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	<title>Diário do Transporte</title>
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	<description>Página destinada à cobertura jornalística dos principais fatos relacionados aos transportes, com notícias, informações de última hora, coberturas exclusivas, opinião, estudos técnicos e história.</description>
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    <title>Demanda de passageiros do transporte público em Londrina cresce 9,31% em 2025 com investimentos em frota, tecnologia e gestão</title>
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    <pubDate>Thu, 01 Jan 2026 03:53:52 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category><category><![CDATA[Tecnologia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao Diário do Transporte que recuperação é superior à média nacional ADAMO BAZANI Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="623" height="407" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?fit=623%2C407&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?w=623&amp;ssl=1 623w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=300%2C196&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=150%2C98&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=400%2C261&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 623px) 100vw, 623px" /> <p><em>Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao <strong>Diário do Transporte</strong> que recuperação é superior à média nacional</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p><em><strong>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</strong></em></p>
<div style="width: 480px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-494300-1" width="480" height="848" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4?_=1" /><a href="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4">https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4</a></video></div>
<p>A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros do transporte público, após quedas sucessivas em decorrência da pandemia de covid-19.</p>
<p>Em 2025, o crescimento da demanda foi de 9,31%.</p>
<p>Em 2024, o total registrado foi de 1,4 milhão (1.482.380) de passageiros equivalentes. Em 2025, essa média subiu para 1,6 milhão (1.620.394), considerando a apuração dos últimos quatro meses.</p>
<p>O conceito “passageiros equivalentes” significa o número real de pagantes de um sistema de transportes. Ou seja, são usuários que não foram atraídos por benefícios ou gratuidades.</p>
<p>Ao repórter e editor-chefe do <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, nesta última semana de dezembro de 2025, o diretor de uma das concessionárias de transportes do município, Paulo Sergio Bongiovanni, da TCGL (Transportes Coletivos Grande Londrina,) conta que a média de recuperação de demanda de usuários no pós-pandemia, em Londrina tem sido superior à nacional, com os números totais quase se igualando ao período anterior da crise sanitária.</p>
<p><strong><em>“Em 2025, o total de passageiros em Londrina cresceu mais de 9,31%. Enquanto no restante do País, em relação a 2019, no pré-pandemia, os sistemas de transportes operam com 80% a 81% do que era transportado antes da covd-19, nós estamos em torno de 90%. Então, as respostas vêm quando o transporte é bom.&#8221;</em></strong> – disse Paulo Bongiovanni.</p>
<p>O sistema de transportes de Londrina é operado por duas empresas de ônibus: a TCGL (Transporte Coletivo Grande Londrina), com 244 veículos, e a Londrisul, com 138 coletivos.</p>
<p>Bongiovanni acredita que o crescimento do total de usuários acima do ritmo da média nacional não ocorreu simplesmente pela volta das atividades econômicas que foram desaquecidas com a pandemia ou pela redução dos dias trabalhados pela população em sistema de <em>“home office”.</em></p>
<p>O empresário citou investimentos feitos em tecnologia, com sistemas de gerenciamento inteligentes e informações aos passageiros, ampliação do acesso à bilhetagem eletrônica, modernizações dos terminais de ônibus e renovação de frota.</p>
<p><strong><em>“Hoje temos mais de 85 telas informativas, mais de 550 câmeras espalhadas em todos os nove terminais da cidade, onde todo mundo brinca que o lugar mais seguro da cidade é o Terminal Central. Nós temos internet dentro dos ônibus e nos terminais, alguns viraram um coworking, onde as pessoas vão para trabalhar” –</em></strong> contou.</p>
<p>Somente a TCGL, por exemplo, fez recentemente um investimento mais amplo em ônibus 0 km. Foram 96 coletivos novos entre 2023 e 2024 e mais 92 unidades entre 2024 e 2025.</p>
<p>Segundo Bongiovanni, quase 60% da frota da companhia em operação, possuem ar-condicionado.</p>
<p>Os mais recentes são ônibus novos têm chassis Mercedes-Benz OF-1726L, com suspensão a ar, vidro colado, e motores com o padrão tecnológico obrigatório no Brasil, Euro 6, com emissões de poluentes de 75%, em média, em comparação com os veículos a diesel com a norma anterior Euro 5, cuja produção para o mercado interno foi descontinuada em 2023.</p>
<p>Os coletivos ainda contam com quatro câmeras de segurança cada, tomadas USB-C tipo A e tipo C para recarga de celulares, entre outros itens de conforto e segurança.</p>
<p>O empresário ainda destacou a necessidade de gestores públicos e empresas de transportes atuarem em conjunto para ampliar o nível de satisfação dos usuários. Segundo Bongiovanni, parte dos custos operacionais é subsidiada pela prefeitura.</p>
<p><strong><em>“Em junho deste ano de 2025, fizemos atualizações em 100 linhas simultaneamente num dia só e não tivemos uma só reclamação. A qualidade no transporte atrair a população e transporte de qualidade é aquele onde a prefeitura sabe investir. Londrina foi muito bem nisso”</em></strong> – disse o empresário.</p>
<p>Os contratos atuais foram assinados no fim de 2019, prestes ao pior da pandemia.</p>
<p>Alguns investimentos durante a crise sanitária tiveram de ser postergados, mas quando ocorreram, segundo o empresário, tiveram efeito positivo na percepção do passageiro do sistema.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes </em></strong></p>
<p><strong><em>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</em></strong></p>
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    <title>Esteira rolante na Estação Paulista Pernambucanas de metrô será interditada a partir desta quarta-feira (3)</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2024/01/02/esteira-rolante-na-estacao-paulista-pernambucanas-de-metro-sera-interditada-a-partir-desta-quarta-feira-3/</link>
	<dc:creator><![CDATA[viniciusoliveiratransporte]]></dc:creator>
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    <pubDate>Tue, 02 Jan 2024 19:01:00 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Metrô]]></category><category><![CDATA[Nos Trilhos]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8) VINÍCIUS DE OLIVEIRA A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8). A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="739" height="415" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?fit=739%2C415&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?w=739&amp;ssl=1 739w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=300%2C168&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=400%2C225&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 739px) 100vw, 739px" /> 
<p class="wp-block-paragraph"><em>Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8)</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha 2-Verde, estará temporariamente interditada </p>



<p class="wp-block-paragraph">Os ajustes têm como intuito manter o conforto e a segurança dos passageiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os serviços acontecem nesta semana em razão do menor fluxo de pessoas nas estações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</em></strong></p>
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    <title>VLT do Rio terá energia solar em contrato de 15 anos entre Motiva e EDP</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/11/03/vlt-do-rio-tera-energia-solar-em-contrato-de-15-anos-entre-motiva-e-edp/</link>
	<dc:creator><![CDATA[sennayuri]]></dc:creator>
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    <pubDate>Tue, 03 Nov 2026 23:30:59 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Acordo prevê fornecimento para 154 unidades consumidoras de rodovias e sistemas sobre trilhos; iniciativa deve reduzir em 25% os gastos da companhia com energia em relação a 2023 YURI SENA O VLT Carioca, no Rio de Janeiro, passará a utilizar energia proveniente de geração solar a partir de um contrato de autoprodução firmado entre a [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="623" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/3816aa4b-b64f-44f3-81c1-2cbc89aa6fc3-e1793734065849.jpg?fit=1024%2C623&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" /> <p><i><span style="font-weight: 400;">Acordo prevê fornecimento para 154 unidades consumidoras de rodovias e sistemas sobre trilhos; iniciativa deve reduzir em 25% os gastos da companhia com energia em relação a 2023</span></i></p>
<p><b><i>YURI SENA</i></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O VLT Carioca, no Rio de Janeiro, passará a utilizar energia proveniente de geração solar a partir de um contrato de autoprodução firmado entre a Motiva e a EDP. O acordo terá duração de 15 anos e prevê o fornecimento de 9,3 MW médios de energia para 154 unidades consumidoras da companhia, incluindo operações de trilhos e rodovias em cinco estados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além do sistema carioca, serão atendidas as linhas 4-Amarela e 5-Lilás do metrô e 8-Diamante e 9-Esmeralda de trens metropolitanos de São Paulo. O contrato também contempla concessões rodoviárias no Paraná, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo a Motiva, a iniciativa deve contribuir para reduzir em 25% os gastos com energia em comparação com 2023. O volume contratado representa cerca de 15% da demanda total da empresa e elevará de 60% para 85% a participação da autoprodução no abastecimento de suas operações.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A energia será gerada no Complexo Solar Novo Oriente, da EDP, localizado em Ilha Solteira, no interior de São Paulo. O empreendimento tem capacidade instalada de 254 MWac e reúne mais de 558 mil painéis solares. O contrato também prevê a emissão de certificados internacionais de energia renovável (I-RECs), que comprovam a origem da eletricidade contratada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A companhia estima que a iniciativa contribuirá para evitar a emissão de aproximadamente 3,8 mil toneladas de dióxido de carbono (CO₂) por ano.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O contrato foi estruturado na modalidade de autoprodução por arrendamento. Nesse modelo, o consumidor compartilha a capacidade de geração de uma usina com o empreendedor, por meio de um consórcio, e recebe energia proporcional à sua participação no empreendimento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A parceria amplia uma estratégia que já inclui a participação da Motiva em três parques eólicos do Complexo Eólico Otis, entre o Piauí e a Bahia. A energia gerada nesses empreendimentos abastece operações de trens e metrôs em São Paulo. Em 2024, as empresas também firmaram um contrato de dez anos para fornecimento de energia solar ao Sistema Anhanguera-Bandeirantes, por meio de geração distribuída compartilhada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com a Motiva, desde o fim de 2024 todas as operações de rodovias e trilhos da companhia são abastecidas por fontes renováveis. A empresa também informou ter encerrado 2025 com redução de 61% nas emissões dos escopos 1 e 2, em relação ao ano-base de 2019.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A meta da companhia é alcançar a neutralidade de carbono nos escopos 1 e 2 até 2035, conforme compromisso anunciado na estratégia Ambição 2035.</span></p>
<p><b><i>Yuri Sena, para o Diário do Transporte</i></b></p>
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  </item>
  <item>
    <title>SPTrans mantém orçamento reservado para auditoria de 2026; regulamento prevê divulgação na negociação</title>
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    <pubDate>Tue, 03 Nov 2026 23:00:41 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[SPTrans]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Disputa está marcada para 12 de novembro; regras asseguram acesso dos órgãos de controle ao valor estimado e exigem empresa registrada na CVM ADAMO BAZANI A SPTrans manteve reservado o orçamento estimado da contratação de auditoria independente para examinar suas demonstrações financeiras de 2026. A resposta a uma empresa interessada na disputa foi publicada com [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="965" height="589" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/2023-sambaiba.jpg?fit=965%2C589&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/2023-sambaiba.jpg?w=965&amp;ssl=1 965w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/2023-sambaiba.jpg?resize=300%2C183&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/2023-sambaiba.jpg?resize=150%2C92&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/2023-sambaiba.jpg?resize=768%2C469&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/2023-sambaiba.jpg?resize=400%2C244&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 965px) 100vw, 965px" /> <p><em>Disputa está marcada para 12 de novembro; regras asseguram acesso dos órgãos de controle ao valor estimado e exigem empresa registrada na CVM</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>A SPTrans manteve reservado o orçamento estimado da contratação de auditoria independente para examinar suas demonstrações financeiras de 2026. A resposta a uma empresa interessada na disputa foi publicada com confirmação da sessão de 12 de novembro, às 10h, e das condições do edital.</p>
<p>O procedimento segue a Lei das Estatais e o regulamento de contratações da companhia, que estabelece a divulgação do orçamento na fase de negociação e assegura acesso aos órgãos de controle. A vencedora deverá possuir registro na Comissão de Valores Mobiliários, a CVM, como auditor independente pessoa jurídica.</p>
<p>A consulta partiu de uma participante que solicitou o valor estimado do serviço e a indicação do documento em que a informação poderia ser encontrada.</p>
<p>A pregoeira Maria Carolina Tiemy Naia M. da Silva respondeu que o orçamento está protegido pelas regras do edital, pelo artigo 34 da Lei Federal 13.303 e pelo artigo 37 do Regulamento Interno de Licitações e Contratos da SPTrans.</p>
<h2>Como funciona o orçamento reservado</h2>
<p>A quarta revisão do regulamento da companhia, vigente desde 26 de março de 2026, estabelece o sigilo do valor estimado e permite sua divulgação antecipada mediante justificativa na preparação da licitação.</p>
<p>Ao mesmo tempo, exige a publicação dos quantitativos e das demais informações necessárias para que as empresas preparem suas propostas.</p>
<p>O regulamento determina que o orçamento perde o caráter sigiloso no momento da negociação, ressalvadas as exceções expressamente previstas. Também assegura sua disponibilização aos órgãos de controle interno e externo, com registro formal quando solicitada.</p>
<p>A companhia deve adotar mecanismos de restrição de acesso aos arquivos que contenham a estimativa. Após a divulgação do orçamento, os documentos correspondentes devem passar pela retirada dessa restrição.</p>
<p>É esse conjunto de regras que fundamenta a resposta publicada nesta segunda-feira. A licitação utiliza o menor preço como critério de julgamento e mantém aberta a disputa entre as propostas habilitadas.</p>
<h2>Auditoria vai examinar as demonstrações financeiras da companhia</h2>
<p>O serviço contratado terá como objeto as demonstrações financeiras anuais da São Paulo Transporte relativas ao exercício social de 2026.</p>
<p>Esses documentos apresentam a posição patrimonial e financeira da empresa, seus resultados e as informações contábeis que sustentam a prestação de contas. O trabalho do auditor independente consiste em obter evidências e emitir opinião técnica sobre a apresentação dessas demonstrações segundo as normas aplicáveis.</p>
<p>A SPTrans exige que a contratada esteja registrada na CVM na categoria Auditor Independendente — Pessoa Jurídica, identificada pela sigla AIPJ.</p>
<p>Como mostrou o <strong><em>Diário do Transporte</em></strong> em 19 de outubro, a seleção será realizada por pregão eletrônico, em modo de disputa aberto, com execução por empreitada a preço global.</p>
<div>
<div>
<div>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Etapa ou condição</th>
<th>Previsão</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Exercício examinado</td>
<td>2026</td>
</tr>
<tr>
<td>Recebimento e abertura de propostas</td>
<td>12 de novembro, às 10h</td>
</tr>
<tr>
<td>Disputa</td>
<td>Eletrônica, em modo aberto</td>
</tr>
<tr>
<td>Critério de julgamento</td>
<td>Menor preço</td>
</tr>
<tr>
<td>Regime de execução</td>
<td>Empreitada por preço global</td>
</tr>
<tr>
<td>Habilitação técnica específica</td>
<td>Registro na CVM como auditor independente pessoa jurídica</td>
</tr>
<tr>
<td>Orçamento de referência</td>
<td>Reservado conforme edital e regulamento</td>
</tr>
<tr>
<td>Divulgação do orçamento</td>
<td>Na negociação, observadas as regras do regulamento</td>
</tr>
<tr>
<td>Controle interno e externo</td>
<td>Acesso assegurado ao valor estimado</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
</div>
<p>O boletim de esclarecimentos foi assinado em 23 de outubro. A companhia considerou que a resposta preserva as condições de preparação das propostas e confirmou os prazos anteriormente estabelecidos.</p>
<h2>Contratação acompanha um sistema que recebe sucessivos reforços de recursos</h2>
<p>A auditoria ocorre em um período de ampliação das dotações destinadas ao transporte coletivo municipal.</p>
<p>Conforme levantamento publicado pelo <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, dois reforços de outubro somaram R$ 665.614.482,92 para compensações tarifárias. O primeiro foi de R$ 271.757.425,72, publicado em 5 de outubro; o segundo, de R$ 393.857.057,20, publicado em 16 de outubro.</p>
<p>As compensações participam do financiamento do serviço, ao lado da arrecadação tarifária. A SPTrans atua no planejamento, na gestão dos contratos e no acompanhamento das operações que sustentam essa rede.</p>
<p>A auditoria das demonstrações financeiras é uma das etapas de prestação de contas da companhia. Seu resultado oferece uma avaliação técnica dos registros contábeis e da situação financeira apresentada ao encerramento do exercício.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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  </item>
  <item>
    <title>Ônibus de Niterói no Rio de Janeiro passam a aceitar pagamentos com cartão bancário e Pix</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/11/03/onibus-de-niteroi-no-rio-de-janeiro-passam-a-aceitar-pagamentos-com-cartao-bancario-e-pix/</link>
	<dc:creator><![CDATA[sennayuri]]></dc:creator>
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    <pubDate>Tue, 03 Nov 2026 22:30:20 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Projeto-piloto começou com 51 validadores atualizados; previsão é que toda a frota municipal esteja adaptada até o fim de 2026 YURI SENA Os passageiros dos ônibus municipais de Niterói (RJ) já podem pagar a tarifa com cartões bancários de crédito e débito ou por Pix diretamente nos validadores instalados nos veículos. A novidade foi implementada [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="729" height="407" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/31bf0bdf-d398-4a95-b101-5bc09cb01c03.jpg?fit=729%2C407&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/31bf0bdf-d398-4a95-b101-5bc09cb01c03.jpg?w=729&amp;ssl=1 729w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/31bf0bdf-d398-4a95-b101-5bc09cb01c03.jpg?resize=300%2C167&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/31bf0bdf-d398-4a95-b101-5bc09cb01c03.jpg?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/31bf0bdf-d398-4a95-b101-5bc09cb01c03.jpg?resize=400%2C223&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 729px) 100vw, 729px" /> <p><i><span style="font-weight: 400;">Projeto-piloto começou com 51 validadores atualizados; previsão é que toda a frota municipal esteja adaptada até o fim de 2026</span></i></p>
<p><b><i>YURI SENA</i></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os passageiros dos ônibus municipais de Niterói (RJ) já podem pagar a tarifa com cartões bancários de crédito e débito ou por Pix diretamente nos validadores instalados nos veículos. A novidade foi implementada pela Prodata Mais Mobi em um projeto-piloto que começou com 51 equipamentos atualizados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A frota que atende às linhas urbanas e aos consórcios TransNit e TransOceânico conta com aproximadamente 550 validadores. A previsão é que todos recebam a atualização e passem a oferecer as novas opções de pagamento até o fim deste ano.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para utilizar o Pix, o passageiro deve fazer a leitura de um QR Code exibido no validador. Já nos pagamentos com cartões Visa, Mastercard e Elo, tanto na função débito quanto crédito, basta aproximar o cartão do equipamento para liberar a catraca.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O valor da passagem permanece em R$ 5,60, o mesmo cobrado dos passageiros que pagam em dinheiro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No pagamento com cartão bancário, a liberação da catraca ocorre após a aprovação da transação. O validador sinaliza a autorização com uma luz verde, permitindo o embarque. A compra também fica registrada no extrato bancário do usuário.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No caso do Pix, a operação é realizada por meio da leitura do código QR disponível no equipamento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo a Prodata Mais Mobi, a atualização integra diferentes modalidades de pagamento em um mesmo sistema, incluindo cartões de transporte, cartões bancários e Pix. A iniciativa busca ampliar as alternativas disponíveis aos passageiros e facilitar o acesso ao transporte público.</span></p>
<p><b><i>Yuri Sena, para o Diário do Transporte</i></b></p>
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  </item>
  <item>
    <title>Lucro da Marcopolo despenca 43,4%, produção cai 25% e fabricante não prevê recuperação nas vendas de ônibus no curto prazo; mercado depende de financiamento e equilíbrio das tarifas</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/11/03/lucro-da-marcopolo-despenca-434-producao-cai-25-e-fabricante-nao-preve-recuperacao-nas-vendas-de-onibus-no-curto-prazo-mercado-depende-de-financiamento-e-equilibrio-das-tarifas/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Tue, 03 Nov 2026 22:26:31 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Tecnologia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Resultado do terceiro trimestre de 2026 expõe retração dos ônibus urbanos, redução das encomendas internacionais, custos maiores e pressão sobre a indústria. Após eleições, promessas de tarifa zero, renovação de frota e eletrificação exigem fontes permanentes de recursos e responsabilidade fiscal. Empresa reduz estrutura de pessoal, perde participação de mercado e aponta dificuldades para o [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="763" height="483" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/novotorino.jpg?fit=763%2C483&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/novotorino.jpg?w=763&amp;ssl=1 763w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/novotorino.jpg?resize=300%2C190&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/novotorino.jpg?resize=150%2C95&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/novotorino.jpg?resize=400%2C253&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 763px) 100vw, 763px" /> <p><em>Resultado do terceiro trimestre de 2026 expõe retração dos ônibus urbanos, redução das encomendas internacionais, custos maiores e pressão sobre a indústria. Após eleições, promessas de tarifa zero, renovação de frota e eletrificação exigem fontes permanentes de recursos e responsabilidade fiscal. Empresa reduz estrutura de pessoal, perde participação de mercado e aponta dificuldades para o início de 2027</em></p>
<p><em><strong>ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p>A Marcopolo registrou queda de 43,4% no lucro líquido do terceiro trimestre de 2026, passando de R$ 329,6 milhões para R$ 186,5 milhões, enquanto a produção mundial de ônibus da fabricante recuou 25,2%, de 4.127 para 3.085 unidades. Os números, divulgados nesta terça-feira, 3 de novembro de 2026, refletem a redução das encomendas de ônibus urbanos no Brasil, a menor participação de programas governamentais nas entregas, os custos de produção mais elevados e a retração dos negócios em mercados internacionais, principalmente México, Argentina e África do Sul. A receita líquida caiu 8,5%, para R$ 2,293 bilhões, e a companhia perdeu participação no mercado brasileiro de carrocerias, de 48,7% para 41,3%. Diante do cenário, a empresa afirma que não espera uma recuperação consistente das vendas e da produção no fim de 2026 e no início de 2027, além de admitir a possibilidade de novos ajustes nas operações e no quadro de pessoal.</p>
<p>Os resultados da Marcopolo também mostram um desafio que ultrapassa a situação financeira de uma fabricante: a necessidade de assegurar fontes de financiamento para o transporte coletivo brasileiro, especialmente após as eleições de outubro de 2026. Propostas de tarifa zero, ampliação de subsídios, renovação de frotas e eletrificação podem estimular a demanda por ônibus, mas exigem planejamento, contratos sustentáveis e recursos compatíveis com os orçamentos públicos. A própria Marcopolo associa a retração dos ônibus urbanos ao aumento do diesel e às dificuldades dos operadores para recuperar os custos nas tarifas municipais. Embora o país tenha programas de financiamento, como os do BNDES, a retomada das encomendas depende também de condições econômicas para que prefeituras, governos estaduais e empresas operadoras possam investir. A fabricante alerta que a recuperação desse segmento, no curto prazo, está diretamente relacionada ao reequilíbrio econômico-financeiro dos sistemas municipais, cujo ritmo permanece incerto.</p>
<h2>Lucro cai R$ 143 milhões em um ano e margens diminuem</h2>
<p>Os demonstrativos financeiros mostram que a queda dos resultados foi proporcionalmente maior do que a redução da receita.</p>
<p>Enquanto o faturamento diminuiu 8,5% em relação ao terceiro trimestre de 2025, o lucro líquido caiu 43,4%.</p>
<p>O lucro bruto passou de R$ 668,7 milhões para R$ 464,8 milhões, retração de 30,5%.</p>
<p>O EBITDA, indicador utilizado para avaliar o desempenho operacional antes dos efeitos financeiros, tributários, depreciações e amortizações, recuou 34,7%, de R$ 419,8 milhões para R$ 274,1 milhões.</p>
<p>A margem EBITDA caiu de 16,8% para 12%.</p>
<p>Já a margem líquida, que representa a parcela da receita convertida em lucro, passou de 13,2% para 8,1%.</p>
<p>Isso significa que, além de vender menos, a fabricante obteve rentabilidade inferior sobre os negócios realizados.</p>
<p>A redução do volume produzido diminuiu o aproveitamento da estrutura industrial, enquanto custos de materiais e outros fatores continuaram pressionando as operações.</p>
<p>A Marcopolo atribui parte do desempenho à menor eficiência das fábricas em períodos de produção reduzida, principalmente nas unidades internacionais e nas atividades brasileiras relacionadas a ônibus urbanos e micro-ônibus.</p>
<p>O relatório também aponta que o aumento dos custos de matérias-primas superou, em determinados negócios, os valores considerados no momento da contratação das vendas.</p>
<p>A valorização do real diante do dólar afetou a rentabilidade das exportações.</p>
<h3>Principais resultados da Marcopolo</h3>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Indicador</th>
<th>3º tri. 2025</th>
<th>3º tri. 2026</th>
<th>Variação</th>
</tr>
<tr>
<td>Receita líquida</td>
<td>R$ 2,505 bilhões</td>
<td>R$ 2,293 bilhões</td>
<td>-8,5%</td>
</tr>
<tr>
<td>Lucro bruto</td>
<td>R$ 668,7 milhões</td>
<td>R$ 464,8 milhões</td>
<td>-30,5%</td>
</tr>
<tr>
<td>EBITDA</td>
<td>R$ 419,8 milhões</td>
<td>R$ 274,1 milhões</td>
<td>-34,7%</td>
</tr>
<tr>
<td>Lucro líquido</td>
<td>R$ 329,6 milhões</td>
<td>R$ 186,5 milhões</td>
<td>-43,4%</td>
</tr>
<tr>
<td>Produção mundial</td>
<td>4.127 ônibus</td>
<td>3.085 ônibus</td>
<td>-25,2%</td>
</tr>
<tr>
<td>Margem bruta</td>
<td>26,7%</td>
<td>20,3%</td>
<td>-6,4 p.p.</td>
</tr>
<tr>
<td>Margem EBITDA</td>
<td>16,8%</td>
<td>12%</td>
<td>-4,8 p.p.</td>
</tr>
<tr>
<td>Margem líquida</td>
<td>13,2%</td>
<td>8,1%</td>
<td>-5,1 p.p.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Fonte: Marcopolo, informações consolidadas do terceiro trimestre de 2026.</p>
<h2>Produção de ônibus urbanos recua, enquanto indústria brasileira também perde ritmo</h2>
<p>A deterioração dos resultados ocorre em um cenário de redução da fabricação de ônibus no país.</p>
<p>Segundo os dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Ônibus (Fabus), utilizados pela Marcopolo, a indústria brasileira produziu 6.740 carrocerias no terceiro trimestre de 2026.</p>
<p>O volume representa queda de 7,1% diante das 7.253 unidades fabricadas no mesmo período do ano passado.</p>
<p>O segmento de ônibus urbanos apresentou retração ainda maior.</p>
<p>Foram fabricadas 2.272 carrocerias urbanas, contra 2.722 no terceiro trimestre de 2025, redução de 16,5%.</p>
<p>A fabricação de carrocerias rodoviárias caiu 11,4%, de 2.181 para 1.933 unidades.</p>
<p>Os micro-ônibus, por outro lado, registraram crescimento de 11,6%, enquanto os veículos classificados como Volare avançaram 1,3%.</p>
<p>Na Marcopolo, a redução foi mais intensa do que a média do setor.</p>
<p>A produção consolidada da companhia caiu 25,2%, enquanto a fabricação nas unidades brasileiras recuou 16,7%.</p>
<p>Nas operações internacionais, a queda chegou a 59,3%.</p>
<p>Os números indicam que a fabricante enfrenta dificuldades relacionadas tanto às condições gerais da demanda quanto à participação de determinados produtos, mercados e programas de compras em sua carteira.</p>
<p>A produção destinada ao mercado interno brasileiro caiu de 2.814 para 2.240 unidades, redução de 20,4%.</p>
<p>No segmento urbano, a fábrica brasileira passou de 752 carrocerias produzidas, considerando mercado interno e exportações, para 585, recuo de 22,2%.</p>
<p>Já a participação geral da Marcopolo na produção brasileira de carrocerias diminuiu de 48,7% para 41,3%.</p>
<p>O recuo foi particularmente expressivo entre os micro-ônibus, segmento no qual a participação caiu de 69% para 46%.</p>
<p>Nos rodoviários, a empresa manteve uma posição mais estável, passando de 53% para 53,4%.</p>
<h2>Diesel mais caro e dificuldades para recompor tarifas prejudicam renovação da frota</h2>
<p>O próprio relatório da Marcopolo identifica o aumento do diesel e as dificuldades dos operadores em repassar os custos como fatores centrais da retração dos ônibus urbanos.</p>
<p>A companhia afirma que essas condições frustraram as expectativas inicialmente positivas para o mercado em 2026.</p>
<p>A explicação está relacionada à maneira como o transporte coletivo é financiado.</p>
<p>Em muitas cidades brasileiras, parte significativa da receita das empresas operadoras depende das passagens pagas pelos passageiros e de compensações financeiras previstas em contrato.</p>
<p>Quando os custos de combustíveis, mão de obra, manutenção e outros insumos aumentam, mas a receita não acompanha essa evolução, a capacidade de investimento das operadoras pode diminuir.</p>
<p>O problema se torna mais complexo quando os contratos não possuem mecanismos eficientes de revisão, compensação ou reequilíbrio.</p>
<p>A renovação de frota acaba sendo uma das despesas que podem sofrer adiamento, principalmente quando existe incerteza sobre a remuneração futura do serviço.</p>
<p>A Marcopolo afirma que, no longo prazo, o mercado brasileiro continua oferecendo oportunidades, justamente pelo envelhecimento das frotas urbanas.</p>
<p>Mas potencial de renovação não significa existência imediata de encomendas.</p>
<p>Para transformar a necessidade de ônibus novos em contratos industriais, as empresas precisam ter condições de financiar os veículos e assegurar que a operação consiga remunerar os investimentos.</p>
<h2>Pós-eleições: promessas de transporte melhor, tarifa zero e eletrificação precisam de recursos permanentes</h2>
<p>O balanço da Marcopolo foi divulgado dois dias depois do segundo turno das eleições de 2026, em um momento no qual governos, Congresso e setores econômicos discutem as prioridades para o próximo exercício.</p>
<p>Embora as eleições gerais não tenham renovado diretamente as prefeituras, o cenário político e econômico nacional influencia as condições de financiamento dos municípios e dos estados.</p>
<p>Promessas de ampliação do transporte público, gratuidades, renovação de frotas e eletrificação precisam ser acompanhadas de definições orçamentárias.</p>
<p>A tarifa zero, em especial, exige uma distinção fundamental.</p>
<p>A gratuidade da passagem para o usuário não significa que o transporte deixe de ter custos.</p>
<p>Motoristas, manutenção, energia, combustíveis, veículos, garagens e infraestrutura continuam demandando recursos.</p>
<p>A diferença é que o financiamento deixa de depender, total ou parcialmente, do pagamento direto feito pelo passageiro e precisa ser assegurado por outras receitas.</p>
<p>É possível estruturar essa remuneração com recursos orçamentários, fundos específicos, subsídios e outros mecanismos legalmente instituídos.</p>
<p>Mas as receitas precisam ser suficientes, previsíveis e compatíveis com os compromissos assumidos.</p>
<p>Uma política de tarifa zero sem financiamento adequado pode comprometer a frequência, a manutenção e a renovação dos ônibus.</p>
<p>Por outro lado, quando bem estruturada, a gratuidade pode ampliar o acesso da população ao transporte e proporcionar maior estabilidade de receita aos operadores, dependendo do modelo contratual.</p>
<p>O resultado depende de como o serviço é contratado, remunerado e fiscalizado.</p>
<p>A discussão também envolve responsabilidade fiscal.</p>
<p>Municípios e estados precisam considerar não apenas os gastos imediatos, mas os compromissos assumidos ao longo de vários exercícios.</p>
<p>O custo de aquisição dos ônibus representa somente uma parcela das despesas de um sistema.</p>
<p>A prestação cotidiana do serviço envolve pessoal, manutenção, administração, energia, reposição de componentes e investimentos na infraestrutura.</p>
<p>No caso da eletrificação, também devem ser considerados os carregadores, as adaptações das garagens e o ciclo de vida das baterias.</p>
<p>Um programa que financia a compra dos veículos, mas não assegura recursos para sua utilização, pode enfrentar problemas de execução.</p>
<p>Da mesma forma, subsídios previstos sem fontes consistentes podem gerar desequilíbrios que afetam o atendimento à população.</p>
<p>O desafio do período pós-eleitoral será transformar propostas em políticas públicas financeiramente sustentáveis, com metas verificáveis e continuidade administrativa.</p>
<h2>Tarifa zero e financiamento: proposta federal envolve recursos das emendas parlamentares</h2>
<p>A discussão nacional ganhou um novo elemento com a proposta de emenda constitucional encaminhada pelo governo federal ao Congresso, em outubro de 2026, para destinar parte dos recursos de emendas parlamentares obrigatórias ao custeio da gratuidade no transporte coletivo.</p>
<p>A proposta prevê reservar, no mínimo, 26,8% do montante anual das programações obrigatórias de emendas individuais e de bancada para essa finalidade.</p>
<p>Segundo o governo federal, a referência orçamentária para 2027 permitiria destinar aproximadamente R$ 11,2 bilhões à política, com potencial para financiar a tarifa zero aos fins de semana e feriados.</p>
<p>A proposta também busca utilizar recursos já previstos no orçamento federal, sem necessariamente ampliar a despesa primária total.</p>
<p>Entretanto, o envio ao Congresso não significa que o financiamento esteja aprovado ou disponível.</p>
<p>A implementação depende de tramitação legislativa, aprovação das regras e organização dos repasses aos entes responsáveis pelo transporte.</p>
<p>Também será necessário estabelecer critérios de distribuição dos recursos, prestação de contas, fiscalização e compatibilidade entre os repasses e o custo real das operações.</p>
<p>A proposta evidencia que o financiamento do transporte coletivo passou a ocupar espaço maior na discussão sobre políticas nacionais.</p>
<p>O balanço da Marcopolo mostra uma das consequências econômicas da indefinição desses mecanismos: mesmo quando existe necessidade de renovar ônibus, a demanda industrial pode permanecer reprimida se os operadores não tiverem segurança financeira.</p>
<p>Isso não significa que a aprovação de determinada proposta de tarifa zero seja condição para a recuperação da fabricante.</p>
<p>A empresa vende diferentes categorias de veículos e atua em vários países.</p>
<p>Mas um modelo estável de financiamento dos sistemas urbanos pode contribuir para a previsibilidade das encomendas e dos investimentos industriais.</p>
<h2>Caminho da Escola: intervalo entre etapas derruba entregas e deixa fábricas ociosas</h2>
<p>Outro fator apontado pela Marcopolo foi a redução das entregas relacionadas aos programas governamentais.</p>
<p>No terceiro trimestre de 2025, a empresa havia fornecido 631 veículos ao programa Caminho da Escola, sendo 564 micro-ônibus e 67 Volares.</p>
<p>No mesmo período de 2026, foram entregues apenas dois Volares, encerrando as entregas da fase 12.</p>
<p>A diferença ajuda a explicar a retração industrial e o menor aproveitamento das linhas produtivas.</p>
<p>A companhia informou que concluiu a fase 12 com 6.312 veículos entregues, dos quais 4.785 micro-ônibus e 1.527 Volares.</p>
<p>Para a fase 13, foram homologados 11 modelos, que representam um potencial de até 5.210 unidades, dependendo da adesão de estados e municípios.</p>
<p>Desse total, estão previstos 620 Volares, 2.220 ônibus urbanos e 2.370 micro-ônibus.</p>
<p>A Marcopolo informa que a produção referente à nova fase começou no quarto trimestre de 2026.</p>
<p>Outras 2.000 unidades permanecem relacionadas a uma etapa de homologação suspensa, aguardando decisão do Tribunal de Contas da União.</p>
<p>A situação demonstra como a execução de políticas públicas pode influenciar o planejamento industrial.</p>
<p>O intervalo entre licitações, homologações, adesões e entregas provoca oscilações de produção que afetam o uso da capacidade instalada.</p>
<p>Isso não significa que programas públicos devam dispensar controles ou exigências legais para acelerar encomendas.</p>
<p>Significa que o planejamento das aquisições e a previsibilidade dos cronogramas têm importância tanto para o atendimento aos estudantes quanto para a organização das fábricas.</p>
<p>No programa Caminhos da Saúde, a companhia entregou 12 micro-ônibus no terceiro trimestre de 2026 e concluiu o pedido de 1.500 unidades.</p>
<p>O encerramento dessas entregas também contribuiu para a redução dos volumes em comparação com o ano anterior.</p>
<h2>Juros elevados limitam compras e programa Move II mostra demanda reprimida</h2>
<p>No segmento rodoviário, a Marcopolo identifica efeitos positivos temporários do programa Move II, que ofereceu condições de financiamento mais acessíveis.</p>
<p>Segundo a companhia, a iniciativa contribuiu para ampliar as vendas de veículos rodoviários durante o terceiro trimestre.</p>
<p>A fabricante avalia que parte das compras foi antecipada, o que poderá reduzir a demanda nos meses seguintes.</p>
<p>Essa avaliação é importante porque mostra que o setor possui necessidade de renovação de frota, mas enfrenta limitações de financiamento.</p>
<p>A aquisição de ônibus rodoviários representa investimento elevado, normalmente amortizado ao longo de vários anos.</p>
<p>Quando os juros são altos, as prestações podem comprometer a viabilidade econômica das compras, mesmo em empresas com demanda de passageiros.</p>
<p>Programas que reduzem o custo do crédito podem destravar investimentos.</p>
<p>Entretanto, quando têm duração limitada ou concentram os benefícios em determinados períodos, podem provocar antecipação de encomendas, seguida por nova acomodação do mercado.</p>
<p>A Marcopolo aponta justamente esse risco para o fim de 2026 e o início de 2027.</p>
<p>O desafio para o mercado será oferecer instrumentos que permitam renovar as frotas sem depender exclusivamente de iniciativas temporárias.</p>
<h2>Marcopolo entrega menos ônibus elétricos no trimestre, mas acumula crescimento em 2026</h2>
<p>A eletrificação é outro componente importante dos resultados.</p>
<p>No terceiro trimestre de 2026, a Marcopolo entregou 44 ônibus elétricos Attivi, contra 64 no mesmo período de 2025.</p>
<p>A redução foi de 31,25%.</p>
<p>Apesar disso, o acumulado de janeiro a setembro apresentou crescimento.</p>
<p>Foram entregues 116 ônibus elétricos Attivi nos nove primeiros meses de 2026, diante de 111 no mesmo intervalo do ano anterior.</p>
<p>A diferença mostra que o mercado elétrico não está imune às oscilações das encomendas, mesmo com a expansão da tecnologia no transporte coletivo.</p>
<p>A Marcopolo participa da eletrificação por meio de diferentes soluções, entre elas carrocerias destinadas a veículos de fabricantes de chassis e o desenvolvimento de modelos próprios.</p>
<p>O Attivi Integral é um exemplo da estratégia da empresa de atuar no fornecimento de ônibus completos com propulsão elétrica.</p>
<p>A transição tecnológica, entretanto, exige investimentos que vão além da fabricação.</p>
<p>Os operadores precisam de infraestrutura de recarga, treinamento dos trabalhadores e planejamento específico para autonomia e disponibilidade dos veículos.</p>
<p>Os municípios precisam organizar contratos, remuneração, financiamento e adequação das instalações.</p>
<p>Assim, o crescimento da eletrificação dependerá não apenas do interesse em reduzir emissões, mas também da capacidade financeira de transformar projetos e programas em compras efetivas.</p>
<p>A expansão dos ônibus elétricos produzidos no Brasil pode contribuir para uma cadeia industrial de maior valor agregado, envolvendo engenharia, sistemas eletrônicos, motores elétricos, baterias, software e fornecedores especializados.</p>
<p>Mas a disputa também ocorre com fabricantes internacionais, especialmente chineses, que possuem grande escala produtiva e presença no mercado mundial de veículos elétricos.</p>
<p>Para a indústria brasileira, a eletrificação representa uma oportunidade de modernização e, ao mesmo tempo, um desafio competitivo.</p>
<h2>México, Argentina e África do Sul aprofundam queda internacional</h2>
<p>A retração das operações externas teve peso significativo no resultado consolidado.</p>
<p>A produção internacional da Marcopolo diminuiu de 829 unidades no terceiro trimestre de 2025 para 337 no mesmo período de 2026.</p>
<p>O recuo foi de 59,3%.</p>
<p>No México, a fabricação caiu de 268 para 59 unidades, redução de 78%.</p>
<p>Na Argentina, passou de 194 para 30 unidades, queda de 84,5%.</p>
<p>Na África do Sul, recuou de 156 para 26 unidades, diminuição de 83,3%.</p>
<p>A Austrália apresentou comportamento diferente.</p>
<p>A produção passou de 160 para 175 unidades, crescimento de 9,4%.</p>
<p>A companhia informa que a operação australiana Volgren mantém carteira de pedidos relevante e participação em projetos de ônibus elétricos.</p>
<p>Entretanto, a expectativa para 2027 também é de volumes inferiores aos de 2026, após a conclusão de licitações recentes.</p>
<p>Na Argentina, a Metalsur passou por reestruturação e acompanha possibilidades de recuperação do mercado a partir de 2027.</p>
<p>No México, a Polomex também está adaptando a estrutura produtiva à redução das encomendas.</p>
<p>A operação sul-africana segue promovendo ajustes.</p>
<p>Já a unidade chinesa permanece voltada ao desenvolvimento tecnológico e ao fornecimento de componentes e soluções para o grupo.</p>
<p>Entre as participações societárias, a colombiana Superpolo prepara produção e entregas associadas à licitação do transporte de Bogotá, previstas para o primeiro semestre de 2027.</p>
<p>A canadense NFI apresentou contribuição positiva ao resultado por equivalência patrimonial, invertendo o resultado negativo registrado um ano antes.</p>
<h2>Marcopolo reduz pessoal e contabiliza R$ 19,9 milhões em reestruturação</h2>
<p>A redução das encomendas já provocou mudanças na organização industrial.</p>
<p>No terceiro trimestre, a Marcopolo contabilizou R$ 19,9 milhões em despesas não recorrentes relacionadas à reestruturação de suas operações no Brasil e no México.</p>
<p>Desse total, R$ 16,7 milhões foram relacionados ao Brasil e R$ 3,2 milhões ao México.</p>
<p>Segundo a companhia, os valores estão associados à adequação do quadro de pessoal.</p>
<p>O relatório não detalha, nesse trecho, o número de trabalhadores afetados pelas medidas.</p>
<p>A fabricante admite que o processo de ajuste poderá continuar durante o quarto trimestre, conforme a evolução da demanda.</p>
<p>A reestruturação também tem efeitos sociais e econômicos.</p>
<p>A indústria de carrocerias movimenta trabalhadores diretamente empregados nas fábricas e uma extensa rede de fornecedores de materiais, componentes e serviços.</p>
<p>Quando a produção diminui, os efeitos podem atingir outras atividades relacionadas ao setor.</p>
<p>A recuperação das encomendas, portanto, tem importância não apenas para as empresas fabricantes, mas também para empregos e atividades econômicas nas regiões onde estão instaladas suas unidades industriais.</p>
<h2>Empresa mantém caixa, mas reduz investimentos</h2>
<p>Apesar da queda do lucro e das margens, a Marcopolo encerrou setembro de 2026 com R$ 1,667 bilhão em caixa, equivalentes de caixa e aplicações financeiras.</p>
<p>O montante representou crescimento de 5% em relação ao fim de junho.</p>
<p>O endividamento financeiro líquido consolidado foi de R$ 1,799 bilhão.</p>
<p>Desse valor, R$ 1,458 bilhão estava relacionado ao segmento financeiro, representado pelo Banco Moneo, e R$ 341,1 milhões ao segmento industrial.</p>
<p>A companhia destaca que as operações de financiamento possuem características diferentes das atividades industriais, devendo ser avaliadas separadamente.</p>
<p>O endividamento líquido do segmento industrial equivalia a 0,3 vez o EBITDA acumulado em 12 meses.</p>
<p>Os investimentos em ativos permanentes também diminuíram.</p>
<p>No terceiro trimestre de 2026, a empresa investiu R$ 45,3 milhões, contra R$ 103,2 milhões no mesmo período de 2025.</p>
<p>A redução foi de 56,1%.</p>
<p>Parte dos recursos foi destinada a máquinas, equipamentos, imóveis, benfeitorias e instalações nas unidades brasileiras e internacionais.</p>
<p>A companhia afirma que mantém capacidade de investimento e pretende preservar projetos estratégicos de longo prazo, apesar das condições mais restritivas do mercado.</p>
<h2>Primeiros nove meses de 2026 também apresentam queda no lucro</h2>
<p>O desempenho negativo não ficou restrito ao terceiro trimestre.</p>
<p>De janeiro a setembro de 2026, a Marcopolo acumulou lucro líquido de R$ 722,4 milhões, contra R$ 893,8 milhões no mesmo período de 2025.</p>
<p>A queda foi de 19,2%.</p>
<p>A receita líquida acumulada somou R$ 6,322 bilhões, redução de 2,6%.</p>
<p>O EBITDA caiu 15,1%, para R$ 917,4 milhões.</p>
<p>A produção mundial nos nove meses alcançou 10.159 veículos, retração de 9,5% em relação às 11.221 unidades fabricadas no mesmo intervalo do ano anterior.</p>
<p>Os dados mostram que o terceiro trimestre aprofundou dificuldades já presentes ao longo de 2026.</p>
<p>A desaceleração também ocorreu em um momento no qual a companhia buscava ajustar a produção às mudanças de demanda entre mercados e categorias de ônibus.</p>
<p>A manutenção de resultados positivos em determinadas operações e segmentos não foi suficiente para compensar a redução dos volumes e das margens em outros negócios.</p>
<h2>O que esperar de 2027: renovação necessária não significa recuperação automática</h2>
<p>A Marcopolo afirma que não prevê retomada consistente da produção e das vendas no fim de 2026 e no começo de 2027.</p>
<p>A companhia considera que parte da demanda por ônibus rodoviários foi antecipada pelo Move II, enquanto a nova fase do Caminho da Escola deverá contribuir para a produção de modelos de menor porte.</p>
<p>No transporte urbano, a retomada está condicionada à evolução dos custos e à capacidade de recuperação financeira dos sistemas municipais.</p>
<p>As operações internacionais também permanecem sujeitas a condições econômicas específicas de cada país.</p>
<p>Para o Brasil, o cenário mostra que a necessidade de renovar ônibus existe, mas depende de condições concretas para se converter em compras.</p>
<p>A eletrificação pode abrir novas oportunidades industriais, mas não elimina a necessidade de contratos economicamente sustentáveis.</p>
<p>A tarifa zero pode ampliar o acesso da população ao transporte, mas exige financiamento permanente.</p>
<p>Subsídios podem melhorar a qualidade dos serviços e viabilizar investimentos, desde que tenham previsão orçamentária, critérios transparentes e fiscalização.</p>
<p>O crédito público pode facilitar a aquisição dos veículos, mas precisa estar associado à capacidade de pagamento e à continuidade dos serviços.</p>
<p>Por isso, o próximo período será importante para verificar se as propostas debatidas no ambiente político conseguirão produzir mudanças efetivas no financiamento e na organização do transporte coletivo.</p>
<p>O resultado apresentado pela Marcopolo é um indicador da situação de uma das maiores fabricantes brasileiras de ônibus, mas não deve ser confundido com o desempenho de todas as empresas do setor.</p>
<p>Ainda assim, a combinação de queda na fabricação de ônibus urbanos, margens menores, redução dos investimentos e dificuldades de financiamento revela desafios relevantes para a cadeia produtiva.</p>
<p>A recuperação dependerá de diferentes fatores, incluindo condições de crédito, custos operacionais, encomendas públicas e privadas, demanda de passageiros e políticas de renovação de frotas.</p>
<p>O principal desafio do transporte coletivo brasileiro será criar condições para que os investimentos em novos ônibus, sejam eles a diesel ou elétricos, sejam acompanhados de serviços confiáveis, acessíveis e economicamente sustentáveis para a população.</p>
<p><em><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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    <title>São José dos Campos (SP) prepara nove estações com 156 pontos de recarga e reorganiza transporte para receber 400 ônibus elétricos Eletra até 2027</title>
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	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Tue, 03 Nov 2026 22:07:13 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Eletromobilidade]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Reportagens Especiais]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Prefeitura confirma 34 pontos de recarga já disponíveis na Estação Sul, chegada de mais 89 ônibus ainda em 2026 e divisão de contratos entre frota, operação, infraestrutura e bilhetagem. Financiamento de R$ 879,4 milhões do BNDES integra projeto com tecnologia brasileira, locação de veículos e expansão industrial da Eletra ADAMO BAZANI A Prefeitura de São [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="828" height="438" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/WhatsApp-Image-2026-11-03-at-18.45.49-1.jpeg?fit=828%2C438&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/WhatsApp-Image-2026-11-03-at-18.45.49-1.jpeg?w=828&amp;ssl=1 828w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/WhatsApp-Image-2026-11-03-at-18.45.49-1.jpeg?resize=300%2C159&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/WhatsApp-Image-2026-11-03-at-18.45.49-1.jpeg?resize=150%2C79&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/WhatsApp-Image-2026-11-03-at-18.45.49-1.jpeg?resize=768%2C406&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/WhatsApp-Image-2026-11-03-at-18.45.49-1.jpeg?resize=400%2C212&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 828px) 100vw, 828px" /> <p><em>Prefeitura confirma 34 pontos de recarga já disponíveis na Estação Sul, chegada de mais 89 ônibus ainda em 2026 e divisão de contratos entre frota, operação, infraestrutura e bilhetagem. Financiamento de R$ 879,4 milhões do BNDES integra projeto com tecnologia brasileira, locação de veículos e expansão industrial da Eletra</em></p>
<p><em><strong>ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p>A Prefeitura de São José dos Campos (SP) anunciou nesta terça-feira, 3 de novembro de 2026, novos detalhes sobre a reestruturação do transporte coletivo municipal, que prevê a substituição integral da frota por 400 ônibus elétricos com tecnologia da fabricante brasileira Eletra. O município terá uma rede de nove estações de carregamento, com 156 pontos de recarga, para sustentar a operação dos veículos. Uma das principais estruturas, a Estação Sul, já está concluída desde agosto, com capacidade para carregar simultaneamente 34 ônibus. A administração também confirmou que 20 veículos do novo contrato estão em circulação e que outros 89 devem chegar até dezembro, sendo 24 articulados ainda em novembro e mais 65 ônibus no último mês de 2026. As entregas restantes estão previstas para ocorrer mensalmente até junho de 2027.</p>
<p>O projeto vai além da substituição dos motores a diesel por sistemas elétricos. São José dos Campos está reorganizando a gestão do transporte público ao separar a contratação dos ônibus, a operação das linhas, a infraestrutura de carregamento e a bilhetagem. O financiamento de R$ 879,4 milhões aprovado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) será utilizado pela Green Energy para a aquisição dos veículos com tecnologia Eletra, que serão disponibilizados por locação à Urbam, empresa municipal responsável pela contratação da frota. A iniciativa coincide com a ampliação da produção da Eletra em São Bernardo do Campo (SP), onde o <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> acompanhou com exclusividade a fabricação dos novos chassis elétricos, e com a experiência da Linha Verde, sistema que a reportagem percorreu em 31 de outubro, constatando recursos como embarque sem catraca, agente de bordo e prioridade semafórica.</p>
<p><div style="width: 1920px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-543462-2" width="1920" height="1080" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Rep-SJC.mp4?_=2" /><a href="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Rep-SJC.mp4">https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Rep-SJC.mp4</a></video></div></p>
<p><div style="width: 640px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-543462-3" width="640" height="480" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/Eletra.mp4?_=3" /><a href="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/Eletra.mp4">https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/Eletra.mp4</a></video></div></p>
<h2>Estação Sul já está pronta e rede terá nove estruturas de carregamento</h2>
<p>A principal novidade operacional apresentada pela Prefeitura nesta terça-feira é o detalhamento da infraestrutura necessária para atender à frota de 400 ônibus elétricos.</p>
<p>A Estação Sul foi concluída em agosto de 2026 e possui 17 carregadores, cada um com dois conectores, permitindo a recarga simultânea de até 34 veículos.</p>
<p>A estrutura tem potência instalada de 4,5 megawatts (MW).</p>
<p>A instalação se soma à estrutura já existente na Estação Linha Verde.</p>
<p>O projeto prevê oito estações de carregamento, que, somadas à unidade existente da Linha Verde, formarão uma rede de nove estações distribuídas pelo município, com 156 pontos de recarga.</p>
<p>A implantação das demais estruturas deverá acompanhar a chegada dos novos lotes de ônibus.</p>
<p>Os números demonstram que a eletrificação exige uma organização diferente da utilizada nas frotas convencionais.</p>
<p>Enquanto os veículos a diesel dependem principalmente do abastecimento de combustível e da infraestrutura de manutenção, os elétricos precisam de capacidade de fornecimento de energia, equipamentos específicos, planejamento dos períodos de recarga e controle do consumo.</p>
<p>A distribuição das estações pela cidade também é importante para reduzir deslocamentos sem passageiros entre os locais de operação e os pontos de carregamento.</p>
<p>Outro fator é a programação operacional. A quantidade de carregadores não significa que todos os 400 ônibus poderão receber energia simultaneamente. Será necessário organizar a recarga conforme os horários das linhas, a autonomia dos veículos e a disponibilidade dos equipamentos.</p>
<p>A Prefeitura informa que as demais estações serão implantadas conforme o cronograma de entregas, mas não detalhou, na nota desta terça-feira, o calendário individual de conclusão de cada unidade.</p>
<h2>Mais 89 ônibus devem chegar até dezembro e entregas terminam em junho de 2027</h2>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-542889 size-large" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Design-sem-nome-3.jpg?resize=1024%2C716&#038;ssl=1" alt="" width="1024" height="716" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Design-sem-nome-3.jpg?resize=1024%2C716&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Design-sem-nome-3.jpg?resize=300%2C210&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Design-sem-nome-3.jpg?resize=150%2C105&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Design-sem-nome-3.jpg?resize=768%2C537&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Design-sem-nome-3.jpg?resize=400%2C280&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Design-sem-nome-3.jpg?w=1424&amp;ssl=1 1424w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></p>
<p>O cronograma atualizado pela administração municipal prevê a incorporação gradual dos veículos.</p>
<p>Atualmente, 20 ônibus elétricos do contrato com a Green Energy já estão em circulação.</p>
<p>Outros 24 articulados devem ser entregues até o fim de novembro.</p>
<p>Em dezembro, a previsão é de chegada de mais 65 veículos.</p>
<p>Se todas essas etapas forem cumpridas, o município encerrará 2026 com 109 ônibus recebidos no âmbito da contratação.</p>
<p>Os 291 restantes deverão ser entregues em lotes mensais até junho de 2027.</p>
<p>A implantação ocorrerá, portanto, de maneira progressiva, permitindo que a administração adapte a operação das linhas e amplie a infraestrutura necessária.</p>
<p>O cronograma também representa uma revisão dos prazos inicialmente estabelecidos para a renovação.</p>
<p>Como o <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> mostrou anteriormente, a conclusão das entregas chegou a estar prevista para setembro de 2026, mas passou para junho de 2027.</p>
<p>A mudança exige atenção ao período de transição, no qual ônibus elétricos e veículos convencionais continuam compartilhando a operação municipal.</p>
<p>O cumprimento dos novos prazos dependerá da fabricação dos veículos, da disponibilidade da infraestrutura e da organização dos serviços.</p>
<h2>Nova estrutura de transportes separa ônibus, empresas operadoras, recarga e bilhetagem</h2>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-543466 size-full" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/WhatsApp-Image-2026-11-03-at-18.45.49.jpeg?resize=828%2C533&#038;ssl=1" alt="" width="828" height="533" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/WhatsApp-Image-2026-11-03-at-18.45.49.jpeg?w=828&amp;ssl=1 828w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/WhatsApp-Image-2026-11-03-at-18.45.49.jpeg?resize=300%2C193&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/WhatsApp-Image-2026-11-03-at-18.45.49.jpeg?resize=150%2C97&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/WhatsApp-Image-2026-11-03-at-18.45.49.jpeg?resize=768%2C494&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/WhatsApp-Image-2026-11-03-at-18.45.49.jpeg?resize=400%2C257&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 828px) 100vw, 828px" /></p>
<p>Uma das transformações mais relevantes de São José dos Campos está na divisão das responsabilidades dentro do sistema de transporte coletivo.</p>
<p>Tradicionalmente, muitas concessões municipais concentram na mesma empresa a aquisição da frota e a prestação do serviço.</p>
<p>São José dos Campos está adotando outra organização.</p>
<p>A Urbam recebe os ônibus elétricos mediante contrato de locação com a Green Energy e disponibiliza os veículos às concessionárias responsáveis pela operação das linhas.</p>
<p>A administração também prevê contratações independentes para atividades como infraestrutura de carregamento e bilhetagem.</p>
<p>A gestão, o acompanhamento e a fiscalização permanecem sob responsabilidade da Prefeitura.</p>
<p>Esse arranjo permite, em princípio, que o município organize a escolha das empresas operadoras sem exigir delas o financiamento integral dos ônibus elétricos.</p>
<p>Também possibilita separar a vida útil dos veículos da duração dos contratos de operação, desde que as condições de utilização, manutenção e responsabilidade sejam devidamente estabelecidas.</p>
<p>Durante a transição, os ônibus elétricos disponibilizados pelo município convivem com veículos pertencentes às empresas atuais.</p>
<p>O <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> já havia mostrado que os contratos das concessionárias Joseense, Expresso Maringá e Saens Peña foram prorrogados até 21 de outubro de 2027, com possibilidade de encerramento antecipado conforme o novo modelo seja implantado.</p>
<p>A divisão contratual pode facilitar a gestão de determinados investimentos, mas também exige coordenação permanente.</p>
<p>Em caso de problemas com um veículo, por exemplo, é necessário identificar se a responsabilidade está relacionada à fabricação, à manutenção, à operação ou ao fornecimento de energia.</p>
<p>Da mesma forma, o planejamento precisa assegurar que o número de ônibus disponíveis seja compatível com as necessidades das linhas e com a programação de recarga.</p>
<p>A reorganização não representa, por si só, garantia de melhores serviços. Os resultados dependerão da qualidade da operação, da frequência dos ônibus, da fiscalização e do cumprimento dos contratos.</p>
<h2>Locação de R$ 2,718 bilhões por 15 anos tem responsabilidades que vão além do fornecimento dos ônibus</h2>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-543468 size-full" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/onibus-eletricos-1.jpeg?resize=940%2C627&#038;ssl=1" alt="" width="940" height="627" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/onibus-eletricos-1.jpeg?w=940&amp;ssl=1 940w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/onibus-eletricos-1.jpeg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/onibus-eletricos-1.jpeg?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/onibus-eletricos-1.jpeg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/onibus-eletricos-1.jpeg?resize=400%2C267&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 940px) 100vw, 940px" /></p>
<p>A contratação da frota foi objeto de outra reportagem especial do <em><strong>Diário do Transporte</strong></em>, publicada em 31 de outubro de 2026.</p>
<p>A análise do contrato firmado em 7 de março de 2025 entre a Urbam e a Green Energy mostrou que o modelo de locação envolve aproximadamente R$ 2,718 bilhões ao longo de 15 anos.</p>
<p>Esse montante não deve ser confundido com os R$ 1,139 bilhão correspondentes ao projeto de aquisição dos veículos apoiado pelo BNDES.</p>
<p>Os valores possuem finalidades e abrangências diferentes.</p>
<p>O financiamento aprovado pelo banco está relacionado à aquisição dos ônibus pela fornecedora.</p>
<p>O contrato municipal envolve a disponibilização dos veículos e os serviços previstos durante todo o período de locação.</p>
<p>Segundo as condições contratuais examinadas pelo jornal, a Green Energy é responsável pela aquisição dos ônibus, documentação, seguros exigidos e manutenção preventiva.</p>
<p>A Urbam assume outras despesas, entre elas a manutenção corretiva fora das garantias, a substituição de pneus pelo desgaste normal e responsabilidades relacionadas à infraestrutura de carregamento.</p>
<p>As baterias também exigem atenção especial.</p>
<p>Nos oito primeiros anos de operação de cada veículo, a recuperação da autonomia mínima prevista contratualmente é responsabilidade da fornecedora, nas condições estabelecidas.</p>
<p>Depois desse período, a responsabilidade passa à Urbam.</p>
<p>Isso significa que a avaliação financeira da locação não pode considerar apenas o pagamento mensal pelos ônibus.</p>
<p>É necessário contabilizar os custos de energia, infraestrutura, manutenção, baterias, operação e administração do sistema.</p>
<p>A experiência de São José dos Campos poderá servir como referência para outros municípios, mas a conveniência da locação depende das condições de cada cidade, das fontes de financiamento e da capacidade de administrar contratos de longo prazo.</p>
<p>Relembre a reportagem especial:</p>
<p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/10/31/locacao-de-onibus-eletricos-como-funciona-o-modelo-de-sao-jose-dos-campos-e-o-que-outras-cidades-precisam-avaliar/">Locação de ônibus elétricos: como funciona o modelo de São José dos Campos e o que outras cidades precisam avaliar – Diário do Transporte, 31 de outubro de 2026</a></p>
<h2>Frota é da tecnologia brasileira Eletra, que já utiliza novo processo industrial em São Bernardo do Campo</h2>
<p>Os 400 ônibus previstos para São José dos Campos têm tecnologia de eletrificação da Eletra, fabricante brasileira instalada em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista.</p>
<p>A empresa desenvolve e integra os sistemas responsáveis pela propulsão elétrica, gerenciamento de energia e controle dos veículos.</p>
<p>Nos primeiros ônibus entregues ao município, a configuração reúne tecnologia Eletra, carrocerias Caio, plataformas Mercedes-Benz e baterias e motores WEG.</p>
<p>A encomenda representa um volume expressivo para a indústria brasileira e ocorre durante uma transformação do processo produtivo da Eletra.</p>
<p>Nesta mesma terça-feira, 3 de novembro, o <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> publicou uma reportagem exclusiva em vídeo mostrando como são fabricados os novos chassis elétricos da empresa.</p>
<p>O criador e editor-chefe do jornal, Adamo Bazani, foi o primeiro jornalista a acompanhar esse processo na planta de São Bernardo do Campo.</p>
<p>A reportagem mostrou as etapas de preparação dos cabos e chicotes elétricos, a instalação dos componentes de propulsão e a integração dos sistemas eletrônicos responsáveis pelo funcionamento do veículo.</p>
<p>A empresa informou que o novo método de produção reduziu de nove para quatro dias o tempo de eletrificação dos chassis articulados, enquanto nos modelos padron o período passou de sete para três dias.</p>
<p>A mudança ocorre porque a integração dos componentes elétricos passou a ser realizada antes da instalação da carroceria.</p>
<p>O diretor industrial Pedro Botejara explicou que a empresa recebe estruturas mecânicas que ainda não possuem motorização e as transforma em chassis elétricos capazes de se deslocar por meios próprios.</p>
<p>A diretora comercial Iêda Oliveira confirmou que a fabricante tem 232 chassis em produção com o novo método para entregas até dezembro de 2026, sendo 122 articulados e 110 padron.</p>
<p>Já a diretora-presidente da Eletra, Milena Braga Romano, confirmou a intenção de elevar a capacidade produtiva para 2.800 ônibus por ano, além de desenvolver modelos rodoviários e ampliar a atuação internacional.</p>
<p>A expansão da fábrica e as encomendas de cidades como São José dos Campos mostram a relação entre programas públicos de eletrificação e o desenvolvimento de uma cadeia industrial brasileira de maior valor agregado.</p>
<p>Além da redução da poluição nos centros urbanos, a produção nacional envolve empregos qualificados, engenharia, tecnologia, fornecedores e formação profissional.</p>
<p>A adoção do novo processo fabril pela Eletra está confirmada. Já a configuração industrial específica de todos os 400 veículos de São José dos Campos dependerá da programação de fabricação de cada lote.</p>
<p>Assista à reportagem exclusiva sobre a fabricação dos chassis:</p>
<p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/11/03/exclusivo-video-chassis-eletra-de-onibus-eletricos-brasileiros-ja-tem-mais-de-200-unidades-em-producao-com-novo-metodo-veja-como-sao-fabricados/">EXCLUSIVO – VÍDEO: Chassis Eletra de ônibus elétricos brasileiros já têm mais de 200 unidades em produção com novo método. Veja como são fabricados – Diário do Transporte, 3 de novembro de 2026</a></p>
<h2>Linha Verde já mostra os diferenciais da eletrificação, mas passageiros cobram intervalos menores</h2>
<p>A transformação pretendida pela Prefeitura também pode ser observada na Linha Verde, sistema que utiliza VLPs, os Veículos Leves sobre Pneus.</p>
<p>No sábado, 31 de outubro de 2026, o <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> percorreu o trecho entre a rodoviária e o Terminal Sul de São José dos Campos para conhecer, na prática, as características do serviço.</p>
<p>A experiência revelou que a modernização do transporte envolve mais do que a substituição do motor diesel pela propulsão elétrica.</p>
<p>Entre as diferenças verificadas estão a ausência de catraca, o uso de validadores eletrônicos, a aceitação de cartões bancários por aproximação, a presença de agente de bordo e a prioridade nos cruzamentos semaforizados.</p>
<p>Os veículos também possuem sistemas de câmeras que substituem os espelhos retrovisores convencionais.</p>
<p>A prioridade semafórica, associada ao conceito de metronização, permite melhorar a regularidade do deslocamento ao reduzir determinadas interferências nos cruzamentos.</p>
<p>A ausência de catraca facilita a circulação dentro do ônibus, enquanto o pagamento eletrônico permite utilizar diferentes modalidades de validação da passagem.</p>
<p>O agente de bordo acrescenta atendimento humano, auxiliando passageiros durante o embarque, o desembarque e a utilização dos equipamentos.</p>
<p>Esse apoio é particularmente importante para idosos, pessoas com mobilidade reduzida e usuários que ainda não conhecem o funcionamento do serviço.</p>
<p>Na viagem realizada pela reportagem, o conforto, o silêncio da propulsão elétrica e o atendimento prestado pelos profissionais foram pontos positivos.</p>
<p>Mas também foram identificadas necessidades de melhoria.</p>
<p>Passageiros ouvidos pelo jornal defenderam a redução dos intervalos, especialmente nos fins de semana, e a ampliação da cobertura do sistema.</p>
<p>Essas observações mostram que a substituição da frota pode melhorar a qualidade da viagem, mas precisa ser acompanhada de frequência adequada e atendimento às diferentes regiões da cidade.</p>
<p>Com a chegada dos 400 ônibus elétricos, São José dos Campos terá a oportunidade de estender parte dos benefícios observados na Linha Verde ao conjunto do transporte coletivo municipal.</p>
<p>Para isso, será necessário organizar trajetos, horários, pontos de integração e disponibilidade dos veículos.</p>
<p>Assista à reportagem especial feita no local:</p>
<p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/10/31/video-especial-no-local-sem-catraca-com-agente-de-bordo-e-prioridade-nos-cruzamentos-metronizacao-linha-verde-mostra-o-que-o-onibus-pode-oferecer-em-sao-jose-dos-campos-sp/">VÍDEO ESPECIAL: Sem catraca, com agente de bordo e prioridade nos cruzamentos, Linha Verde mostra o que o ônibus pode oferecer em São José dos Campos – Diário do Transporte, 31 de outubro de 2026</a></p>
<h2>Financiamento de R$ 879,4 milhões pelo BNDES foi anunciado em outubro</h2>
<p>Como o <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> noticiou em 30 de outubro de 2026, o BNDES aprovou R$ 879,4 milhões em financiamento para a Green Energy adquirir os 400 ônibus elétricos destinados ao transporte municipal.</p>
<p>Os recursos são provenientes do FGTS, por meio do Programa BNDES Pró-Transporte, no âmbito do Refrota, integrante do Novo PAC.</p>
<p>O investimento total do projeto de aquisição é de R$ 1,139 bilhão.</p>
<p>A aprovação do crédito permite estruturar a compra dos veículos pela empresa que os disponibilizará à Urbam.</p>
<p>O financiamento não significa que os 400 ônibus já tenham sido entregues ou estejam em circulação.</p>
<p>A implantação segue o cronograma municipal, agora detalhado pela Prefeitura, com conclusão prevista para junho de 2027.</p>
<p>O projeto também foi apresentado pelo BNDES como um marco no financiamento da eletrificação de frotas municipais no Brasil.</p>
<p>A substituição integral dos ônibus convencionais permitirá reduzir emissões locais de poluentes atmosféricos, como óxidos de nitrogênio e material particulado provenientes do escapamento dos veículos a diesel.</p>
<p>Segundo estimativa divulgada pelo BNDES e reproduzida pela Prefeitura, a renovação integral da frota poderá evitar aproximadamente 31 mil toneladas de dióxido de carbono por ano.</p>
<p>Esse resultado é uma projeção associada à substituição completa da frota e não representa uma redução já alcançada pelos 20 veículos atualmente em operação.</p>
<p>Relembre:</p>
<p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/10/30/bndes-aprova-r-8794-milhoes-para-400-onibus-com-tecnologia-eletra-em-sao-jose-dos-campos-entregas-totais-ficam-para-2027/">BNDES aprova R$ 879,4 milhões para 400 ônibus com tecnologia Eletra em São José dos Campos; entregas totais ficam para 2027 – Diário do Transporte, 30 de outubro de 2026</a></p>
<h2>Mercadante prevê que elétricos representem 28% das novas vendas de ônibus urbanos até 2035</h2>
<p>O projeto de São José dos Campos também integra um movimento mais amplo de eletrificação do transporte coletivo brasileiro.</p>
<p>Durante o anúncio do financiamento, em 30 de outubro, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, apresentou a projeção de que os ônibus elétricos representem aproximadamente 28% dos novos licenciamentos de ônibus urbanos no Brasil até 2035.</p>
<p>A estimativa se refere aos veículos novos comercializados e licenciados naquele ano, não à participação dos elétricos na frota total em circulação no país.</p>
<p>O mercado brasileiro vem registrando crescimento.</p>
<p>Segundo os dados apresentados pelo banco, foram emplacados 86 ônibus elétricos em 2023 e 849 em 2025.</p>
<p>A ampliação da produção nacional é importante para que o crescimento da demanda também se transforme em desenvolvimento industrial brasileiro.</p>
<p>Para a diretora-presidente da Eletra, Milena Braga Romano, o financiamento de longo prazo contribui para levar a tecnologia a municípios de diferentes portes, além de fortalecer a indústria, gerar empregos qualificados e melhorar a atratividade do transporte público.</p>
<p>A demanda de São José dos Campos, somada a encomendas de outras cidades, representa uma oportunidade para que fabricantes instalados no Brasil ampliem investimentos e capacidade produtiva.</p>
<p>Relembre:</p>
<p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/10/30/onibus-eletricos-devem-representar-28-das-novas-vendas-de-urbanos-no-brasil-ate-2035-preve-mercadante-eletra-destaca-papel-do-bndes-para-ampliar-eletromobilidade/">Ônibus elétricos devem representar 28% das novas vendas de urbanos no Brasil até 2035, prevê Mercadante; Eletra destaca papel do BNDES – Diário do Transporte, 30 de outubro de 2026</a></p>
<h2>Desafio será transformar os investimentos em melhoria efetiva para os passageiros</h2>
<p>A reorganização do transporte coletivo de São José dos Campos reúne investimentos industriais, financiamento de longo prazo, infraestrutura energética, contratos de locação e mudanças na prestação dos serviços.</p>
<p>Com a conclusão das entregas prevista para junho de 2027, a cidade pretende substituir integralmente a frota municipal por ônibus elétricos.</p>
<p>A preparação das estações de carregamento e a definição das responsabilidades contratuais são etapas necessárias, mas a avaliação do resultado dependerá da operação cotidiana.</p>
<p>Será preciso acompanhar a disponibilidade dos veículos, a autonomia em diferentes condições de utilização, a eficiência dos carregadores, os custos de manutenção e a regularidade dos serviços.</p>
<p>Também será fundamental verificar como a nova organização atenderá às reivindicações dos passageiros por intervalos menores e maior cobertura territorial.</p>
<p>A experiência da Linha Verde demonstra que os ônibus elétricos podem oferecer condições diferenciadas de conforto, acessibilidade e atendimento quando associados a infraestrutura adequada e organização operacional.</p>
<p>A implantação em toda a cidade permitirá verificar se essas características serão reproduzidas em linhas com diferentes demandas, trajetos e condições de circulação.</p>
<p>Para o mercado brasileiro, São José dos Campos representa ainda uma experiência de grande porte na combinação entre financiamento público, indústria nacional e contratação separada de frota e operação.</p>
<p>O acompanhamento dos resultados poderá oferecer referências para outras cidades interessadas na eletrificação.</p>
<p>A principal medida de sucesso, porém, continuará sendo a qualidade do serviço entregue diariamente à população.</p>
<p><em><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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    <title>EXCLUSIVO –VÍDEO: Chassis Eletra de ônibus elétricos brasileiros já têm mais de 200 unidades em produção com novo método. Veja como são fabricados</title>
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    <pubDate>Tue, 03 Nov 2026 21:20:08 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Carrocerias]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Eletromobilidade]]></category><category><![CDATA[Meio ambiente]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Diário do Transporte foi o primeiro veículo jornalístico a conhecer a fabricação dos novos chassis na planta de São Bernardo do Campo (SP) e revela que 232 unidades estão em produção para entrega até dezembro. Processo reduz em mais da metade o tempo de fabricação; empresa confirma investimentos para triplicar capacidade, desenvolver ônibus rodoviários elétricos [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="725" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/37cbd454-c89e-4c8e-8fe7-7242a87bc0db.png?fit=1024%2C725&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/37cbd454-c89e-4c8e-8fe7-7242a87bc0db.png?w=1491&amp;ssl=1 1491w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/37cbd454-c89e-4c8e-8fe7-7242a87bc0db.png?resize=300%2C212&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/37cbd454-c89e-4c8e-8fe7-7242a87bc0db.png?resize=1024%2C725&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/37cbd454-c89e-4c8e-8fe7-7242a87bc0db.png?resize=150%2C106&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/37cbd454-c89e-4c8e-8fe7-7242a87bc0db.png?resize=768%2C543&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/37cbd454-c89e-4c8e-8fe7-7242a87bc0db.png?resize=400%2C283&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Diário do Transporte foi o primeiro veículo jornalístico a conhecer a fabricação dos novos chassis na planta de São Bernardo do Campo (SP) e revela que 232 unidades estão em produção para entrega até dezembro. Processo reduz em mais da metade o tempo de fabricação; empresa confirma investimentos para triplicar capacidade, desenvolver ônibus rodoviários elétricos e disputar mercado internacional</em></p>
<p><em><strong>ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p><strong><em>Colaborou Yuri Sena</em></strong></p>
<p><div style="width: 640px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-543434-4" width="640" height="480" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/Eletra.mp4?_=4" /><a href="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/Eletra.mp4">https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/Eletra.mp4</a></video></div></p>
<p>A fabricante brasileira Eletra já está produzindo em escala comercial seus próprios chassis para ônibus elétricos, com uma nova organização industrial que reduziu em mais da metade o tempo necessário para concluir a etapa de eletrificação dos veículos. Em reportagem exclusiva, o criador e editor-chefe do <em><strong>Diário do Transporte</strong></em>, Adamo Bazani, foi o primeiro jornalista a conhecer o processo de fabricação na planta de São Bernardo do Campo (SP), no ABC Paulista, e obteve uma informação inédita: são 232 chassis elétricos em produção com novo método para entregas até dezembro de 2026, sendo 122 articulados e 110 modelos padron. A produção utiliza tecnologia nacional, integra componentes eletroeletrônicos desenvolvidos no Brasil e representa uma mudança em relação ao método anterior, quando a eletrificação era realizada sobre veículos que já tinham recebido a carroceria.</p>
<p>A transformação industrial confirma, na prática, os investimentos e projetos anunciados pela diretora-presidente da Eletra, Milena Braga Romano, durante a Lat.Bus 2026, realizada em agosto, em São Paulo. A fabricante pretende elevar sua capacidade produtiva para até 2.800 ônibus elétricos por ano, desenvolver modelos rodoviários e de fretamento, ampliar as exportações e fortalecer sua participação na indústria brasileira de veículos de alta tecnologia. Além dos ganhos ambientais, a expansão representa uma oportunidade de neoindustrialização, com geração de empregos industriais qualificados, investimentos em engenharia e formação profissional, fortalecimento de fornecedores nacionais e maior presença do Brasil em um mercado mundial atualmente liderado pela China. A estratégia também encontra respaldo na crescente aceitação dos ônibus elétricos pela população, apontada por pesquisas realizadas em diferentes cidades brasileiras.</p>
<h2>De nove para quatro dias: como a Eletra mudou a fabricação dos ônibus elétricos</h2>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-543439" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/IMG_20261027_1641372.jpg?resize=300%2C225&#038;ssl=1" alt="" width="300" height="225" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/IMG_20261027_1641372.jpg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/IMG_20261027_1641372.jpg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/IMG_20261027_1641372.jpg?resize=150%2C113&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/IMG_20261027_1641372.jpg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/IMG_20261027_1641372.jpg?resize=1536%2C1152&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/IMG_20261027_1641372.jpg?resize=2048%2C1536&amp;ssl=1 2048w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/IMG_20261027_1641372.jpg?resize=400%2C300&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/IMG_20261027_1641372.jpg?w=3000&amp;ssl=1 3000w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p>A principal transformação está na sequência de montagem dos veículos.</p>
<p>Anteriormente, parte do processo era realizada com a carroceria já instalada sobre a estrutura do ônibus. Isso exigia uma organização industrial mais complexa, com movimentações entre etapas de montagem e eletrificação.</p>
<p>Agora, a Eletra recebe as estruturas mecânicas de fornecedores e instala os sistemas necessários para transformá-las em chassis elétricos completos antes do envio às encarroçadoras.</p>
<p>A reportagem acompanhou a preparação dos componentes, a organização dos cabos e chicotes elétricos e a integração dos sistemas de propulsão e controle.</p>
<p>O diretor industrial da Eletra, Pedro Botejara, explicou a diferença de produtividade.</p>
<p>“Quando a gente eletrificava uma plataforma com a carroceria já colocada, você levava nove dias para um articulado. Nós conseguimos reduzir para quatro dias no chassi. Num básico de 12 metros ou 12 metros e meio padron, nós reduzimos de sete dias para três dias. Quer dizer, então foi um ganho de mais de 60%, em torno de 60% de ganho no tempo de produção.”</p>
<p>Os números mostram uma redução de aproximadamente 55,6% no tempo de produção dos articulados e de 57,1% nos veículos padron, considerando as etapas comparadas pelo executivo.</p>
<p>Isso significa que uma mesma etapa, antes realizada em nove dias, agora pode ser executada em quatro. No caso dos veículos convencionais, a redução é de sete para três dias.</p>
<p>O ganho não deve ser confundido com o tempo total de fabricação do ônibus completo, que também depende da montagem da carroceria, acabamentos, testes e demais procedimentos industriais.</p>
<p>Mas tem consequências importantes.</p>
<p>A redução do período de montagem permite organizar melhor as linhas produtivas, diminuir o tempo de permanência das estruturas nas instalações, ampliar o volume de veículos processados e reduzir movimentações entre diferentes etapas da fabricação.</p>
<p>Para os operadores, a maior produtividade industrial pode representar maior previsibilidade de entrega e condições para ampliar encomendas.</p>
<p>Para a indústria, significa melhorar o aproveitamento da capacidade instalada antes mesmo de considerar a construção de novas fábricas.</p>
<h2>O cérebro do ônibus começa na preparação dos cabos e chicotes</h2>
<p><div id="attachment_543440" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-543440" class="wp-image-543440 size-medium" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/WhatsApp-Image-2026-11-03-at-17.21.39.jpeg?resize=300%2C188&#038;ssl=1" alt="" width="300" height="188" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/WhatsApp-Image-2026-11-03-at-17.21.39.jpeg?resize=300%2C188&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/WhatsApp-Image-2026-11-03-at-17.21.39.jpeg?resize=150%2C94&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/WhatsApp-Image-2026-11-03-at-17.21.39.jpeg?resize=400%2C251&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/WhatsApp-Image-2026-11-03-at-17.21.39.jpeg?w=675&amp;ssl=1 675w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /><p id="caption-attachment-543440" class="wp-caption-text">Diretor industrial, Pedro Botejara, e o repórter Adamo Bazani</p></div></p>
<p>Um dos momentos acompanhados pela reportagem exclusiva foi a preparação dos chicotes elétricos.</p>
<p>Sobre mesas e dispositivos específicos, os trabalhadores organizam os conjuntos de fios e conexões que serão utilizados para transmitir energia, comandos e informações entre os diferentes equipamentos do veículo.</p>
<p>A etapa utiliza um sistema de montagem conhecido industrialmente como “cama de pregos”, no qual os cabos são distribuídos segundo trajetos previamente definidos.</p>
<p>A técnica permite padronizar comprimentos, posicionamento das conexões e organização dos circuitos.</p>
<p>É nessa preparação que começa a estrutura das ligações responsáveis pela comunicação entre os principais sistemas do ônibus elétrico.</p>
<p>Diferentemente de um ônibus convencional movido a diesel, o veículo elétrico depende de uma arquitetura que reúne motores de tração, baterias de alta tensão, inversores, controladores eletrônicos, sistemas de distribuição de energia e dispositivos responsáveis por funções auxiliares.</p>
<p>Todos esses conjuntos precisam trabalhar de forma integrada.</p>
<p>Não basta instalar um motor elétrico no lugar de um motor a combustão.</p>
<p>É necessário controlar a entrega de potência, a utilização da energia armazenada, a recuperação de energia nas desacelerações, os limites de funcionamento dos componentes e a interação com os demais sistemas do veículo.</p>
<p>Também entram nessa integração elementos relacionados à segurança operacional, ao gerenciamento de baterias e à comunicação entre equipamentos.</p>
<p>A padronização dos chicotes é importante tanto para a fabricação quanto para a manutenção futura.</p>
<p>Conexões corretamente identificadas, trajetos definidos e organização dos circuitos facilitam a verificação dos sistemas, a identificação de falhas e a substituição de componentes.</p>
<p>Depois dessa etapa, os conjuntos seguem para a montagem sobre a estrutura do chassi.</p>
<h2>Da plataforma mecânica ao chassi elétrico: entenda uma diferença importante</h2>
<p>A reportagem também esclarece uma dúvida recorrente entre profissionais do transporte, engenheiros, estudantes e interessados na tecnologia dos ônibus.</p>
<p>Por que, em determinados veículos eletrificados pela Eletra, a estrutura fornecida por Mercedes-Benz ou Scania é chamada de plataforma, enquanto o produto concluído recebe a identificação de chassi Eletra?</p>
<p>A explicação está nas etapas de fabricação e na responsabilidade pela integração dos componentes.</p>
<p>As estruturas fornecidas pelas fabricantes parceiras incluem elementos mecânicos necessários à construção do veículo, mas chegam à Eletra sem o conjunto de propulsão elétrica instalado.</p>
<p>Dessa maneira, não possuem condições de movimentar o veículo por meios próprios.</p>
<p>O diretor industrial Pedro Botejara explicou durante a visita.</p>
<p>“Ela não é motorizada, ela não é eletrificada, ou seja, ela não roda por si própria, ela não consegue se deslocar. Por isso é uma plataforma. Agora, quando a Eletra coloca os componentes dela, que ela faz a eletrificação, aí sim, aí ele virou um chassi, porque, com toda a motorização, com todas as baterias, ele já consegue se deslocar, ele já está pronto para ir para o encarroçador, para ser colocada a carroceria. Aí ele vira o ônibus que consegue rodar.”</p>
<p>O novo processo representa uma evolução da participação industrial da Eletra.</p>
<p>A companhia passa a assumir diretamente mais etapas de integração dos sistemas elétricos e eletrônicos do chassi, incluindo a arquitetura de controle e a identificação do produto como fabricante.</p>
<p>A mudança foi apresentada oficialmente na Lat.Bus 2026, quando a empresa destacou sua nova geração de chassis com tecnologia eletroeletrônica própria.</p>
<p>A utilização de estruturas mecânicas fornecidas por parceiros industriais não elimina a participação dessas empresas na fabricação do veículo.</p>
<p>Da mesma forma, a identificação Eletra não significa que todos os componentes sejam produzidos dentro da própria fábrica.</p>
<p>O diferencial está no desenvolvimento da tecnologia de eletrificação, na integração dos conjuntos e na responsabilidade industrial pelo chassi elétrico resultante.</p>
<p>Essa distinção é importante para compreender a cadeia produtiva e a evolução tecnológica da indústria brasileira.</p>
<h2>Mais de 200 unidades já comercializadas e cerca de 1.400 ônibus com tecnologia Eletra</h2>
<p><div id="attachment_543442" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-543442" class="size-medium wp-image-543442" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/WhatsApp-Image-2026-11-03-at-17.21.55.jpeg?resize=300%2C200&#038;ssl=1" alt="" width="300" height="200" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/WhatsApp-Image-2026-11-03-at-17.21.55.jpeg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/WhatsApp-Image-2026-11-03-at-17.21.55.jpeg?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/WhatsApp-Image-2026-11-03-at-17.21.55.jpeg?resize=400%2C266&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/WhatsApp-Image-2026-11-03-at-17.21.55.jpeg?w=620&amp;ssl=1 620w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /><p id="caption-attachment-543442" class="wp-caption-text">Diretora comercial, Ieda Oliveira</p></div></p>
<p>A nova etapa industrial não está restrita a protótipos ou projetos experimentais.</p>
<p>A diretora comercial da Eletra, Iêda Oliveira, confirmou à reportagem que a empresa está com mais de duas centenas de unidades em sua programação de produção para o encerramento de 2026.</p>
<p>“Sim, nós já temos. Hoje, no mercado, estamos chegando a 1.400 ônibus com tecnologia elétrica, com chassi elétrico. Nós estamos hoje em linha de produção com 122 articulados, mais 110 padron, só para até dezembro.”</p>
<p>A soma corresponde a 232 veículos.</p>
<p>Os números revelam dois movimentos distintos.</p>
<p>O primeiro é a ampliação da presença da tecnologia Eletra no transporte coletivo brasileiro, considerando a trajetória de eletrificação da empresa.</p>
<p>O segundo é a passagem para um modelo industrial no qual a fabricante amplia sua responsabilidade sobre o chassi completo, antes de sua chegada às encarroçadoras.</p>
<p>É necessário distinguir esses 232 veículos em produção para entrega até o final do ano do total histórico de ônibus com tecnologia Eletra mencionado pela diretora.</p>
<p>A empresa já atuava no desenvolvimento e na eletrificação de veículos antes de iniciar a produção dos novos chassis com a arquitetura industrial apresentada em agosto de 2026.</p>
<p>A expansão também ocorre em diferentes configurações de veículos, dos modelos convencionais aos articulados e superarticulados destinados a sistemas de maior capacidade.</p>
<p>Segundo Iêda Oliveira, o desenvolvimento brasileiro é uma vantagem para atender às necessidades locais.</p>
<p>“A vantagem é essa: você tem um produto nacional, produzido aqui, desenvolvido aqui e preparado para as nossas cidades.”</p>
<p>A afirmação está relacionada a características que fazem diferença na operação cotidiana, como condições de pavimentação, aclives, declives, quantidade de passageiros, temperatura, intensidade de utilização e disponibilidade de infraestrutura de recarga.</p>
<p>Também é relevante para manutenção, assistência técnica e fornecimento de componentes.</p>
<p>A proximidade entre fabricantes, fornecedores e operadores permite desenvolver soluções considerando as condições reais das cidades brasileiras.</p>
<h2>Investimentos superiores a R$ 270 milhões e capacidade para 2.800 ônibus por ano</h2>
<p><div id="attachment_543443" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-543443" class="size-medium wp-image-543443" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/WhatsApp-Image-2026-11-03-at-17.21.31.jpeg?resize=300%2C219&#038;ssl=1" alt="" width="300" height="219" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/WhatsApp-Image-2026-11-03-at-17.21.31.jpeg?resize=300%2C219&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/WhatsApp-Image-2026-11-03-at-17.21.31.jpeg?resize=150%2C110&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/WhatsApp-Image-2026-11-03-at-17.21.31.jpeg?resize=400%2C293&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/WhatsApp-Image-2026-11-03-at-17.21.31.jpeg?w=562&amp;ssl=1 562w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /><p id="caption-attachment-543443" class="wp-caption-text">Diretora-presidente, Milena Romano</p></div></p>
<p>Durante a Lat.Bus 2026, em agosto, a Eletra apresentou um programa de investimentos superior a R$ 270 milhões, envolvendo desenvolvimento tecnológico, ampliação da produção e estudos para uma segunda unidade industrial.</p>
<p>Desse montante, mais de R$ 70 milhões foram associados ao desenvolvimento de novos chassis e soluções tecnológicas, enquanto investimentos superiores a R$ 200 milhões foram relacionados à expansão da estrutura industrial.</p>
<p>A intenção é acompanhar o crescimento da demanda brasileira e abrir oportunidades em mercados internacionais.</p>
<p>Na entrevista exclusiva realizada na planta de São Bernardo do Campo, a diretora-presidente Milena Braga Romano confirmou a meta de expansão.</p>
<p>“Vamos aumentar a nossa capacidade produtiva para 2.800 ônibus ao ano e diversificar com novos produtos e novos mercados, como o ônibus rodoviário.”</p>
<p>A meta representa uma mudança de escala em relação à estrutura atual da empresa.</p>
<p>A modernização da linha existente e a ampliação das instalações são partes complementares dessa estratégia.</p>
<p>O novo método de produção permite aproveitar melhor a estrutura industrial já disponível, enquanto a expansão física poderá oferecer espaço para volumes maiores, novas etapas de montagem, armazenamento de componentes e diversificação dos modelos fabricados.</p>
<p>Os investimentos anunciados também têm potencial para ampliar a contratação de trabalhadores e a participação de empresas fornecedoras.</p>
<p>Na apresentação realizada durante a Lat.Bus, a Eletra apontou a possibilidade de geração de aproximadamente mil novos empregos relacionados ao seu projeto de expansão industrial.</p>
<p>A concretização dessas metas dependerá do andamento dos investimentos, das encomendas, do financiamento dos veículos e das condições do mercado.</p>
<h2>Ônibus rodoviários, fretamento, chassis inteligentes e exportações</h2>
<p>A diversificação da produção é uma das prioridades para 2027.</p>
<p>A Eletra pretende ampliar sua atuação para além dos ônibus urbanos convencionais, articulados e superarticulados.</p>
<p>Entre os projetos estão chassis destinados ao transporte rodoviário de passageiros e ao fretamento.</p>
<p>Esses segmentos apresentam exigências próprias.</p>
<p>No transporte urbano, os ônibus normalmente percorrem trajetos com paradas frequentes, velocidades médias relativamente baixas e possibilidade de recarga nas garagens.</p>
<p>No rodoviário, a autonomia, a velocidade de operação, a quantidade de bagagens, a capacidade das baterias e a disponibilidade de carregadores ao longo dos trajetos assumem importância ainda maior.</p>
<p>A eletrificação pode ser especialmente viável em viagens de curta e média distância, com percursos conhecidos e possibilidade de planejamento da recarga.</p>
<p>Outra frente apresentada na Lat.Bus é a nova geração de chassis inteligentes.</p>
<p>A tecnologia utiliza informações relacionadas às condições de funcionamento do veículo para aperfeiçoar o gerenciamento da energia.</p>
<p>Entre os parâmetros considerados estão características do percurso, esforço solicitado ao sistema de propulsão, velocidade e carga transportada.</p>
<p>A finalidade é ajustar a utilização da energia às necessidades da operação, contribuindo para a eficiência e a autonomia.</p>
<p>A empresa também apresentou avanços na tecnologia de trólebus com baterias, conhecida como IMC, sigla em inglês para carregamento em movimento.</p>
<p>Nesse sistema, os veículos podem utilizar energia fornecida pela rede aérea e continuar circulando com baterias em trechos sem infraestrutura de fios.</p>
<p>Durante a feira, a fabricante apresentou novas configurações, incluindo o e-Trol, veículos de maior capacidade e soluções para modelos menores, como os midiônibus.</p>
<p>A parceria com fabricantes de carrocerias, como Caio e Mascarello, amplia as possibilidades de aplicação da tecnologia.</p>
<p>No mercado externo, a estratégia anunciada pela Eletra prevê inicialmente maior atenção aos países latino-americanos, onde diversas cidades já utilizam ônibus elétricos e outras estão estruturando programas de substituição de frotas.</p>
<p>A possibilidade de exportar chassis e tecnologia desenvolvidos no Brasil também pode ampliar a participação nacional em uma cadeia industrial que envolve equipamentos, software, componentes elétricos, engenharia e serviços especializados.</p>
<h2>Neoindustrialização: por que produzir ônibus elétricos no Brasil é tão importante quanto colocá-los nas ruas</h2>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-543445" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/IMG_20261027_1641172.jpg?resize=300%2C225&#038;ssl=1" alt="" width="300" height="225" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/IMG_20261027_1641172.jpg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/IMG_20261027_1641172.jpg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/IMG_20261027_1641172.jpg?resize=150%2C113&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/IMG_20261027_1641172.jpg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/IMG_20261027_1641172.jpg?resize=1536%2C1152&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/IMG_20261027_1641172.jpg?resize=2048%2C1536&amp;ssl=1 2048w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/IMG_20261027_1641172.jpg?resize=400%2C300&amp;ssl=1 400w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/IMG_20261027_1641172.jpg?w=3000&amp;ssl=1 3000w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p>A eletrificação dos transportes costuma ser associada à redução da poluição atmosférica e do ruído nas cidades.</p>
<p>Esses benefícios são relevantes, mas representam apenas uma parte do potencial econômico e social da tecnologia.</p>
<p>Quando um ônibus elétrico é desenvolvido e produzido no Brasil, os investimentos também podem movimentar uma extensa cadeia de atividades industriais.</p>
<p>A fabricação demanda conhecimento em engenharia mecânica, elétrica e eletrônica, desenvolvimento de software, sistemas de controle, automação, gerenciamento de baterias, eletrônica de potência e integração de componentes.</p>
<p>Exige ainda trabalhadores preparados para montagem, testes, manutenção, programação, diagnóstico e procedimentos específicos de segurança elétrica.</p>
<p>São atividades que podem criar oportunidades profissionais com maior exigência de qualificação e potencial de remuneração, embora os salários efetivamente pagos dependam das funções, empresas e condições de contratação.</p>
<p>Esse processo também aumenta a necessidade de investimentos em educação técnica, formação de engenheiros e atualização dos trabalhadores.</p>
<p>Instituições de ensino técnico, universidades, centros de pesquisa e empresas passam a ter oportunidades para ampliar a capacitação profissional e desenvolver soluções nacionais.</p>
<p>É nesse contexto que a produção brasileira de ônibus elétricos se relaciona à neoindustrialização.</p>
<p>O conceito envolve a modernização da indústria por meio de tecnologias de maior valor agregado, inovação, sustentabilidade e fortalecimento da capacidade produtiva.</p>
<p>Uma indústria que domina o desenvolvimento de sistemas de tração elétrica e componentes eletrônicos não se limita à montagem final de veículos.</p>
<p>Ela adquire conhecimento que pode ser aplicado em diferentes modalidades de transporte e em outros setores da economia.</p>
<p>O fortalecimento dessa capacidade também reduz a exposição a determinados riscos de fornecimento externo e amplia as possibilidades de desenvolver produtos específicos para o mercado brasileiro.</p>
<p>No caso da Eletra, a companhia informa que mais de 93% dos componentes de seus chassis são produzidos no Brasil.</p>
<p>Esse índice de conteúdo nacional, declarado pela fabricante, demonstra a importância de fornecedores locais, embora não signifique que todos os materiais, matérias-primas e tecnologias envolvidos na cadeia produtiva tenham origem exclusivamente brasileira.</p>
<p>A presença de fornecedores como a WEG, além das fabricantes de estruturas mecânicas e carrocerias, ajuda a explicar a organização dessa cadeia industrial.</p>
<h2>Brasil tem tradição mundial na fabricação de ônibus, mas disputa novo mercado com a China</h2>
<p>Durante décadas, o Brasil construiu uma das mais importantes indústrias de ônibus do mundo.</p>
<p>O país desenvolveu uma cadeia produtiva que reúne fabricantes de chassis, motores, transmissões, carrocerias, componentes e equipamentos especializados.</p>
<p>Empresas brasileiras passaram a fornecer veículos e tecnologia para diferentes mercados internacionais.</p>
<p>A tradição industrial, entretanto, não garante automaticamente uma posição de liderança na eletrificação.</p>
<p>A China consolidou uma grande vantagem de escala na fabricação de ônibus elétricos, no desenvolvimento de baterias e na expansão de sua cadeia de fornecedores.</p>
<p>Fabricantes chineses ampliaram sua presença internacional e passaram a competir com empresas tradicionais de diversos países.</p>
<p>O Brasil, que desenvolveu expressiva capacidade produtiva no segmento de ônibus a diesel, enfrenta agora o desafio de preservar e ampliar sua participação no mercado mundial com veículos de emissão zero.</p>
<p>A produção nacional de ônibus elétricos representa, portanto, uma oportunidade industrial e uma necessidade estratégica.</p>
<p>Sem investimentos em pesquisa, engenharia, formação profissional e capacidade produtiva, existe o risco de o país aumentar sua dependência de produtos e tecnologias importados.</p>
<p>Por outro lado, o desenvolvimento de veículos brasileiros pode favorecer a exportação de produtos com maior valor agregado.</p>
<p>A Eletra é uma das empresas que buscam ocupar esse espaço.</p>
<p>Sua trajetória na eletrificação, somada à nova organização industrial, permite ampliar o desenvolvimento e a produção de chassis destinados a diferentes aplicações.</p>
<p>A concorrência internacional, contudo, também exige preços competitivos, produtividade, financiamento, rede de assistência técnica, confiabilidade operacional e capacidade de entrega.</p>
<p>Por isso, a redução dos prazos de fabricação observada na unidade de São Bernardo do Campo ganha uma dimensão que vai além do funcionamento interno da fábrica.</p>
<p>Ela representa uma etapa da tentativa brasileira de competir em escala em uma nova geração de veículos.</p>
<h2>Pesquisas mostram aprovação dos ônibus elétricos pelos passageiros</h2>
<p>A ampliação dos ônibus elétricos também encontra respaldo em levantamentos realizados com usuários do transporte coletivo.</p>
<p>Em São Paulo, pesquisa da SPTrans, divulgada em janeiro de 2026 em primeira mão pelo <em><strong>Diário do Transporte</strong></em>, revelou aprovação de 100% da escolha de ônibus elétricos pelos passageiros entrevistados nas linhas Parques e Lazer do serviço Paulistar.</p>
<p>Na Linha Cultura, a aprovação da tecnologia chegou a 97,32%.</p>
<p>O levantamento ouviu 252 passageiros entre os dias 9 e 16 de novembro de 2025.</p>
<p>Os resultados são específicos dessas linhas especiais, mas mostram uma avaliação bastante favorável da tecnologia entre os entrevistados.</p>
<p>Em Curitiba (PR), pesquisa QualiÔnibus realizada pela Urbs, em parceria com o World Resources Institute (WRI), identificou apoio de 81,7% dos entrevistados à adoção de ônibus elétricos.</p>
<p>O levantamento ouviu 958 passageiros em 106 linhas, entre 15 e 26 de setembro de 2025.</p>
<p>A pesquisa também identificou problemas relacionados ao barulho e à poluição, fatores que ajudam a compreender a receptividade aos veículos elétricos.</p>
<p>Em Salvador (BA), pesquisa divulgada pela prefeitura em dezembro de 2025 apontou que 80% dos passageiros consultados aprovavam a ampliação da frota de ônibus elétricos.</p>
<p>Os percentuais não devem ser tratados como uma pesquisa nacional única, já que os levantamentos possuem diferentes públicos, metodologias e abrangências.</p>
<p>Mesmo assim, os resultados indicam uma tendência de avaliação positiva da tecnologia em diferentes realidades urbanas.</p>
<p>Para os passageiros, os benefícios mais perceptíveis incluem a redução do ruído do motor, a ausência de emissão local de gases de escapamento, a diminuição de vibrações e características de aceleração dos veículos elétricos.</p>
<p>A qualidade efetiva da viagem, entretanto, continua dependendo de fatores como frequência, lotação, pontualidade, acessibilidade, conservação e conforto.</p>
<p>Um ônibus elétrico não resolve, isoladamente, os problemas de um sistema de transporte coletivo.</p>
<p>Mas pode contribuir para tornar a experiência de deslocamento mais confortável, especialmente quando acompanhado de melhorias operacionais.</p>
<h2>Prefeituras e governos estaduais podem combinar mobilidade, desenvolvimento econômico e reconhecimento público</h2>
<p>A adoção dos ônibus elétricos também deve ser analisada do ponto de vista das políticas públicas.</p>
<p>Prefeituras e governos estaduais que estimulam a modernização das frotas podem reunir diferentes objetivos em um mesmo programa de investimentos.</p>
<p>A redução da poluição local, a melhoria das condições de viagem e a diminuição dos ruídos representam benefícios diretos para os passageiros e para a população das regiões atendidas.</p>
<p>Quando existe produção nacional, os investimentos também podem fortalecer a indústria, gerar empregos, estimular fornecedores e movimentar atividades econômicas em diferentes municípios.</p>
<p>Para os gestores públicos, há ainda a possibilidade de reconhecimento positivo da população.</p>
<p>As pesquisas de satisfação indicam que a tecnologia tem boa receptividade entre passageiros entrevistados, o que pode contribuir para a avaliação das políticas de transporte.</p>
<p>Isso, porém, não significa que a aprovação dos ônibus elétricos se traduza automaticamente em aprovação de determinada administração municipal ou estadual.</p>
<p>A percepção da população depende também dos resultados concretos do sistema.</p>
<p>A implantação precisa considerar as condições financeiras dos municípios, a preparação das garagens, a disponibilidade de energia, a infraestrutura de recarga, os custos de manutenção e o planejamento da operação.</p>
<p>A eletrificação também deve ser acompanhada de investimentos na qualidade do serviço, na acessibilidade e na frequência dos ônibus.</p>
<p>É nesse conjunto de medidas que a tecnologia pode oferecer benefícios mais amplos.</p>
<p>O financiamento é outro ponto decisivo.</p>
<p>O BNDES e organismos internacionais de fomento têm ampliado sua participação em programas de modernização e descarbonização das frotas.</p>
<p>Em seu Relatório Anual Integrado de 2025, o banco informou que operações apoiadas desde 2023 haviam viabilizado aproximadamente R$ 5,8 bilhões em investimentos na eletrificação, associados à incorporação de mais de 1.800 ônibus elétricos.</p>
<p>A combinação entre financiamento, planejamento público e capacidade industrial brasileira pode permitir que novas cidades adotem a tecnologia.</p>
<p>A ampliação da produção também tende a favorecer ganhos de escala, embora a redução do preço final dependa de fatores como custo das baterias, componentes, financiamento, volumes contratados e concorrência entre fabricantes.</p>
<h2>Mercado brasileiro cresceu mais de 4.000% entre 2021 e 2025</h2>
<p>Os números de emplacamentos mostram a velocidade de crescimento do segmento de ônibus elétricos no Brasil.</p>
<p>Em 2021, foram registrados 20 ônibus elétricos, segundo a série da Anfavea reproduzida em estudo do BNDES.</p>
<p>Em 2025, o mercado brasileiro alcançou 849 emplacamentos, de acordo com a Fenabrave.</p>
<p>A comparação representa crescimento acumulado de 4.145% em quatro anos, equivalente a uma taxa média composta de aproximadamente 155% ao ano.</p>
<p>Entre 2024 e 2025, os emplacamentos aumentaram de 314 para 849 veículos, avanço de 170,38%.</p>
<p>A Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) também acompanha a expansão da frota com uma série própria de dados.</p>
<p>Embora os números absolutos ainda sejam reduzidos diante da dimensão da frota nacional de ônibus, o crescimento demonstra que a eletrificação deixou de se limitar a experiências isoladas.</p>
<p>A tecnologia passou a fazer parte dos programas de renovação de frota de diferentes cidades.</p>
<p>O desafio agora é ampliar esse mercado sem perder a capacidade brasileira de desenvolver e fabricar os veículos.</p>
<h2>Da linha de produção de São Bernardo do Campo para as cidades brasileiras e o mercado internacional</h2>
<p>A visita exclusiva do <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> à fábrica da Eletra permitiu acompanhar uma transformação industrial que havia sido anunciada oficialmente durante a Lat.Bus 2026, mas que agora pode ser observada na prática.</p>
<p>Os novos chassis já estão em produção, as encomendas somam 232 unidades para o encerramento de 2026 e a fabricante prepara uma nova etapa de expansão.</p>
<p>A redução do tempo de eletrificação, a integração dos sistemas antes do encarroçamento e o desenvolvimento de uma arquitetura eletroeletrônica própria são os elementos centrais desse processo.</p>
<p>Para os operadores de ônibus, a mudança pode representar maior disponibilidade de produtos nacionais, previsibilidade na fabricação e novas alternativas para a renovação das frotas.</p>
<p>Para os gestores públicos, significa a possibilidade de associar a modernização dos transportes a uma cadeia industrial instalada no Brasil.</p>
<p>Para engenheiros, estudantes e trabalhadores, representa a ampliação de atividades relacionadas a tecnologias que tendem a ganhar importância nos próximos anos.</p>
<p>E, para o país, a expansão pode contribuir para que a transição energética do transporte coletivo também seja uma oportunidade de desenvolvimento econômico e tecnológico.</p>
<p>O desafio será transformar as metas industriais, comerciais e de exportação em resultados concretos, preservando competitividade, qualidade e capacidade de atendimento ao mercado.</p>
<p>Em São Bernardo do Campo, a nova linha de produção mostra que parte dessa transformação já começou.</p>
<p>youtube.com/watch?is=EUz6d9CnPioKQW7Z&amp;v=wcmaC-Jsrkk&amp;feature=youtu.be</p>
<p><em><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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    <title>Belo Horizonte contrata FGV por R$ 31 mil para acompanhar índice de custos dos ônibus em meio a discussões sobre financiamento e concessões</title>
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    <pubDate>Tue, 03 Nov 2026 20:30:51 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Reportagens Especiais]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Contrato da Sumob permite acesso ao Índice Ônibus Urbano, que acompanha a evolução de despesas do setor; medida ocorre enquanto Prefeitura também prepara estudo sobre possível desequilíbrio financeiro dos contratos desde 2008 ADAMO BAZANI A Prefeitura de Belo Horizonte contratou a Fundação Getulio Vargas (FGV), por R$ 31.005,70, para ter acesso a uma base de [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="675" height="467" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/moverbh.jpg?fit=675%2C467&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/moverbh.jpg?w=675&amp;ssl=1 675w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/moverbh.jpg?resize=300%2C208&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/moverbh.jpg?resize=150%2C104&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/moverbh.jpg?resize=400%2C277&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 675px) 100vw, 675px" /> <p><em>Contrato da Sumob permite acesso ao Índice Ônibus Urbano, que acompanha a evolução de despesas do setor; medida ocorre enquanto Prefeitura também prepara estudo sobre possível desequilíbrio financeiro dos contratos desde 2008</em></p>
<p><em><strong>ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p>A Prefeitura de Belo Horizonte contratou a Fundação Getulio Vargas (FGV), por R$ 31.005,70, para ter acesso a uma base de indicadores econômicos que inclui o Índice Ônibus Urbano, utilizado no acompanhamento da evolução dos custos do transporte coletivo. O contrato, formalizado pela Superintendência de Mobilidade do Município de Belo Horizonte (Sumob), foi assinado em 27 de outubro de 2026 e tem vigência de um ano, de 29 de outubro de 2026 a 28 de outubro de 2027, conforme documentos publicados no Diário Oficial.</p>
<p>A contratação ganha importância em um momento no qual a administração municipal também discute o financiamento dos ônibus, os subsídios às concessionárias e a análise de um possível desequilíbrio econômico-financeiro acumulado entre 2008 e julho de 2023. Embora a aquisição do índice não represente um reajuste de tarifa nem uma decisão sobre pagamentos às empresas, ela fornece informações econômicas que podem auxiliar o poder público no acompanhamento dos custos da operação.</p>
<p>O contrato GRP nº 002788/2026 estabelece o licenciamento de uso, sem exclusividade, da base de dados on-line FGV SELECT, disponibilizada pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE).</p>
<p>O serviço compreende o acesso ao indicador Setorial de Transporte Urbano – Índice Ônibus Urbano.</p>
<h2>O que é o Índice Ônibus Urbano e por que ele importa</h2>
<p>Os sistemas de transporte coletivo possuem despesas que variam de acordo com a evolução da economia.</p>
<p>O diesel é um dos exemplos mais conhecidos, mas existem outros componentes relevantes, como a mão de obra, as peças de reposição, os equipamentos e os custos associados à manutenção e à renovação da frota.</p>
<p>Índices econômicos setoriais permitem acompanhar como determinados grupos de custos evoluem ao longo do tempo.</p>
<p>Na prática, esses indicadores podem subsidiar estudos de planejamento, avaliações financeiras e análises técnicas relacionadas à operação de ônibus.</p>
<p>Entretanto, um índice isolado não representa necessariamente a variação integral do custo de um sistema de transporte.</p>
<p>Cada cidade possui características próprias, como quantidade de veículos, quilômetros percorridos, velocidade comercial, demanda de passageiros, condições dos corredores e estrutura contratual.</p>
<p>Por isso, a utilização desses indicadores deve considerar as características locais e as condições estabelecidas nos contratos.</p>
<h2>Quem vai acompanhar a contratação da FGV</h2>
<p>A Sumob designou o diretor de Planejamento e Economia dos Transportes, Gustavo Fonseca de Oliveira, como gestor do contrato.</p>
<p>A gerente de Estudos Econômicos do Transporte, Samira Cristina Silva de Almeida, foi indicada como fiscal titular.</p>
<p>Os profissionais integram a estrutura técnica responsável por acompanhar informações econômicas do transporte coletivo municipal.</p>
<p>O acesso à base FGV SELECT poderá apoiar o trabalho dessas áreas durante a vigência do contrato.</p>
<p>A contratação tem valor de R$ 31.005,70, correspondente ao licenciamento do serviço, e não à elaboração de um novo estudo de revisão de tarifas.</p>
<h2>Contratação ocorre durante discussão sobre 15 anos de concessões</h2>
<p>Na última quarta-feira, 28 de outubro, o <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> noticiou que a Prefeitura contratou a consultoria TransporteIntel por R$ 325 mil para avaliar a existência de eventual desequilíbrio econômico-financeiro nos contratos de ônibus desde 2008.</p>
<p>A contratação está ligada a uma mesa de conciliação no Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais.</p>
<p>O trabalho busca examinar o período até julho de 2023, quando foi regulamentada a legislação municipal que modificou a estrutura de financiamento dos serviços.</p>
<p>A aquisição dos indicadores da FGV constitui uma contratação diferente, com objeto próprio.</p>
<p>Ainda assim, as duas medidas estão inseridas no mesmo contexto de acompanhamento dos custos e da sustentabilidade financeira do transporte coletivo.</p>
<p>Para os passageiros, essa discussão tem consequências práticas: os custos de operação influenciam a necessidade de recursos para manter a frota em circulação, cumprir horários e preservar a qualidade do atendimento.</p>
<p>A definição de tarifas e subsídios, por sua vez, envolve decisões administrativas, regras contratuais, critérios técnicos e a disponibilidade de recursos públicos.</p>
<p>A contratação da FGV acrescenta uma ferramenta de acompanhamento econômico à estrutura municipal responsável por essas análises.</p>
<p><em><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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    <title>Licitação de quase R$ 15 milhões para corredor de ônibus em Palmas fracassa após Prefeitura desclassificar todas as empresas</title>
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    <pubDate>Tue, 03 Nov 2026 20:00:38 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Reportagens Especiais]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Concorrência previa pontes sobre o Córrego Machado, pavimentação, drenagem, calçadas e melhorias na Avenida Trajano Coelho Neto; propostas não alcançaram pontuação técnica mínima exigida ADAMO BAZANI A Prefeitura de Palmas (TO) declarou fracassada uma licitação estimada em aproximadamente R$ 15 milhões para implantação de parte do corredor de transporte público coletivo por ônibus na capital [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="791" height="522" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/brt-similar-ao-que-sera-implantado-em-palmas1.jpg?fit=791%2C522&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/brt-similar-ao-que-sera-implantado-em-palmas1.jpg?w=791&amp;ssl=1 791w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/brt-similar-ao-que-sera-implantado-em-palmas1.jpg?resize=300%2C198&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/brt-similar-ao-que-sera-implantado-em-palmas1.jpg?resize=150%2C99&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/brt-similar-ao-que-sera-implantado-em-palmas1.jpg?resize=768%2C507&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/brt-similar-ao-que-sera-implantado-em-palmas1.jpg?resize=400%2C264&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 791px) 100vw, 791px" /> <p><em>Concorrência previa pontes sobre o Córrego Machado, pavimentação, drenagem, calçadas e melhorias na Avenida Trajano Coelho Neto; propostas não alcançaram pontuação técnica mínima exigida</em></p>
<p><em><strong>ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p>A Prefeitura de Palmas (TO) declarou fracassada uma licitação estimada em aproximadamente R$ 15 milhões para implantação de parte do corredor de transporte público coletivo por ônibus na capital do Tocantins. Segundo publicação no Diário Oficial da União desta terça-feira, 3 de novembro de 2026, todas as empresas participantes foram desclassificadas porque as propostas apresentadas não alcançaram a pontuação técnica mínima exigida no edital.</p>
<p>A concorrência abrangia intervenções dos trechos 1 e 2 do projeto, incluindo estudos ambientais, pontes sobre o Córrego Machado, obras na Avenida Trajano Coelho Neto, pavimentação, drenagem, calçadas e sinalização. Com o resultado, a prefeitura não conseguiu selecionar uma empresa para executar o conjunto de serviços. O comunicado não informa uma nova data de licitação nem estabelece quando a contratação poderá ser retomada.</p>
<h2>Obras previstas incluem pontes, drenagem e infraestrutura para o transporte coletivo</h2>
<p>A contratação estava vinculada à implantação do corredor de ônibus, empreendimento destinado a melhorar as condições de deslocamento pelo sistema de transporte público de Palmas.</p>
<p>O conjunto de obras, identificado no edital como submeta 2 dos trechos 1 e 2, incluía a elaboração dos estudos ambientais e dos projetos executivos de pontes de concreto sobre o Córrego Machado, nos sentidos norte-sul e sul-norte.</p>
<p>Também estavam previstos serviços de infraestrutura na Avenida Trajano Coelho Neto, no segmento compreendido entre a Avenida L e a Avenida Antônio Sampaio.</p>
<p>As intervenções abrangiam drenagem, terraplenagem, pavimentação asfáltica e em concreto armado, calçadas, sinalização viária e obras complementares.</p>
<p>Esses componentes são importantes porque a implantação de um corredor de transporte coletivo depende não apenas do espaço reservado à circulação dos ônibus, mas também das condições de segurança, travessia, acessibilidade e funcionamento das vias que integram o empreendimento.</p>
<p>A existência de pontes e estruturas de drenagem também interfere na continuidade das ligações urbanas, especialmente em períodos de chuva.</p>
<h2>Todas as propostas foram desclassificadas na avaliação técnica</h2>
<p>A concorrência pública nº 8/2026 utilizava o critério de técnica e preço.</p>
<p>Nesse modelo, a avaliação não considera exclusivamente o menor valor oferecido. As propostas precisam atender aos requisitos técnicos previstos no edital, incluindo a pontuação mínima necessária para prosseguir na seleção.</p>
<p>Conforme o comunicado da Superintendência de Licitações de Palmas, nenhuma das participantes alcançou essa pontuação.</p>
<p>A decisão foi fundamentada em parecer técnico da estrutura municipal responsável pela infraestrutura e habitação.</p>
<p>Com isso, a concorrência foi declarada fracassada.</p>
<p>A situação é diferente de uma licitação deserta, na qual não aparecem interessados. Neste caso, houve participação de empresas, mas nenhuma proposta atingiu as condições técnicas exigidas.</p>
<h2>Contratação tinha valor estimado em R$ 14,96 milhões</h2>
<p>O procedimento havia sido divulgado no primeiro semestre de 2026, com orçamento estimado de R$ 14.961.492,58.</p>
<p>A abertura estava prevista para 30 de julho.</p>
<p>O aviso de fracasso foi assinado em 26 de outubro pelo presidente da Comissão de Contratação, Antonio Luiz Cardozo Brito.</p>
<p>O documento não informa quantas empresas participaram nem apresenta a classificação individual das propostas.</p>
<p>Também não esclarece se haverá revisão do edital, ajustes nas exigências técnicas ou abertura de uma nova concorrência com as mesmas condições.</p>
<p>Esses aspectos ainda dependem de manifestação da prefeitura ou de futuras publicações oficiais.</p>
<h2>Consequências para a implantação do corredor</h2>
<p>A ausência de uma empresa selecionada impede a formalização imediata do contrato referente ao conjunto de obras dessa concorrência.</p>
<p>Na prática, a administração municipal terá de definir os próximos procedimentos para contratar os serviços.</p>
<p>A decisão não permite afirmar que todo o projeto do corredor tenha sido cancelado, uma vez que a licitação se refere a uma etapa específica do empreendimento.</p>
<p>Entretanto, a impossibilidade de contratar esse conjunto de intervenções poderá afetar o planejamento de implantação da etapa correspondente.</p>
<p>Para os passageiros de Palmas, a principal questão será o novo calendário de contratação e de execução das melhorias previstas para o transporte coletivo.</p>
<p>A prefeitura ainda deverá esclarecer quais providências serão adotadas e se o fracasso da concorrência terá reflexos sobre o cronograma geral do corredor.</p>
<p><em><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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    <title>Recargas digitais do TOP crescem 42,5% em um ano e ampliam participação na bilhetagem</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/11/03/recargas-digitais-do-top-crescem-425-em-um-ano-e-ampliam-participacao-na-bilhetagem/</link>
	<dc:creator><![CDATA[sennayuri]]></dc:creator>
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    <pubDate>Tue, 03 Nov 2026 19:30:09 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Em setembro de 2026, mais de 140 mil passageiros fizeram todas as recargas do mês por canais digitais, que concentraram 38,2% das operações YURI SENA O uso de canais digitais para recarregar créditos do TOP cresceu 42,5% em setembro de 2026, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Ao todo, 140.612 usuários realizaram [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="682" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/11/88a15b40-6b48-4ec9-9d54-38307d6461ba-e1793733162910.jpg?fit=1024%2C682&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" /> <p><i><span style="font-weight: 400;">Em setembro de 2026, mais de 140 mil passageiros fizeram todas as recargas do mês por canais digitais, que concentraram 38,2% das operações</span></i></p>
<p><b><i>YURI SENA</i></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O uso de canais digitais para recarregar créditos do TOP cresceu 42,5% em setembro de 2026, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Ao todo, 140.612 usuários realizaram todas as recargas do período por meios digitais, segundo dados divulgados pela Autopass, responsável pelo sistema de bilhetagem.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No mesmo mês, as recargas digitais corresponderam a 38,2% do total registrado pelo TOP. Em setembro de 2025, essa participação era de 32,6%. Ao todo, o sistema contabilizou mais de 1 milhão de recargas em setembro deste ano.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para Bruno Berezin, CEO da Autopass, a ampliação dos canais digitais acompanha as mudanças nos hábitos dos passageiros e permite oferecer diferentes alternativas de acesso ao transporte. Segundo o executivo, a proposta é diversificar as opções disponíveis, sem substituir necessariamente os meios já utilizados pelos usuários.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre as soluções oferecidas pelo TOP estão o pagamento por aproximação com cartões de crédito e débito, por meio da tecnologia EMV, e a Carteira Digital TOP, que utiliza o modelo ABT (Account-Based Ticketing) para gerar QR Codes de embarque.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Também é possível comprar passagens com QR Code pelo aplicativo e pelo WhatsApp oficial do sistema, além de realizar recargas online. A variedade de opções permite que os passageiros escolham o meio de pagamento de acordo com suas necessidades.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Autopass avalia que a integração dessas tecnologias amplia as possibilidades de utilização do transporte público e torna a experiência de bilhetagem mais flexível.</span></p>
<p><b><i>Yuri Sena, para o Diário do Transporte</i></b></p>
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  <item>
    <title>Trensurb abre licitação de R$ 2,67 milhões para reformar 18 estações entre Aeroporto e Novo Hamburgo e prevê R$ 684 mil em câmeras de segurança</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/11/03/trensurb-abre-licitacao-de-r-267-milhoes-para-reformar-18-estacoes-entre-aeroporto-e-novo-hamburgo-e-preve-r-684-mil-em-cameras-de-seguranca/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Tue, 03 Nov 2026 19:01:44 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Empresa federal marcou nova disputa para 19 de novembro e também registrou preços com quatro fornecedores para aquisição e instalação de equipamentos de monitoramento; intervenções abrangem estações do sistema metropolitano do Rio Grande do Sul, que passou por danos provocados pelas enchentes de 2024 ADAMO BAZANI A Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre (Trensurb) [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="640" height="424" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/2905720130927SMDUTrensurb.jpg?fit=640%2C424&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/2905720130927SMDUTrensurb.jpg?w=640&amp;ssl=1 640w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/2905720130927SMDUTrensurb.jpg?resize=300%2C199&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/2905720130927SMDUTrensurb.jpg?resize=150%2C99&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/2905720130927SMDUTrensurb.jpg?resize=400%2C265&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px" /> <p><em>Empresa federal marcou nova disputa para 19 de novembro e também registrou preços com quatro fornecedores para aquisição e instalação de equipamentos de monitoramento; intervenções abrangem estações do sistema metropolitano do Rio Grande do Sul, que passou por danos provocados pelas enchentes de 2024</em></p>
<p><em><strong>ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p>A Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre (Trensurb) abriu uma nova licitação, com valor estimado de R$ 2.671.967,38, para contratar serviços de engenharia e arquitetura destinados à reforma de 18 estações do sistema metropolitano do Rio Grande do Sul, no trecho entre Aeroporto, em Porto Alegre (RS), e Novo Hamburgo (RS). A disputa está marcada para 19 de novembro de 2026, com abertura das propostas às 9h30 e início dos lances às 10h. A contratação abrange estruturas utilizadas diariamente pelos passageiros nos deslocamentos entre municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre.</p>
<p>Além da reforma das estações, a Trensurb publicou o registro de preços de R$ 684.274 para eventual aquisição e instalação de câmeras de segurança nas estações. A compra foi dividida em quatro lotes, com fornecedores diferentes, e prevê equipamentos compatíveis com a versão 7.4 do software Digifort, utilizado em sistemas de videomonitoramento. As duas iniciativas envolvem aspectos importantes da infraestrutura ferroviária: as condições físicas das estações e os equipamentos destinados ao acompanhamento das áreas utilizadas pelos passageiros. Os investimentos ocorrem no contexto da recuperação do sistema metropolitano, afetado pelas enchentes históricas que atingiram o Rio Grande do Sul em maio de 2024.</p>
<p>A licitação para reforma corresponde ao Pregão Eletrônico nº 126/2026, conduzido pela Trensurb, empresa pública federal vinculada ao Ministério das Cidades.</p>
<p>O valor estimado da contratação é de aproximadamente R$ 2,67 milhões, conforme os registros do processo de contratação disponibilizados no Portal Nacional de Contratações Públicas.</p>
<p>O aviso publicado no Diário Oficial da União estabelece uma nova data para a disputa, depois de registros anteriores do mesmo procedimento, com etapas previstas em setembro e outubro.</p>
<p>A nova sessão será realizada por meio da plataforma Licitações-e, do Banco do Brasil.</p>
<p>O procedimento será identificado pelo número 1103380 na plataforma de disputa.</p>
<h3>Reforma abrange 18 estações do trecho metropolitano entre Porto Alegre e Novo Hamburgo</h3>
<p>O serviço previsto pela Trensurb envolve 18 estações situadas no trecho compreendido entre Aeroporto e Novo Hamburgo.</p>
<p>A contratação é classificada como serviço comum de engenharia e arquitetura, modalidade utilizada para intervenções cujos padrões de desempenho e qualidade podem ser definidos objetivamente no edital.</p>
<p>A abrangência envolve parte significativa da Linha 1 da Trensurb, responsável pela ligação ferroviária entre Porto Alegre e municípios da região metropolitana.</p>
<p>O sistema atende deslocamentos relacionados ao trabalho, estudo, acesso a serviços, atividades comerciais e integração com outras modalidades de transporte.</p>
<p>As estações possuem papel essencial nesses deslocamentos porque concentram os acessos dos passageiros, as áreas de espera, os equipamentos de circulação e os espaços necessários à operação ferroviária.</p>
<p>A conservação dessas estruturas interfere nas condições de utilização do sistema, especialmente em períodos de grande movimentação.</p>
<p>O trecho entre Aeroporto e Novo Hamburgo também reúne estações localizadas em municípios que possuem forte integração econômica com Porto Alegre.</p>
<p>A contratação de reforma deverá observar as especificações técnicas estabelecidas no edital e nos documentos de engenharia.</p>
<p>A execução dos serviços dependerá da conclusão da licitação, da contratação da empresa responsável e do planejamento das intervenções.</p>
<h3>Nova disputa foi marcada para 19 de novembro após etapas anteriores do processo</h3>
<p>A contratação das reformas possui histórico anterior à publicação desta quinta-feira.</p>
<p>O pregão já havia aparecido em registros de setembro de 2026, inicialmente com sessão prevista para 21 de setembro.</p>
<p>Posteriormente, o procedimento teve nova programação de disputa em outubro.</p>
<p>A publicação mais recente estabelece a abertura das propostas para 19 de novembro, às 9h30, e o início da disputa às 10h.</p>
<p>O valor de referência registrado para os serviços é de R$ 2.671.967,38.</p>
<p>Esse montante corresponde à estimativa da Trensurb para a contratação, e não ao valor definitivo que será pago à empresa executora.</p>
<p>O custo final dependerá da proposta vencedora, da conclusão do procedimento e das condições contratuais.</p>
<p>A licitação possui um único item principal referente à contratação de serviços de engenharia e arquitetura para reforma das 18 estações.</p>
<p>A seleção será realizada eletronicamente.</p>
<h3>Trensurb também registra R$ 684 mil para câmeras de segurança em quatro lotes</h3>
<p>Paralelamente à contratação das reformas, a Trensurb publicou um aviso de registro de preços para aquisição e instalação de câmeras IP destinadas às estações.</p>
<p>O procedimento está relacionado ao Sistema de Registro de Preços nº 256/2025 e possui quatro lotes.</p>
<p>Os equipamentos deverão ser compatíveis com o software Digifort, versão 7.4.</p>
<p>O Digifort é utilizado em sistemas de gerenciamento de imagens, permitindo integrar equipamentos de videomonitoramento a estruturas de acompanhamento e segurança.</p>
<p>A utilização de câmeras IP permite a transmissão de imagens por redes digitais, de acordo com as características técnicas e a infraestrutura disponível.</p>
<p>O valor total registrado nos quatro lotes chega a R$ 684.274.</p>
<p>A divisão entre diferentes fornecedores permite identificar quanto foi registrado em cada grupo de fornecimento.</p>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Lote</th>
<th>Empresa fornecedora</th>
<th>Valor registrado</th>
</tr>
<tr>
<td>1</td>
<td>Freenetworks Soluções Ltda.</td>
<td>R$ 42.060,00</td>
</tr>
<tr>
<td>2</td>
<td>Metrópole Security Comércio Eletro Eletrônico Ltda.</td>
<td>R$ 278.714,00</td>
</tr>
<tr>
<td>3</td>
<td>Geração Serviços e Comércio de Informática Ltda.</td>
<td>R$ 238.500,00</td>
</tr>
<tr>
<td>4</td>
<td>Tenseg Security Comércio de Equipamentos Eletrônicos Ltda.</td>
<td>R$ 125.000,00</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Total</strong></td>
<td><strong>Quatro lotes</strong></td>
<td><strong>R$ 684.274,00</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A Metrópole Security responde pelo lote de maior valor, com R$ 278.714.</p>
<p>Em seguida aparece a Geração Serviços e Comércio de Informática, com R$ 238.500.</p>
<p>A Tenseg Security possui registro de R$ 125 mil, enquanto a Freenetworks Soluções responde pelo lote de R$ 42.060.</p>
<p>A ata de registro de preços tem validade de 12 meses, contados de sua assinatura.</p>
<p>O sistema permite que a empresa pública realize as aquisições conforme suas necessidades e as condições estabelecidas, dentro do período de validade.</p>
<p>Por isso, o valor total registrado deve ser distinguido do montante efetivamente contratado e executado.</p>
<h3>Equipamentos serão integrados ao sistema de videomonitoramento das estações</h3>
<p>A aquisição e instalação das câmeras está relacionada à estrutura de segurança e acompanhamento das áreas utilizadas no sistema ferroviário.</p>
<p>O uso de equipamentos de monitoramento pode auxiliar no acompanhamento da movimentação de passageiros e na identificação de ocorrências nas dependências das estações.</p>
<p>Também pode apoiar o trabalho das equipes responsáveis pela segurança operacional e patrimonial, de acordo com os protocolos utilizados pela empresa.</p>
<p>A exigência de compatibilidade com o software Digifort 7.4 é uma característica técnica importante da contratação.</p>
<p>Ela permite que os novos equipamentos sejam integrados à plataforma de gerenciamento de imagens utilizada pela Trensurb, conforme as condições previstas.</p>
<p>A divisão da compra em quatro lotes também possibilita a contratação de fornecedores diferentes para os equipamentos e serviços contemplados.</p>
<p>Além do fornecimento, o registro de preços inclui a instalação das câmeras.</p>
<p>A implantação deverá considerar as condições técnicas das estações e a infraestrutura necessária ao funcionamento do sistema.</p>
<h3>Reformas ocorrem após enchentes que afetaram a estrutura ferroviária da Região Metropolitana de Porto Alegre</h3>
<p>A contratação das reformas também ocorre em um contexto marcado pelos danos provocados pelas enchentes de maio de 2024.</p>
<p>Naquele período, a elevação das águas atingiu diferentes pontos da Região Metropolitana de Porto Alegre e provocou impactos significativos sobre o transporte ferroviário.</p>
<p>A Trensurb precisou interromper serviços, realizar avaliações técnicas e executar trabalhos de recuperação de estruturas e equipamentos.</p>
<p>Os danos afetaram a infraestrutura necessária à circulação dos trens e ao atendimento dos passageiros.</p>
<p>A retomada das operações ocorreu de maneira gradual, acompanhando as condições de segurança e a recuperação das áreas atingidas.</p>
<p>O episódio demonstrou a importância da infraestrutura ferroviária para os deslocamentos metropolitanos e as consequências que a interrupção do sistema pode provocar na rotina da população.</p>
<p>A reforma das 18 estações integra o conjunto de necessidades de conservação e melhoria da infraestrutura da empresa.</p>
<p>A manutenção das estações é relevante tanto para a preservação dos equipamentos quanto para as condições de circulação e atendimento aos usuários.</p>
<p>As enchentes também ampliaram o debate sobre a capacidade de recuperação dos sistemas de transporte diante de eventos climáticos extremos.</p>
<p>No caso dos serviços ferroviários metropolitanos, a recuperação depende de intervenções que podem envolver diferentes estruturas, desde vias permanentes e energia até estações, equipamentos e sistemas operacionais.</p>
<h3>Sistema ferroviário liga Porto Alegre a municípios da região metropolitana</h3>
<p>A Trensurb opera a Linha 1, que conecta Porto Alegre a Novo Hamburgo, passando por Canoas, Esteio, Sapucaia do Sul e São Leopoldo.</p>
<p>O sistema possui aproximadamente 43,8 quilômetros de extensão e 22 estações.</p>
<p>A linha constitui um dos principais eixos de transporte de passageiros da Região Metropolitana de Porto Alegre.</p>
<p>Sua operação permite deslocamentos entre diferentes municípios, com integração a serviços de ônibus e outros meios de transporte.</p>
<p>A presença do sistema ferroviário é particularmente importante para viagens metropolitanas de média e longa distância, nas quais os passageiros atravessam limites municipais diariamente.</p>
<p>A conservação das estações, a confiabilidade dos equipamentos e a segurança dos usuários fazem parte das condições necessárias para manter a qualidade do atendimento.</p>
<p>As duas publicações desta quinta-feira tratam de necessidades distintas, mas complementares.</p>
<p>A licitação de R$ 2,67 milhões está voltada às condições físicas de 18 estações.</p>
<p>O registro de preços de R$ 684 mil contempla equipamentos e serviços destinados ao videomonitoramento.</p>
<p>Somados, os valores de referência e de registro chegam a R$ 3.356.241,38, embora representem procedimentos diferentes e etapas distintas de contratação.</p>
<p>A conclusão das licitações, a formalização das contratações e a execução dos serviços determinarão a aplicação efetiva dos recursos.</p>
<p>Para os passageiros, a importância das medidas está na conservação dos espaços utilizados no embarque e desembarque e na manutenção de estruturas de monitoramento e segurança no sistema ferroviário metropolitano.</p>
<p><em><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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