>
<p>A proposta envolve avaliações independentes, revisão de procedimentos internos e implementação de medidas que melhorem efetivamente o ambiente de trabalho.</p>
<p>Em outra entrevista, publicada em 29 de junho, o Diário do Transporte abordou as situações de motoristas de ônibus que também trabalham com aplicativos de transporte durante as folgas.</p>
<p>O tema envolve a preocupação com fadiga, descanso e segurança, mas também exige cuidado com os direitos dos empregados.</p>
<p>A realização de outra atividade remunerada não significa, automaticamente, falta grave ou autorização para demissão por justa causa.</p>
<p>É necessário avaliar as circunstâncias concretas, as obrigações contratuais e a existência de condutas que efetivamente justifiquem medidas disciplinares.</p>
<p>A ausência dessa análise pode resultar em punições revertidas judicialmente, com custos financeiros e danos à relação entre empresa e trabalhador.</p>
<p>O enfoque defendido por Liana é o da prevenção jurídica como instrumento de gestão, capaz de antecipar conflitos e permitir que transportadoras adotem providências antes da judicialização.</p>
<p>Essa abordagem também contribui para evitar que situações relativamente simples se transformem em disputas prolongadas, com despesas processuais, honorários, desgaste de reputação e consumo de tempo administrativo.</p>
<p>Não se trata de impedir que trabalhadores procurem a Justiça, mas de reduzir as situações que provocam reclamações legítimas e preservar o cumprimento das obrigações legais.</p>
<h2>Prevenir passivos não significa restringir o acesso dos trabalhadores à Justiça</h2>
<p>A prevenção jurídica deve estar relacionada ao cumprimento das obrigações trabalhistas e à melhoria das condições oferecidas aos profissionais.</p>
<p>Os empregados possuem direito constitucional de recorrer à Justiça quando entendem que houve violação de seus direitos.</p>
<p>Por isso, políticas de prevenção não podem envolver pressões para desistência de ações, punições por denúncias ou restrições indevidas ao exercício desse direito.</p>
<p>Também é necessário reconhecer que a existência de um processo não representa, por si só, comprovação de irregularidade.</p>
<p>Há divergências legítimas de interpretação, pedidos improcedentes e situações cujas causas envolvem fatores externos às empresas.</p>
<p>Um programa consistente de prevenção deve ajudar a identificar os fatos, corrigir falhas e assegurar documentação adequada para esclarecer eventuais questionamentos.</p>
<p>A transparência nas relações de trabalho e o cumprimento das normas também contribuem para proteger empresas contra acusações sem fundamento.</p>
<h2>Passageiro é diretamente afetado pelas condições de trabalho nos transportes</h2>
<p>A situação dos profissionais interfere na qualidade e na continuidade do transporte oferecido à população.</p>
<p>Motoristas submetidos a jornadas desorganizadas, falta de descanso ou condições inadequadas podem enfrentar desgaste físico e psicológico, com reflexos potenciais na segurança operacional.</p>
<p>Conflitos trabalhistas prolongados também podem contribuir para afastamentos, aumento da rotatividade, dificuldade de preencher escalas e interrupções de serviços.</p>
<p>Para as transportadoras, esses problemas podem gerar despesas com substituições, horas extras, afastamentos, processos judiciais e custos administrativos.</p>
<p>Nos sistemas concedidos de transporte coletivo, determinadas despesas também podem repercutir nas discussões sobre remuneração, subsídios e equilíbrio econômico-financeiro dos contratos.</p>
<p>Isso não significa que custos decorrentes de descumprimento das obrigações pelas empresas devam ser automaticamente transferidos ao poder público ou aos passageiros.</p>
<p>É necessário distinguir gastos decorrentes de mudanças legais e exigências contratuais daqueles relacionados a irregularidades na gestão.</p>
<p>O cenário reforça a necessidade de políticas que considerem simultaneamente as condições de trabalho, a sustentabilidade econômica dos serviços e o atendimento à população.</p>
<p>A criação do grupo nacional do Ministério Público do Trabalho, as decisões recentes da Justiça e as mudanças legislativas mostram que a gestão trabalhista precisa ser tratada como parte do planejamento operacional das empresas de transportes.</p>
<p>Como destacou a advogada Liana Variani nas entrevistas concedidas ao Diário do Transporte, identificar riscos antecipadamente e adotar medidas preventivas pode evitar conflitos que consomem recursos e prejudicam a reputação das transportadoras.</p>
<p>A prevenção jurídica não substitui o cumprimento das leis nem elimina todos os litígios, mas pode contribuir para relações de trabalho mais equilibradas, profissionais em melhores condições e maior segurança para os passageiros.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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    <title>Nova Itapemirim anuncia retomada da linha São Paulo–Belém em novembro em meio a indefinições sobre futuro da empresa</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/28/nova-itapemirim-anuncia-retomada-da-linha-sao-paulo-belem-em-novembro-em-meio-a-indefinicoes-sobre-futuro-da-empresa/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Wed, 28 Oct 2026 06:21:04 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Ligação já existia e voltará a ter viagens anunciadas pela companhia a partir de 4 de novembro; passageiros contam com outras empresas no percurso, enquanto disputa judicial envolvendo Suzantur e Águia Branca mantém incertezas sobre a continuidade da atual operação ADAMO BAZANI A Nova Itapemirim anunciou a retomada da linha de ônibus entre São Paulo [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="703" height="425" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2023-09-20-at-16.42.49.webp?fit=703%2C425&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2023-09-20-at-16.42.49.webp?w=703&amp;ssl=1 703w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2023-09-20-at-16.42.49.webp?resize=300%2C181&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2023-09-20-at-16.42.49.webp?resize=150%2C91&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2023-09-20-at-16.42.49.webp?resize=400%2C242&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 703px) 100vw, 703px" /> <h1></h1>
<p>Ligação já existia e voltará a ter viagens anunciadas pela companhia a partir de 4 de novembro; passageiros contam com outras empresas no percurso, enquanto disputa judicial envolvendo Suzantur e Águia Branca mantém incertezas sobre a continuidade da atual operação</p>
<p>ADAMO BAZANI</p>
<p>A Nova Itapemirim anunciou a retomada da linha de ônibus entre São Paulo (SP) e Belém (PA), com a primeira viagem programada para 4 de novembro de 2026, às 12h15, partindo da capital paulista. No sentido contrário, a saída de Belém está prevista para 12 de novembro, às 20h15. O serviço, que já fez parte da malha atendida pela Itapemirim, passará novamente a ser oferecido sob a marca atualmente operada pela Suzantur (Transportadora Turística Suzano), em um mercado no qual os passageiros já contam com outras alternativas de transporte rodoviário.</p>
<p>O anúncio ocorre em um momento de indefinições sobre o futuro da Nova Itapemirim. A Suzantur permanece responsável pela operação das linhas vinculadas à massa falida do Grupo Itapemirim, mas sua continuidade está sujeita a decisões judiciais e regulatórias. A Justiça autorizou a permanência provisória da transportadora enquanto não se concretiza a entrada da Viação Águia Branca, cuja proposta de arrendamento foi homologada, ou a realização do leilão judicial dos ativos, o que ocorrer primeiro. Dessa forma, a retomada comercial da ligação São Paulo–Belém acontece sem que esteja definida a permanência da atual operadora no longo prazo.</p>
<p>De acordo com as informações divulgadas pela Nova Itapemirim em suas redes sociais, o itinerário anunciado contempla quatro capitais: São Paulo (SP), Goiânia (GO), Teresina (PI) e Belém (PA).</p>
<p>O atendimento também inclui municípios intermediários, como Campinas (SP), Uberaba (MG), Uberlândia (MG), Floriano (PI), Santa Inês (MA) e Capanema (PA), entre outros.</p>
<p>Isso permite a utilização do serviço não apenas por passageiros que fazem todo o percurso entre São Paulo e Belém, mas também por pessoas que precisam viajar entre cidades intermediárias, de acordo com os trechos efetivamente comercializados.</p>
<p>As passagens estão sendo anunciadas nos canais de venda da empresa. Os horários informados correspondem às partidas nas cidades de origem, sendo necessária a consulta específica para os embarques intermediários.</p>
<p>A retomada representa, portanto, o retorno de uma opção comercial em uma ligação já conhecida do transporte rodoviário interestadual brasileiro, e não a criação de um percurso inédito.</p>
<p>Além da Nova Itapemirim, plataformas de consulta de passagens apresentam opções de deslocamento entre São Paulo e Belém envolvendo empresas como Expresso Guanabara, Real Maia, Satélite Norte e Ouro e Prata, conforme a data pesquisada e as condições de cada viagem.</p>
<p>As alternativas podem apresentar diferenças de itinerário, duração, pontos de parada e necessidade de conexão. Por isso, a disponibilidade deve ser verificada para cada data e trecho.</p>
<p>Para os passageiros, a existência de diferentes opções permite comparar preços, horários e características dos serviços, especialmente em viagens de longa distância, nas quais o tempo de deslocamento e as condições oferecidas pelos ônibus têm peso importante na escolha.</p>
<h2>Outras empresas também oferecem viagens entre São Paulo e Belém</h2>
<p>A Nova Itapemirim não será a única alternativa para os passageiros que pretendem viajar de ônibus entre São Paulo (SP) e Belém (PA). O mercado já é atendido por outras transportadoras, com opções de viagens diretas e itinerários que incluem conexões em cidades intermediárias.</p>
<p>Levantamento realizado pelo Diário do Transporte em plataformas de comercialização e comparação de passagens identificou ofertas envolvendo Real Expresso, Rotas do Triângulo, Roderotas, Real Maia, Satélite Norte, Ouro e Prata e Expresso Guanabara, entre outras empresas.</p>
<p>A Real Expresso e a Rotas do Triângulo aparecem em consultas com serviços diretos entre as duas capitais. Já empresas como Real Maia, Satélite Norte, Ouro e Prata e Expresso Guanabara também aparecem nas buscas por passagens, inclusive em combinações de viagens que exigem troca de ônibus durante o percurso.</p>
<p>Nas consultas, também foram identificadas alternativas envolvendo Nordeste Transportes, Expresso São Luiz, Expresso União, Liderança e outras transportadoras, conforme a plataforma, o sentido da viagem e a data selecionada.</p>
<p>A diferença é importante para o passageiro: uma passagem comercializada entre São Paulo e Belém não significa necessariamente que todo o percurso será realizado no mesmo ônibus ou pela mesma empresa. Algumas opções envolvem conexões, por exemplo, em Goiânia (GO) ou Teresina (PI).</p>
<p>Em uma viagem que pode ultrapassar dois dias, é necessário comparar não apenas o preço, mas também o tempo total de deslocamento, os horários de partida e chegada, as eventuais conexões e as condições dos veículos.</p>
<p>A retomada anunciada pela Nova Itapemirim, portanto, representa o retorno da empresa a uma ligação já existente e disputada por outras transportadoras, e não a abertura de um serviço inédito ou exclusivo.</p>
<p>O anúncio também ocorre enquanto a continuidade da operação da Nova Itapemirim pela Suzantur permanece sujeita às decisões judiciais sobre o arrendamento das linhas da massa falida do Grupo Itapemirim.</p>
<h2>Retomada ocorre enquanto Justiça discute quem continuará operando as linhas da Itapemirim</h2>
<p>A nova programação comercial acontece em meio a uma disputa que se prolonga desde a falência do Grupo Itapemirim, decretada em setembro de 2022.</p>
<p>Naquele ano, a Justiça autorizou o arrendamento emergencial das operações para a Suzantur, empresa que passou a utilizar comercialmente a marca Nova Itapemirim.</p>
<p>A medida permitiu a continuidade de parte dos serviços anteriormente prestados pelo grupo, evitando uma interrupção generalizada das ligações e preservando a possibilidade de utilização dos ativos em benefício da massa falida e dos credores.</p>
<p>Entretanto, o modelo de arrendamento passou a ser questionado por outras empresas interessadas na operação, principalmente em relação à escolha da transportadora, às condições econômicas do contrato e à necessidade de realização de um procedimento competitivo.</p>
<p>A Viação Águia Branca apresentou proposta para assumir a operação e obteve decisão judicial favorável à homologação de seu arrendamento.</p>
<p>A questão também chegou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), que, em junho de 2026, revogou uma liminar que favorecia a permanência da Suzantur.</p>
<p>Como acompanhou o Diário do Transporte, as decisões posteriores passaram a tratar da forma de transição das operações, da necessidade de preservar os serviços e das condições para a realização do leilão dos ativos.</p>
<p>Em 15 de outubro de 2026, a reportagem mostrou que a juíza Isadora Botti Beraldo Moro, da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, autorizou uma prorrogação excepcional do contrato da Suzantur.</p>
<p>A medida foi tomada diante da ausência de uma transição efetiva para a Águia Branca e das indefinições relacionadas ao leilão.</p>
<p>A magistrada considerou necessário assegurar uma base contratual para a continuidade provisória dos serviços, com responsabilidades e condições estabelecidas, sem modificar a homologação da proposta da Águia Branca.</p>
<p>A decisão também determinou que a administradora judicial apresentasse uma minuta de aditivo contratual, preservando, tanto quanto possível, as condições econômicas e operacionais anteriores e realizando os ajustes necessários à proteção da massa falida.</p>
<p>A permanência da Suzantur foi autorizada até a efetiva entrada da Águia Branca na operação ou a realização do leilão judicial, prevalecendo o evento que ocorrer primeiro.</p>
<p>O cenário envolve ainda a atuação da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), responsável pela regulação e fiscalização do transporte rodoviário interestadual de passageiros.</p>
<p>A agência tem sustentado, nas discussões judiciais, questões relacionadas aos limites regulatórios do arrendamento e à impossibilidade de transferência automática da titularidade das autorizações apenas por meio de acordos entre empresas ou decisões sobre os ativos da massa falida.</p>
<p>Dessa maneira, a definição judicial sobre o arrendamento e as exigências regulatórias para a prestação dos serviços são aspectos que precisam ser considerados conjuntamente.</p>
<h2>O que muda para o passageiro</h2>
<p>No caso específico da ligação São Paulo–Belém, o anúncio da Nova Itapemirim indica a intenção de voltar a atender um percurso de longa distância que atravessa diferentes regiões do país e reúne mercados com perfis variados de demanda.</p>
<p>Para quem pretende viajar, a principal informação prática é a programação de retomada a partir de novembro. Entretanto, a venda de bilhetes e a divulgação de horários não representam, por si só, uma garantia de manutenção indefinida da operação sob a mesma empresa.</p>
<p>Também não significam que haverá necessariamente uma interrupção futura dos serviços. As decisões judiciais tomadas até agora buscam justamente disciplinar a continuidade das linhas durante o processo de definição de uma nova arrendatária ou de alienação dos ativos.</p>
<p>O passageiro deve consultar os horários, as condições de embarque e as regras de remarcação e reembolso, sobretudo quando a compra for realizada com antecedência.</p>
<p>Em caso de eventual substituição da transportadora responsável, a continuidade dos serviços e o tratamento das passagens comercializadas dependerão das condições da transição e das determinações aplicáveis.</p>
<p>A retomada da São Paulo–Belém ocorre, assim, em duas situações distintas: comercialmente, a Nova Itapemirim procura recompor sua oferta de viagens; juridicamente, a permanência da Suzantur na operação continua provisória e sujeita aos próximos desdobramentos da disputa envolvendo a massa falida, a Águia Branca e os órgãos responsáveis pela regulação do setor.</p>
<p>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</p>
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    <title>Viação Pedra Negra bate recorde de passageiros transportados em Itaúna (MG) no segundo turno das Eleições 2026</title>
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    <pubDate>Wed, 28 Oct 2026 01:00:10 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Sistema urbano registrou mais de oito mil usuários que utilizaram os ônibus municipais para se deslocar para a votação VINÍCIUS DE OLIVEIRA Com um salto expressivo no número de usuários e a excelência operacional demonstrada, os dados do transporte coletivo de Itaúna durante as eleições de outubro de 2026 trazem uma resposta incontestável sobre a [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="768" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-11-12-as-15.31.43_e21800e7.webp?fit=1024%2C768&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-11-12-as-15.31.43_e21800e7.webp?w=1024&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-11-12-as-15.31.43_e21800e7.webp?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-11-12-as-15.31.43_e21800e7.webp?resize=150%2C113&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-11-12-as-15.31.43_e21800e7.webp?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-11-12-as-15.31.43_e21800e7.webp?resize=400%2C300&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Sistema urbano registrou mais de oito mil usuários que utilizaram os ônibus municipais para se deslocar para a votação</em></p>
<p><em><strong>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</strong></em></p>
<p>Com um salto expressivo no número de usuários e a excelência operacional demonstrada, os dados do transporte coletivo de Itaúna durante as eleições de outubro de 2026 trazem uma resposta incontestável sobre a eficácia da gratuidade. Mais do que garantir o direito fundamental ao voto, a Tarifa Zero Eleitoral aplicada no primeiro e no segundo turno se consolidou como uma ferramenta indispensável de inclusão social e desenvolvimento econômico. Ao retirar a barreira da catraca, a cidade não apenas colocou os ônibus para rodar cheios, mas devolveu o direito de circulação para milhares de itaunenses que antes ficavam isolados em suas casas por falta de condições financeiras, quebrando de forma definitiva qualquer desconfiança e resgatando a confiabilidade do cidadão no transporte público.</p>
<p>A resposta da população foi imediata e os números nas catracas impressionam quando comparados a um domingo comum, onde o sistema registra o transporte de uma média tradicional de 3.200 passageiros. No dia 4 de outubro, durante o primeiro turno, o volume de usuários saltou para 7.132, representando um impressionante aumento de 122,9% em relação à média normal, o que significou mais que o dobro da movimentação habitual. Mantendo a gratuidade total no dia 25 de outubro, para o segundo turno, o sistema bateu um novo recorde histórico e registrou 8.221 passageiros, consolidando um crescimento espetacular de 156,9% acima da média tradicional de domingos.</p>
<p>Um aumento tão expressivo no volume de usuários exige planejamento, estrutura e total capacidade de resposta, desafio este que foi vencido com maestria. Diante deste cenário histórico, a VIAÇÃO PEDRA NEGRA LTDA conseguiu atender toda a demanda em conformidade rigorosa com os protocolos de transporte e com um padrão de excelência elogiável. A empresa não mediu esforços para garantir ônibus pontuais, limpos e profissionais preparados para receber esse fluxo massivo de cidadãos de forma totalmente segura. Esse desempenho impecável demonstra o verdadeiro potencial técnico e humano da concessionária, que está pronta para dar passos ainda maiores junto ao município. A VIAÇÃO PEDRA NEGRA LTDA sonha muito com a implantação definitiva desse modelo para todos os domingos e feriados do ano, buscando crescer junto com Itaúna e desejando que toda a cidade conheça e confie na sua capacidade de entrega, estando sempre de braços abertos para construir soluções que tragam o melhor para os passageiros e para o desenvolvimento municipal.</p>
<p>Além do resgate social e do aumento de passageiros por viagem através da otimização da frota, a Tarifa Zero nos finais de semana gera uma poderosa engrenagem de economia circular onde o dinheiro fica na própria cidade. Sem o custo da passagem de ida e volta para pesar no orçamento familiar, o cidadão deixa de ficar retido em casa comprando em sites e grandes plataformas internacionais da internet. Com o transporte gratuito, as famílias saem de casa para passear, frequentar praças, parques e eventos culturais, consumindo diretamente nas lojas, feiras, lanchonetes e mercados do próprio município. Essa mudança de comportamento combate o isolamento social, fortalece o lazer e gera um retorno de impostos diretos para Itaúna, já que o comércio local vende mais e gera empregos, fazendo com que a arrecadação retorne para a população em melhorias na saúde, educação e infraestrutura urbana e rural, conectando as comunidades mais afastadas ao centro. Estimulando inclusive a segurança no trânsito, a medida incentiva motoristas a deixarem seus veículos em casa, aliviando o tráfego e reduzindo o risco de acidentes nas vias municipais.</p>
<p>A Tarifa Zero nas eleições não foi apenas um teste de mobilidade, mas a prova viva de que a união entre a vontade pública e a competência de uma empresa local gera resultados extraordinários para o município. Os dados deixam claro para gestores e legisladores que a mobilidade urbana inteligente é o caminho para uma Itaúna mais próspera, unida, justa e com um comércio fortemente aquecido, provando que a gratuidade não é um gasto, mas sim um investimento estratégico que se paga social e economicamente. Afinal, a missão de transportar vidas com dignidade se resume em um único e verdadeiro lema: PARA A VIDA TUDO É PASSAGEIRO, E PARA NÓS, PASSAGEIRO É TUDO.</p>
<p><em><strong>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</strong></em></p>
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  <item>
    <title>VÍDEO: Ônibus da Marechal pega fogo no centro de Brasília na noite desta terça-feira (27)</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/27/video-onibus-da-marechal-pega-fogo-no-centro-de-brasilia-na-noite-desta-terca-feira-27/</link>
	<dc:creator><![CDATA[sennayuri]]></dc:creator>
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    <pubDate>Wed, 28 Oct 2026 00:30:26 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Fogo começou na parte dianteira do veículo; segundo a empresa, ônibus havia passado por manutenção um dia antes YURI SENA Um ônibus da Auto Viação Marechal foi atingido por um incêndio na noite desta terça-feira, 27 de outubro de 2026, na região central de Brasília. Registros feitos no local mostram o veículo tomado pelas chamas. [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="800" height="659" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/8f46895d-0070-4b62-871f-ae2c4beec8bc-e1793147668602.jpg?fit=800%2C659&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" /> <p><i><span style="font-weight: 400;">Fogo começou na parte dianteira do veículo; segundo a empresa, ônibus havia passado por manutenção um dia antes</span></i></p>
<p><b><i>YURI SENA</i></b></p>
<p><div style="width: 576px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-541825-2" width="576" height="928" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Video-2026-10-27-at-21.20.28.mp4?_=2" /><a href="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Video-2026-10-27-at-21.20.28.mp4">https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Video-2026-10-27-at-21.20.28.mp4</a></video></div></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um ônibus da Auto Viação Marechal foi atingido por um incêndio na noite desta terça-feira, 27 de outubro de 2026, na região central de Brasília. Registros feitos no local mostram o veículo tomado pelas chamas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) recebeu o chamado às 18h33 e enviou duas viaturas para a ocorrência. Ao chegarem, os militares encontraram o fogo concentrado na dianteira do coletivo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Antes da chegada das equipes, o motorista conseguiu retirar os passageiros. Não houve registro de feridos, segundo a corporação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para combater o incêndio, os bombeiros utilizaram água pressurizada. A via ficou interditada enquanto os trabalhos eram realizados, como medida para permitir o atendimento da ocorrência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Procurada, a Auto Viação Marechal informou que o veículo foi fabricado em 2019 e estava com as revisões atualizadas. A companhia também afirmou que a manutenção mais recente ocorreu na segunda-feira (26).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A empresa declarou que aguarda o resultado da perícia para esclarecer o que provocou o fogo e que prestará colaboração às autoridades responsáveis pela investigação.</span></p>
<p><b><i>Yuri Sena, para o Diário do Transporte</i></b></p>
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    <title>Prefeitura do Rio de Janeiro encerra nesta quarta (28) consulta pública para licitação de 175 ônibus elétricos, com investimento de R$ 509 milhões e garagem na Maré</title>
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    <pubDate>Wed, 28 Oct 2026 00:18:54 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Eletromobilidade]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Na Rede]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Projeto prevê concessão de 16 anos, financiamento de R$ 329 milhões pelo BNDES e contratação de operação por quilometragem; veículos fazem parte da implantação do Sistema Rio e terão infraestrutura própria de recarga ADAMO BAZANI Termina nesta quarta-feira, 28 de outubro de 2026, o prazo para apresentação de contribuições à consulta pública da Prefeitura do [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="576" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/onibus-eletricos-eletra-sp-2.jpg?fit=1024%2C576&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/onibus-eletricos-eletra-sp-2.jpg?w=1920&amp;ssl=1 1920w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/onibus-eletricos-eletra-sp-2.jpg?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/onibus-eletricos-eletra-sp-2.jpg?resize=1024%2C576&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/onibus-eletricos-eletra-sp-2.jpg?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/onibus-eletricos-eletra-sp-2.jpg?resize=768%2C432&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/onibus-eletricos-eletra-sp-2.jpg?resize=1536%2C864&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/onibus-eletricos-eletra-sp-2.jpg?resize=400%2C225&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> 
<p class="wp-block-paragraph"> Projeto prevê concessão de 16 anos, financiamento de R$ 329 milhões pelo BNDES e contratação de operação por quilometragem; veículos fazem parte da implantação do Sistema Rio e terão infraestrutura própria de recarga<br><br><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong><br><br>Termina nesta quarta-feira, 28 de outubro de 2026, o prazo para apresentação de contribuições à consulta pública da Prefeitura do Rio de Janeiro (RJ) sobre a contratação de 175 ônibus elétricos a bateria para o transporte coletivo municipal. O projeto, que prevê investimentos de R$ 509 milhões, inclui a implantação de uma garagem pública na Maré, na Zona Norte da cidade, e será executado por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP), com concessão administrativa de 16 anos. A iniciativa integra a reorganização do sistema de ônibus da capital fluminense e deverá estabelecer um novo modelo de contratação para a operação de veículos de emissão zero.<br><br>A Secretaria Municipal de Transportes (SMTR) disponibilizou a minuta do edital e os anexos do chamado Lote Elétrico LE1, que contempla o fornecimento dos veículos, a construção e a administração da garagem, a instalação dos equipamentos de recarga, a manutenção da infraestrutura e a prestação dos serviços por uma quantidade determinada de quilômetros mensais. O projeto conta com financiamento de R$ 329 milhões aprovado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com recursos do Fundo Clima. A previsão apresentada pela administração municipal é publicar o edital definitivo da concorrência em novembro de 2026, depois da análise das contribuições recebidas.<br><br>A consulta pública foi aberta em 28 de setembro e teve uma audiência pública virtual marcada para terça-feira, 27 de outubro, às 11h, para apresentação do projeto e esclarecimento de dúvidas.<br><br>O encerramento da consulta nesta quarta-feira representa mais uma etapa da preparação da concorrência. A publicação da minuta e dos documentos técnicos não significa que a disputa entre as empresas interessadas já tenha sido aberta.<br><br>A contratação também representa uma mudança na forma como a Prefeitura do Rio de Janeiro pretende organizar a eletrificação dos ônibus. Além de disponibilizar os veículos, a futura concessionária deverá assumir responsabilidades relacionadas à infraestrutura física e energética necessária para manter a frota em circulação.<br><br><strong>Investimento de R$ 509 milhões reúne financiamento do BNDES e recursos da concessão</strong><br><br>O investimento total previsto para o primeiro lote elétrico é de R$ 509 milhões, segundo informações divulgadas pela Prefeitura do Rio de Janeiro e pelo BNDES.<br><br>Desse montante, R$ 329 milhões correspondem ao financiamento aprovado pelo banco federal para apoiar a aquisição dos ônibus elétricos. A estrutura financeira também contempla investimentos da futura concessionária e contrapartida municipal.<br><br>Os recursos do BNDES serão disponibilizados por meio do Fundo Clima, instrumento federal de financiamento destinado a projetos que contribuam para a redução das emissões de gases de efeito estufa e a transição para tecnologias menos poluentes.<br><br>A aprovação do financiamento representa uma etapa importante para a viabilização da frota, mas a contratação da empresa responsável pelo serviço dependerá da conclusão da licitação e da assinatura do contrato.<br><br>A PPP será estruturada na modalidade de concessão administrativa. Nesse modelo, a remuneração da concessionária envolve pagamentos realizados pelo poder público, de acordo com as condições contratuais e os indicadores estabelecidos para a prestação dos serviços.<br><br>A proposta de contratação por quilometragem mensal coloca entre os principais pontos da futura concessão a disponibilidade efetiva dos veículos, o cumprimento da programação operacional, a manutenção da frota e os mecanismos de fiscalização.<br><br>Para os passageiros, o resultado dependerá não apenas da aquisição dos ônibus, mas da quantidade de viagens efetivamente realizadas, da regularidade dos horários e da capacidade de manter os veículos disponíveis para operação.<br><br>A definição dos indicadores de desempenho e das condições de remuneração será importante para evitar que a contratação se concentre apenas na disponibilização dos equipamentos, sem assegurar os resultados esperados para o atendimento à população.<br><br><strong>Garagem pública na Maré terá estrutura de recarga e manutenção</strong><br><br>Um dos principais componentes do projeto é a implantação de uma garagem pública na região da Maré, na Zona Norte do Rio de Janeiro.<br><br>A instalação deverá reunir a infraestrutura necessária para a operação dos 175 ônibus elétricos, incluindo equipamentos de recarga, áreas de estacionamento e espaços destinados à manutenção dos veículos.<br><br>A adoção de uma garagem pública representa uma diferença em relação ao modelo tradicional de operação de ônibus, no qual as instalações normalmente pertencem às empresas concessionárias ou são controladas por elas.<br><br>Essa mudança pode ter implicações para a continuidade dos serviços e para eventuais substituições de operadores.<br><br>Em sistemas dependentes de garagens privadas, a troca de uma empresa pode exigir negociações sobre imóveis e instalações indispensáveis à operação das linhas. Com uma estrutura pública, a administração municipal poderá ter maior capacidade de organizar o uso dos espaços e planejar a continuidade do atendimento, conforme as regras que forem estabelecidas no contrato.<br><br>A eletrificação também exige planejamento específico para o fornecimento de energia, a disponibilidade dos carregadores e a manutenção dos sistemas de baterias.<br><br>Diferentemente dos ônibus movidos a diesel, os veículos elétricos dependem de uma estrutura de recarga compatível com a programação diária das linhas.<br><br>Isso significa que problemas no fornecimento de energia, nos carregadores ou no gerenciamento da recarga podem afetar diretamente a quantidade de ônibus disponíveis para os passageiros.<br><br>Outro aspecto importante será a definição da responsabilidade pelos equipamentos e pelas instalações ao término dos 16 anos de concessão, especialmente em relação à conservação e à continuidade de utilização da infraestrutura.<br><br><strong>Ônibus terão piso baixo, ar-condicionado e equipamentos de monitoramento</strong><br><br>Segundo as características apresentadas pelo BNDES e pela administração municipal, os 175 ônibus elétricos deverão contar com piso baixo, recursos de acessibilidade, climatização e equipamentos de monitoramento.<br><br>O projeto também contempla sensores e câmeras para acompanhamento do desempenho operacional.<br><br>A tecnologia de propulsão elétrica elimina as emissões de escapamento durante a circulação e reduz o ruído produzido pelos veículos, especialmente nas partidas e acelerações.<br><br>A Prefeitura do Rio de Janeiro estima que a utilização da nova frota poderá evitar aproximadamente 13,3 mil toneladas de dióxido de carbono equivalente por ano.<br><br>Ao longo do período de operação considerado no projeto, a redução acumulada estimada é de aproximadamente 199,4 mil toneladas.<br><br>Esses números são projeções e dependerão da utilização efetiva dos veículos, da quilometragem percorrida e das condições de operação.<br><br>O BNDES também estima a geração de 535 empregos diretos, entre motoristas, fiscais e despachantes.<br><br>Outro aspecto relevante é a exigência de fabricação nacional para os ônibus financiados pelo banco. A condição pode representar oportunidades para fabricantes de carrocerias, chassis, sistemas de tração elétrica e outros fornecedores instalados no Brasil.<br><br>A escolha dos fabricantes e dos modelos dependerá das condições da contratação e das propostas apresentadas pelas empresas interessadas.<br><br><strong>Linhas que receberão os ônibus ainda dependem de definição operacional</strong><br><br>A distribuição dos 175 ônibus elétricos entre as linhas municipais é uma das questões de maior interesse para os passageiros.<br><br>Na apresentação do financiamento, em setembro, a Prefeitura do Rio de Janeiro informou que os itinerários seriam definidos após a consulta pública.<br><br>Essa definição é importante porque a introdução de ônibus elétricos precisa considerar a extensão dos trajetos, a quilometragem diária, os períodos de maior movimento, a capacidade das baterias e o tempo necessário para recarga.<br><br>A escolha também influencia a localização das garagens e a possibilidade de aproveitamento da infraestrutura elétrica.<br><br>A incorporação dos 175 veículos, portanto, não significa necessariamente um aumento equivalente da frota em circulação.<br><br>O efeito sobre a oferta dependerá da programação operacional, da quantidade de ônibus convencionais eventualmente substituídos e da distribuição dos veículos entre os serviços existentes ou planejados.<br><br>Para o passageiro, a principal questão será saber se a nova frota permitirá reduzir intervalos, melhorar a regularidade e oferecer maior conforto nas viagens.<br><br>A definição das linhas também será importante para avaliar os efeitos da eletrificação sobre regiões com maior concentração de passageiros e corredores que atualmente enfrentam problemas de velocidade comercial e regularidade.<br><br> <strong>Sistema Rio prevê mudanças mais amplas nas concessões municipais</strong><br><br>A implantação do lote elétrico ocorre durante a reorganização do transporte coletivo municipal.<br><br>O Sistema Rio foi estruturado para substituir gradualmente o modelo anterior de concessões, com novas regras de contratação, fiscalização, operação e controle.<br><br>Em julho de 2026, a Prefeitura do Rio de Janeiro publicou o edital da segunda etapa do programa, abrangendo cinco lotes e prevendo a incorporação de mais de 1.400 ônibus.<br><br>A etapa contempla regiões das zonas Oeste e Norte, incluindo Guaratiba, Santa Cruz, Campo Grande, Bangu, Vila Isabel e Ilha do Governador.<br><br>Na ocasião, a administração municipal anunciou investimentos privados estimados em R$ 1,4 bilhão e ampliação de 57% da frota nas regiões contempladas.<br><br>O cronograma divulgado previa o início da operação dos novos veículos no primeiro trimestre de 2027, dentro de um processo de reorganização que deverá se estender até 2028.<br><br>O novo modelo também contempla garagens públicas e sistemas inteligentes de transporte, conhecidos pela sigla ITS, para acompanhamento da operação em tempo real.<br><br>O lote elétrico constitui uma frente específica desse processo, com características financeiras e operacionais próprias.<br><br>Enquanto as concessões convencionais envolvem a reorganização de linhas e a renovação da frota em diferentes regiões, o LE1 concentra a contratação de ônibus elétricos e da infraestrutura necessária para sua operação.<br><br>A separação dos contratos também exige mecanismos de integração entre os diferentes operadores, especialmente em relação à programação de viagens, ao controle operacional e à fiscalização dos serviços.<br><br>O planejamento deverá considerar a convivência entre ônibus elétricos e convencionais, evitando sobreposição de responsabilidades ou dificuldades de coordenação que possam prejudicar o atendimento.<br><br><strong>Meta é chegar a mil ônibus de emissão zero até 2030</strong><br><br>A Prefeitura do Rio de Janeiro estabeleceu como meta alcançar, até 2030, uma participação de 20% de veículos de emissão zero na frota municipal, equivalente a aproximadamente mil ônibus.<br><br>Os 175 veículos previstos no primeiro lote elétrico representam 17,5% dessa meta quantitativa.<br><br>A concretização do objetivo dependerá de novas aquisições, da disponibilidade de financiamento, da implantação de infraestrutura energética e da capacidade de incorporar os veículos à operação regular.<br><br>A experiência do Rio de Janeiro também poderá servir de referência para outras cidades brasileiras que estudam modelos de financiamento e contratação de ônibus elétricos.<br><br>A diferença entre adquirir veículos diretamente, financiar compras pelas operadoras ou contratar a disponibilidade e a operação por meio de PPPs interfere na distribuição de riscos e responsabilidades entre empresas e governos.<br><br>No modelo carioca, uma das questões centrais será conciliar os investimentos iniciais elevados com a remuneração da operação durante o período contratual.<br><br>A redução de despesas com combustível e determinadas atividades de manutenção precisa ser considerada juntamente com os custos de aquisição, baterias, recarga, financiamento e infraestrutura.<br><br>Também será necessário avaliar a vida útil dos equipamentos, especialmente das baterias, e as responsabilidades por eventuais substituições ao longo dos 16 anos.<br><br>A experiência de outras cidades brasileiras mostra que a eletrificação depende de planejamento que envolva simultaneamente veículos, garagens, rede elétrica, financiamento e programação operacional.<br><br>A aquisição de ônibus, isoladamente, não resolve problemas relacionados à infraestrutura de recarga, à disponibilidade de energia ou à necessidade de manutenção especializada.<br><br>### Edital definitivo está previsto para novembro<br><br>Com o encerramento da consulta pública nesta quarta-feira, 28 de outubro, a Prefeitura do Rio de Janeiro poderá consolidar as contribuições recebidas e preparar a versão definitiva do edital.<br><br>Na apresentação oficial do financiamento, em setembro, a previsão era publicar o edital da PPP em novembro de 2026.<br><br>A confirmação do calendário dependerá dos procedimentos administrativos e da conclusão da estruturação contratual.<br><br>Entre os pontos que deverão ser acompanhados estão as exigências de qualificação das empresas interessadas, os critérios de julgamento das propostas, os indicadores de desempenho, a distribuição dos riscos contratuais e as condições de implantação da garagem e da infraestrutura de recarga.<br><br>Para os passageiros, as próximas definições mais importantes serão as linhas contempladas, a programação de viagens e a data prevista para a entrada dos ônibus elétricos em circulação.<br><br>O projeto representa uma etapa da eletrificação do transporte municipal, mas sua efetividade será medida pela disponibilidade dos veículos, pela regularidade do serviço e pela capacidade de manter a operação durante os 16 anos previstos para a concessão.<br><br>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</p>



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