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	<title>Diário do Transporte</title>
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	<description>Página destinada à cobertura jornalística dos principais fatos relacionados aos transportes, com notícias, informações de última hora, coberturas exclusivas, opinião, estudos técnicos e história.</description>
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    <title>Demanda de passageiros do transporte público em Londrina cresce 9,31% em 2025 com investimentos em frota, tecnologia e gestão</title>
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    <pubDate>Thu, 01 Jan 2026 03:53:52 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category><category><![CDATA[Tecnologia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao Diário do Transporte que recuperação é superior à média nacional ADAMO BAZANI Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="623" height="407" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?fit=623%2C407&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?w=623&amp;ssl=1 623w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=300%2C196&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=150%2C98&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/TCGL.jpg?resize=400%2C261&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 623px) 100vw, 623px" /> <p><em>Quantidade de usuários é quase igual ao período anterior a pandemia. Diretor da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Paulo Bongiovani, diz ao <strong>Diário do Transporte</strong> que recuperação é superior à média nacional</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p><em><strong>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</strong></em></p>
<div style="width: 480px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-494300-1" width="480" height="848" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4?_=1" /><a href="https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4">https://diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2025/12/WhatsApp-Video-2025-12-30-at-16.06.23-1.mp4</a></video></div>
<p>A cidade de Londrina (PR) voltou a registrar aumento da quantidade de passageiros do transporte público, após quedas sucessivas em decorrência da pandemia de covid-19.</p>
<p>Em 2025, o crescimento da demanda foi de 9,31%.</p>
<p>Em 2024, o total registrado foi de 1,4 milhão (1.482.380) de passageiros equivalentes. Em 2025, essa média subiu para 1,6 milhão (1.620.394), considerando a apuração dos últimos quatro meses.</p>
<p>O conceito “passageiros equivalentes” significa o número real de pagantes de um sistema de transportes. Ou seja, são usuários que não foram atraídos por benefícios ou gratuidades.</p>
<p>Ao repórter e editor-chefe do <strong><em>Diário do Transporte</em></strong>, nesta última semana de dezembro de 2025, o diretor de uma das concessionárias de transportes do município, Paulo Sergio Bongiovanni, da TCGL (Transportes Coletivos Grande Londrina,) conta que a média de recuperação de demanda de usuários no pós-pandemia, em Londrina tem sido superior à nacional, com os números totais quase se igualando ao período anterior da crise sanitária.</p>
<p><strong><em>“Em 2025, o total de passageiros em Londrina cresceu mais de 9,31%. Enquanto no restante do País, em relação a 2019, no pré-pandemia, os sistemas de transportes operam com 80% a 81% do que era transportado antes da covd-19, nós estamos em torno de 90%. Então, as respostas vêm quando o transporte é bom.&#8221;</em></strong> – disse Paulo Bongiovanni.</p>
<p>O sistema de transportes de Londrina é operado por duas empresas de ônibus: a TCGL (Transporte Coletivo Grande Londrina), com 244 veículos, e a Londrisul, com 138 coletivos.</p>
<p>Bongiovanni acredita que o crescimento do total de usuários acima do ritmo da média nacional não ocorreu simplesmente pela volta das atividades econômicas que foram desaquecidas com a pandemia ou pela redução dos dias trabalhados pela população em sistema de <em>“home office”.</em></p>
<p>O empresário citou investimentos feitos em tecnologia, com sistemas de gerenciamento inteligentes e informações aos passageiros, ampliação do acesso à bilhetagem eletrônica, modernizações dos terminais de ônibus e renovação de frota.</p>
<p><strong><em>“Hoje temos mais de 85 telas informativas, mais de 550 câmeras espalhadas em todos os nove terminais da cidade, onde todo mundo brinca que o lugar mais seguro da cidade é o Terminal Central. Nós temos internet dentro dos ônibus e nos terminais, alguns viraram um coworking, onde as pessoas vão para trabalhar” –</em></strong> contou.</p>
<p>Somente a TCGL, por exemplo, fez recentemente um investimento mais amplo em ônibus 0 km. Foram 96 coletivos novos entre 2023 e 2024 e mais 92 unidades entre 2024 e 2025.</p>
<p>Segundo Bongiovanni, quase 60% da frota da companhia em operação, possuem ar-condicionado.</p>
<p>Os mais recentes são ônibus novos têm chassis Mercedes-Benz OF-1726L, com suspensão a ar, vidro colado, e motores com o padrão tecnológico obrigatório no Brasil, Euro 6, com emissões de poluentes de 75%, em média, em comparação com os veículos a diesel com a norma anterior Euro 5, cuja produção para o mercado interno foi descontinuada em 2023.</p>
<p>Os coletivos ainda contam com quatro câmeras de segurança cada, tomadas USB-C tipo A e tipo C para recarga de celulares, entre outros itens de conforto e segurança.</p>
<p>O empresário ainda destacou a necessidade de gestores públicos e empresas de transportes atuarem em conjunto para ampliar o nível de satisfação dos usuários. Segundo Bongiovanni, parte dos custos operacionais é subsidiada pela prefeitura.</p>
<p><strong><em>“Em junho deste ano de 2025, fizemos atualizações em 100 linhas simultaneamente num dia só e não tivemos uma só reclamação. A qualidade no transporte atrair a população e transporte de qualidade é aquele onde a prefeitura sabe investir. Londrina foi muito bem nisso”</em></strong> – disse o empresário.</p>
<p>Os contratos atuais foram assinados no fim de 2019, prestes ao pior da pandemia.</p>
<p>Alguns investimentos durante a crise sanitária tiveram de ser postergados, mas quando ocorreram, segundo o empresário, tiveram efeito positivo na percepção do passageiro do sistema.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes </em></strong></p>
<p><strong><em>Colaboraram Yuri Sena e Vinícius de Oliveira</em></strong></p>
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    <title>Esteira rolante na Estação Paulista Pernambucanas de metrô será interditada a partir desta quarta-feira (3)</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2024/01/02/esteira-rolante-na-estacao-paulista-pernambucanas-de-metro-sera-interditada-a-partir-desta-quarta-feira-3/</link>
	<dc:creator><![CDATA[viniciusoliveiratransporte]]></dc:creator>
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    <pubDate>Tue, 02 Jan 2024 19:01:00 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Metrô]]></category><category><![CDATA[Nos Trilhos]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8) VINÍCIUS DE OLIVEIRA A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8). A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="739" height="415" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?fit=739%2C415&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?w=739&amp;ssl=1 739w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=300%2C168&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/01/img_0093-1.jpg?resize=400%2C225&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 739px) 100vw, 739px" /> 
<p class="wp-block-paragraph"><em>Serviços de manutenção na linha 4-Amarela seguem até a próxima segunda-feira (8)</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir desta quarta-feira, 3 de janeiro de 2024, a Estação Paulista Pernambucanas, na linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, terá serviços de manutenção até segunda-feira (8).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A esteira rolante localizada na transferência para a Estação Consolação, da Linha 2-Verde, estará temporariamente interditada </p>



<p class="wp-block-paragraph">Os ajustes têm como intuito manter o conforto e a segurança dos passageiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os serviços acontecem nesta semana em razão do menor fluxo de pessoas nas estações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</em></strong></p>
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    <title>São Paulo teve 8,8 mil ônibus em circulação no segundo turno das eleições, diz prefeitura</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/27/sao-paulo-teve-88-mil-onibus-em-circulacao-no-segundo-turno-das-eleicoes-diz-prefeitura/</link>
	<dc:creator><![CDATA[sennayuri]]></dc:creator>
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    <pubDate>Tue, 27 Oct 2026 22:45:08 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Número corresponde a 71% da frota de um dia útil; Justiça Eleitoral havia determinado a circulação de 100% dos veículos durante a votação YURI SENA A cidade de São Paulo contou com 8.814 ônibus em circulação no último domingo, 25 de outubro de 2026, durante o segundo turno das eleições. O número representa 71% da [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="800" height="583" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/11/sptrans.jpeg?fit=800%2C583&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/11/sptrans.jpeg?w=800&amp;ssl=1 800w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/11/sptrans.jpeg?resize=300%2C219&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/11/sptrans.jpeg?resize=150%2C109&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/11/sptrans.jpeg?resize=768%2C560&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/11/sptrans.jpeg?resize=400%2C292&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /> <p><i><span style="font-weight: 400;">Número corresponde a 71% da frota de um dia útil; Justiça Eleitoral havia determinado a circulação de 100% dos veículos durante a votação</span></i></p>
<p><b><i>YURI SENA</i></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A cidade de São Paulo contou com 8.814 ônibus em circulação no último domingo, 25 de outubro de 2026, durante o segundo turno das eleições. O número representa 71% da frota que opera em um dia útil, segundo informações divulgadas pela Prefeitura de São Paulo, sob gestão de Ricardo Nunes (MDB).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A quantidade de veículos foi superior aos 6.900 ônibus inicialmente previstos pela administração municipal para a operação do segundo turno, mas ficou abaixo dos cerca de 11 mil a 12 mil veículos que circulam em dias úteis.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No dia da votação, o </span><b><i>Diário do Transporte</i></b><span style="font-weight: 400;"> publicou uma reportagem sobre a operação programada pela prefeitura para o transporte coletivo. Na ocasião, a administração municipal informou que havia programado 8 milhões de lugares nos ônibus em cada turno das eleições. </span></p>
<p><em><span style="font-weight: 400;">Relembre: </span></em></p>
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="tryM3uCe5s"><p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/10/25/prefeitura-de-sao-paulo-diz-que-programou-8-milhoes-de-lugares-nos-onibus-em-cada-turno-das-eleicoes/">Prefeitura de São Paulo diz que programou 8 milhões de lugares nos ônibus em cada turno das eleições</a></p></blockquote>
<p><iframe loading="lazy" class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted"  title="“Prefeitura de São Paulo diz que programou 8 milhões de lugares nos ônibus em cada turno das eleições” — Diário do Transporte" src="https://diariodotransporte.com.br/2026/10/25/prefeitura-de-sao-paulo-diz-que-programou-8-milhoes-de-lugares-nos-onibus-em-cada-turno-das-eleicoes/embed/#?secret=pmgp5PcCr7#?secret=tryM3uCe5s" data-secret="tryM3uCe5s" width="500" height="282" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Justiça Eleitoral havia determinado que a prefeitura disponibilizasse 100% da frota de ônibus durante a votação. A decisão foi tomada no sábado, após determinação para que o município cumprisse a resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de fevereiro, que prevê a oferta de transporte público em quantidade compatível com a operação de um dia útil nos dias de eleição.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo a administração municipal, a determinação foi comunicada às garagens assim que recebida. No entanto, as empresas de transporte teriam enfrentado dificuldades para convocar os funcionários e colocar todos os veículos em operação dentro do prazo disponível.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O prefeito Ricardo Nunes afirmou que, na avaliação da gestão municipal, nenhum eleitor deixou de votar por falta de transporte público. Segundo ele, os ônibus, terminais e pontos de parada operaram com baixa ocupação ao longo do domingo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A prefeitura também informou que o sistema municipal transportou cerca de 3,2 milhões de passageiros no primeiro turno, número que teria se repetido no segundo turno.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao comentar as reclamações sobre a demora nos pontos e a falta de ônibus, Nunes questionou se a operação registrada seria compatível com a demanda de transporte da cidade e argumentou que, mesmo em dias úteis, podem ocorrer queixas relacionadas ao tempo de espera dos passageiros.</span></p>
<p><b><i>Yuri Sena, para o Diário do Transporte</i></b></p>
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  <item>
    <title>Governo Federal estabelece novas regras para fiscalização de emendas que podem financiar compra de ônibus, inclusive elétricos e escolares, além de obras de mobilidade</title>
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    <pubDate>Tue, 27 Oct 2026 22:38:01 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Portaria publicada em edição extra do Diário Oficial da União exige comprovação de despesas, execução dos projetos e prestação de contas de recursos enviados diretamente a estados e municípios; regras também alcançam repasses de anos anteriores, mas não se aplicam automaticamente a todos os programas federais de transporte ADAMO BAZANI O Governo Federal estabeleceu novas [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="678" height="452" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-27-at-19.30.27.jpeg?fit=678%2C452&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-27-at-19.30.27.jpeg?w=678&amp;ssl=1 678w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-27-at-19.30.27.jpeg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-27-at-19.30.27.jpeg?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/WhatsApp-Image-2026-10-27-at-19.30.27.jpeg?resize=400%2C267&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 678px) 100vw, 678px" /> <p><em>Portaria publicada em edição extra do Diário Oficial da União exige comprovação de despesas, execução dos projetos e prestação de contas de recursos enviados diretamente a estados e municípios; regras também alcançam repasses de anos anteriores, mas não se aplicam automaticamente a todos os programas federais de transporte</em></p>
<div>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>O Governo Federal estabeleceu novas regras para a prestação de contas de recursos de emendas parlamentares transferidos diretamente a estados e municípios, que podem ser utilizados em investimentos em transportes, como construção de terminais, corredores de ônibus, melhorias viárias e aquisição de veículos para serviços públicos, inclusive ônibus elétricos e escolares, desde que as despesas atendam às condições legais da modalidade de transferência. A Portaria nº 7.562, do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, publicada em edição extra do Diário Oficial da União desta terça-feira, 27 de outubro de 2026, prevê a apresentação de documentos que comprovem a aplicação dos valores, o cumprimento das metas e os resultados dos projetos financiados.</p>
<p>A regulamentação tem importância para a mobilidade urbana porque amplia o detalhamento exigido na prestação de contas das chamadas emendas Pix, transferências especiais que permitem o envio de recursos federais diretamente aos governos estaduais e municipais. A norma determina a apresentação de contratos, notas fiscais, comprovantes de pagamento e documentos de execução das despesas, além de prever a devolução de recursos e a instauração de procedimentos de responsabilização quando forem identificadas irregularidades. As exigências não devem ser confundidas, entretanto, com as regras específicas de programas como o Caminho da Escola, o Novo PAC e as linhas de financiamento destinadas à eletrificação das frotas.</p>
<p>A portaria foi assinada pela ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, em 14 de setembro e entrou em vigor com a publicação nesta terça-feira.</p>
<p>O documento regulamenta a prestação de contas das transferências especiais previstas no artigo 166-A da Constituição Federal, levando em consideração também decisões do Supremo Tribunal Federal sobre transparência, rastreabilidade e fiscalização das emendas parlamentares.</p>
<p>A mudança interessa tanto aos gestores responsáveis pelos investimentos quanto aos órgãos de fiscalização e à população, que depende da conclusão de obras e da efetiva entrega de veículos adquiridos com dinheiro público.</p>
<p>A aplicação das novas exigências ocorre quando os recursos têm origem nessa modalidade específica de emenda, independentemente de o investimento envolver obras, equipamentos ou veículos.</p>
<p>Para o setor de transportes, isso significa que a origem orçamentária do dinheiro é decisiva para determinar quais regras de prestação de contas deverão ser observadas.</p>
<h2>Compra de ônibus elétricos e escolares também pode ser alcançada pelas novas exigências</h2>
<p>A aquisição de veículos merece atenção especial porque representa uma parcela importante dos investimentos públicos em transporte de passageiros.</p>
<p>Ônibus elétricos, convencionais, micro-ônibus e veículos escolares podem integrar projetos financiados com recursos de diferentes origens, como transferências federais, financiamentos, orçamentos próprios e emendas parlamentares.</p>
<p>No caso das transferências especiais, a Constituição determina que pelo menos 70% dos valores sejam destinados a despesas de capital, categoria que pode compreender a aquisição de veículos e a construção de infraestrutura. A destinação precisa respeitar também o plano de trabalho, a classificação orçamentária e as demais exigências legais.</p>
<p>Isso significa que, quando uma prefeitura utiliza recursos dessa modalidade para comprar ônibus, deverá demonstrar que a despesa corresponde à finalidade prevista, que a contratação foi realizada regularmente e que os veículos foram efetivamente entregues.</p>
<p>Para os ônibus elétricos, a documentação pode envolver contratos de fornecimento, notas fiscais, pagamentos, registros de recebimento e comprovação da execução do investimento. Se o projeto também incluir carregadores ou instalações elétricas, essas despesas deverão estar devidamente previstas e documentadas.</p>
<p>O mesmo raciocínio se aplica aos veículos escolares adquiridos com transferências especiais.</p>
<p>Entretanto, há uma diferença entre essa hipótese e as compras realizadas diretamente no âmbito do programa Caminho da Escola.</p>
<p>Coordenado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), o Caminho da Escola possui regras próprias de aquisição, padronização e acompanhamento dos veículos destinados ao transporte de estudantes.</p>
<p>Os ônibus podem ser adquiridos por diferentes mecanismos de financiamento, incluindo assistência financeira federal, recursos próprios de estados e municípios e outras fontes admitidas pela regulamentação.</p>
<p>As emendas parlamentares também podem financiar ônibus escolares, mas é necessário identificar a modalidade orçamentária utilizada.</p>
<p>Quando o dinheiro é transferido por meio de uma emenda com finalidade definida, vinculada ao orçamento do FNDE, não se trata automaticamente de uma transferência especial submetida à Portaria MGI nº 7.562.</p>
<p>A mesma distinção vale para programas federais de renovação de frota e eletrificação.</p>
<p>O Novo PAC contempla investimentos na aquisição de ônibus elétricos e outras tecnologias de menor emissão, enquanto operações de crédito podem envolver instituições como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).</p>
<p>Esses mecanismos possuem regras específicas de contratação, financiamento, acompanhamento e prestação de contas.</p>
<p>Portanto, a portaria publicada nesta terça-feira não altera, por si só, as condições de financiamento ou aquisição de ônibus elétricos pelo Novo PAC, nem modifica as normas próprias do Caminho da Escola.</p>
<h2>Prefeituras terão de comprovar aplicação do dinheiro e conclusão dos projetos</h2>
<p>A principal mudança estabelecida pelo Ministério da Gestão está na documentação exigida para demonstrar como os recursos das transferências especiais foram utilizados.</p>
<p>Estados, Distrito Federal e municípios deverão apresentar informações por meio do Transferegov.br, plataforma federal utilizada para acompanhamento de transferências e parcerias.</p>
<p>O relatório de gestão deverá reunir o detalhamento do objeto financiado e da execução orçamentária e financeira, permitindo verificar se os valores foram utilizados de acordo com o planejamento apresentado.</p>
<p>No caso dos transportes, isso pode incluir a comprovação da entrega de ônibus, execução de corredores, construção de terminais, implantação de pontos de parada ou realização de outras intervenções previstas no projeto.</p>
<p>A norma exige documentos relacionados aos procedimentos de contratação, contratos administrativos, notas de empenho, notas fiscais, recibos, ordens bancárias e termos de recebimento de obras, bens ou serviços.</p>
<p>Os responsáveis também deverão justificar alterações de prazo e eventuais diferenças entre aquilo que foi inicialmente previsto e o que foi efetivamente executado.</p>
<p>Para a população, a medida cria condições para acompanhar não apenas a transferência do dinheiro, mas também sua aplicação no projeto anunciado.</p>
<p>Uma prefeitura que recebe recursos para determinada intervenção de mobilidade precisará demonstrar o cumprimento do objeto, observadas as regras aplicáveis à transferência.</p>
<p>Isso não significa que cada emenda seja automaticamente auditada em campo pelo Governo Federal. A portaria disciplina a análise documental e os procedimentos de controle, sem substituir a fiscalização de órgãos como tribunais de contas, controladorias e Ministério Público.</p>
<h2>Veja os prazos e as consequências das novas regras</h2>
<div>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Etapa</th>
<th>Regra estabelecida</th>
</tr>
<tr>
<td>Relatório anual</td>
<td>Até 30 de junho do exercício seguinte ao recebimento, com atualizações anuais</td>
</tr>
<tr>
<td>Relatório final</td>
<td>Até 60 dias após a conclusão do objeto ou o fim do prazo de execução, o que ocorrer primeiro</td>
</tr>
<tr>
<td>Análise pelo órgão federal responsável</td>
<td>Até 180 dias, prorrogáveis por igual período mediante justificativa</td>
</tr>
<tr>
<td>Correção de impropriedades</td>
<td>Prazo de até 30 dias</td>
</tr>
<tr>
<td>Devolução após rejeição das contas</td>
<td>Até 30 dias, em prazo improrrogável após notificação</td>
</tr>
<tr>
<td>Guarda dos documentos</td>
<td>Cinco anos após a inserção do relatório final</td>
</tr>
<tr>
<td>Transferências anteriores a 2025</td>
<td>Também sujeitas à regulamentação, com regras específicas</td>
</tr>
<tr>
<td>Custeio federal da operacionalização em 2026</td>
<td>Dedução de 0,5% de cada transferência especial</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p>A portaria estabelece três resultados possíveis para a análise da prestação de contas: aprovação, aprovação com ressalvas ou rejeição.</p>
<p>A aprovação com ressalvas pode ocorrer quando forem identificadas falhas formais que não tenham provocado prejuízo aos cofres públicos.</p>
<p>Já a rejeição pode decorrer, entre outras situações, da falta de comprovação da aplicação dos recursos, desvio de finalidade, execução parcial ou inexistente do objeto e realização de despesas incompatíveis com o planejamento aprovado.</p>
<p>Quando houver rejeição, os órgãos responsáveis deverão adotar os procedimentos previstos para recuperação dos valores considerados irregulares.</p>
<p>A regulamentação também prevê a possibilidade de instauração de tomada de contas especial, procedimento administrativo destinado à apuração de responsabilidades e eventual ressarcimento de prejuízos.</p>
<p>A instauração desse procedimento, contudo, não é automática em qualquer situação. A norma estabelece medidas administrativas prévias, notificações e oportunidades de regularização.</p>
<h2>Regras alcançam também dinheiro transferido em anos anteriores</h2>
<p>Outro ponto importante é que a portaria não se restringe às emendas parlamentares pagas a partir de outubro de 2026.</p>
<p>O texto estabelece que as regras se aplicam às transferências especiais recebidas pelos entes beneficiados, independentemente do ano.</p>
<p>Para valores anteriores a 2025, existem disposições específicas sobre a análise dos relatórios, inclusive critérios de priorização definidos com participação da Controladoria-Geral da União (CGU).</p>
<p>O acompanhamento também está relacionado às decisões do Supremo Tribunal Federal que determinaram medidas de transparência e rastreabilidade das emendas parlamentares.</p>
<p>A determinação amplia a importância de identificar investimentos anunciados nos últimos anos e verificar a situação de sua execução.</p>
<p>Isso vale especialmente para projetos de transporte que tiveram recursos transferidos, mas ainda dependem de conclusão de obras, entrega de equipamentos ou início efetivo de operação.</p>
<p>O simples repasse dos valores não demonstra que os serviços ou equipamentos chegaram à população.</p>
<p>Da mesma forma, a existência de atraso não representa, isoladamente, desvio de recursos ou irregularidade. Cada situação precisa ser examinada considerando o prazo contratual, as justificativas apresentadas e as exigências legais.</p>
<h2>Fiscalização também deve observar se investimento melhora o transporte</h2>
<p>A regulamentação representa mais uma etapa no controle da utilização de emendas parlamentares, mas o debate sobre financiamento do transporte coletivo vai além da regularidade documental.</p>
<p>No caso da aquisição de ônibus, a entrega dos veículos é uma etapa fundamental, mas a melhoria do atendimento também depende de manutenção, motoristas, programação operacional e disponibilidade de recursos para custear as viagens.</p>
<p>Um ônibus elétrico, por exemplo, precisa contar com infraestrutura adequada de recarga e condições de operação compatíveis com as linhas para as quais foi destinado.</p>
<p>Da mesma forma, a aquisição de veículos escolares deve ser acompanhada de planejamento das rotas, manutenção preventiva, acessibilidade e segurança dos estudantes.</p>
<p>Em obras de mobilidade, a construção de um terminal ou corredor também precisa estar associada à organização dos serviços, à integração das linhas e à redução dos tempos de deslocamento.</p>
<p>Esses indicadores de qualidade não são todos exigidos automaticamente pela nova portaria. A obrigação normativa está relacionada à comprovação do cumprimento do objeto e dos resultados previstos no plano de trabalho.</p>
<p>Entretanto, os dados poderão ajudar a sociedade a avaliar se os investimentos realizados produziram os benefícios anunciados.</p>
<p>O desafio é assegurar que a fiscalização não se limite à comprovação dos pagamentos, mas também permita verificar se os recursos públicos foram convertidos em equipamentos e infraestrutura efetivamente disponíveis à população.</p>
<p>Para gestores, operadores e fabricantes, a clareza das regras também é importante para reduzir incertezas nas contratações e no recebimento dos pagamentos.</p>
<p>Já para os passageiros, a principal questão continua sendo a mesma: se o dinheiro destinado ao transporte resultou em mais ônibus, veículos melhores, infraestrutura adequada e serviços regulares.</p>
<p>A Portaria MGI nº 7.562 entrou em vigor nesta terça-feira, 27 de outubro de 2026, e deverá orientar a análise das prestações de contas das transferências especiais recebidas por estados e municípios.</p>
<p>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</p>
</div>
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    <slash:comments>0</slash:comments>
	<wfw:commentRss>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/27/governo-federal-estabelece-novas-regras-para-fiscalizacao-de-emendas-que-podem-financiar-compra-de-onibus-inclusive-eletricos-e-escolares-alem-de-obras-de-mobilidade/feed/</wfw:commentRss>
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  </item>
  <item>
    <title>Bonde digital encerra testes no Paraná com 93,1% de aprovação e 10,8 mil passageiros; São Paulo quer adotar tecnologia semelhante, mas ainda há dúvidas sobre custos e operação</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/27/bonde-digital-encerra-testes-no-parana-com-931-de-aprovacao-e-108-mil-passageiros-sao-paulo-quer-adotar-tecnologia-semelhante-mas-ainda-ha-duvidas-sobre-custos-e-operacao/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Tue, 27 Oct 2026 22:04:26 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Eletromobilidade]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Experiência entre Pinhais e Piraquara somou 633 viagens e 6.433 quilômetros em dez meses; resultados servirão para comparar a tecnologia com BRT elétrico e VLT. Prefeitura de São Paulo pretende implantar sistema semelhante no Centro, após substituir projeto sobre trilhos por veículos elétricos sobre pneus ADAMO BAZANI O Bonde Urbano Digital (BUD), veículo elétrico sobre [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="915" height="555" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/img-20261026-wa0015.jpg?fit=915%2C555&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/img-20261026-wa0015.jpg?w=915&amp;ssl=1 915w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/img-20261026-wa0015.jpg?resize=300%2C182&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/img-20261026-wa0015.jpg?resize=150%2C91&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/img-20261026-wa0015.jpg?resize=768%2C466&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/img-20261026-wa0015.jpg?resize=400%2C243&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 915px) 100vw, 915px" /> <div><em>Experiência entre Pinhais e Piraquara somou 633 viagens e 6.433 quilômetros em dez meses; resultados servirão para comparar a tecnologia com BRT elétrico e VLT. Prefeitura de São Paulo pretende implantar sistema semelhante no Centro, após substituir projeto sobre trilhos por veículos elétricos sobre pneus</em></div>
<div>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>O Bonde Urbano Digital (BUD), veículo elétrico sobre pneus guiado por um sistema de trilhos virtuais, encerrou a fase experimental de transporte de passageiros entre Pinhais (PR) e Piraquara (PR), na Região Metropolitana de Curitiba, com aprovação de 93,1% dos usuários, segundo levantamento divulgado nesta terça-feira, 27 de outubro de 2026, pelo Governo do Paraná. Em dez meses de testes, o equipamento transportou 10.879 passageiros, percorreu 6.433 quilômetros e realizou 633 viagens. A experiência ganha importância nacional porque São Paulo pretende implantar uma tecnologia semelhante no projeto Bonde São Paulo, previsto para a região central da capital paulista, após substituir a proposta original de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) por um sistema elétrico sobre pneus.</p>
<p>Apesar da avaliação positiva dos passageiros, o encerramento dos testes no Paraná não significa que o Bonde Urbano Digital será incorporado definitivamente à rede metropolitana. A Agência de Assuntos Metropolitanos do Paraná (Amep) utilizará os dados técnicos e operacionais para comparar a tecnologia com alternativas como o BRT elétrico e o VLT tradicional. O resultado também coloca em discussão a escolha feita pela Prefeitura de São Paulo, que anunciou em abril a substituição do sistema sobre trilhos por outro semelhante ao BUD e enfrenta questionamentos sobre o aproveitamento de estudos ambientais elaborados para um projeto com características diferentes.</p>
<p>As informações sobre o encerramento dos testes foram divulgadas pela Agência Estadual de Notícias do Paraná nesta terça-feira (27). A Amep informou que foram realizadas avaliações de dinâmica, estática, ruído, sistemas de segurança, comunicação, climatização, consumo de energia e comportamento operacional do veículo.</p>
<p>O BUD começou a transportar passageiros em dezembro de 2025. Inicialmente, o trajeto era parcial, entre o Terminal São Roque, em Piraquara, e o Parque das Águas, em Pinhais. Em 6 de janeiro de 2026, passou a percorrer o itinerário completo até o Terminal Metropolitano de Pinhais, em um trecho de aproximadamente dez quilômetros.</p>
<p>O serviço experimental foi implantado como reforço às linhas convencionais, que continuaram circulando durante os testes. A tarifa cobrada foi de R$ 5,50, a mesma do transporte metropolitano.</p>
<p>A pesquisa realizada pela Amep atribuiu ao BUD nota média de 8,78 em uma escala de zero a dez. O índice de aprovação foi de 93,1%.</p>
<p>Os resultados indicam boa aceitação entre os usuários pesquisados, mas não permitem concluir, isoladamente, que a tecnologia seja mais eficiente ou economicamente vantajosa do que os ônibus articulados, os biarticulados elétricos ou os VLTs convencionais.</p>
<p>Para essa comparação, será necessário considerar fatores como capacidade efetiva de transporte, frequência, custos de implantação, manutenção do pavimento, consumo energético, vida útil dos equipamentos e quantidade de veículos necessária para atender à demanda.</p>
<h2>Levantamento mostra média de 17 passageiros por viagem; testes tiveram oferta limitada</h2>
<p>A análise dos números divulgados pela Amep permite observar a diferença entre a capacidade nominal do Bonde Urbano Digital e a ocupação registrada durante a experiência.</p>
<p>O veículo utilizado no Paraná possui capacidade anunciada para transportar até 280 passageiros. Entretanto, a operação experimental teve quantidade limitada de horários, sem substituir integralmente os ônibus convencionais.</p>
<p>Com base nos dados oficiais, a média foi de aproximadamente 17,2 passageiros por viagem.</p>
<p>O percurso médio registrado ficou em 10,16 quilômetros por viagem, compatível com a ligação entre os dois municípios.</p>
<div>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Indicador</th>
<th>Resultado</th>
</tr>
<tr>
<td>Período experimental informado</td>
<td>10 meses</td>
</tr>
<tr>
<td>Viagens realizadas</td>
<td>633</td>
</tr>
<tr>
<td>Quilômetros percorridos</td>
<td>6.433 km</td>
</tr>
<tr>
<td>Passageiros transportados</td>
<td>10.879</td>
</tr>
<tr>
<td>Aprovação dos usuários pesquisados</td>
<td>93,1%</td>
</tr>
<tr>
<td>Nota média dos usuários</td>
<td>8,78</td>
</tr>
<tr>
<td>Capacidade nominal do veículo</td>
<td>280 passageiros</td>
</tr>
<tr>
<td>Média de passageiros por viagem</td>
<td>17,2</td>
</tr>
<tr>
<td>Quilometragem média por viagem</td>
<td>10,16 km</td>
</tr>
<tr>
<td>Passageiros por quilômetro percorrido</td>
<td>1,69</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p>Os cálculos foram feitos pelo Diário do Transporte a partir dos totais apresentados pelo Governo do Paraná.</p>
<p>É importante observar que a média de 17,2 passageiros representa o total de passageiros transportados dividido pela quantidade de viagens. Ela não corresponde à taxa média de ocupação ao longo de todo o percurso, porque não há detalhamento da movimentação de embarques e desembarques em cada ponto.</p>
<p>Também não seria correto afirmar que o resultado demonstra baixa procura pela tecnologia sem considerar a oferta limitada do serviço.</p>
<p>Durante a fase experimental, o BUD realizou apenas algumas partidas diárias, enquanto os ônibus convencionais continuaram atendendo à demanda regular entre Pinhais e Piraquara.</p>
<p>A operação experimental chegou a prever quatro viagens por dia, considerando os deslocamentos de ida e volta.</p>
<p>Segundo informações divulgadas pela imprensa paranaense, a linha convencional São Roque–Pinhais realiza 141 viagens diárias nos dias úteis, número muito superior à oferta do bonde experimental.</p>
<p>Essa diferença é importante para compreender os resultados. O bonde digital ainda não foi submetido, nesse corredor, às mesmas condições de frequência e demanda de um serviço regular de grande capacidade.</p>
<p>Também não há, no balanço divulgado, uma demonstração completa do custo por passageiro, custo por quilômetro, disponibilidade mecânica ou comparação econômica com a operação convencional.</p>
<p>Assim, a experiência comprova a realização de testes com passageiros e oferece informações sobre o comportamento do veículo, mas ainda não encerra a discussão sobre sua viabilidade como solução permanente.</p>
<h2>Contrato de R$ 6,07 milhões foi realizado por encomenda tecnológica</h2>
<p>O projeto foi contratado pela Amep por meio de uma encomenda tecnológica, instrumento previsto na legislação brasileira de inovação para permitir que o poder público contrate atividades de pesquisa e desenvolvimento de soluções que envolvam riscos tecnológicos.</p>
<p>A modalidade é diferente de uma licitação convencional para aquisição de veículos ou contratação de uma concessão de transporte.</p>
<p>Nesse caso, o objetivo principal foi testar e avaliar uma tecnologia que ainda não havia sido utilizada em operação comercial de passageiros no Brasil.</p>
<p>O contrato nº 15/2025 foi celebrado com a fabricante chinesa CRRC Nanjing Puzhen Co. Ltd. e a Global Ace Participações e Investimentos Ltda.</p>
<p>Segundo os registros oficiais da Amep, o valor da contratação foi de R$ 6.071.600, com prazo de 15 meses.</p>
<p>O contrato contemplou atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação, além da disponibilização do veículo em comodato, materiais e mão de obra especializada para o projeto experimental.</p>
<p>Isso significa que o valor contratado não corresponde ao preço de compra do bonde.</p>
<p>O veículo foi disponibilizado para a realização dos testes, sem que o contrato representasse sua aquisição definitiva pelo Governo do Paraná.</p>
<p>A utilização de uma encomenda tecnológica permitiu ao Estado avaliar o comportamento da solução antes de decidir sobre uma possível implantação permanente.</p>
<p>Caso a Amep opte por adotar o sistema, será necessário desenvolver um novo projeto, estabelecer o modelo de contratação e prever investimentos em veículos, garagens, oficinas, infraestrutura de abastecimento energético, sistemas de controle e instalações para passageiros.</p>
<p>Até o momento, não foi anunciada uma decisão definitiva de implantar comercialmente o BUD na ligação testada.</p>
<h2>Como funciona o bonde sem trilhos e quais são suas diferenças em relação a um ônibus elétrico</h2>
<p>O Bonde Urbano Digital foi desenvolvido pela fabricante chinesa CRRC e combina características de diferentes sistemas de transporte.</p>
<p>Seu aspecto externo lembra o de um VLT, com vários módulos interligados, grande capacidade de passageiros e possibilidade de circulação nos dois sentidos.</p>
<p>Entretanto, o BUD não utiliza rodas ferroviárias de aço nem trilhos metálicos convencionais.</p>
<p>O veículo circula sobre pneus, em pavimento rodoviário, e utiliza sensores, sistemas eletrônicos e marcadores magnéticos instalados na via para orientar a trajetória.</p>
<p>A condução assistida permite que o veículo siga um percurso predeterminado com precisão, especialmente em locais dotados da infraestrutura necessária para a guiagem.</p>
<p>Isso não significa, porém, que todos os deslocamentos sejam realizados sem motorista. Na experiência paranaense, profissionais foram capacitados para acompanhar e conduzir a operação.</p>
<p>O modelo testado possui aproximadamente 30 metros de comprimento, capacidade para até 280 passageiros, ar-condicionado, circulação bidirecional e velocidade máxima anunciada de 70 km/h.</p>
<p>O sistema de propulsão é elétrico e utiliza supercapacitores para armazenamento de energia. A solução permite recargas rápidas por meio de equipamentos instalados em pontos determinados, reduzindo a necessidade de grandes baterias convencionais.</p>
<p>Segundo as informações apresentadas pelo Governo do Paraná, uma recarga completa leva aproximadamente 12 minutos e proporciona autonomia de até 40 quilômetros. Também foi anunciada a possibilidade de recargas rápidas de cerca de 30 segundos para acrescentar autonomia de três a cinco quilômetros, conforme as condições operacionais.</p>
<p>A infraestrutura experimental contou com uma base de manutenção e carregamento no Terminal São Roque, além de adaptações viárias, instalação de marcadores magnéticos e um Centro de Controle Operacional.</p>
<p>Uma das vantagens anunciadas pelos responsáveis pelo projeto é dispensar a construção de trilhos ferroviários, o que pode reduzir custos e simplificar intervenções urbanas.</p>
<p>Entretanto, o sistema continua dependendo de pavimento adequado, alimentação elétrica, manutenção especializada, infraestrutura de guiagem e espaços para embarque e desembarque.</p>
<p>Como as rodas seguem trajetórias relativamente concentradas, a resistência e a conservação do pavimento também precisam ser consideradas no dimensionamento do sistema.</p>
<p>A comparação com um VLT exige ainda avaliar capacidade por composição, custos ao longo da vida útil, consumo energético, disponibilidade dos veículos e impactos das obras nas vias.</p>
<p>O BUD tem vida útil estimada pelo fabricante em aproximadamente 30 anos, mas essa expectativa ainda depende de comprovação em condições de operação prolongada.</p>
<h2>São Paulo abandonou VLT tradicional e anunciou bonde digital para o Centro</h2>
<p>A experiência paranaense tem relação direta com uma mudança anunciada pela Prefeitura de São Paulo em 13 de abril de 2026.</p>
<p>Na ocasião, o prefeito Ricardo Nunes informou que o projeto Bonde São Paulo deixaria de utilizar a tecnologia convencional de Veículo Leve sobre Trilhos e passaria a adotar um sistema de Veículo Leve Elétrico (VLE), com circulação sobre pneus e guiagem por trilhos virtuais.</p>
<p>A decisão foi noticiada pelo Diário do Transporte no próprio dia do anúncio.</p>
<p>Segundo Nunes, a alteração permitiria reduzir a estimativa de investimento de R$ 4,1 bilhões para R$ 2,1 bilhões.</p>
<p>O prefeito justificou a mudança por questões de custo e pelas condições geométricas do trajeto na região central.</p>
<p>A administração municipal também informou que equipes técnicas haviam conhecido experiências internacionais e a operação experimental desenvolvida na Região Metropolitana de Curitiba.</p>
<p>O projeto paulistano prevê duas linhas, com aproximadamente 12 quilômetros de extensão, conectando áreas como Bom Retiro, Brás, Mercado Municipal, região da Luz e outros pontos importantes do Centro.</p>
<p>A configuração originalmente apresentada incluía 27 estações e integração com terminais de ônibus, metrô e trens metropolitanos. A expectativa divulgada pela administração municipal era atender mais de 130 mil passageiros por dia.</p>
<p>A proposta também está associada à recuperação urbanística da região central, com intervenções em espaços públicos, melhorias para pedestres e integração a equipamentos culturais, comerciais e de serviços.</p>
<p>A mudança para veículos sobre pneus, entretanto, não elimina a necessidade de planejamento de capacidade, definição da prioridade de circulação e compatibilização com o tráfego existente.</p>
<p>Um veículo com capacidade para centenas de passageiros pode perder parte de suas vantagens se ficar sujeito aos mesmos congestionamentos dos ônibus convencionais.</p>
<p>Por isso, a velocidade comercial dependerá não apenas da tecnologia embarcada, mas também da prioridade nos cruzamentos, da organização das paradas, das condições das vias e da existência de espaços reservados à circulação do sistema.</p>
<p>Outro aspecto é o custo de implantação. A redução estimada pela Prefeitura de São Paulo precisa ser acompanhada de uma comparação entre projetos equivalentes, considerando obras, equipamentos, veículos, energia, operação, manutenção e duração dos contratos.</p>
<h2>Projeto de São Paulo enfrenta discussão ambiental após mudança de tecnologia</h2>
<p>A Prefeitura de São Paulo iniciou uma nova etapa de preparação ambiental do Bonde São Paulo, conforme mostrou o Diário do Transporte na segunda-feira, 26 de outubro.</p>
<p>A São Paulo Urbanismo autorizou uma despesa de R$ 7.030 para a análise de documentação relacionada ao Termo de Referência dos estudos ambientais do empreendimento.</p>
<p>A questão ganhou nova dimensão nesta terça-feira (27), após reportagem publicada pela imprensa mostrar que a administração municipal apresentou documentação ambiental elaborada originalmente para o VLT tradicional, embora tenha anunciado posteriormente a adoção do VLE sobre pneus.</p>
<p>Segundo as informações divulgadas, foram utilizados estudos ambientais contratados por R$ 8,3 milhões, com aproximadamente 570 páginas.</p>
<p>A Prefeitura de São Paulo sustenta que a mudança tecnológica não invalida automaticamente as avaliações já realizadas e informou que aguarda manifestação da área ambiental sobre a necessidade de atualização.</p>
<p>A administração também afirmou que incluirá o traçado atualizado no procedimento de licenciamento.</p>
<p>A estimativa mais recente de investimento mencionada nessa apuração é de R$ 2,8 bilhões, ante R$ 3,5 bilhões para a alternativa sobre trilhos considerada na comparação atualizada.</p>
<p>Os valores são diferentes dos R$ 2,1 bilhões e R$ 4,1 bilhões apresentados pelo prefeito em abril, o que reforça a necessidade de identificar a abrangência e as premissas de cada orçamento.</p>
<p>A diferença entre um VLT e um VLE não se limita à substituição dos trilhos por pneus.</p>
<p>As tecnologias possuem características distintas de operação, infraestrutura, distribuição de cargas sobre o pavimento, alimentação energética e manutenção.</p>
<p>Essas diferenças podem alterar os impactos ambientais e urbanos, especialmente em áreas de grande movimentação de pessoas, tráfego intenso e patrimônio histórico.</p>
<p>A Prefeitura pretende estruturar o empreendimento por meio de parceria público-privada, com a expectativa de contratar a implantação e a operação do sistema.</p>
<p>O planejamento divulgado prevê entregas iniciais entre 2027 e 2028 e implantação completa em até cinco anos após a assinatura contratual. Esses prazos dependem da conclusão dos estudos, do licenciamento, da contratação e da execução das obras.</p>
<h2>Experiência do Paraná pode ajudar São Paulo, mas não substitui estudos próprios</h2>
<p>Os dados obtidos pela Amep poderão contribuir para a avaliação da tecnologia em outras cidades, inclusive São Paulo.</p>
<p>Entretanto, existem diferenças significativas entre os dois ambientes operacionais.</p>
<p>Na Região Metropolitana de Curitiba, o BUD foi testado em uma ligação de aproximadamente dez quilômetros entre dois terminais, com oferta experimental reduzida e convivência com as linhas convencionais.</p>
<p>Em São Paulo, a proposta envolve uma rede de duas linhas em uma área central consolidada, com circulação de ônibus, automóveis, motocicletas, bicicletas e pedestres, além de integração com diferentes sistemas de transporte.</p>
<p>O Centro paulistano também apresenta características próprias de geometria viária, patrimônio histórico, infraestrutura subterrânea e demanda de passageiros.</p>
<p>Por isso, os resultados positivos de satisfação registrados no Paraná não asseguram automaticamente desempenho equivalente na capital paulista.</p>
<p>A pesquisa de satisfação é uma informação importante para avaliar a percepção dos passageiros, mas sua interpretação também depende da quantidade de entrevistados, do método de seleção da amostra, dos horários considerados e da frequência de utilização do serviço.</p>
<p>No balanço divulgado nesta terça-feira, não foram detalhados esses elementos metodológicos.</p>
<p>Outro aspecto é a comparação com ônibus elétricos articulados e biarticulados, alternativas que também dispensam trilhos convencionais e podem operar em corredores segregados.</p>
<p>A escolha entre esses sistemas exige verificar a demanda por hora e por sentido, o intervalo necessário entre veículos e o custo total para transportar determinada quantidade de passageiros.</p>
<p>No caso de São Paulo, essa discussão envolve ainda a possibilidade de integração com o BRT Radial Leste e o aproveitamento da infraestrutura de transportes já existente.</p>
<p>A construção de um novo sistema precisa representar ganhos efetivos de capacidade, regularidade, acessibilidade ou desempenho ambiental em relação às alternativas disponíveis.</p>
<h2>Paraná utilizará resultados para avaliar corredores metropolitanos</h2>
<p>A Amep informou que os dados reunidos durante os dez meses serão utilizados para comparar o BUD com outros sistemas e estudar a eventual implantação permanente da tecnologia.</p>
<p>Uma futura etapa poderá incluir a identificação de corredores com demanda adequada, desenvolvimento de projetos e planejamento das instalações necessárias para o funcionamento regular.</p>
<p>Entre as estruturas previstas para uma possível implantação estão garagens, oficinas, estações de embarque e desembarque, centrais de energia e centros de controle operacional.</p>
<p>A análise está relacionada também ao Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), desenvolvido pelo Ministério das Cidades em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).</p>
<p>O estudo identificou oportunidades de expansão dos sistemas de transporte de média e alta capacidade em 21 regiões metropolitanas brasileiras.</p>
<p>Para a Região Metropolitana de Curitiba, o levantamento do BNDES apontou potencial de expansão da rede para 206 quilômetros, com investimentos estimados entre R$ 11,73 bilhões e R$ 22,74 bilhões e possibilidade de atendimento a aproximadamente 915 mil passageiros por dia no conjunto de projetos considerados.</p>
<p>A Amep participa também dos estudos de um BRT Norte-Sul Metropolitano e da estruturação de um projeto de VLT entre São José dos Pinhais e Curitiba.</p>
<p>A coexistência dessas propostas mostra que a agência ainda considera diferentes alternativas tecnológicas para atender às necessidades de mobilidade da região.</p>
<p>O encerramento do teste do Bonde Urbano Digital, portanto, representa a conclusão de uma etapa de pesquisa, e não a aprovação definitiva de sua implantação comercial.</p>
<p>Para o Paraná, a próxima decisão será determinar se o modelo apresenta vantagens suficientes para justificar novos investimentos.</p>
<p>Para São Paulo, que já anunciou a intenção de adotar tecnologia semelhante, os resultados devem servir de referência, mas também reforçam a importância de avaliar o desempenho do sistema em condições reais de demanda e operação contínua.</p>
<p>A questão central não é apenas saber se o bonde digital funciona ou se os passageiros aprovam o equipamento, mas quanto custa transportar cada usuário, qual capacidade pode ser oferecida nos horários de maior movimento e quais ganhos concretos a tecnologia proporciona diante das alternativas existentes.</p>
<p>São respostas necessárias tanto para orientar os investimentos públicos quanto para assegurar que a escolha do sistema de transporte resulte em melhorias permanentes para a população.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
</div>
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  <item>
    <title>Goiânia coloca em operação estrutura para abastecer 500 ônibus a gás e biometano; sistema prevê 501 veículos até 2027</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/27/goiania-coloca-em-operacao-estrutura-para-abastecer-500-onibus-a-gas-e-biometano-sistema-preve-501-veiculos-ate-2027/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Tue, 27 Oct 2026 21:44:24 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzão]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category><category><![CDATA[Rodoviários]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Instalação da Gas Futuro permite abastecimento de veículos em menos de dez minutos e faz parte da expansão do combustível no transporte metropolitano. Em março, o Diário do Transporte foi a primeira equipe de jornalismo a conhecer os novos articulados e mostrou as instalações do bioposto antes da entrada em operação ADAMO BAZANI A Região [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="770" height="578" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/d9b9f81bfa974625b667b8d567a44586-770x0-1.jpg?fit=770%2C578&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/d9b9f81bfa974625b667b8d567a44586-770x0-1.jpg?w=770&amp;ssl=1 770w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/d9b9f81bfa974625b667b8d567a44586-770x0-1.jpg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/d9b9f81bfa974625b667b8d567a44586-770x0-1.jpg?resize=150%2C113&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/d9b9f81bfa974625b667b8d567a44586-770x0-1.jpg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/d9b9f81bfa974625b667b8d567a44586-770x0-1.jpg?resize=400%2C300&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 770px) 100vw, 770px" /> <div><em>Instalação da Gas Futuro permite abastecimento de veículos em menos de dez minutos e faz parte da expansão do combustível no transporte metropolitano. Em março, o Diário do Transporte foi a primeira equipe de jornalismo a conhecer os novos articulados e mostrou as instalações do bioposto antes da entrada em operação</em></div>
<div>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>A Região Metropolitana de Goiânia (GO) colocou em operação, neste mês de outubro de 2026, uma nova estrutura permanente de abastecimento de ônibus movidos a gás natural e biometano, dimensionada para atender uma frota de aproximadamente 500 veículos. O empreendimento, fornecido pela Gas Futuro, integra o programa de renovação do transporte coletivo que prevê a incorporação de 501 ônibus com esta tecnologia até dezembro de 2027. Os equipamentos foram projetados para permitir o abastecimento de reservatórios com capacidade entre 250 e 300 metros cúbicos normais de gás em menos de dez minutos, reduzindo o tempo necessário para preparar os ônibus para novas viagens.</p>
<p>A entrada em operação representa mais uma etapa do projeto acompanhado desde o início do ano pelo Diário do Transporte, que antecipou a contratação dos 501 ônibus e, em março de 2026, foi a primeira equipe de jornalismo a conhecer presencialmente os novos articulados movidos a gás e biometano, desenvolvidos pela Scania e pela Marcopolo para o sistema goiano. Na ocasião, a reportagem também visitou e apresentou, em vídeo, as instalações do Bioposto Leste, nas proximidades do Terminal Novo Mundo, explicando como funcionaria o abastecimento inicial por carretas com cilindros de gás e a futura integração com gasodutos. Agora, com a infraestrutura permanente em funcionamento, o desafio passa a ser ampliar efetivamente a quantidade de ônibus abastecidos, assegurar o fornecimento contínuo do combustível e cumprir o cronograma de renovação da frota.</p>
<p>A nova estrutura começou a operar em outubro, segundo informações divulgadas pela fornecedora de equipamentos e repercutidas pela imprensa especializada. O projeto compreende sistemas de recebimento e medição do gás, filtragem, compressão, armazenamento em cascata, tubulações de alta pressão, equipamentos de abastecimento de alta vazão e dispositivos automatizados de operação e segurança.</p>
<p>O abastecimento rápido é uma exigência importante em sistemas de ônibus urbanos, principalmente em corredores de grande movimento, nos quais os veículos precisam cumprir escalas diárias e permanecer o menor tempo possível fora de circulação.</p>
<p>A capacidade anunciada para atender aproximadamente 500 ônibus corresponde ao dimensionamento do empreendimento para a expansão da frota. Isso não significa que essa quantidade de veículos já esteja circulando ou sendo abastecida diariamente.</p>
<p>O projeto também não se restringe aos ônibus articulados. A programação estabelecida pelo Governo de Goiás contempla veículos convencionais do tipo padron, que deverão circular tanto nos corredores estruturais quanto nas linhas alimentadoras da rede metropolitana.</p>
<h2>Abastecimento em menos de dez minutos é fundamental para operação do BRT</h2>
<p>A infraestrutura fornecida pela Gas Futuro foi desenvolvida para atender ônibus que utilizam gás natural veicular (GNV) ou biometano, combustível renovável produzido a partir de resíduos orgânicos.</p>
<p>Embora tenham origens diferentes, os dois combustíveis apresentam características que permitem sua utilização em motores adequados à operação com gás, desde que atendidas as especificações técnicas e de qualidade.</p>
<p>O sistema emprega compressores e armazenamento em alta pressão para transferir o combustível aos reservatórios instalados nos veículos.</p>
<p>O armazenamento em cascata permite organizar a reserva de gás em diferentes níveis de pressão, auxiliando a reposição de combustível e a manutenção da vazão durante o abastecimento.</p>
<p>Os dispensers de alta vazão são os equipamentos responsáveis pela transferência do gás comprimido aos ônibus. A instalação também dispõe de dispositivos de medição, controle e segurança, necessários para uma operação que trabalha com pressões elevadas.</p>
<p>O objetivo informado é completar o abastecimento de reservatórios de 250 a 300 Nm³ em menos de dez minutos. O tempo efetivo depende das condições de pressão, da quantidade de gás remanescente no veículo e da disponibilidade dos equipamentos.</p>
<p>Para o passageiro, a importância dessa tecnologia está na possibilidade de manter a regularidade das viagens. Um abastecimento demorado pode exigir mais veículos de reserva, aumentar períodos de indisponibilidade e dificultar o cumprimento das escalas.</p>
<p>O presidente da Gas Futuro, Rodrigo Bogacz, destaca que a velocidade e a disponibilidade dos equipamentos são condições necessárias para ampliar o emprego do biometano em grandes frotas.</p>
<p>A operação em escala também depende da existência de manutenção especializada, monitoramento permanente, equipes treinadas e capacidade de fornecimento compatível com a quantidade de veículos em circulação.</p>
<p>Por isso, a inauguração da infraestrutura é uma parte do investimento. A operação efetiva de centenas de ônibus exigirá a expansão simultânea do abastecimento, da produção e da distribuição do combustível.</p>
<h2>Diário do Transporte mostrou os primeiros articulados e visitou bioposto ainda em março</h2>
<p>A inauguração da estrutura permite acompanhar a evolução de um projeto que começou a ser apresentado publicamente no início de 2026.</p>
<p>Em 16 de janeiro, o Diário do Transporte noticiou em primeira mão o aditivo contratual para a incorporação dos 501 ônibus movidos a gás e biometano na Região Metropolitana de Goiânia.</p>
<p>O documento foi publicado no Diário Oficial do Estado de Goiás e estabeleceu a entrada gradativa dos veículos, com mudanças na remuneração das concessionárias para viabilizar os investimentos.</p>
<p>Em 30 de janeiro, durante a apresentação de novos ônibus elétricos, o governador Ronaldo Caiado e o secretário-geral de Governo, Adriano da Rocha Lima, confirmaram ao editor-chefe do Diário do Transporte, Adamo Bazani, que os primeiros ônibus movidos a gás seriam articulados.</p>
<p>A informação foi antecipada pelo portal antes da apresentação dos veículos.</p>
<p>Em 26 de março, a reportagem esteve em Goiânia, a convite da Scania e da Marcopolo, e foi a primeira equipe de jornalismo a conhecer os articulados e apresentar suas características técnicas em uma cobertura presencial, com imagens e entrevistas.</p>
<p>Na mesma ocasião, a equipe também visitou o Bioposto Leste, próximo ao Terminal Novo Mundo.</p>
<p>Durante a visita, o diretor executivo do Consórcio BRT, Laércio Ávila, e o gestor de manutenção e infraestrutura, Patrick Lucas, explicaram como seria feita a transição entre o abastecimento provisório por carretas e a estrutura definitiva.</p>
<p>Em entrevista ao Diário do Transporte, Patrick Lucas informou que o bioposto visitado teria capacidade para atender até 200 veículos quando estivesse plenamente concluído.</p>
<p>Essa informação se refere à capacidade apresentada para aquela unidade em março. Já o número divulgado agora pela Gas Futuro, de aproximadamente 500 ônibus, corresponde ao dimensionamento informado para a infraestrutura associada à expansão da frota. Os dados não devem ser tratados automaticamente como capacidades diárias equivalentes.</p>
<p>Na visita, os responsáveis pelo Consórcio BRT também explicaram que a infraestrutura seria compartilhada entre os operadores do sistema, em vez de ficar restrita a uma única garagem ou empresa.</p>
<p>Essa característica permite organizar o fornecimento do combustível de maneira integrada, com aquisição e distribuição vinculadas às necessidades operacionais da rede.</p>
<p>A reportagem de março mostrou ainda que a expectativa era concluir a estrutura definitiva até setembro. A confirmação de entrada em operação neste mês de outubro indica a passagem da fase provisória para uma etapa de maior capacidade de abastecimento.</p>
<p>Relembre a cobertura:</p>
<p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/03/26/video-conheca-em-primeira-mao-os-onibus-articulados-a-biometano-do-sistema-brt-de-goiania-diario-do-transporte-no-local/?utm_source=chatgpt.com">VÍDEO: Conheça em primeira mão os ônibus articulados a biometano do Sistema BRT de Goiânia. Diário do Transporte no local – 26 de março de 2026</a></p>
<p><a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/03/26/video-conheca-as-instalacoes-que-vao-abrigar-o-primeiro-bioposto-para-abastecimento-de-onibus-urbanos-a-biometano-do-brasil/?utm_source=chatgpt.com">VÍDEO: Conheça as instalações que vão abrigar o primeiro bioposto para abastecimento de ônibus urbanos a biometano do Brasil – 26 de março de 2026</a></p>
<h2>Os 501 ônibus estão previstos até dezembro de 2027; cronograma oficial inclui 79 articulados</h2>
<p>A quantidade de veículos está estabelecida pela Deliberação nº 014, de 15 de dezembro de 2025, da Câmara Deliberativa do Transporte Coletivo (CDTC), publicada em janeiro de 2026.</p>
<p>O documento prevê 501 ônibus de diferentes configurações, distribuídos entre veículos articulados e modelos padron.</p>
<p>Todos deverão ser equipados com ar-condicionado.</p>
<p>A programação oficial estabelece a aquisição de 79 articulados de aproximadamente 19,2 metros de comprimento, destinados principalmente ao BRT, e outros 422 ônibus padron, de diferentes tamanhos, para a rede metropolitana.</p>
<div>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Configuração</th>
<th>Quantidade</th>
</tr>
<tr>
<td>Articulados de 19,2 metros</td>
<td>79</td>
</tr>
<tr>
<td>Padron, 4º lote</td>
<td>22</td>
</tr>
<tr>
<td>Padron, 5º lote</td>
<td>110</td>
</tr>
<tr>
<td>Padron, 6º lote</td>
<td>168</td>
</tr>
<tr>
<td>Padron, 7º lote</td>
<td>122</td>
</tr>
<tr>
<td>Total</td>
<td>501</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p>O cronograma oficial também estabelece prazos para a entrada dos veículos.</p>
<div>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Prazo previsto</th>
<th>Quantidade</th>
<th>Tipo</th>
</tr>
<tr>
<td>Até 31 de março de 2026</td>
<td>8</td>
<td>Articulados</td>
</tr>
<tr>
<td>Até 30 de setembro de 2026</td>
<td>71</td>
<td>Articulados</td>
</tr>
<tr>
<td>Até 30 de setembro de 2026</td>
<td>22</td>
<td>Padron</td>
</tr>
<tr>
<td>Até 30 de junho de 2027</td>
<td>110</td>
<td>Padron</td>
</tr>
<tr>
<td>Até 31 de dezembro de 2027</td>
<td>168</td>
<td>Padron</td>
</tr>
<tr>
<td>Até 31 de dezembro de 2027</td>
<td>122</td>
<td>Padron</td>
</tr>
<tr>
<td>Total</td>
<td>501</td>
<td></td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p>Há, entretanto, uma diferença que precisa ser observada entre o cronograma estabelecido no início do ano e as informações mais recentes.</p>
<p>Pela programação original, 101 ônibus a gás deveriam ter sido incorporados até 30 de setembro de 2026, considerando 79 articulados e 22 padrons.</p>
<p>Já as informações divulgadas neste mês de outubro apontam uma expectativa de encerramento de 2026 com 20 ônibus utilizando a tecnologia.</p>
<p>Isso representa um ritmo inferior ao previsto originalmente. A diferença exige esclarecimento sobre eventuais revisões das entregas, quantidade efetivamente incorporada e situação dos veículos contratados.</p>
<p>A colocação do sistema de abastecimento em operação pode contribuir para a expansão da frota, mas a disponibilidade dos equipamentos não comprova, isoladamente, a entrega de novos ônibus.</p>
<h2>Primeiros articulados são da Scania e Marcopolo e transportam até 145 passageiros</h2>
<p>Os primeiros veículos desenvolvidos para a operação são os Marcopolo Viale Express Articulado, montados sobre chassis Scania K 340C A6X2/2 NB Euro 6.</p>
<p>Cada ônibus possui aproximadamente 19,22 metros de comprimento, capacidade informada para 145 passageiros e autonomia superior a 400 quilômetros, dependendo das condições operacionais.</p>
<p>O projeto envolve ainda fornecedores de tecnologia e componentes para o armazenamento do gás, entre eles Biomove e Hexagon Agility.</p>
<p>Os veículos utilizam motores desenvolvidos para operar com gás natural e biometano, diferentemente de ônibus convencionais movidos a óleo diesel.</p>
<p>A aplicação da tecnologia em articulados exige dimensionamento específico dos cilindros de armazenamento e de sua distribuição, levando em consideração peso, autonomia, capacidade de transporte de passageiros e características do itinerário.</p>
<p>Os ônibus foram destinados inicialmente ao BRT Leste-Oeste, conhecido como Eixo Anhanguera, que constitui um dos principais eixos de deslocamento da Região Metropolitana de Goiânia.</p>
<p>Segundo os dados apresentados por fabricantes e operadores, o sistema BRT Leste-Oeste compreende uma rede com aproximadamente 108 quilômetros de extensão, 47 estações, 213 pontos de parada e 15 terminais, considerando o conjunto de serviços associado ao corredor.</p>
<p>A demanda informada supera 2,5 milhões de passageiros por mês.</p>
<h2>Usina de biometano e gasoduto fazem parte da próxima etapa</h2>
<p>Além dos postos e dos ônibus, o projeto contempla a implantação de uma cadeia regional de produção e distribuição do combustível.</p>
<p>Uma usina está prevista para o município de Guapó (GO), nas proximidades da capital. O investimento anunciado mais recentemente é de aproximadamente R$ 150 milhões, com capacidade projetada que poderá chegar a 100 mil metros cúbicos de biometano por dia.</p>
<p>O projeto também prevê a construção de um gasoduto para conectar a produção à rede de distribuição e aos pontos de abastecimento.</p>
<p>Em março, quando o Diário do Transporte acompanhou a apresentação dos ônibus, foi informado que o fornecimento inicial ocorreria por meio de carretas equipadas com cilindros de gás, enquanto a infraestrutura de produção e transporte por dutos estivesse em implantação.</p>
<p>A utilização inicial desse modelo permite antecipar a operação dos veículos sem depender da conclusão de toda a cadeia regional de produção.</p>
<p>A expectativa é que a fabricação local do combustível reduza a dependência de fornecimento de outras regiões, além de possibilitar aproveitamento de resíduos orgânicos.</p>
<p>O resultado econômico, entretanto, dependerá dos custos efetivos de produção, transporte, compressão, distribuição e manutenção dos equipamentos.</p>
<p>O biometano é obtido por meio da purificação do biogás gerado a partir da decomposição de matéria orgânica, como resíduos urbanos, agroindustriais e efluentes.</p>
<p>Diferentemente do gás natural de origem fóssil, o biometano é um combustível renovável. Quando produzido e distribuído sob condições adequadas, pode reduzir significativamente as emissões de gases de efeito estufa ao longo de seu ciclo de vida.</p>
<p>O Governo de Goiás informou anteriormente um potencial de redução de até 95% das emissões, dependendo da tecnologia e das condições de operação. O percentual deve ser compreendido como uma estimativa condicionada ao cenário considerado, e não como redução automaticamente alcançada por todos os ônibus.</p>
<p>Também é necessário distinguir as emissões de gases de efeito estufa das emissões locais de poluentes. Os resultados variam conforme a origem do combustível, o desempenho dos motores e as condições reais de utilização.</p>
<h2>Renovação da frota também depende de custos, subsídios e regularidade das viagens</h2>
<p>O programa de ônibus a gás de Goiânia está inserido em um modelo de financiamento da renovação da frota que utiliza recursos públicos para viabilizar investimentos realizados pelos operadores.</p>
<p>Na deliberação publicada em janeiro, o Governo de Goiás estabeleceu que a remuneração das concessionárias seria ajustada para permitir a incorporação dos novos veículos.</p>
<p>A medida está relacionada à política de subsídios do transporte coletivo metropolitano, com participação do Estado e dos municípios atendidos.</p>
<p>O investimento em tecnologias de menor emissão pode trazer ganhos ambientais e operacionais, mas precisa ser acompanhado de indicadores de custo por quilômetro, consumo de combustível, manutenção, disponibilidade da frota e regularidade das viagens.</p>
<p>A substituição do diesel pelo biometano também altera a estrutura de custos das empresas, já que envolve novos equipamentos, treinamento de profissionais e infraestrutura específica para abastecimento.</p>
<p>Para os passageiros, os efeitos esperados estão relacionados à utilização de ônibus novos, climatizados, com menor emissão de poluentes e disponibilidade adequada para cumprir as viagens programadas.</p>
<p>O sistema metropolitano de Goiânia também investe na eletrificação e mantém veículos movidos a diesel com motores que atendem às exigências da fase Proconve P8, equivalente ao padrão Euro 6.</p>
<p>A diversificação tecnológica permite utilizar diferentes tipos de veículos conforme as características das linhas, o planejamento de garagens e a disponibilidade energética.</p>
<p>Com a entrada em operação da nova estrutura de abastecimento, Goiânia passa a contar com mais uma parte da infraestrutura necessária para ampliar a utilização de ônibus a gás e biometano.</p>
<p>O próximo indicador será o crescimento efetivo da quantidade de veículos incorporados, particularmente diante da diferença entre o cronograma original e as entregas mais recentes.</p>
<p>A experiência da Região Metropolitana de Goiânia também poderá contribuir para a avaliação dessa alternativa energética em outras cidades brasileiras, especialmente naquelas em que a substituição do diesel depende de investimentos simultâneos em ônibus, postos de abastecimento e produção de combustível.</p>
<p><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></p>
</div>
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  </item>
  <item>
    <title>Rodoviária do Rio prevê movimentar 193 mil passageiros no feriadão de Finados</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/27/rodoviaria-do-rio-preve-movimentar-193-mil-passageiros-no-feriadao-de-finados/</link>
	<dc:creator><![CDATA[sennayuri]]></dc:creator>
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    <pubDate>Tue, 27 Oct 2026 21:30:01 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Terminal terá 6,3 mil ônibus entre 30 de outubro e 3 de novembro, incluindo 1.432 veículos extras; concessionária oferece desconto em passagens pela internet YURI SENA A Rodoviária do Rio prevê movimentar 193.520 passageiros entre sexta-feira (30) e terça-feira (3), durante o feriadão de Finados. Para atender à demanda, estão programados 6.360 ônibus, entre partidas [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="548" height="364" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/1fae6a66-6dcd-436b-a92f-7573ba524147.jpg?fit=548%2C364&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/1fae6a66-6dcd-436b-a92f-7573ba524147.jpg?w=548&amp;ssl=1 548w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/1fae6a66-6dcd-436b-a92f-7573ba524147.jpg?resize=300%2C199&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/1fae6a66-6dcd-436b-a92f-7573ba524147.jpg?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/1fae6a66-6dcd-436b-a92f-7573ba524147.jpg?resize=400%2C266&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 548px) 100vw, 548px" /> <p><i><span style="font-weight: 400;">Terminal terá 6,3 mil ônibus entre 30 de outubro e 3 de novembro, incluindo 1.432 veículos extras; concessionária oferece desconto em passagens pela internet</span></i></p>
<p><b><i>YURI SENA</i></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Rodoviária do Rio prevê movimentar 193.520 passageiros entre sexta-feira (30) e terça-feira (3), durante o feriadão de Finados. Para atender à demanda, estão programados 6.360 ônibus, entre partidas e chegadas, incluindo 1.432 veículos extras.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo a concessionária, 96.320 passageiros devem embarcar na capital fluminense, enquanto outros 97.200 têm desembarque previsto no terminal ao longo do período.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A sexta-feira (30) deve concentrar o maior volume de partidas, com previsão de 24.600 passageiros deixando o Rio de Janeiro. Para o mesmo dia, são esperados 16.100 desembarques. Já no sábado (31), a estimativa é de 26.850 passageiros chegando à cidade, além de 16.100 embarques.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre os destinos mais procurados estão cidades da Costa do Sol, da Costa Verde, da Serra Fluminense e do interior do Rio de Janeiro, além de municípios de São Paulo e Minas Gerais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Passageiros que comprarem bilhetes pelo site oficial da Rodoviária do Rio podem utilizar o cupom FERIADO10OFF, que oferece 10% de desconto. A promoção é válida até 3 de novembro de 2026, conforme as condições divulgadas pela concessionária.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A empresa também informa que, dependendo da disponibilidade e das regras das viações, é possível encontrar passagens com descontos de até 80%, especialmente para quem antecipa a compra.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Até sexta-feira (30), o terminal recebe uma exposição com desenhos produzidos por estudantes da rede pública de ensino do Rio de Janeiro. A mostra está instalada na área superior de embarque e aborda temas como prevenção, segurança e bem-estar no ambiente escolar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A iniciativa integra as ações do Dia Nacional de Segurança e Saúde nas Escolas, com participação do Ministério Público do Trabalho (MPT), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e da Organização Internacional do Trabalho (OIT). A exposição também faz parte da programação da Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho (Sipat) da rodoviária.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para evitar imprevistos durante o feriado, a concessionária recomenda que os passageiros cheguem ao terminal com pelo menos uma hora de antecedência e verifiquem a documentação necessária para a viagem.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No caso de menores de 16 anos que viajam desacompanhados, é importante consultar previamente as regras de autorização, que variam de acordo com a idade, o destino e as condições da viagem.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O terminal também conta com mais de 50 lojas e quiosques, além de um ponto de recarga para veículos elétricos no edifício-garagem, no piso G2, e do Uber Lounge, espaço destinado ao embarque em veículos por aplicativo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Informações sobre os serviços podem ser consultadas nos canais oficiais da Rodoviária do Rio, pelo Instagram @rodoviariadorio, pelo e-mail sac@rodoviariadorio.com.br ou pelo WhatsApp (21) 3213-1800.</span></p>
<p><b><i>Yuri Sena, para o Diário do Transporte</i></b></p>
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    <title>Prefeitura do Rio de Janeiro (RJ) garante transporte gratuito a inscritos no Enem nos dias 08 e 15 de novembro</title>
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    <pubDate>Tue, 27 Oct 2026 21:00:09 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Inscritos no exame sem benefício da gratuidade devem se cadastrar no Jaé até as 23h59 de 06 de novembro para receber os créditos; quem já tem o benefício deve utilizar normalmente seu cartão VINÍCIUS DE OLIVEIRA A Prefeitura do Rio de Janeiro (RJ) vai garantir transporte gratuito, nos meios municipais, aos estudantes inscritos no Exame [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="800" height="590" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Bruno-MendoncaOnibus-Brasil-1.jpg?fit=800%2C590&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Bruno-MendoncaOnibus-Brasil-1.jpg?w=800&amp;ssl=1 800w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Bruno-MendoncaOnibus-Brasil-1.jpg?resize=300%2C221&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Bruno-MendoncaOnibus-Brasil-1.jpg?resize=150%2C111&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Bruno-MendoncaOnibus-Brasil-1.jpg?resize=768%2C566&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Bruno-MendoncaOnibus-Brasil-1.jpg?resize=400%2C295&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /> <p><em>Inscritos no exame sem benefício da gratuidade devem se cadastrar no Jaé até as 23h59 de 06 de novembro para receber os créditos; quem já tem o benefício deve utilizar normalmente seu cartão</em></p>
<p><em><strong>VINÍCIUS DE OLIVEIRA</strong></em></p>
<p>A Prefeitura do Rio de Janeiro (RJ) vai garantir transporte gratuito, nos meios municipais, aos estudantes inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) nos dois dias de aplicação das provas, em 08 e 15 de novembro. Os inscritos que não possuem cartão de gratuidade receberão créditos de transporte pelo Jaé, sistema de bilhetagem digital do município. Para receber os créditos, é necessário estar cadastrado na plataforma até as 23h39 do dia 06 de novembro. Os estudantes que já possuem o benefício de gratuidade devem utilizar normalmente seu cartão nos dias de prova. Os créditos serão destinados apenas aos inscritos que não contam com esse benefício.</p>
<p>O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) já encaminhou a relação dos CPFs dos estudantes inscritos no Enem. Com base nessa relação, a Prefeitura disponibilizará automaticamente, nos dias das provas, o crédito correspondente aos estudantes sem gratuidade que estiverem cadastrados na plataforma dentro do prazo.</p>
<p>Cada inscrito contemplado terá direito a duas passagens gratuitas em cada dia de prova, com a liberação de R$ 10 em crédito por dia de exame. Ao fim de cada dia de prova, o saldo não utilizado desses créditos será retirado das contas.</p>
<p>As passagens concedidas aos inscritos no Enem poderão ser utilizadas considerando os benefícios tarifários disponíveis no Jaé. O Bilhete Único Carioca (BUC) permite ao passageiro realizar até três viagens no intervalo de três horas, pagando apenas uma tarifa de R$ 5, desde que uma das viagens seja obrigatoriamente realizada no BRT. Já o Bilhete Único Margaridas (BUM), disponível para passageiros de linhas intermunicipais que utilizam o Terminal BRT Metropolitano, permite até quatro viagens entre BRT, VLT e ônibus municipais em um período de até 20 horas, com integração municipal também no valor de R$ 5.</p>
<p>A medida tem como objetivo facilitar o deslocamento dos estudantes até os locais de prova e garantir que o custo do transporte não seja um obstáculo para a participação no Enem.</p>
<p>A estimativa é de que cerca de 150 mil alunos estejam inscritos no município do Rio.</p>
<p><em><strong>Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte</strong></em></p>
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    <title>Projeto quer ampliar gratuidade nos ônibus de São Paulo para crianças de até 12 anos e criar Bilhete Único específico</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/27/projeto-quer-ampliar-gratuidade-nos-onibus-de-sao-paulo-para-criancas-de-ate-12-anos-e-criar-bilhete-unico-especifico/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Tue, 27 Oct 2026 20:30:01 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Mercado]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[SPTrans]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Proposta das vereadoras Amanda Paschoal e Keit Lima prevê viagens gratuitas todos os dias, sem limite de embarques, inclusive no transporte hidroviário municipal; texto está na Comissão de Constituição e Justiça desde março de 2026 e ainda não foi votado ADAMO BAZANI Um projeto de lei em tramitação na Câmara Municipal de São Paulo pretende [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="782" height="521" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/31144.jpg?fit=782%2C521&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/31144.jpg?w=782&amp;ssl=1 782w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/31144.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/31144.jpg?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/31144.jpg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/31144.jpg?resize=400%2C266&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 782px) 100vw, 782px" /> <p><em>Proposta das vereadoras Amanda Paschoal e Keit Lima prevê viagens gratuitas todos os dias, sem limite de embarques, inclusive no transporte hidroviário municipal; texto está na Comissão de Constituição e Justiça desde março de 2026 e ainda não foi votado</em></p>
<p><em><strong>ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p>Um projeto de lei em tramitação na Câmara Municipal de São Paulo pretende ampliar a gratuidade no transporte coletivo da capital paulista para crianças menores de 12 anos, independentemente de estarem matriculadas em escolas públicas ou particulares. A proposta, apresentada pelas vereadoras Amanda Paschoal e Keit Lima, ambas do PSOL, cria o programa “Infância Sem Tarifa”, que permitiria viagens gratuitas em ônibus municipais e no transporte hidroviário todos os dias da semana, sem limitação de horários ou quantidade de embarques. Para ter direito ao benefício, a criança precisaria residir no município e possuir um Bilhete Único específico, emitido com autorização e acompanhamento de um responsável legal.</p>
<p>O Projeto de Lei 1.239/2025, apresentado em outubro do ano passado, ainda não foi aprovado e, portanto, não altera as regras atuais de cobrança de passagens. Segundo consulta à tramitação oficial realizada pelo <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> nesta segunda-feira, 19 de outubro de 2026, a proposta está na Comissão de Constituição, Justiça e Legislação Participativa desde 6 de março, sem registro de parecer ou votação posterior na ficha legislativa consultada. Caso seja aprovada, a medida ampliará o benefício atualmente concedido às crianças menores de seis anos, alcançando também aquelas de seis a 11 anos que ainda não tenham completado 12 anos, mesmo quando não se enquadrarem nas regras de gratuidade estudantil já existentes.</p>
<p>O texto estabelece que a gratuidade valerá para qualquer finalidade de deslocamento, e não apenas para viagens entre a residência e a escola.</p>
<p>Isso significa que a criança beneficiária poderá utilizar os ônibus municipais para atividades culturais, esportivas, atendimentos de saúde, lazer e outros compromissos.</p>
<p>A proposta também não determina limite de renda familiar nem exige que a criança esteja matriculada na rede pública de ensino.</p>
<p>A exigência expressa é de residência no município de São Paulo, comprovada por documentos que poderão estar em nome do responsável legal.</p>
<p>As regras detalhadas de cadastramento, comprovação de endereço e utilização do benefício dependerão de regulamentação da Prefeitura, caso o projeto se transforme em lei.</p>
<h2>O que mudaria em relação às gratuidades atuais?</h2>
<p>Atualmente, as crianças menores de seis anos já têm direito à gratuidade nos ônibus municipais de São Paulo, observadas as regras de utilização do sistema.</p>
<p>A partir dos seis anos, o pagamento da passagem passa a ser exigido, salvo quando o passageiro possui algum benefício específico, como a gratuidade estudantil.</p>
<p>A legislação municipal contempla determinadas categorias de estudantes da educação básica, técnica e superior, conforme critérios relacionados à modalidade de ensino, instituição e, em algumas situações, renda familiar.</p>
<p>Há também estudantes que têm direito à meia-tarifa, mas não à isenção integral.</p>
<p>O projeto das vereadoras Amanda Paschoal e Keit Lima pretende criar uma categoria de gratuidade baseada principalmente na idade e na residência, sem necessidade de comprovar vínculo escolar para a concessão.</p>
<p>A mudança teria maior impacto sobre crianças de seis a 11 anos que atualmente precisam pagar passagem por não estarem enquadradas nas hipóteses de isenção.</p>
<p>Um exemplo é o de uma criança de oito anos que não possui gratuidade estudantil e precisa utilizar o ônibus municipal acompanhada da família.</p>
<p>Pelas regras atuais, a passagem comum custa R$ 5,30, desde janeiro de 2026.</p>
<p>Se o projeto for aprovado com a redação apresentada, essa criança poderá realizar viagens gratuitas, desde que cumpra as exigências de cadastramento e utilização do novo Bilhete Único.</p>
<p>A proposta não estabelece gratuidade automática para o adulto acompanhante.</p>
<p>Assim, pais, mães e responsáveis que não possuam benefício próprio continuarão sujeitos ao pagamento das passagens, exceto nas situações em que já houver tarifa zero ou outro direito à gratuidade.</p>
<h2>Bilhete Único Infantil permitiria viagens ilimitadas</h2>
<p>O projeto determina a criação de um Bilhete Único específico para o programa Infância Sem Tarifa.</p>
<p>O cartão deverá permitir a identificação dos beneficiários e o controle do acesso aos veículos.</p>
<p>A emissão dependerá de autorização expressa e acompanhamento dos responsáveis legais.</p>
<p>A proposta também estabelece que o novo cartão seja compatível com os demais benefícios tarifários previstos na legislação municipal.</p>
<p>Entretanto, o texto não define o funcionamento tecnológico dessa integração nem cria, expressamente, gratuidade nas linhas estaduais de ônibus intermunicipais, no Metrô ou nos trens metropolitanos.</p>
<p>Essa distinção é importante porque o sistema de transporte da cidade de São Paulo possui modalidades administradas por diferentes esferas do poder público.</p>
<p>A SPTrans gerencia os ônibus municipais, enquanto os serviços metroferroviários e intermunicipais metropolitanos estão sujeitos a regras próprias.</p>
<p>Dessa forma, a aprovação do projeto pela Câmara Municipal não significaria, por si só, gratuidade irrestrita em todos os meios de transporte da Região Metropolitana de São Paulo.</p>
<p>Outro aspecto é que o benefício seria válido durante todos os dias da semana, inclusive feriados, sem limitação diária de viagens.</p>
<p>A cidade já possui o Domingão Tarifa Zero, que garante ônibus municipais gratuitos para todos os passageiros aos domingos e em determinados feriados.</p>
<p>O novo programa teria alcance diferente, pois permitiria que as crianças contempladas viajassem gratuitamente também nos dias úteis e sábados.</p>
<h2>Proposta inclui transporte hidroviário e se diferencia do Mamãe Tarifa Zero</h2>
<p>Além dos ônibus municipais, o projeto contempla expressamente o transporte hidroviário integrante do sistema de transporte coletivo da cidade de São Paulo.</p>
<p>Isso significa que o benefício não estaria limitado aos veículos que circulam pelas ruas e avenidas.</p>
<p>A inclusão é relevante diante das experiências municipais de transporte por embarcações, como o Aquático-SP, implantado na zona sul da capital.</p>
<p>A proposta, porém, não detalha separadamente a forma de validação do Bilhete Único nesse serviço.</p>
<p>O Infância Sem Tarifa também é diferente do programa Mamãe Tarifa Zero, criado pela Prefeitura de São Paulo.</p>
<p>O Mamãe Tarifa Zero é destinado a mães, pais e outros responsáveis por crianças matriculadas em creches públicas municipais, com idade de zero a quatro anos, desde que sejam atendidos requisitos específicos.</p>
<p>Entre as condições estão inscrição no Cadastro Único para Programas Sociais, distância superior a 1,5 quilômetro entre a residência e a creche e ausência de atendimento pelo Transporte Escolar Gratuito.</p>
<p>O benefício oferece viagens para o deslocamento de ida e volta das creches, de acordo com o calendário letivo.</p>
<p>Já a proposta Infância Sem Tarifa não estabelece vínculo com creches, limitações de horário ou exigências de renda, mas também não estende automaticamente a gratuidade aos responsáveis pelas crianças.</p>
<p>Portanto, embora ambos os programas estejam relacionados ao deslocamento infantil, possuem públicos e objetivos diferentes.</p>
<h2>Prefeitura teria de informar quantas crianças utilizam o benefício e quanto custa a gratuidade</h2>
<p>O projeto também estabelece obrigações de transparência.</p>
<p>A Prefeitura deverá divulgar periodicamente, em meio eletrônico de acesso público, relatórios sobre o programa.</p>
<p>Esses documentos terão de apresentar informações relativas à quantidade de beneficiários, aos custos e aos impactos orçamentários.</p>
<p>A previsão é importante porque a ampliação das gratuidades não elimina os custos da operação dos ônibus.</p>
<p>Mesmo quando o passageiro não paga diretamente pela passagem, as empresas continuam tendo despesas com motoristas, combustível, eletricidade, manutenção, veículos, garagens e demais estruturas necessárias à prestação dos serviços.</p>
<p>Dependendo do modelo de remuneração, a ampliação de um benefício tarifário pode exigir recursos públicos adicionais ou modificações na distribuição dos valores arrecadados e pagos aos operadores.</p>
<p>No caso paulistano, a Prefeitura já destina recursos significativos para compensações tarifárias e remuneração do transporte coletivo.</p>
<p>A proposta estabelece que as despesas decorrentes do programa sejam cobertas por dotações orçamentárias próprias, suplementadas se necessário.</p>
<p>Entretanto, o texto apresentado não traz uma estimativa numérica de quantas crianças seriam beneficiadas nem um cálculo do custo anual da ampliação da gratuidade.</p>
<p>Também não define uma fonte adicional e específica de financiamento.</p>
<p>Essas questões poderão ser discutidas durante a análise legislativa, especialmente na Comissão de Finanças e Orçamento.</p>
<p>A avaliação econômica precisará considerar não apenas quantas crianças têm entre seis e 11 anos no município, mas quantas utilizam atualmente o transporte coletivo, quais já possuem isenção e quantas viagens adicionais poderiam ocorrer com a gratuidade.</p>
<p>A simples multiplicação do número de crianças pelo valor da tarifa não seria suficiente para determinar o impacto financeiro real.</p>
<h2>Projeto está na primeira comissão desde março de 2026</h2>
<p>O Projeto de Lei 1.239/2025 foi apresentado em 14 de outubro de 2025, com publicação no Diário Oficial da Cidade no dia seguinte.</p>
<p>Na ficha legislativa, constam como autoras as vereadoras Amanda Paschoal e Keit Lima, ambas do PSOL.</p>
<p>Depois dos procedimentos iniciais da Câmara Municipal, a proposta foi encaminhada à Comissão de Constituição, Justiça e Legislação Participativa, que a recebeu em 6 de março de 2026.</p>
<p>Na consulta realizada em 19 de outubro, esse continuava sendo o último encaminhamento registrado.</p>
<p>Além da Comissão de Constituição e Justiça, o projeto foi distribuído para análise das comissões de Administração Pública; Trânsito, Transporte, Mobilidade Urbana e Atividade Econômica; Saúde, Promoção Social, Trabalho e Mulher; e Finanças e Orçamento.</p>
<p>Cada colegiado deverá examinar os aspectos relacionados às respectivas competências, conforme o andamento do processo legislativo.</p>
<p>Depois das etapas necessárias, o texto poderá ser submetido às votações previstas no Regimento Interno da Câmara.</p>
<p>A proposta ainda poderá receber alterações ou substitutivos.</p>
<p>Mesmo que seja aprovada pelos vereadores, precisará passar pelas etapas posteriores do processo legislativo, incluindo sanção ou eventual veto do prefeito.</p>
<p>O texto determina que, se transformado em lei, entrará em vigor na data de sua publicação.</p>
<p>Entretanto, estabelece prazo de até 90 dias para regulamentação pelo Poder Executivo.</p>
<p>Isso significa que, mesmo após eventual aprovação e sanção, os procedimentos de emissão dos cartões e execução do programa poderão depender das regras administrativas a serem estabelecidas pela Prefeitura.</p>
<p>Por enquanto, não existe autorização decorrente desse projeto para crianças de seis a 11 anos embarcarem gratuitamente apenas com base na idade.</p>
<p>Continuam valendo as condições de gratuidade e os benefícios tarifários atualmente previstos para o sistema municipal de ônibus.</p>
<p><em><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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  </item>
  <item>
    <title>Prefeitura de São Paulo aumenta em R$ 5,28 milhões remuneração da SPTrans, e contrato de gerenciamento dos ônibus chega a R$ 701,82 milhões</title>
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    <pubDate>Tue, 27 Oct 2026 20:01:04 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Valor destinado à empresa municipal cobre serviços de fiscalização, administração, engenharia e gerenciamento do transporte coletivo; recursos são diferentes dos subsídios pagos às concessionárias que operam os ônibus ADAMO BAZANI A Prefeitura de São Paulo aumentou em R$ 5,28 milhões o valor do contrato que remunera a SPTrans (São Paulo Transporte S.A.) pelos serviços de [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="818" height="570" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/sptragna.jpg?fit=818%2C570&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/sptragna.jpg?w=818&amp;ssl=1 818w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/sptragna.jpg?resize=300%2C209&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/sptragna.jpg?resize=150%2C105&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/sptragna.jpg?resize=768%2C535&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/sptragna.jpg?resize=400%2C279&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 818px) 100vw, 818px" /> <p><em>Valor destinado à empresa municipal cobre serviços de fiscalização, administração, engenharia e gerenciamento do transporte coletivo; recursos são diferentes dos subsídios pagos às concessionárias que operam os ônibus</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>A Prefeitura de São Paulo aumentou em R$ 5,28 milhões o valor do contrato que remunera a SPTrans (São Paulo Transporte S.A.) pelos serviços de gerenciamento, fiscalização, administração e engenharia do sistema municipal de ônibus. Com o reajuste contratual publicado no Diário Oficial da Cidade, o montante passa de R$ 696,54 milhões para R$ 701,82 milhões, conforme o segundo termo de aditamento firmado entre a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte e a empresa pública.</p>
<p>Os recursos são destinados às atividades da SPTrans na gestão do transporte coletivo, e não devem ser confundidos com os subsídios e compensações tarifárias repassados às empresas concessionárias responsáveis pela operação dos ônibus. O acréscimo de R$ 5.284.819,00, correspondente a aproximadamente 0,76% do valor anterior, foi justificado pela Prefeitura como uma readequação da proposta contratual. A mudança ocorre em um momento de ampliação dos recursos públicos destinados ao sistema, com novos aportes para subsidiar as operações e a discussão do orçamento municipal de 2027.</p>
<p>A SPTrans é responsável por atividades que incluem o planejamento operacional, a gestão das linhas, o acompanhamento da prestação dos serviços pelas concessionárias e o suporte técnico à Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte.</p>
<p>Embora os ônibus sejam operados por empresas privadas contratadas pela Prefeitura, a administração municipal mantém uma estrutura própria para supervisionar o funcionamento da rede, acompanhar indicadores operacionais e fiscalizar o cumprimento dos contratos.</p>
<p>O aditamento publicado nesta sexta-feira é referente justamente ao financiamento dessas atividades.</p>
<h3>Contrato aumenta R$ 5,28 milhões e ultrapassa R$ 700 milhões</h3>
<p>O segundo termo de aditamento estabelece os seguintes valores:</p>
<div>
<div>
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Descrição</th>
<th>Valor</th>
</tr>
<tr>
<td>Valor anterior do contrato</td>
<td>R$ 696.539.009,00</td>
</tr>
<tr>
<td>Acréscimo autorizado</td>
<td>R$ 5.284.819,00</td>
</tr>
<tr>
<td>Novo valor contratual</td>
<td>R$ 701.823.828,00</td>
</tr>
<tr>
<td>Aumento percentual</td>
<td>0,76%</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p>O objeto contratual compreende a prestação de serviços especializados de gerenciamento, fiscalização, administração e engenharia de transporte, voltados ao Sistema de Transporte Urbano do Município de São Paulo.</p>
<p>A fundamentação administrativa está nos dispositivos da Lei Federal nº 14.133, de 2021, que permitem alterações em contratos públicos nas condições estabelecidas pela legislação.</p>
<p>O aumento está relacionado a uma readequação da proposta apresentada no âmbito do contrato. O extrato divulgado identifica o valor acrescentado e o novo total, mas não detalha individualmente quanto do acréscimo corresponde a cada atividade de gerenciamento, fiscalização ou engenharia.</p>
<p>Também é importante diferenciar o valor global contratual da despesa efetivamente liquidada e paga. A publicação do aditamento atualiza a obrigação contratual, mas não representa, isoladamente, a comprovação de que todos os R$ 701,82 milhões já tenham sido desembolsados.</p>
<h3>Diferença entre a remuneração da SPTrans e os subsídios aos operadores</h3>
<p>O sistema paulistano funciona com diferentes mecanismos de financiamento público.</p>
<p>De um lado estão as empresas concessionárias, que disponibilizam os ônibus, contratam motoristas, realizam viagens e assumem as obrigações operacionais estabelecidas nos contratos.</p>
<p>Essas empresas recebem remuneração conforme as condições contratuais do sistema. Parte dos recursos necessários é coberta pela arrecadação tarifária, enquanto outra parcela é financiada por compensações pagas pelo Município.</p>
<p>De outro lado está a SPTrans, empresa vinculada à administração municipal e responsável por funções de gerenciamento, planejamento, controle e fiscalização.</p>
<p>Seu contrato de prestação de serviços especializados com a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte possui finalidade própria, relacionada à estrutura de gestão do transporte coletivo.</p>
<p>Essa distinção é necessária para compreender os gastos públicos com os ônibus.</p>
<p>O financiamento do sistema não se resume aos subsídios operacionais destinados às concessionárias. Também envolve despesas com fiscalização, tecnologia, administração, planejamento, infraestrutura e outras atividades necessárias à prestação e ao controle dos serviços.</p>
<p>A remuneração contratual da SPTrans, portanto, precisa ser examinada separadamente dos pagamentos às operadoras, sem prejuízo da análise do custo total da estrutura municipal de transporte.</p>
<h3>Prefeitura ampliou em R$ 665,6 milhões as dotações de subsídios aos ônibus somente em outubro</h3>
<p>O novo aditamento é publicado na mesma semana em que o Diário do Transporte mostrou uma sequência de reforços orçamentários para o sistema de ônibus.</p>
<p>Em 5 de outubro, a Prefeitura acrescentou R$ 271,76 milhões às dotações destinadas às compensações tarifárias.</p>
<p>No dia 16, outro decreto autorizou mais R$ 393,85 milhões.</p>
<p>Somados, os dois reforços representaram aproximadamente R$ 665,61 milhões em créditos adicionais para os subsídios dos ônibus durante outubro.</p>
<p>A dotação originalmente prevista para 2026 era de R$ 6,225 bilhões. Considerando apenas os dois acréscimos publicados neste mês, o valor passou a aproximadamente R$ 6,891 bilhões, sujeito às demais alterações orçamentárias realizadas durante o exercício.</p>
<p>Em reportagem publicada em 16 de outubro, o Diário do Transporte também mostrou que os subsídios informados pela SPTrans passaram de aproximadamente R$ 2,9 bilhões em 2017 para R$ 7,12 bilhões em 2025, crescimento nominal de 145,5%, superior à inflação acumulada no período.</p>
<p>Veja também: <a href="https://diariodotransporte.com.br/2026/10/16/prefeitura-de-sao-paulo-libera-mais-r-3938-milhoes-para-subsidios-dos-onibus-reforcos-de-outubro-somam-r-6656-milhoes-e-gastos-crescem-acima-da-inflacao-desde-2017/?utm_source=chatgpt.com">Prefeitura de São Paulo libera mais R$ 393,8 milhões para subsídios dos ônibus; reforços de outubro somam R$ 665,6 milhões</a></p>
<h3>Orçamento de 2027 prevê mais recursos para operação, gestão e renovação dos ônibus</h3>
<p>A Prefeitura encaminhou à Câmara Municipal uma proposta de orçamento de aproximadamente R$ 13,96 bilhões para a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte em 2027.</p>
<p>Entre os valores previstos estão R$ 7,347 bilhões para compensações tarifárias, considerando as dotações distribuídas entre as secretarias de Mobilidade e Educação.</p>
<p>O projeto também contempla cerca de R$ 2,19 bilhões para eletrificação da frota e melhoria da gestão do transporte coletivo e R$ 500 milhões para renovação com veículos movidos a biometano.</p>
<p>Essas classificações orçamentárias possuem finalidades específicas e não devem ser somadas indiscriminadamente ao contrato de remuneração da SPTrans, uma vez que é necessário identificar quais despesas já estão contempladas nos diferentes programas e dotações.</p>
<p>O orçamento de 2027 ainda depende da análise e aprovação pela Câmara Municipal.</p>
<p>O aumento das despesas com o sistema de transporte coletivo amplia a importância do acompanhamento dos resultados obtidos com os recursos públicos.</p>
<p>Para os passageiros, essa avaliação passa pela regularidade das viagens, pela conservação da frota, pela pontualidade, pela acessibilidade e pelo cumprimento dos padrões de atendimento.</p>
<p>No caso da SPTrans, envolve também a eficiência do gerenciamento e da fiscalização exercidos sobre as empresas que prestam os serviços.</p>
<p>O contrato de R$ 701,82 milhões representa uma parcela relevante dessa estrutura administrativa e operacional, responsável por acompanhar diariamente um dos maiores sistemas municipais de ônibus do país.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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  </item>
  <item>
    <title>Projeto na Câmara prevê indenização mínima de R$ 500 mil por morte em acidentes causados por defeitos em ônibus elétricos e outros veículos</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/27/projeto-na-camara-preve-indenizacao-minima-de-r-500-mil-por-morte-em-acidentes-causados-por-defeitos-em-onibus-eletricos-e-outros-veiculos/</link>
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    <pubDate>Tue, 27 Oct 2026 19:30:26 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category><category><![CDATA[Eletromobilidade]]></category><category><![CDATA[Notícia]]></category><category><![CDATA[Outros destaques]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Proposta também estabelece valores mínimos de R$ 300 mil por invalidez permanente e R$ 150 mil por queimaduras graves, além de exigir certificação de segurança e sistemas automáticos contra incêndios em baterias; texto ainda não foi votado e aguarda relator ADAMO BAZANI Um projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados prevê que fabricantes, [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="984" height="738" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/batida-entre-dois-onibus-do-move-em-bh.webp?fit=984%2C738&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/batida-entre-dois-onibus-do-move-em-bh.webp?w=984&amp;ssl=1 984w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/batida-entre-dois-onibus-do-move-em-bh.webp?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/batida-entre-dois-onibus-do-move-em-bh.webp?resize=150%2C113&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/batida-entre-dois-onibus-do-move-em-bh.webp?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/batida-entre-dois-onibus-do-move-em-bh.webp?resize=400%2C300&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 984px) 100vw, 984px" /> <p><em>Proposta também estabelece valores mínimos de R$ 300 mil por invalidez permanente e R$ 150 mil por queimaduras graves, além de exigir certificação de segurança e sistemas automáticos contra incêndios em baterias; texto ainda não foi votado e aguarda relator</em></p>
<p><em><strong>ADAMO BAZANI</strong></em></p>
<p>Um projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados prevê que fabricantes, importadores, montadoras, distribuidores, comerciantes e prestadores de serviços possam ser responsabilizados solidariamente por acidentes decorrentes de defeitos em ônibus elétricos, carros, caminhões, motocicletas e outros veículos movidos a eletricidade. A proposta estabelece indenização mínima de R$ 500 mil por vítima fatal, R$ 300 mil em casos de invalidez permanente e R$ 150 mil para pessoas que sofrerem queimaduras graves ou sequelas permanentes, sem impedir o reconhecimento judicial de valores superiores. Também determina a certificação de segurança térmica e elétrica antes da comercialização dos veículos no Brasil e a instalação de sistemas automáticos de prevenção e contenção de incêndios em baterias de alta voltagem.</p>
<p>Apresentado em 17 de junho de 2026 pelo deputado federal Pastor Gil (PL-MA), o Projeto de Lei 3.174/2026 ainda está no início da tramitação. Em consulta realizada pelo <em><strong>Diário do Transporte</strong></em> nesta segunda-feira, 19 de outubro de 2026, a matéria permanecia na Comissão de Viação e Transportes da Câmara, aguardando a designação de um relator. O texto também deverá passar pelas comissões de Defesa do Consumidor e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Até o momento, não houve votação nem aprovação de parecer sobre a proposta, que poderá sofrer alterações antes de uma eventual transformação em lei.</p>
<p>O projeto estabelece regras específicas para a segurança de veículos elétricos e para a reparação de danos provocados por defeitos de fabricação, funcionamento, manutenção ou componentes.</p>
<p>Para o setor de ônibus, as consequências poderão envolver não apenas as fabricantes dos veículos completos, mas também empresas responsáveis por chassis, carrocerias, baterias, sistemas de carregamento e outros equipamentos, conforme a participação de cada integrante na cadeia de fornecimento e sua responsabilidade legal.</p>
<p>A proposta não está limitada aos ônibus e abrange veículos que utilizem baterias elétricas recarregáveis como fonte principal ou auxiliar de propulsão.</p>
<p>Entretanto, os valores mínimos de indenização não seriam aplicados automaticamente a qualquer acidente envolvendo um veículo elétrico. O texto exige que o dano decorra de defeito do veículo ou de seus componentes.</p>
<p>Assim, a simples ocorrência de um incêndio, colisão ou outro incidente não bastaria, isoladamente, para estabelecer a responsabilidade de fabricantes e fornecedores.</p>
<h2>Fabricantes de chassis, carrocerias e baterias poderão ser atingidos pelas novas regras</h2>
<p>O artigo 3º do projeto prevê responsabilidade objetiva e solidária das pessoas jurídicas integrantes da cadeia de fornecimento pelos danos decorrentes de defeitos em veículos elétricos.</p>
<p>A responsabilidade objetiva significa que, observados os requisitos legais, a vítima não precisa demonstrar culpa do fornecedor para buscar reparação. Isso não elimina a necessidade de comprovar o defeito, o dano e a relação entre ambos, nem as possibilidades de defesa previstas na legislação.</p>
<p>Já a responsabilidade solidária permite que diferentes integrantes da cadeia respondam pela obrigação de indenizar, nos limites estabelecidos em lei.</p>
<p>O texto relaciona expressamente os seguintes componentes:</p>
<ul>
<li>Baterias;</li>
<li>Sistemas de carregamento;</li>
<li>Softwares de gerenciamento elétrico;</li>
<li>Sistemas autônomos;</li>
<li>Inversores;</li>
<li>Componentes eletrônicos;</li>
<li>Peças de reposição originais ou homologadas.</li>
</ul>
<p>No mercado brasileiro de ônibus, existem diferentes modelos industriais.</p>
<p>Alguns veículos são produzidos por fabricantes que integram chassis, sistemas elétricos e carrocerias em uma mesma estrutura industrial. Em outros casos, a fabricação envolve empresas distintas, responsáveis pelo chassi, pela carroceria, pelo conjunto de tração elétrica e por componentes específicos.</p>
<p>A proposta pode ter consequências para essa organização produtiva, especialmente na definição de responsabilidades quando um problema estiver relacionado à bateria, ao gerenciamento eletrônico, ao carregamento ou à integração dos componentes.</p>
<p>Isso não significa que qualquer empresa participante da fabricação será necessariamente condenada em todos os acidentes. A aplicação das regras dependerá da identificação do defeito, das circunstâncias do caso e das disposições legais pertinentes.</p>
<p>O projeto também estabelece que o encerramento da garantia contratual não afasta, por si só, a responsabilidade por defeitos do produto, observadas as regras do Código de Defesa do Consumidor, inclusive aquelas relativas aos vícios ocultos.</p>
<h2>Indenizações teriam valores mínimos determinados em lei</h2>
<p>Uma das principais novidades é a definição de pisos indenizatórios para situações específicas.</p>
<p>Pela redação apresentada, a indenização devida ao usuário em caso de defeito no veículo elétrico não poderá ser inferior a R$ 500 mil quando ocorrer morte.</p>
<p>Para invalidez permanente, o valor mínimo proposto é de R$ 300 mil.</p>
<p>Nos casos de queimaduras graves ou sequelas permanentes, o piso será de R$ 150 mil.</p>
<p>Os valores poderão ser ampliados judicialmente conforme as circunstâncias, a extensão dos danos e as consequências para as vítimas.</p>
<p>O projeto também assegura reparação integral de danos patrimoniais e extrapatrimoniais, incluindo danos morais e estéticos, nos termos do Código de Defesa do Consumidor.</p>
<p>As indenizações não excluem outras responsabilidades administrativas, ambientais ou penais eventualmente previstas na legislação.</p>
<p>É importante observar que a proposta não determina pagamento automático desses valores a qualquer pessoa envolvida em um acidente com ônibus elétrico.</p>
<p>A existência de defeito e sua relação com os danos deverão ser analisadas.</p>
<p>Também não se deve confundir a responsabilidade dos fabricantes e fornecedores com a responsabilidade das empresas operadoras de transporte coletivo perante os passageiros, que já é tratada por outras disposições legais.</p>
<h2>Projeto exige certificação de segurança e sistemas automáticos contra incêndios</h2>
<p>Além das indenizações, a proposta estabelece obrigações preventivas.</p>
<p>O artigo 6º determina que as empresas abrangidas pela lei comprovem certificação nacional de segurança térmica e elétrica, emitida por órgão competente, antes da comercialização dos veículos elétricos em território brasileiro.</p>
<p>O artigo 7º torna obrigatória a instalação de sistemas automáticos de prevenção e contenção de incêndios em baterias de alta voltagem.</p>
<p>São exigências que poderão repercutir sobre projetos de ônibus, especificações de componentes, processos de certificação, custos industriais e procedimentos de manutenção.</p>
<p>Entretanto, a redação apresentada não detalha quais normas técnicas deverão ser utilizadas, qual órgão ficará responsável pela certificação nem como os sistemas automáticos de prevenção e contenção deverão funcionar.</p>
<p>Também não estabelece procedimentos específicos para ônibus elétricos em operação comercial, veículos já vendidos antes da eventual entrada em vigor da lei ou diferentes tecnologias de baterias.</p>
<p>Esses pontos poderão exigir regulamentação posterior ou aperfeiçoamento do texto durante a tramitação legislativa.</p>
<p>Uma questão importante para o transporte coletivo é que incêndios envolvendo baterias podem apresentar características distintas de ocorrências em veículos convencionais.</p>
<p>Dependendo da composição química, do projeto e das condições de falha, pode ocorrer a chamada fuga térmica, processo no qual o aquecimento de células pode desencadear reações sucessivas, com liberação de gases e possibilidade de incêndio.</p>
<p>A justificativa do projeto menciona esse fenômeno como uma das razões para a criação de exigências específicas de segurança.</p>
<p>Entretanto, a existência desse risco não significa que todos os veículos elétricos apresentem a mesma probabilidade de incêndio ou que sejam necessariamente mais perigosos do que ônibus movidos a diesel.</p>
<p>A avaliação depende de dados sobre ocorrências, características dos veículos, manutenção, tecnologias utilizadas e condições de operação.</p>
<h2>Quais seriam os impactos para empresas e passageiros de ônibus?</h2>
<p>A discussão tem relevância para municípios que estão adquirindo ônibus elétricos ou preparando licitações para renovação de frotas.</p>
<p>No Brasil, programas de eletrificação envolvem fabricantes de chassis e carrocerias, fornecedores de baterias, equipamentos de recarga, concessionárias de transporte e órgãos públicos responsáveis pela contratação e fiscalização dos serviços.</p>
<p>As obrigações propostas poderão influenciar as especificações técnicas dos veículos adquiridos, a documentação exigida dos fabricantes e as condições de fornecimento.</p>
<p>Também poderão aumentar a necessidade de definição contratual das responsabilidades entre os diferentes fornecedores.</p>
<p>Por outro lado, exigências adicionais de certificação, equipamentos de segurança e documentação podem representar custos de fabricação e comercialização.</p>
<p>A intensidade desses efeitos dependerá do conteúdo final da legislação, dos requisitos regulamentares e das tecnologias já utilizadas pelos fabricantes.</p>
<p>Para os passageiros, a discussão está relacionada principalmente à segurança dos veículos e à possibilidade de reparação dos danos decorrentes de defeitos.</p>
<p>Já para operadores e gestores públicos, envolve também manutenção, seguros, garantias, prevenção de incêndios, disponibilidade dos veículos e riscos contratuais.</p>
<p>A definição de responsabilidades é particularmente importante porque um ônibus elétrico reúne componentes de alto valor e sistemas eletrônicos que precisam funcionar de maneira integrada.</p>
<p>A investigação de uma falha pode exigir a identificação de responsabilidades de empresas diferentes, dependendo de quem projetou, produziu, instalou, forneceu ou realizou serviços nos componentes envolvidos.</p>
<h2>Responsabilidade por defeitos já existe no Código de Defesa do Consumidor</h2>
<p>A apresentação do projeto não significa que fabricantes e fornecedores de veículos elétricos estejam atualmente livres de responsabilidade por defeitos.</p>
<p>O Código de Defesa do Consumidor já estabelece regras para a responsabilização de fabricantes, produtores, construtores e importadores por danos decorrentes de defeitos de produtos.</p>
<p>Também contempla hipóteses de responsabilidade de outros fornecedores, observadas as circunstâncias previstas na legislação.</p>
<p>O que o projeto pretende fazer é estabelecer regras expressas para veículos elétricos, ampliar a especificação de componentes abrangidos, fixar pisos indenizatórios e criar novas exigências preventivas.</p>
<p>Há, portanto, uma diferença entre reforçar ou detalhar obrigações já existentes e criar novas exigências legais.</p>
<p>Essa distinção poderá ser discutida pelas comissões da Câmara, especialmente durante a análise de constitucionalidade, juridicidade e compatibilidade com a legislação de defesa do consumidor.</p>
<p>Outro ponto que merece análise é a referência à responsabilidade penal na ementa e nos objetivos da proposta.</p>
<p>Embora mencione possíveis consequências penais, o texto apresentado não cria expressamente um novo tipo penal nem estabelece uma pena criminal específica para defeitos em veículos elétricos.</p>
<p>Eventuais responsabilidades dessa natureza dependerão da legislação penal aplicável e da apuração das condutas em cada situação.</p>
<h2>Projeto está parado desde agosto e ainda não tem relator</h2>
<p>O Projeto de Lei 3.174/2026 foi protocolado em 17 de junho.</p>
<p>Em 17 de agosto, a Mesa Diretora da Câmara determinou o encaminhamento da matéria para três comissões permanentes.</p>
<p>A proposta foi recebida pela Comissão de Viação e Transportes em 31 de agosto de 2026.</p>
<p>Desde então, conforme a consulta realizada em 19 de outubro, permanece aguardando a indicação de um deputado responsável pela relatoria.</p>
<p>A Comissão de Viação e Transportes deverá analisar inicialmente o conteúdo relacionado à segurança dos veículos e às consequências para o setor.</p>
<p>Na sequência, o projeto deverá ser examinado pela Comissão de Defesa do Consumidor e pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, esta última com análise também de mérito, conforme o despacho de distribuição.</p>
<p>A tramitação ocorre em regime ordinário e está sujeita, inicialmente, à apreciação conclusiva pelas comissões.</p>
<p>Isso significa que, cumpridos os requisitos regimentais, a proposta poderá ser aprovada na Câmara sem necessidade de votação pelo plenário, salvo hipóteses que determinem sua apreciação pelos deputados em plenário.</p>
<p>Caso seja aprovada pela Câmara, seguirá para análise do Senado, antes de eventual sanção ou veto presidencial.</p>
<p>Até o momento, não foram apresentados pareceres aprovados ou substitutivos registrados na ficha de tramitação.</p>
<p>Portanto, nenhuma das novas obrigações ou dos pisos indenizatórios previstos no projeto está em vigor por força dessa proposta.</p>
<p>Se o texto original for aprovado e transformado em lei, a entrada em vigor ocorrerá 180 dias depois da publicação oficial.</p>
<p><em><strong>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</strong></em></p>
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  </item>
  <item>
    <title>Mobi-Rio contrata R$ 940,96 mil em portas antievasão e peças de ônibus e prepara novas compras para o BRT</title>
    <link>https://diariodotransporte.com.br/2026/10/27/mobi-rio-contrata-r-94096-mil-em-portas-antievasao-e-pecas-de-onibus-e-prepara-novas-compras-para-o-brt/</link>
	<dc:creator><![CDATA[blogpontodeonibus]]></dc:creator>
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    <pubDate>Tue, 27 Oct 2026 19:00:28 +0000</pubDate>
	<category><![CDATA[Brasil]]></category><category><![CDATA[BRT]]></category><category><![CDATA[Dzinho]]></category>    
	
	<description><![CDATA[Publicações incluem equipamentos para estações e terminais, manutenção da frota Mercedes-Benz, materiais hidráulicos e licitação de proteção individual com disputa em 3 de novembro ADAMO BAZANI A Mobi-Rio publicou dois contratos que somam R$ 940.964,75 para o fornecimento de portas antievasão destinadas a estações e terminais e de peças para manutenção dos ônibus. Os extratos [&#8230;]]]></description>
	<content:encoded><![CDATA[<img width="1024" height="683" src="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/BRTamarelo-scaled-1.webp?fit=1024%2C683&amp;ssl=1" class="attachment-large size-large wp-post-image" alt="" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/BRTamarelo-scaled-1.webp?w=1200&amp;ssl=1 1200w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/BRTamarelo-scaled-1.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/BRTamarelo-scaled-1.webp?resize=1024%2C683&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/BRTamarelo-scaled-1.webp?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/BRTamarelo-scaled-1.webp?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/diariodotransporte.com.br/wp-content/uploads/2026/10/BRTamarelo-scaled-1.webp?resize=400%2C267&amp;ssl=1 400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /> <p><em>Publicações incluem equipamentos para estações e terminais, manutenção da frota Mercedes-Benz, materiais hidráulicos e licitação de proteção individual com disputa em 3 de novembro</em></p>
<p><strong><em>ADAMO BAZANI</em></strong></p>
<p>A Mobi-Rio publicou dois contratos que somam R$ 940.964,75 para o fornecimento de portas antievasão destinadas a estações e terminais e de peças para manutenção dos ônibus. Os extratos estão no Diário Oficial do Município do Rio de Janeiro, que também traz a aprovação de fornecedores de materiais hidráulicos para as instalações do BRT.</p>
<p>A companhia anunciou ainda uma licitação de equipamentos de proteção individual, com disputa marcada para 3 de novembro, às 10h. As contratações e compras abrangem diferentes necessidades do sistema: controle de acesso dos passageiros, manutenção preventiva e corretiva da frota, conservação das unidades físicas e proteção dos trabalhadores.</p>
<p>O maior dos dois contratos publicados é o de portas antievasão, firmado com a Wolpac Soluções em Controle de Acesso Ltda., por R$ 819.793,82. O fornecimento compreende equipamentos do modelo Wolthunder, acompanhados de fechamentos, com frete incluído.</p>
<p>A assinatura ocorreu em 9 de outubro de 2026, e o prazo contratual vai até 8 de dezembro. Os equipamentos serão destinados às estações e aos terminais da Mobi-Rio.</p>
<p>As portas integram a estrutura de controle de entrada nessas instalações. O fornecimento se relaciona à organização do acesso às áreas de embarque e à prevenção da entrada sem pagamento.</p>
<h2>Peças atenderão manutenção preventiva e corretiva dos ônibus</h2>
<p>O segundo contrato foi firmado com a Nova Rio Distribuidora Automotiva Ltda., no valor de R$ 121.170,93, para fornecimento de sete itens de peças e acessórios novos e originais.</p>
<p>A compra faz parte de uma licitação voltada a componentes de eixos, embreagem, elétrica, direção, caixa de marchas, suspensão e transmissão diferencial da frota Mercedes-Benz, com referência a veículos e motores de padrões Euro 5 e Euro 6.</p>
<p>Os materiais são destinados à manutenção preventiva e corretiva dos ônibus operados pela companhia. A assinatura ocorreu em 7 de setembro, com prazo contratual até 6 de novembro de 2026.</p>
<p>A manutenção preventiva envolve intervenções programadas para conservar os veículos e reduzir falhas. Já a corretiva atende reparos necessários após a identificação de problemas. O fornecimento de peças integra essa rotina de oficina e a preparação dos ônibus para o serviço.</p>
<div>
<div>
<div>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Contratação</th>
<th>Fornecedor</th>
<th>Valor</th>
<th>Prazo contratual</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Portas antievasão Wolthunder e fechamentos, com frete</td>
<td>Wolpac Soluções em Controle de Acesso Ltda.</td>
<td>R$ 819.793,82</td>
<td>09/10 a 08/12/2026</td>
</tr>
<tr>
<td>Sete itens de peças e acessórios para manutenção da frota</td>
<td>Nova Rio Distribuidora Automotiva Ltda.</td>
<td>R$ 121.170,93</td>
<td>07/09 a 06/11/2026</td>
</tr>
<tr>
<td>Total dos dois contratos</td>
<td>—</td>
<td>R$ 940.964,75</td>
<td>—</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
</div>
<h2>Materiais hidráulicos serão utilizados na conservação das instalações</h2>
<p>A Mobi-Rio também aprovou o resultado de itens de uma licitação para registro de preços de materiais hidráulicos destinados à manutenção rotineira das unidades físicas do BRT.</p>
<p>Foram adjudicados e homologados 22 itens, distribuídos entre cinco fornecedores. A decisão valida o resultado desses itens e permite o prosseguimento das etapas de fornecimento conforme as condições da licitação.</p>
<div>
<div>
<div>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Fornecedor</th>
<th>Itens aprovados</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>ACP da Silva Quinoy Comércio e Serviços ME</td>
<td>1, 2, 4, 19, 36 e 52</td>
</tr>
<tr>
<td>F A de Oliveira Metais</td>
<td>10, 35, 42, 43 e 50</td>
</tr>
<tr>
<td>Brave Distribuidora Ltda.</td>
<td>12 e 13</td>
</tr>
<tr>
<td>Raridade Comércio e Serviço Ltda.</td>
<td>16, 22, 37, 39, 44, 49 e 53</td>
</tr>
<tr>
<td>Front Comercial Ltda.</td>
<td>18 e 41</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
</div>
<p>Os preços unitários publicados variam de R$ 0,46 a R$ 500. O custo das aquisições dependerá das quantidades fornecidas de cada material.</p>
<p>Esse grupo de compras atende à conservação das instalações físicas do sistema, enquanto o contrato de peças se destina diretamente à frota.</p>
<h2>Compra de equipamentos de proteção terá disputa em novembro</h2>
<p>A nova licitação de equipamentos de proteção individual será realizada por pregão eletrônico, com registro de preços e julgamento pelo menor preço por item.</p>
<p>O fornecimento deverá atender às especificações do termo de referência e às disposições da Norma Regulamentadora nº 6, que trata dos equipamentos de proteção individual no trabalho.</p>
<p>A sessão está marcada para 3 de novembro de 2026, às 10h, pelo sistema eletrônico de compras do governo federal. O edital poderá ser consultado nos canais de licitação da Mobi-Rio e no portal de compras governamentais.</p>
<p>O orçamento estimado foi mantido sob sigilo, conforme as regras da Lei das Estatais, do decreto municipal e do regulamento interno de licitações da companhia. A disputa está identificada como Pregão Eletrônico nº 1882/2026.</p>
<p><strong><em>Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes</em></strong></p>
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